Cidades

Alimentos Impróprios

Fiscalização apreende 650 kg de alimentos impróprios em atacadista de Campo Grande

Irregularidades em rótulos, armazenamento e controle sanitário motivaram ação conjunta; estabelecimento segue funcionando sob monitoramento

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Uma operação conjunta de órgãos de fiscalização, realizada na manhã desta quinta-feira (18), resultou na apreensão de mais de 650 quilos de produtos alimentícios em uma unidade do Assaí Atacadista, localizada na Avenida Duque de Caxias, no bairro Santo Antônio, em Campo Grande.

O nome do estabelecimento foi confirmado e checado pela reportagem do Correio do Estado. A ação identificou uma série de irregularidades, que vão desde falhas na rotulagem até problemas no armazenamento e no controle de qualidade dos alimentos comercializados.

A operação foi conduzida de forma integrada pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon), pela Vigilância Sanitária, pelo PROCON e pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM), que atuaram simultaneamente na verificação das condições sanitárias, legais e comerciais do estabelecimento.

Durante a vistoria, fiscais constataram que diferentes produtos, como carnes, frios, bacon e até doces, eram comercializados com o mesmo número de registro sanitário, prática considerada irregular, já que cada item deve possuir identificação própria conforme sua composição, forma de conservação e condições de venda.

A fiscalização teve início após o recebimento de denúncias, incluindo um alerta de órgão nacional de vigilância sanitária e uma reclamação de consumidor.

Um dos pontos que chamou atenção foi a presença de um produto sem origem animal identificado com selo de inspeção voltado exclusivamente para esse tipo de mercadoria, o que levantou suspeitas sobre a autenticidade das informações apresentadas.

Além das falhas na rotulagem, também foram encontradas inconsistências no acondicionamento dos produtos e na forma como eram expostos ao consumidor. Alimentos fatiados estavam disponíveis sem identificação adequada, comprometendo a rastreabilidade e a segurança alimentar.

Foto: Policia Civil.

Outro problema identificado foi a ausência de controle no processo de descongelamento de carnes. Embora seja permitido que produtos congelados sejam posteriormente vendidos sob refrigeração, é obrigatório manter registros que comprovem a integridade e o prazo de validade desses itens, o que não foi apresentado pela empresa.

Sem esse monitoramento, torna-se impossível assegurar que os alimentos ainda estão próprios para consumo, aumentando o risco de contaminação e induzindo o consumidor ao erro.

Ao longo da operação, equipes esvaziaram prateleiras e retiraram produtos de freezers, que foram separados, pesados e destinados à análise. A estimativa inicial aponta para um volume superior a mil quilos de mercadorias recolhidas.

Foram aplicadas autuações administrativas pelos órgãos envolvidos, enquanto medidas na esfera criminal também foram adotadas, resultando na prisão do gerente da unidade.

Apesar da gravidade das irregularidades, o estabelecimento não foi totalmente interditado e segue em funcionamento, devendo corrigir as falhas apontadas e implementar sistemas de controle mais rigorosos.

A unidade fiscalizada terá prazo para se adequar às exigências sanitárias e apresentar documentação que comprove a regularização dos procedimentos internos. A ação ocorreu de forma pontual nesta unidade e não se estende, até o momento, a outras filiais.

A reportagem do Correio do Estado entrou em contato com a Polícia Civil responsável pela ocorrência, que, em resposta, informou:

“A atuação foi conjunta com o Serviço de Inspeção Municipal (SIM) e a Vigilância Sanitária Municipal. Foram identificadas irregularidades na rotulagem de produtos de origem animal, emissão incorreta de etiquetas e o prévio fatiamento de frios sem a observância da normatização vigente. O gerente foi encaminhado à DECON para prestar depoimento e, posteriormente, liberado. Foram apreendidos 650 kg de carnes e frios, que foram encaminhados a uma empresa para incineração, sob acompanhamento dos órgãos públicos.”

Foto: Policia Civil.

Tempo

Campo Grande deve ter novo fim de semana de chuva e temporais

Instabilidade deve aumentar entre a noite deste sábado e o domingo, com possibilidade de chuva forte, ventos e trovoadas em quase todo o Estado

12/09/2026 18h30

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Campo Grande ainda contabiliza os estragos provocados pelo temporal de quinta-feira (10), mas o tempo instável deve continuar neste fim de semana. A previsão indica aumento das condições para chuva e tempestades entre a noite deste sábado (12) e o domingo (13), com possibilidade de trovoadas, rajadas de vento e chuva forte em pontos de Mato Grosso do Sul.

Para este sábado, o cenário permanece instável. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta a atuação de um sistema associado a um ciclone extratropical que mantém condições favoráveis à ocorrência de chuva e tempestades em partes do Centro-Oeste. O instituto também chama atenção para a possibilidade de granizo em áreas de MS.

Na Capital, a previsão indica muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas. O alerta da Defesa Civil reforça o risco justamente durante a noite, período em que podem ocorrer novas ocorrências relacionadas a vento, chuva intensa e descargas elétricas.

Domingo

Para domingo (13), o Inmet prevê em Campo Grande mínima de 18°C e máxima de 34°C, com muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas. A combinação de calor e umidade mantém a possibilidade de instabilidade ao longo do dia.

No interior, a instabilidade também deve atingir diferentes regiões do Estado, mas com variação nas temperaturas. Dourados, Ponta Porã, Três Lagoas, Corumbá e Aquidauana estão entre as cidades que devem ter mudança nas condições ao longo do domingo, com possibilidade de chuva associada à atuação da frente fria e das áreas de instabilidade.

Em Dourados, a estação meteorológica da Embrapa Agropecuária Oeste registrou 25 milímetros de chuva entre sexta-feira (11) e sábado, elevando o acumulado de setembro para mais de 72 milímetros.

 

 

Rescaldo

Quase 48 horas após temporal, Prefeitura ainda remove árvores das ruas de Campo Grande

Equipes estão mobilizadas nas sete regiões da Capital para desobstruir vias, retirar destroços e reparar pontos afetados pela tempestade

12/09/2026 18h00

Paulo Ribas

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Quase 48 horas após o temporal que atingiu Campo Grande na quinta-feira (10), árvores e galhos derrubados pelo vento ainda ocupam trechos de algumas vias da Capital. Neste sábado (12), a Prefeitura mantém equipes mobilizadas nas sete regiões da cidade para retirar as estruturas, liberar ruas e atender outros pontos afetados pela tempestade.

Em levantamento realizado pelo Correio do Estado neste sábado, uma árvore ainda ocupava aproximadamente metade da pista da Avenida Euler de Azevedo, perto da Rua 13 de Maio. Na Rua Filinto Müller, galhos de grande porte permaneciam sobre parte da via. Na região central, galhos já cortados também continuavam acumulados em um trecho da Rua 13 de Maio.

Segundo a Prefeitura, as equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) atuam principalmente na retirada de árvores e galhos, limpeza, remoção de destroços e manutenção da iluminação pública, incluindo a substituição de luminárias.

Mais de 100 ocorrências

O temporal provocou mais de 100 registros de árvores caídas, além de quedas de postes, vias interditadas, danos em estruturas e interrupções no fornecimento de energia. A dimensão dos estragos levou a Prefeitura a decretar situação de emergência por 180 dias. O Decreto nº 16.735, publicado em edição extra do Diogrande neste sábado, prevê a mobilização dos órgãos municipais para ações de resposta e recuperação dos pontos atingidos.

O decreto também determina um levantamento detalhado dos danos provocados pela tempestade, incluindo impactos na infraestrutura urbana, arborização, iluminação pública, vias, unidades municipais e prejuízos decorrentes da falta de energia.

A força-tarefa municipal começou ainda na noite de quinta-feira e chegou a contar com 20 equipes concentradas principalmente na liberação de vias bloqueadas por árvores e galhos. Além da Sisep, participam das ações órgãos como Defesa Civil, Agetran, Guarda Civil Metropolitana e SAS, com apoio de Corpo de Bombeiros, Energisa e Solurb.

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