Cidades

FRAUDE EM CAMPINAS

Foragidos da 'República do MS' são caçados

Foragidos da 'República do MS' são caçados

DA REDAÇÃO COM PORTAL RAC, CAMPINAS

11/06/2011 - 00h01
Continue lendo...

Três integrantes da 'República de Mato Grosso do Sul', que tiveram a prisão preventiva decretada na noite de quinta-feira, estão foragidos. Dois deles - Ricardo Cândia (ex-prefeto de Corumbá) e Aurélio Cance Jr. (ex-vereador de Canpo Grande- chegaram a ser presos anteriormente mas foram liberados mediante Habeas Corpus. O ex-secretário de Comunicação de Campinas, Francisco Lagos (que já exerceu a mesma função em Campo Grande) está foragido desde quando o escândalo estourou.

Com mandado de prisão expedido eles poderão ser detidos a qualquer momento, São considerados foragidos e, por isso, caçados pela polícia.

A denúncia do Ministério Público que embasou o mandado de prisão preventiva expedido pelo juiz da 3ª Vara Criminal, Nelson Augusto Bernardes, na noite de quinta-feira (9),  acusa os sete acusados por formação de quadrilha, fraudes na lei de licitações e corrupção passiva. Além dos sete que tiveram a prisão preventiva decretada, há outros nomes citados.

Um deles é o ex-presidente da Sanasa, Luiz Aquino, que fez as denúncias utilizando a delação premiada. Ele foi envolvido em 14 irregularidades apontadas em contratos da empresa mista. Dos sete mandados de prisão, dois foram cumpridos: estão presos o ex-secretário de Segurança, Carlos Henrique Pinto, e o empresário Marcelo Figueiredo. Os demais, entre eles a primeira-dama Rosely Nassim e o vice-prefeito Demétrio Vilagra (PT) estão foragidos

Veja as acusações de cada um dos denunciados:

Aurélio Cance Jr. (Ex-diretor da Sanasa e ex-vereador de Campo Grande) - Formação de quadrilha e oito citações em irregularidades de contratos

Carlos Henrique Pinto (Ex-Secretário de Segurança de Campinas, preso ontem pela manhã) - Formação de quadrilha

Demétrio Vilagra (Vice-prefeito de Campinas e ex-presidente da Ceasa) - Formação de quadrilha e corrupção ativa em nove ocorrências

Francisco de Lagos (Ex-secretário de Comunicação de Campinas e ex-secretário de Canpo Grande) - Formação de quadrilha 

Marcelo Figueiredo (Empresário, preso na manhã de ontem) - Formação de quadrilha e corrupção passiva em 12 ocorrências

Ricardo Chimirri Cândia (ex-diretor de Planejamento da Prefeitura de Campinas e ex-prefeito de Corumbá) - - Formação de quadrilha e corrupção passiva em 12 ocorrências

Rosely Nassin - primeira-dama (ex-Chefe de Gabinete) - Formação de quadrilha, 13 ocorrências de corrupção passiva e oito fraudes na lei das licitações

Operação Antidotum

Santa Casa diz que atendimento seguirá normal após operação que prendeu seis

Conselho de Administração se reuniu após a Operação e declarou solidariedade aos integrantes da diretoria atingidos pelas medidas cautelares

12/09/2026 17h30

02 0826 0003 Fachada Santa Casa GO

02 0826 0003 Fachada Santa Casa GO Gerson Oliveira / Correio do Estado

Continue Lendo...

A Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande afirmou neste sábado (12) que os atendimentos no hospital seguem normalmente e não serão interrompidos após a Operação Antidotum, deflagrada na sexta-feira (11) pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Em nova nota, o Conselho de Administração declarou solidariedade aos integrantes da diretoria atingidos pelas medidas cautelares e afirmou confiar no esclarecimento dos fatos pela Justiça. A manifestação ocorreu após reunião extraordinária realizada na sexta-feira.

A operação investiga supostas fraudes em contratos da Santa Casa e da Santa Casa Saúde, com prejuízo estimado inicialmente em R$ 4,9 milhões. Foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 36 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Goiânia (GO).

Entre os presos está a presidente da Santa Casa, Alir Terra Lima, além de outros integrantes da administração e pessoas ligadas às empresas investigadas.

Segundo o MPMS, um dos contratos investigados envolve a digitalização de prontuários, enquanto outro núcleo apura pagamentos feitos pela Santa Casa Saúde a empresas relacionadas ao mesmo grupo econômico.

Relembre o Caso

A crise que culminou na Operação Antidotum ganhou força em 29 de julho, quando médicos da Santa Casa suspenderam cirurgias eletivas e atendimentos ambulatoriais em meio à crise financeira enfrentada pelo hospital. Em agosto, denúncias sobre possíveis irregularidades em contratos da instituição passaram a ser acompanhadas pelo Ministério Público. Na última sexta-feira, o MP deflagrou a operação.

Santa Casa já havia se manifestado

Logo após a operação, na sexta-feira, a Santa Casa informou que estava colaborando com as autoridades e aguardava acesso aos autos para conhecer oficialmente o conteúdo das acusações.

Na ocasião, a instituição também afirmou que os atendimentos à população seguiriam normalmente. Um dia depois, a nova nota reforçou a continuidade dos serviços e acrescentou a manifestação de solidariedade do Conselho de Administração aos integrantes da diretoria.

No interior

Mirando esquema de lavagem de dinheiro, operação da Defron prende quatro neste sábado

Um veículo foi apreendido e mais sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Dourados, Rio Brilhante e Ponta Porã

12/09/2026 17h00

Divulgação

Continue Lendo...

Quatro pessoas foram presas pela Polícia Civil na manhã deste sábado (12), durante uma operação da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) contra um grupo investigado por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Mato Grosso do Sul. 

A ação também cumpriu sete mandados de busca e apreensão em três municípios do Estado. Em Dourados, onde ocorreram as quatro prisões, os policiais fazem buscas em cinco endereços. As demais ordens foram cumpridas em Rio Brilhante e Ponta Porã.

Segundo informações repassadas pela Polícia Civil, a investigação teve origem em outra ocorrência de tráfico de drogas apurada pela Defron. A partir das diligências, os investigadores identificaram a participação de diferentes pessoas no fornecimento, distribuição e comercialização de entorpecentes.

Ainda conforme a polícia, a apuração também apontou movimentações financeiras relacionadas à atividade criminosa, levando à investigação por lavagem de dinheiro.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos celulares e outros dispositivos eletrônicos. O material será submetido à análise e poderá contribuir para o aprofundamento das investigações e para a identificação de outros possíveis envolvidos.

Uma Toyota Hilux SW4, avaliada em aproximadamente R$ 200 mil, também foi apreendida durante a operação. As investigações continuam e os presos permanecem à disposição da Justiça. A operação foi coordenada pela Defron, com apoio do Setor de Investigações Gerais, o SIG de Dourados e do Departamento de Operações de Fronteira (DOF).

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).