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Fórum discute propostas para políticas públicas sobre drogas em MS

Fórum discute propostas para políticas públicas sobre drogas em MS

Redação

29/10/2010 - 06h19
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O Conselho Estadual Antidrogas de Mato Grosso do Sul (Cead/MS) realiza entre os dias 4 e 5 de novembro, na Capital, o Fórum Estadual sobre Drogas. O objetivo é consolidar propostas para a formulação de políticas públicas sobre drogas e que melhor represente a posição da sociedade de Mato Grosso do Sul. O fórum acontece no Pallaciu´s Eventos, localizado na rua 14 de julho, 1256, Centro. A recepção e o credenciamento começa a partir das 7h30.

A coordenadora geral do Fórum, conselheira estadual Helena Gasparini, explica que o evento reunirá as contribuições ou propostas levantadas durante os seis fóruns regionais realizados em cidades polos do Estado no ano de 2009, e que contaram com a participação de representantes de todos os municípios e de diferentes segmentos da sociedade.

“Fizemos palestras e oficinas nestas cidades com a participação dos conselhos municipais, da comunidade em geral e ao final dos encontros eles discutiram e elaboraram propostas com vertentes como prevenção e tratamento. Neste fórum vamos estabelecer consenso, ou seja, queremos valorizar todas as propostas mantendo, modificando ou excluindo para consolidá-las numa política pública sobre drogas”, explica a coordenadora do Fórum. Helena Gasparini é bióloga, especialista em dependência química e mestre em psicologia da saúde.

Os fóruns regionais foram realizados nos municípios de Amambai, Três Lagoas, Aquidauana, Dourados, São Gabriel do Oeste e Campo Grande. Helena Gasparini explica que todos os passos com fóruns regionais e o estadual seguem o modelo nacional inclusive no ano de 2004 quando foram realizados os fóruns regionais no Brasil. “Durante dois dias estaremos consolidando estas propostas e vamos entregar ao governo do Estado para que possa servir de subsídio para instalar essa política publica sobre drogas”, completa.

Programação

De acordo com a programação, a abertura do evento vai contar com diversas palestras. A partir das 10h15 haverá o pronunciamento do Secretário Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas, general Paulo Roberto Yog de Miranda Uchoa. Na sequência, às 11 horas, o juiz federal Odilon de Oliveira fala sobre a Relevância na construção de uma Política Pública Estadual sobre Drogas nesta Região Estratégica. Já às 11h45, o procurador de Justiça do Ministério Publico do Rio Grande do Sul e presidente da Associação Nacional de Justiça Terapêutica (RS), Ricardo de Oliveira Silva, ministra palestra sobrea Legislação sobre Drogas e a Redução da Oferta.

No período da tarde, às 14 horas, o  médico psiquiatra, professor e pesquisador da Universidade Federal de São Paulo, Ronaldo Laranjeiras,fala sobre o tema: Realidade Nacional sobre o uso de Drogas: Efeitos e Consequências - Formas de Atendimento ao dependente químico. Às 14h45 o subsecretário de Políticas Antidrogas do Estado de Minas Gerais, Cloves Benevides, ministra palestra sobre oDesenvolvimento de Políticas Publicas sobre Drogas e a importância da Subsecretaria no Estado.

Já no dia 5, o evento será realizado no Hotel Jandaia, localizado na rua Barão do Rio Branco, 1271, Centro. A participação nesse evento é restrita apenas aos delegados eleitos nos fóruns regionais.

BRIGA

Discussão em bairro de Campo Grande termina com mulher esfaqueada

Vítima foi encaminhada para Santa Casa e apresentava lesões na parte superior da cabeça, orelha e bochecha

15/08/2026 15h30

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol Divulgação/PCMS

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Uma discussão entre duas mulheres, na manhã deste sábado (15), por volta das 9h30, no bairro Vila Manoel Taveira, em Campo Grande, terminou com uma esfaqueada e a outra presa. A vítima teve um corte na região superior da cabeça e foi encaminhada para Santa Casa.

De acordo com os relatos colhidos no local, o fato começou com uma discussão em outro ponto do bairro. Em certo momento, as duas passaram a trocar golpes pela rua, ocasião em que a autora, de 43 anos, teria utilizado uma faca para atingir a outra, de 46.

Após ser ferida, a vítima se dirigiu até uma padaria nas proximidades, onde permaneceu aguardando atendimento médico. Aos policiais da 5ª Companhia Independente da Polícia Mílitar (CIPM), ela informou o sentido por onde a autora teria fugido. Diante disso, a equipe realizou rondas nas imediações e localizou a suspeita.

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima apresentava corte na região superior da cabeça, outro ferimento próximo à orelha e uma lesão na bochecha. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) realizou o atendimento e encaminhou a mulher à Santa Casa de Campo Grande.

A Polícia Militar isolou o local para poder realizar os trabalhos periciais. Uma faca de aproximadamente 20 centímetros foi apreendida, mas os policiais não confirmaram se o objeto foi utilizado como arma do crime.

A conduzida foi presa e encaminhada a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol. A vítima permaneceu sob atendimento médico na Santa Casa. O caso foi registrado como tentativa de homicídio.

 

BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO

Dourados tem mais de 5 mil casos confirmados de chikungunya em 2026

Mato Grosso do Sul já registrou 30 mortes causadas pelo vírus da picada dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus

15/08/2026 14h15

A prefeitura do município está realizando mutirões para erradicar focos do mosquito causador da coença

A prefeitura do município está realizando mutirões para erradicar focos do mosquito causador da coença Divulgação/Prefeitura de Dourados

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O último boletim epidemiológico, publicado pela Secretaria de Estado de Saúde, revelou que Mato Grosso do Sul chegou a 30 óbitos por chikungunya em 2026. Este já é o ano com mais mortes causadas pelo vírus e é quase o dobro de 2025, quando teve 17 vítimas. Dourados é disparado o município com maior número de casos da doença, com 5.146 registros. Este numeral é 8 vezes maior que os registros em Fátima do Sul, o qual ocupa a segunda posição no ranking com 639 confirmados.

Em Mato Grosso do Sul são 12.520 casos prováveis, sendo que 9.961 foram confirmados. O levantamento é referente à 31ª semana epidemiológica.

Os municípios que tiveram mortes causadas pelo vírus da arbovirose são: Dourados (18), Bonito (2), Jardim (2), Fátima do Sul (1), Douradina (1), Guia Lopes da Laguna (1), Itaporã (1), Ponta Porã (2), Nioaque (1) e Corumbá (1). Um óbito permanece em investigação. O boletim também registra 114 casos confirmados da doença em gestantes.

Em Corumbá, uma mulher de 62 anos morreu no dia 28 de julho. Este foi o último registro de morte pela arbovirose em MS. No boletim epidemiológico consta que a vítima tinha hipertensão arterial sistêmica (HAS). Apesar do município fronteiriço estar em terceiro no ranking de cidades com mais casos confirmados (542), este foi o único óbito, asssim como Fátima do Sul, que também teve apenas um e está na segunda posição. 

O Estado bateu o recorde de mortes em 2026. Na série histórica, com os casos contabilizados desde 2015, o segundo período que mais teve óbitos por chikungunya foi em 2025, quando 17 pessoas morreram devido à doença.

A SES orienta que, em caso de sintomas de dengue ou chikungunya, a pessoa deve procurar uma unidade de saúde e evitar a automedicação. A população também deve eliminar recipientes que possam acumular água e servir de criadouro para o mosquito Aedes aegypti.

Dengue

Em relação à dengue, o Estado contabiliza 4.551 casos prováveis, sendo 1.933 confirmados. Em 2026, foi confirmado um óbito pela doença, de um morador de Bonito, e um está em investigação.

Nos últimos 14 dias, Inocência, Santa Rita do Pardo, Sidrolândia, Amambai, Jardim, Itaporã, Paranhos, Maracaju, Nova Alvorada do Sul e Bataguassu registraram baixa incidência de casos confirmados de dengue.

Vacinação

Mato Grosso do Sul recebeu 241.030 doses da vacina contra a dengue e registra 223.322 doses aplicadas. Desse total, 201.349 foram administradas na população-alvo.

O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas. A vacinação é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.

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