Cidades

Segurança

Forças federais fazem protesto por criação de fundo nacional de segurança

Proposta prevê uso de bens apreendidos do crime organizado para financiar tecnologia, equipamentos e estrutura das forças de segurança

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O Sindicato dos Policiais Penais e Federais em Mato Grosso do Sul (SINPPF-MS) aderiu à convocação nacional e se mobilizou na manhã desta terça-feira (10) pela criação do fundo nacional de segurança, em frente ao Presídio Federal, em Campo Grande.

A mobilização, que ocorre em todo o país, reivindica a criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (FUNCOC), iniciativa que a categoria considera importante para o fortalecimento das Polícias da União.

O fundo tem como objetivo destinar bens e direitos apreendidos em operações contra organizações criminosas para o combate ao crime, permitindo o uso de recursos para investimento em tecnologia, equipamentos e recursos humanos das instituições.

A articulação ocorre após a aprovação, pela Câmara dos Deputados, da Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública (PEC 18), que trata da criação do fundo e reforça a integração das forças. O projeto seguirá para apreciação no Senado Federal.

Principais alterações:

  • desenvolvimento da política nacional de segurança e coordenação do sistema penitenciário, com apoio a estados em eventuais situações de calamidade ou desastres;
  • regras mais rígidas, com a proibição de progressão de regime, remição de pena e saídas temporárias para crimes cometidos por facções criminosas;
  • uso de tecnologia, com registro eletrônico unificado de infrações e atuação conjunta das polícias (incluindo guardas municipais).

A mobilização ocorre após a categoria chegar a um consenso durante a Assembleia Geral Extraordinária realizada em 11 de fevereiro, quando o sindicato autorizou a adoção das providências necessárias em relação ao movimento.

Confira a nota da categoria na íntegra:

"O crime organizado se expande, se estrutura e se fortalece com recursos cada vez maiores. Para enfrentá-lo de forma efetiva, o Estado precisa estar preparado, com estrutura compatível com a dimensão desse desafio.

Em Mato Grosso do Sul, policiais penais federais se mobilizaram em defesa do encaminhamento do FUNCOC ao Congresso Nacional. A proposta estabelece um modelo permanente de financiamento para o combate às organizações criminosas, destinando recursos provenientes da apreensão e do confisco de bens do crime para o fortalecimento da segurança pública.

Mais do que uma pauta institucional, trata-se de uma medida estratégica para garantir que o Estado tenha condições reais de enfrentar o crime organizado e proteger a sociedade.
Quando os recursos do crime retornam para o fortalecimento das instituições de segurança, o Brasil avança na construção de um sistema penal mais forte, mais preparado e mais eficiente.
Segurança pública se constrói com decisão, responsabilidade e estrutura.

Se a solução existe, por que esperar?"

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Cidades

Júri nos EUA considera Instagram e YouTube responsáveis em julgamento sobre vício em redes

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas

25/03/2026 23h00

Crédito: Marcelo Casal Jr / Agência Brasil

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Um júri considerou a Meta e o YouTube responsáveis nesta quarta-feira, 25, em um processo inédito que visava responsabilizar as plataformas de mídia social por danos a crianças que usam seus serviços, concedendo a autora US$ 3 milhões em danos.

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas.

O júri também decidiu que a negligência de cada empresa foi um fator substancial na causa do dano à autora, uma mulher de 20 anos que afirma ter se tornado viciada em mídias sociais quando criança e que esse vício exacerbou seus problemas de saúde mental.

Este é o segundo veredicto contra a Meta esta semana, depois que um júri no Novo México determinou que a empresa prejudica a saúde mental e a segurança das crianças, violando a lei estadual

Meta e YouTube (de propriedade do Google) emitiram declarações discordando do veredicto e prometendo explorar suas opções legais, o que inclui apelações.

O porta-voz do Google, Jose Castañeda, afirmou na declaração da empresa que o caso "não entende o YouTube, que é uma plataforma de streaming construída de forma responsável, não um site de mídia social". Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

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Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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