Cidades

NEM GRATUIDADE ATRAI

Forças armadas, agentes penitenciários e indígenas menosprezam vacina da gripe

De acordo com a Sesau, Capital tem 24.531 pessoas nestes três grupos, mas menos de 1% (156) procuraram os postos em 11 dias. Entre os idosos, 12,8% foram imunizados

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A procura pela vacina contra a gripe está abaixo do ideal em todo o País e em todas os públicos considerados prioritários. Mas os dados divulgados pela Secretaria de Saúde de Campo Grande (Sesau)  revelam que três destes grupos se destacam pela aparente falta de interesse. 

Na campanha deste ano, por exemplo, apenas oito dos 1.108 funcionários do sistema prisional que estão incluídos no público prioritário haviam comparecido aos postos até esta sexta-feira (14), o que representa 0,72%. Entre os indígenas a procura também está baixíssima. Dos 17 mil indígenas que vivem em Campo Grande, apenas 106 procuraram os postos nos primeiros 11 dias de atendimento, o que equivale a 0,63% das pessoas esperadas.

Os integrantes das forças armadas também deixam claro que não estão muito preocupados com a gripe ou que temem a vacina. Dos 6.466 militares esperados, apenas 42 procuraram atendimento, o que representa 0,65% da meta.

Uma das possíveis explicações para esta insignificante adesão neste começo de campanha é que as pessoas talvez estejam esperando que a vacina vá até elas, e não o contrário. Até agora, por exemplo, as doses ainda não foram levadas aos 7,5 mil presidiários e nem aos 142 adolescentes privados de liberdade. A expectativa é de que os funcionários do sistema penitenciário sejam imunizados nas datas em que os funcionários da Sesau forem aos presídios. 

Entre os idosos, porém, o cenário é um pouco mais animador. Conforme a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), a Capital 134,7  mil moradores com mis de 60 anos. Destes, 17,3 mil já foram imunizados, o que representa 12,8% do público alvo. Em segundo lugar no ranking da procura estão os professores. Dos 10,8 mil cadastrados, 961 foram atendidos, o que representa 8,8% do total. 

SÁBADO TEM VACINAÇÃO

Com menos de 8% do público alvo vacinado contra a gripe em quase duas semanas de campanha, a prefeitura de Campo Grande oferece a imunização em cinco locais neste sábado (15). Hoje estão abertas a Unidade Básica de Saúde 26 de Agosto, UBS Dona Neta, USF Moreninha, USF Silvia Regina e USF Noroeste.  O atendimento acontece de 7h30 às 17h, sem intervalo para almoço. Mas, durante a semana  a vacinação está disponível durante todo o dia (manhã e tarde) em mais de 70 postos.

Com meta de imunizar pelo menos 90% das 339 mil pessoas consideradas como público alvo, a campanha atingiu até agora somente 25,9 mil campo-grandenses, o que representa 7,6% do esperado. No ano passado, apenas 43% das pessoas que poderiam ter recebido a vacina gratuitamente procuraram os postos.

A baixa procura, em parte, foi resultado de uma série de falsas informações sobre supostos danos à saúde que as vacinas estariam provocando. Em clínicas de vacinação de Campo Grande, o preço da dose varia entre R$ 120,00 e R$ 150,00. Porém,  

O secretário municipal de Saúde, Sandro Benites, reforça a importância das pessoas pertencentes aos públicos-alvo da campanha buscarem as unidades de saúde para se imunizarem.

“É necessário que a população busque as unidades e se vacine, sobretudo as nossas crianças, idosos e pessoas com comorbidades, que são mais suscetíveis a adquirirem formas graves da doença (Gripe). É importante lembrar que estamos passando por um surto de doenças respiratórias, o que reforça ainda mais a importância de manter a vacina em dia”, comenta.

Podem receber a dose da vacina pessoas com 60 anos ou mais de idade; as puérperas (mulheres até 45 dias após o parto); os trabalhadores de saúde; os povos indígenas;  as crianças de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias); as gestantes; e, profissionais das Forças Armadas; das forças de segurança e salvamento, trabalhadores do serviço rodoviário de transporte de passageiros, população com deficiências permanentes, população com comorbidade, profissionais do sistema penitenciário, população privada de liberdade e jovens em cumprimento de medidas socioeducativas.

 A vacina disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todas as unidades de saúde da Capital protege contra os vírus H1N1 e H3N2 da Influenza A e contra a Influenza B, sendo eficaz contra as três formas diferentes de gripe. 

A gripe é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza que é transmitida através do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar e também por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com a boca, olhos e nariz. A gripe provoca febre, dores no corpo e mal estar. 

 

Varejo em Crise

Casas Bahia fecha lojas em MS em corte que atinge 298 unidades no Brasil

Quatro unidades encerraram as atividades em Dourados, Naviraí e Nova Andradina; reestruturação nacional também prevê a demissão de cerca de 1,9 mil trabalhadores.

14/08/2026 19h03

Casas Bahia fecha quatro unidades em Mato Grosso do Sul em meio à reestruturação que atinge centenas de lojas no País.

Casas Bahia fecha quatro unidades em Mato Grosso do Sul em meio à reestruturação que atinge centenas de lojas no País. Foto: Divulgação/Casas Bahia.

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Pelo menos quatro lojas das Casas Bahia em Mato Grosso do Sul fecharam as portas nesta sexta-feira (14), em meio a uma ampla reestruturação promovida pela varejista em todo o País. Duas unidades atingidas ficam em Dourados, enquanto as outras estão localizadas em Naviraí e Nova Andradina. O fechamento no Estado ocorre no mesmo dia em que a companhia promove uma das maiores reduções recentes de sua rede física.

Conforme informações publicadas pelo jornal Valor Econômico, 298 estabelecimentos estão sendo encerrados em diferentes regiões brasileiras, acompanhados do desligamento de aproximadamente 1,9 mil trabalhadores.

O número chama atenção pela dimensão da operação. Ao final de 2025, as Casas Bahia mantinham 1.042 lojas em funcionamento. Com isso, os 298 pontos atingidos pela atual reestruturação equivalem a aproximadamente 28,6% desse total.

Em Mato Grosso do Sul, os primeiros reflexos foram percebidos já nas primeiras horas desta sexta-feira.

Funcionários são surpreendidos em Dourados

Em Dourados, as duas lojas físicas das Casas Bahia localizadas na Avenida Marcelino Pires, na região central da cidade, amanheceram fechadas. Conforme informações, funcionários teriam sido surpreendidos pela medida e tomaram conhecimento do encerramento das atividades somente quando chegaram aos locais para trabalhar.

Até o momento, não foi informado oficialmente quantos empregados das duas unidades foram desligados nem se existe possibilidade de aproveitamento de parte dos trabalhadores em outras operações da companhia.

O impacto também chegou a Naviraí, onde a unidade da rede encerrou as atividades nesta sexta-feira. Ainda não há detalhamento sobre o número de funcionários atingidos pela decisão.

Em Nova Andradina, outra loja das Casas Bahia entrou na lista de estabelecimentos fechados. Informações divulgadas pela imprensa local apontam que os trabalhadores da unidade foram desligados com o encerramento das operações.

Com os casos identificados até agora, Mato Grosso do Sul contabiliza ao menos quatro lojas atingidas pela reestruturação nacional, distribuídas por três municípios.

O número, entretanto, ainda poderá aumentar caso outras unidades existentes no Estado estejam incluídas no plano de redução da rede física.

Quase 300 lojas fechadas de uma vez

A dimensão da mudança ganha ainda mais peso quando comparada ao movimento recente da companhia. No fim de 2023, a rede possuía 1.078 lojas. O número caiu para 1.064 em 2024 e chegou a 1.042 estabelecimentos ao término de 2025.

Diferentemente de ajustes graduais realizados ao longo dos últimos anos, desta vez a redução estaria concentrada praticamente em um único movimento.

Aproximadamente 600 funcionários teriam sido desligados já na quinta-feira (13), enquanto outros 1,3 mil a 1,4 mil cortes estavam previstos para esta sexta. O enxugamento poderia chegar a 3 mil trabalhadores.

A companhia deve apresentar ao mercado mais detalhes sobre a estratégia de redução de despesas e reorganização de suas operações.

Prejuízo bilionário aumenta pressão sobre varejista

A reestruturação ocorre em um momento de forte pressão financeira sobre as Casas Bahia. No primeiro trimestre de 2026, a empresa registrou prejuízo líquido de R$ 1,06 bilhão, resultado influenciado principalmente pelas despesas financeiras.

Apesar do prejuízo, a receita líquida avançou 6,1% na comparação anual e alcançou R$ 7,4 bilhões. As despesas com vendas, gerais e administrativas, por sua vez, cresceram 5,4%, chegando a aproximadamente R$ 1,7 bilhão.

O cenário econômico também representa um obstáculo para a companhia. Juros elevados, endividamento das famílias e pressão sobre a renda disponível afetam diretamente um segmento fortemente dependente das vendas parceladas e da concessão de crédito.

A própria direção das Casas Bahia vinha indicando ao mercado uma estratégia de maior disciplina financeira, com prioridade para rentabilidade, geração de caixa, controle do crédito e aumento da eficiência operacional, em vez da expansão das vendas a qualquer custo.

O grupo ainda carrega os efeitos do processo de recuperação extrajudicial iniciado em 2024, que envolveu aproximadamente R$ 4 bilhões em obrigações financeiras.

Balanço foi adiado

Em meio à reestruturação, a varejista também adiou a divulgação dos resultados referentes ao segundo trimestre de 2026. O balanço, inicialmente previsto para quarta-feira (12), foi transferido para esta sexta-feira (14), enquanto a teleconferência da administração com investidores está programada para segunda-feira (17).

A expectativa é de que os próximos comunicados da companhia esclareçam a dimensão completa do corte de despesas, os impactos financeiros do fechamento das lojas e os próximos passos para a operação física da rede.

 

caso lívia

Discord aponta que responsáveis por estimular suicídio em MS teriam se unido no TikTok e no Telegram

Menina de 13 anos teve a morte transmitida ao vivo na plataforma Discord, incentivada por grupo extremista que agia online

14/08/2026 19h00

Lívia foi induzida a tirar a vida em live transmitida no Discord

Lívia foi induzida a tirar a vida em live transmitida no Discord Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Discord afirmou que há evidências de que os grupos que incitaram a adolescente de 13 anos, que se matou em Naviraí, a praticar violência contra si mesma teriam se articulado previamente no TikTok e no Telegram. A afirmação foi feita pela plataforma em resposta enviada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Nesse mesmo documento, o Discord também admite falhas em seu sistema automatizado para alertas de risco. A reportagem questionou o TikTok e o Telegram, mas ainda não obteve resposta.

Nesta semana, a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), responsável por fiscalizar o cumprimento do ECA Digital, determinou a suspensão do recurso de transmissão ao vivo do Discord até que a plataforma implemente medidas para garantir a segurança de crianças e adolescentes. As lives devem estar fora do ar a partir da próxima semana.

No documento de 20 páginas enviado às autoridades brasileiras, a plataforma afirma que "as evidências disponíveis também indicam possível coordenação prévia ou paralela em outros serviços digitais, incluindo Telegram e TikTok, antes do ingresso no servidor investigado."

Na carta enviada às autoridades brasileiras para prestar explicações sobre o caso da adolescente de 13 anos que se suicidou, o Discord afirma que é relevante reconstruir a cronologia do fato e diz:

"A Discord não apresenta essa informação para deslocar responsabilidades, mas para delimitar tecnicamente os dados que seus sistemas poderiam processar antes do ingresso dos usuários no servidor."

O argumento da plataforma é de que medidas de incitação à violência podem ter começado antes de que o grupo criminoso começasse a transmissão nos canais do Discord. A empresa afirma que "a capacidade da Discord de identificar ou intervir proativamente depende dos sinais disponíveis na plataforma e das salvaguardas técnicas e de privacidade aplicáveis".

Neste mesmo documento, o Discord admitiu que seu sistema automático de alertas falhou em identificar potencial risco na transmissão ao vivo envolvendo a incitação de violência à adolescente. O sistema classificou a live com uma pontuação de risco que era apenas 1/8 da nota necessária para ativar as travas da rede. Procurado para comentar o documento, a plataforma não falou.

O Discord sustenta que não chegou a transmitir o suicídio, pois conseguiu derrubar o servidor antes da morte, ao ser alertada pela polícia. E afirma ainda que a transmissão da morte ocorreu em outras plataformas.

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