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Foragido morre em confronto com grupo de elite da polícia de MS

Em sete meses, 38 pessoas morreram por invervenções de agentes de Estado

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Um homem de 35 anos morreu na manhã desta quinta-feira (1º) durante confronto com policiais do (Garras) Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros, grupo de elite da Polícia Civil, morte em Corguinho, interior de Mato Grosso do Sul. Entre janeiro e julho deste ano, 38 pessoas morreram em intervenções de agentes do Estado.

Conforme a polícia, o suspeito, considerado de alta periculosidade e com mandado de prisão em aberto, estava escondido em uma pousada localizada na zona rural da cidade, próxima à chácara dos pais.

Faccionado, possuía histórico criminal, incluindo crimes como roubo, homicídio, posse ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas, lesão corporal e ameaça.

Ao chegarem na pousada, os policiais confirmaram com uma atendente a hospedagem do suspeito, sendo conduzidos até o quarto em que ele estava.

Conforme relato da corporação, ao entrarem no cômodo,o foragido tentou acessar uma arma de fogo e ignorou ordem da polícia.  Diante do risco iminente à integridade da equipe, os agentes dispararam contra o suspeito, que foi socorrido imediatamente e levado ao hospital de Rochedo, mas não resistiu aos ferimentos.

A perícia foi acionada e apreendeu no local uma pistola calibre 9mm, de cor preta e com a numeração raspada, carregada e pronta para uso.

Em 2023, ele chegou a ser preso em flagrante no município de Dois Irmãos do Buriti por violência doméstica, sendo encontrado com uma pistola, dois carregadores municiados e um colete balístico.

Em anos anteriores, foram contabilizadas 41 mortes em 2024 e 57 em 2023 em período equivalente.

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Cidades

Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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