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Formação profissional deve ter carga horária menor de aulas básicas

Secretário de Educação de MS esteve ontem no Ministério da Educação para reunião como representante dos estados

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Após os secretários estaduais elaborarem uma contraproposta sobre as mudanças no Ensino Médio que estão em discussão no Ministério da Educação (MEC), em reunião realizada ontem, os representantes dos estados chegaram a uma alternativa para que os estudantes que optaram pela formação profissional não sejam penalizados com o aumento de carga horária das disciplinas básicas, como queria o governo federal.

De acordo com o titular da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul (SED), Hélio Daher, que é o coordenador do Ensino Médio em todo o País, uma solução encontrada durante a discussão foi criar cargas horárias distintas para os estudantes que optarem pelo ensino profissionalizante e os que desejarem fazer uma faculdade.

A intenção é de que os alunos que desejam sair com uma profissão do Ensino Médio tenham menos horas-aulas de disciplinas obrigatórias ditas básicas, como Português, Matemática e Biologia. 

Dessa maneira, esses estudantes teriam 2.100 horas-aula, divididas durante os três anos do Ensino Médio, para as disciplinas básicas, e o restante, 900 horas-aula, seria destinado ao ensino profissionalizante.

Já para os alunos que preferirem o ensino regular e o ingresso em uma universidade, a carga horária das disciplinas básicas obrigatórias deve aumentar para 2.400 horas-aula, deixando apenas 600 horas-aula para os itinerários formativos, que são as aulas complementares desse novo formato do Ensino Médio, em vigor desde 2022.

Atualmente todos os estudantes têm carga horária igual para qualquer área de conhecimento que optarem por seguir. São 1.800 horas-aula para as disciplinas obrigatórias e 1.200 horas-aula para os itinerários formativos ou o ensino profissionalizante.

"Dentro dessa ótica que está sendo construída, se o estudante optar, por exemplo, pela educação profissional, ele precisa ter uma carga horária de, pelo menos, 900 horas. Então, a formação geral básica dele ficaria em 2.100 horas. Se ele vai para a área propedêutica, ele ficaria com 2.400 horas de formação geral básica e 600 horas de itinerário formativo. Essa é a construção que surgiu hoje para não prejudicar a formação profissionalizante", explicou Daher.

Era um pedido dos secretários estaduais que o ensino profissionalizante tivesse, ao menos, 800 horas-aulas para que os cursos cumprissem, de fato, com o prometido: profissionalizar os alunos.

Segundo o secretário de Estado de Educação de MS, também participou do encontro com o MEC o secretário de Educação do Espírito Santo. Para Daher, a reunião foi proveitosa e há boas expectativas quanto ao texto final que o governo federal deverá aprovar.

"A meu ver, foi uma reunião muito boa, o MEC ouviu nossos argumentos e entendeu. Temos uma expectativa muito positiva de que o documento vai caminhar respeitando as solicitações do Estado", disse Daher.

Na semana passada os secretários apresentaram um texto ao governo federal baseado em quatro pontos principais, dois deles tratavam justamente da carga horária das disciplinas básicas e das profissionalizantes.

Além dessa questão, Daher afirmou que outro ponto positivo da reunião veio de um entendimento do MEC sobre o pedido feito pelos estados para que as mudanças não fossem feitas já a partir de 2024.

"Eles [MEC] entenderam que, independentemente do que for proposto, é necessário um período de transição. Os estados colocaram como impossível fazer mudanças já em 2024 e que é necessário fazer essa transição", relatou.

Uma das divergências encontradas, no entanto, deve-se ao fato de o MEC querer mudar a divisão que hoje existe entre as áreas de conhecimento ofertadas aos alunos. 

Atualmente o estudante deve escolher entre quatro áreas: Linguagens e suas Tecnologias (Arte, Educação Física, Língua Inglesa e Língua Portuguesa); Matemática e suas Tecnologias; Ciências da Natureza e suas Tecnologias (Biologia, Física e Química); Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (História, Geografia, Sociologia e Filosofia); e ensino profissionalizante.

Porém, o governo federal quer dividir em apenas duas áreas, o ensino profissionalizante e os alunos que optarem pelo Ensino Superior.

"Dei ênfase à proposta dos itinerários formativos, a gente está na discussão, o MEC está com a ideia de dois, e a gente quer continuar com quatro propedêuticos e o profissionalizante, então, há uma certa divergência sobre isso", acrescentou.

Agora, os estados aguardarão a decisão final do MEC sobre o Ensino Médio ser anunciada, mas ainda não há previsão para que uma resposta seja dada pelo governo federal.

solidariedade

Campanha Natal Solidário é lançada com foco em arrecadar brinquedos em Campo Grande

Itens arrecadados serão distribuídos para crianças em situação de vulnerabilidade social em dezembro

23/08/2026 17h00

Prefeitura pede que brinquedos doados sejam novos

Prefeitura pede que brinquedos doados sejam novos Foto: Pixabay

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A Prefeitura de Campo Grande, por meio do Fundo de Apoio à Comunidade (FAC), lançou oficialmente a Campanha Natal Solidário, que tem como principal objetivo arrecadar brinquedos novos para crianças de famílias em situação de vulnerabilidade social.

As doações serão destinadas a ações especiais de Natal, que serão realizadas nas sete regiões urbanas e nos dois distritos de Campo Grande, Anhanduí e Rochedinho.

Conforme a prefeitura, a proposta é mobilizar a população para transformar solidariedade em presentes e levar alegria às crianças durante o período natalino.

Podem ser doados brinquedos novos para meninas e meninos nos pontos de coleta espalhados pela cidade.

Entre os pontos de arrecadação estão o Shopping Norte Sul Plaza, na Avenida Presidente Ernesto Geisel, 2.300, e a sede do Fundo de Apoio à Comunidade (FAC), na Avenida Fábio Zahran, 6.000, na Vila Carvalho.

“Doar um brinquedo novo de menina ou menino é levar amor e alegria a quem mais precisa, que é a criança”, destaca a presidente do FAC, Adir Diniz.

O FAC destaca ainda a importância de que as doações sejam de brinquedos novos. A iniciativa busca garantir que cada criança receba um presente em boas condições e tenha a experiência de abrir um brinquedo novo no Natal.

Além de estimular a solidariedade, a campanha busca reforçar a importância do consumo consciente e do cuidado com o meio ambiente. A proposta, conforme o Executivo Municipal, une sustentabilidade e solidariedade ao incentivar atitudes que contribuam para o bem-estar das pessoas e do planeta.

A Campanha Natal Solidário conta com o apoio das secretarias municipais e de parceiros da iniciativa privada, além de estar aberta à participação de toda a população.

Para informações sobre a campanha e orientações para doações, o FAC disponibiliza o telefone (67) 2020-1361.

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24° FEMINICÍDIO

Mulher é morta a facada dentro de casa e MS registra o 24° feminicídio

Crime ocorreu na manhã deste domingo (23), na Vila Trindade; vítima tinha 38 anos e polícia realiza buscas pelo suspeito e a filha do casal

23/08/2026 15h15

Polícia Civil foi acionada para apurar a morte de Marta Florentino Godoi, de 38 anos, ocorrida dentro da residência onde vivia, em Aquidauana

Polícia Civil foi acionada para apurar a morte de Marta Florentino Godoi, de 38 anos, ocorrida dentro da residência onde vivia, em Aquidauana Divulgação

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Uma mulher de 38 anos foi morta a facada dentro de casa na manhã deste domingo (23), na Vila Trindade, em Aquidauana. Identificada como Marta Florentino Godoi, ela teria sido atacada pelo próprio marido, que fugiu após o crime levando a filha menor de idade do casal. 

O caso é investigado como feminicídio. Conforme informações do portal O Pantaneiro, o crime ocorreu por volta das 6h, em uma residência localizada na Travessa Margarita Meza. Marta foi atingida por um golpe de faca e não resistiu aos ferimentos. 

Depois do ataque, o suspeito deixou o imóvel e teria levado a filha do casal. Equipes das forças de segurança foram mobilizadas para tentar localizá-lo e encontrar a criança. Até o momento, as circunstâncias que levaram ao crime não foram esclarecidas.

A Polícia Civil realizou os primeiros levantamentos no local. A ocorrência é acompanhada pela Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) de Aquidauana, sob responsabilidade da delegada Isabelle Sentinelo. A investigação deverá reconstruir os momentos anteriores ao ataque e apurar a motivação. 

Moradores da região relataram que não tinham conhecimento de episódios anteriores de violência doméstica envolvendo o casal. As informações preliminares também indicam que não havia registros policiais nteriores relacionados a agressões ou desentendimentos entre os dois. 

A ausência de ocorrências anteriores, no entanto, será considerada apenas como um dos elementos da investigação. A Polícia Civil devera ouvir pessoas próximas à vítima, ao suspeito e reunir outros elementos para esclarecer a dinâmica do crime. 

Feminicídio

Feminicídio é o assassinato de uma mulher pelo fato de ser mulher, ou seja, questões de gênero que envolvem violência doméstica, física, verbal, sexual ou patrimonial. 

Geralmente, o feminicídio é praticado por (ex) companheiros, (ex) namorados, (ex) noivos ou (ex) esposos da vítima. 

É um crime hediondo cuja pena pode variar de 20 a 40 anos de reclusão, não sendo possível pagar fiança. A pena é cumprida em regime fechado.

O feminicídio passou a ser um crime autônomo, com seu próprio artigo no Código Penal, diferente do homicídio qualificado. O condenado por feminicídio perde o poder familiar e é impedido de exercer cargos/funções públicas.

Violência contra mulher deve ser denunciada em qualquer circunstância, seja agressão física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial.

Os números para denúncia são 180 (Atendimento à Mulher), 190 (Polícia Militar) e 153 (Guarda Civil Metropolitana).

O sinal "X" da cor vermelha, escrita na mão, significa que a vítima quer alertar que sofre violência doméstica. Portanto, o cidadão deve ficar atento, acolhê-la e acionar as autoridades. 

2026

A morte de Marta ocorre dois dias depois de Mato Grosso do Sul atingir a marca de 23 feminicídios registrados em 2026. O número foi alcançado após um caso ocorrido em Costa Rica, na sexta-feira (21).

Conforme dados do Monitor da Violência contra a Mulher, da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS), o Estado contabilizava 23 vítimas de feminicídio neste ano até agosto.

Caso a investigação confirme o enquadramento da morte de Marta como feminicídio e o caso seja incluído nas estatísticas oficiais, Mato Grosso do Sul passará a contabilizar 24 feminicídios em 2026.

As buscas pelo suspeito continuam, enquanto a Polícia Civil trabalha para esclarecer a motivação e as circunstâncias do crime, além de localizar a filha do casal.

Lista trágica

Confira a lista de mulheres vítimas de feminicídio em 2026:

  1. Josefa dos Santos - 16 de janeiro
  2. Rosana Candia Ohara - 24 de janeiro
  3. Nilza de Almeida Lima - 22 de fevereiro
  4. Beatriz Benevides da Silva - 25 de fevereiro
  5. Liliane de Souza Bonfim Duarte - 6 de março
  6. Leise Aparecida Cruz - 7 de março
  7. Ereni Benites - 8 de março
  8. Fátima Aparecida da Silva - 23 de março
  9. Marlene de Brito Rodrigues - 6 de abril
  10. Vera Lúcia da Silva - 13 de abril
  11. Zelita Rodrigues de Souza - 30 de abril
  12. Kelly Laura - 15 de maio
  13. Fabíola Marcotti - 18 de maio
  14. Maria do Carmo - 28 de junho
  15. Paula de Souza Conceição - 11 de julho
  16. Rosenilda de Oliveira Candelário - 17 de julho
  17. Terezinha Nantes - 27 de julho
  18. Ana Carolina Goés - 31 de julho
  19. Adrielle Encarnação - 31 de julho
  20. Rose Batista Cabreira - 2 de agosto
  21. Adriana Barrios - 5 de agosto
  22. Nathalia Rodrigues Nogueira - 06 de agosto
  23. Fátima Alves de Matos - 21 de agosto

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