O criminoso conhecido pelo vulgo “Branca de Neve”, de 46 anos, que estava foragido da Justiça de São Paulo, morreu ao entrar em confronto com policiais do Choque no final da noite de sexta-feira (14), em Ponta Porã, município localizado a 330 quilômetros de Campo Grande.
Conforme informações divulgadas pela polícia, a equipe foi até a região de fronteira para cumprir o mandado de prisão do foragido. Quando se aproximaram do imóvel onde o criminoso estava escondido com mais dois homens, Branca de Neve efetuou disparos contra os policiais.
A equipe revidou e atingiu Branca de Neve. Como ele ainda apresentava sinais vitais, após ser desarmado - uma pistola calibre 9 mm -, os policiais avançaram pelo imóvel e foram surpreendidos pelo segundo criminoso, de 48 anos, que usava tornozeleira eletrônica e estava em posse de um revólver calibre .32. Ele disparou contra a equipe, mas acabou repelido.
Imagem DivulgaçãoComo os dois apresentavam sinais vitais, foram socorridos e levados ao Hospital Regional de Ponta Porã, mas não resistiram e morreram.
Imagem Divulgação Abordagem
Um terceiro suspeito, de 41 anos, foi localizado no interior da residência e não reagiu. Durante a abordagem, ao ser questionado sobre a presença do criminoso, ele confirmou a identidade de Branca de Neve.
Disse ainda que permitiu que o procurado pela Justiça ficasse em sua casa a pedido do irmão, que seria integrante de uma facção criminosa e teria participação ativa na compra de drogas na região de fronteira.
O proprietário do imóvel foi preso e encaminhado à Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), em Dourados.
Branca de Neve, conforme informações repassadas pela polícia, possuía mais de 40 passagens no Estado de São Paulo por roubo, além de ocorrências por posse ilegal de arma de fogo, furto qualificado, tráfico de drogas e organização criminosa.
ESTATÍSTICA
Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apontam que 64 pessoas morreram em confronto com agentes do Estado entre 1º de janeiro e 15 de novembro de 2025, em Mato Grosso do Sul.
Desse total, 10 óbitos ocorreram em janeiro, 8 em fevereiro, 2 em março, 10 em abril, 4 em maio, 9 em junho, 4 em julho, 7 em agosto, 4 em setembro e 5 em outubro.
Com mais esses dois casos, sobe para 66 o número de pessoas que morreram ao entrar em confronto com a polícia.
Mortes registradas em confronto policial são classificadas como homicídios decorrentes de oposição à intervenção policial.
Confrontos entre forças de segurança governamentais e grupos armados ocorrem em situações de abordagem policial, roubos, flagrantes de tráfico de drogas, policiamento ostensivo em bairros, entre outras ocorrências.




