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Força Nacional reforça monitoramento para frear epidemia de chikungunya em Dourados

Governo federal enviou 20 profissionais para auxiliar no combate aos casos de arboviroses

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A Força Nacional do Sistema Único de Saúde desembarcou nesta quarta-feira (18) em Dourados  para reforçar o enfrentamento à epidemia de chikungunya, que já provocou quatro mortes e centenas de casos, principalmente nas aldeias indígenas Jaguapiru e Bororó. A ação é parte de uma mobilização emergencial do Ministério da Saúde em meio ao avanço acelerado de arboviroses na região.

A operação reúne equipes da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), com foco no controle do mosquito transmissor, ampliação do atendimento e reorganização da assistência, especialmente nos territórios indígenas. A base da Força Nacional do SUS, criada em 2011 após o desastre na Região Serrana do Rio de Janeiro, é acionada quando estados e municípios atingem o limite de resposta local.

Entre as medidas adotadas, o Ministério enviou 20 profissionais de saúde, reforço logístico com viaturas para acesso às comunidades, busca ativa de casos, ampliação do atendimento por meio da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e intensificação do combate ao mosquito com visitas domiciliares, eliminação de criadouros e aplicação de inseticidas.

Segundo o diretor da FN-SUS, Rodrigo Stabeli, a população segue assistida. “Estamos somando esforços com agentes locais, realizando ações de limpeza, busca ativa e cuidado aos doentes. Também há contratação de novos agentes de endemias e melhorias nas condições sanitárias”, afirmou.

Em nota, a prefeitura destacou que desde o início de março, aproximadamente 100 agentes de saúde e de endemias já vistoriaram mais de 2,2 mil residências em aldeias da região. As ações incluem mutirões de limpeza, coleta de resíduos e instalação de uma unidade móvel de atendimento para assistência imediata.

Como resposta ao aumento de casos, a Escola Municipal Indígena Tengatui Marangatu, na aldeia Jaguapiru, foi transformada em hospital de campanha. A estrutura começou a atender nesta terça-feira (17) e recebeu cerca de 80 pacientes no primeiro dia.

Apesar da redução na procura nesta quarta-feira por conta da chuva, equipes intensificaram a busca ativa nas casas, onde há relatos de famílias inteiras com sintomas como dores no corpo, nas articulações e náuseas.

A unidade foi implantada em parceria entre a Sesai e o Hospital Universitário da UFGD, com reforço de profissionais de Campo Grande e Caarapó.

Números

De acordo com o boletim epidemiológico mais recente, a Reserva Indígena de Dourados registra 407 casos notificados, 202 confirmados, 181 em investigação, 24 descartados e 4 mortes. As vítimas são todas da aldeia Jaguapiru, incluindo idosos e um bebê de 3 meses.

Na área urbana de Dourados, há 912 notificações, com 379 casos confirmados, mas sem mortes.

As ações de combate já incluem 4.319 imóveis vistoriados, 2.173 locais tratados, 1.004 focos do mosquito identificados, sendo 90% em caixas d’água, lixo e pneus, além de borrifação em 43 imóveis e mobilização de 86 agentes de endemias e 29 agentes indígenas de saúde.

A situação também afeta a rotina nas aldeias. Na escola Tengatui, cerca de 30 servidores apresentam sintomas, além de alta ausência de alunos. Nesta quarta-feira, escolas da Jaguapiru suspenderam as aulas por decisão das lideranças locais.

O secretário municipal de Educação, Nilson Francisco da Silva. informou que a paralisação não teve aval oficial e que o calendário segue mantido.

Já o secretário de Saúde, Márcio Figueiredo, destacou que, apesar do esforço do poder público, a colaboração da população é essencial. Ele reforçou que eliminar água parada é fundamental para reduzir os focos do mosquito.

A operação conta com atuação conjunta do Governo Federal, Estado e Município, além de órgãos como Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Secretaria de Serviços Urbanos. O município também já atingiu 100% de oferta da vacina contra a dengue, enquanto as equipes reforçam a conscientização sobre prevenção.

O Ministério da Saúde segue monitorando o cenário e não descarta novas medidas para conter o avanço da chikungunya na região.

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AMPLIAÇÃO

Policlínicas terão investimento de R$ 49 milhões em MS

Estado abriu licitações para unidades em Campo Grande e Três Lagoas com foco em atendimento especializado

19/03/2026 12h15

As duas estruturas fazem parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)

As duas estruturas fazem parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Divulgação/ Agesul

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O Governo de Mato Grosso do Sul abriu novas licitações para a construção de policlínicas regionais dentro do programa de fortalecimento da rede pública de saúde, com investimentos que ultrapassam R$ 49 milhões em duas unidades previstas para Campo Grande e Três Lagoas.

Publicado nesta quinta-feira (19), o aviso mais recente da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) prevê a construção de uma Policlínica Regional no município de Três Lagoas. A obra tem valor estimado em R$ 23,8 milhões e será contratada por meio de concorrência eletrônica, com julgamento pelo menor preço. A abertura das propostas está marcada para o dia 9 de abril.

Antes disso, no último dia 13 de março, o governo já havia lançado licitação semelhante para a construção de outra unidade em Campo Grande, com valor estimado maior: R$ 26,1 milhões. Neste caso, a abertura ocorre no dia 1º de abril.

As duas estruturas fazem parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e seguem modelo do Ministério da Saúde voltado à ampliação da atenção especializada no Sistema Único de Saúde (SUS).

No caso da Capital, o projeto prevê a construção da policlínica na Avenida Guaicurus, no bairro Alves Pereira, com área total de aproximadamente 3,2 mil metros quadrados . A unidade será dividida entre setores assistenciais, administrativos e áreas técnicas, incluindo espaços para ensino e pesquisa.

A estrutura foi planejada para concentrar diferentes serviços em um único local, permitindo a realização de consultas, exames e procedimentos especializados. Entre os atendimentos previstos estão áreas de diagnóstico por imagem, como raio-X, tomografia, ressonância magnética e ultrassonografia, além de centro de pequenas cirurgias, reabilitação, saúde da mulher, da criança e do homem, e atendimento a pacientes com doenças crônicas .

Também estão incluídos serviços laboratoriais, farmácia, apoio administrativo, telemedicina e sistemas de inteligência sanitária, com o objetivo de reduzir filas e ampliar o acesso da população a atendimentos de média complexidade.

Além da estrutura assistencial, o projeto incorpora soluções de sustentabilidade, como aproveitamento de ventilação e iluminação natural, reuso de água e possibilidade de uso de energia solar .

Segundo o governo do Estado, a implantação das policlínicas deve contribuir para descentralizar o atendimento especializado, fortalecer a integração entre os níveis de atenção do SUS e ampliar a capacidade de diagnóstico e tratamento na rede pública.

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Pescaria

Após ser declarada uma espécie invasora, Ibama autoriza o abate sem limites do Pirarucu

A medida é válida para áreas fora da Bacia Amazônica

19/03/2026 12h00

Ibama autoriza o abate de pirarucu, após declarar como espécie invasora

Ibama autoriza o abate de pirarucu, após declarar como espécie invasora Foto: Arquivo / Imasul

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O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), anunciou nesta quarta-feira (18) por meio do Diário Oficial da União, uma instrução normativa que altera as regras de manejo do pirarucu, um dos maiores peixes de água doce do planeta. 

Após o decreto, o animal passou a ser declarado como uma espécie invasora, quando encontrado fora da Bacia Amazônica, autorizando seu abatimento, fora de seu local. 

A nova medida tem como objetivo conter a espécie onde ele não é considerado nativo. Por ser um predador de topo de cadeia alimentar, o animal apresenta um risco ao equilíbrio ecológico, competindo com espécies locais e podendo reduzir populações nativas.

Com a nova medida, a pesca, captura e abate do pirarucu, foi liberada durante todo o ano para pescadores profissionais e artesanais. 

O Mato Grosso do Sul, tem as Bacias do Paraná e do Paraguai que percorrem parte de seu território. E caso pegue a espécie, o seu abate é liberado. Confira outras Bacias Hidrográficas que o pirarucu pode ser encontrado e tem permissão de abatimento. 

  • Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Ocidental
  • Região Hidrográfica do Parnaíba
  • Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Oriental
  • Região Hidrográfica do São Francisco
  • Região Hidrográfica Atlântico Leste
  • Região Hidrográfica Atlântico Sudeste
  • Região Hidrográfica do Uruguai
  • Região Hidrográfica Atlântico Sul
  • Porção superior da Bacia Hidrográfica do rio Madeira, montante da barragem de Santo Antônio/RO. 

Não é estipulado um limite de peso ou tamanho, o abate é recomendado para qualquer tamanho. Além disso, todo e qualquer pirarucu capturado fora da Amazônia não deve ser devolvido ao ambiente – é recomendado o abate imediato, seja para pescadores profissionais ou para amadores. 

Quanto à comercialização da carne do pescado, fica restrito apenas para o estado onde ele foi capturado, impossibilitando o comércio interestadual. 

Outro ponto a ser destacado é o incentivo da doação da carne do pirarucu. O Ibama faz a orientação de que o alimento seja destinado, prioritariamente, aos programas públicos. Como por exemplo, organizações de combate à fome e merendas escolares. 

Apesar de ser protegido em seu habitat natural (a Bacia Amazônica), quando ele está presente em outras bacias, é considerado um invasor agressivo e de alto risco. Pois se alimenta de peixes menores o que pode ocasionar no desequilíbrio ecológico da região. 

A Instrução Normativa entrou em vigor na data de sua publicação e será revisada em três anos para avaliar sua eficácia.

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