Cidades

MATO GROSSO DO SUL

Frio mal chegou e avanço das queimadas já despenca no Pantanal

Temperaturas se aliam ao trabalho de avião cargueiro que já "fez chover" cerca de 200 mil litros em aproximadamente uma semana de voos

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Nos 65% do Pantanal que se encontra em Mato Grosso do Sul, atualmente há dois principais pontos de incêndios ativos, sendo que a frente fria mal chegou e já colaborou para reduzir os índices de área queimada, sendo uma aliada dos brigadistas e das aeronaves que combatem as chamas

Conforme balanço recente da Operação Pantanal, as duas principais áreas ativas de incêndios são: 

  • Norte de Corumbá (Paraguai Mirim)
  • Sudeste de Corumbá - Nhecolândia (próximo ao Rio Taquari)

Porém, a chegada dessa semana, que prevê dias mais frios aliados à chuva, já contribui para redução do índice de área queimada, como aponta painel do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais do Departamento de Meteorologia (Lasa da UFRJ). 

Segundo dados do Lasa, a evolução diária de ontem (07) contabilizou um avanço de apenas 400 hectares de área queimada, índice esse que inclusive teve avanço recente após uma primeira queda brusca registrada

Mais recente, o último pico de avanço registrado era do último dia 04, quando 15.075 hectares de área queimada foram anotados pelo Laboratório e, desde então, nota-se que o índice despencou.

Ainda no sábado (06), o Laboratório registrou um avanço de 7.325 hectares de evolução, sendo que ontem apenas 400 hectares foram anotados pelo Lasa. 

Reprodução/Lasa-UFRJ

Chuva de cargueiro

Sendo que - com o frio que só deve se despedir no domingo (14) - há previsão de chuva para todas as regiões, inclusive Corumbá, a água mandada por São Pedro será reforço para o trabalho do cargueiro KC-390 Millennium, que já fez chover cerca de 200 mil litros em uma semana de trabalho no Pantanal. 

Com capacidade para armazenar 12 mil litros de água por vez, estima-se que o cargueiro, que chegou ao bioma sul-mato-grossense ainda em 29 de junho, atuou aproximadamente três vezes ao dia até a última sexta-feira (05). 

Informações de balanço da coordenação do Comando Conjunto Pantanal II, da Força Aérea Brasileira (FAB), apontam que em aproximadamente uma semana a aeronave já havia superado a marca de 200 mil litros d'água lançados em Corumbá. 

Importante destacar que, além do cargueiro KC390 Millenium, atuam também na Operação Pantanal as seguintes aeronaves e veículos: 

  • 5 aeronaves "Air Tractor"
  • 7 helicópteros
  • 6 caminhões de combate a incêndio
  • 3 lanchas e 
  • 40 caminhonetes

Por sua vez, as caminhonetes que cortam o Pantanal são equipadas com o chamado "kit pick-up", além das mochilas costais, equipamentos de proteção individual e sopradores. 

Conforme o Governo do Estado, atualmente 92 bombeiros militares sul-mato-grossenses combatem aos incêndios no Pantanal, divididos da seguinte forma: 57 em equipes de combate em solo; 35 no Sistema de Comando de Incidentes e outros quatro no Grupamento de Operações Aéreas. 

Há também o reforço de PMs do Governo do Estado; membros das três Forças Nacionas (Marinha, Exército e Aeronáutica), somados ao trabalho de 233 brigadistas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). 

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aviação

Comissários e pilotos têm maior risco de morrer de câncer relacionado à radiação, diz estudo

Exposição é maior para pessoas que voam em grandes altitudes

13/09/2026 23h00

MARCELO VICTOR

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Comissários de bordo e pilotos correm o maior risco de morrer de cânceres relacionados à radiação - ainda mais do que pessoas que trabalham com materiais radioativos, de acordo com um novo estudo. A radiação cósmica vem do espaço. Apenas uma pequena quantidade atinge a superfície da Terra, mas a exposição é maior para pessoas que voam em grandes altitudes.

Até agora, havia evidências limitadas, provenientes de pequenos estudos, sugerindo que a exposição à radiação se traduz em taxas mais altas de mortalidade por câncer entre pessoas que viajam de avião com frequência - particularmente pilotos e comissários de bordo. A nova pesquisa "traz novas e importantes evidências para essa questão", escreveram dois especialistas em radiação australianos que não participaram da pesquisa, em um comentário que acompanha o estudo.

O trabalho, publicado em agosto na revista JAMA Internal Medicine, utilizou dados de mais de 12 milhões de certidões de óbito dos Estados Unidos, com informações sobre as ocupações das pessoas. Os autores analisaram as taxas de mortalidade por cânceres relacionados à exposição à radiação, incluindo leucemia, linfoma, mieloma múltiplo e cânceres de pele, mama, tireoide, próstata e sistema nervoso central.

Entre mais de 500 profissões, os comissários de bordo apresentaram a maior porcentagem de mortes por cânceres relacionados à radiação, seguidos pelos pilotos, segundo os pesquisadores. Para essas duas profissões, a probabilidade de morte foi excepcionalmente alta para cada tipo de câncer relacionado à radiação.

Nenhum dos grupos apresentou taxas de mortalidade acima do normal por cânceres não relacionados à exposição à radiação, observaram os autores do comentário, Catherine Olsen e Ken Karipidis. Esse fato "apoia a hipótese de que a exposição ocupacional à radiação, e não fatores socioeconômicos ou de estilo de vida, é a causa do excesso observado", escreveram eles

Os pesquisadores descobriram que os comissários de bordo tinham cerca de 50% mais chances de morrer de câncer relacionado à radiação do que a população trabalhadora em geral, e os pilotos tinham cerca de 36% mais chances.

Em termos de risco absoluto, cerca de 6,9% das mortes de comissários de bordo foram causadas por esses tipos de câncer - aproximadamente 1 em cada 14. Entre os pilotos, o índice foi de 6,7%. Para a população trabalhadora em geral, foi de 5%, afirmou o primeiro autor do estudo, Vishal Patel, da Faculdade de Medicina de Harvard.

Os autores reconheceram algumas limitações em seu estudo. Eles não sabem quanta exposição cada comissário de bordo e piloto teve durante o voo ou por outras fontes. Também é possível que as ocupações tenham sido classificadas incorretamente em algumas certidões de óbito.

Eles também não conseguiram explorar outro possível fator específico das profissões: o risco de câncer pode ser agravado pela interrupção frequente do relógio biológico, que pode ser afetado pelo jet lag, pela travessia de fusos horários e por horários de trabalho irregulares.

A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos reconhece que as tripulações aéreas estão expostas à radiação ionizante, mas o governo americano não estabelece limites de dose nem exige monitoramento, observaram os autores. "Não se pode gerir uma exposição que se decidiu não medir", disse Patel por e-mail.

Sara Nelson, que lidera um sindicato que representa 55 mil comissários de bordo, afirma que o relatório reforça a necessidade de levar a exposição à radiação a sério, como a entidade vem sugerindo há anos.

"O risco é conhecido, mas a tripulação não é treinada nem informada. E ninguém está assumindo a responsabilidade", avalia Sara, presidente da Associação de Comissários de Voo (AFA-CWA).

Exames dermatológicos anuais podem ser recomendados para todas as pessoas que trabalham em voos de alta altitude, e mulheres nessas profissões podem querer fazer mamografias mais cedo ou com mais frequência, escreveram Olsen e Karipidis. Os médicos que atendem pilotos e comissários de bordo também devem ter um "alto nível de suspeita" de câncer ao avaliar esses pacientes, afirmaram.

saúde

Ranking aponta melhores hospitais da América Latina com Einstein no topo

Ao todo, 41 instituições brasileiras integram o ranking

13/09/2026 21h00

Foto: Reprodução Instagram @hosp_einstein

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O ranking IntelLat 2026 aponta o Hospital Israelita Albert Einstein como melhor hospital da América Latina e outras duas entidades brasileiras entre as cinco primeiras posições: o Hospital Sírio-Libanês está na quarta posição e o Moinhos de Vento na quinta.

Ao todo, 41 instituições brasileiras integram o ranking, que classifica 105 hospitais na região. Destes, 15 estão entre os 50 primeiros colocados e sete entre os 20 melhores.

Também compõem a lista o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Hospital Nove de Julho, que pertence à Rede Américas, Hospital do Coração (Hcor) e Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Em 2025, havia seis instituições brasileiras entre os 20 primeiros do ranking.

Ranking por especialidades

Os hospitais brasileiros também se destacam no segmento de especialidades. Em pneumologia, cinco hospitais brasileiros estão entre os dez primeiros: Einstein Hospital Israelita (1º), Hospital Sírio-Libanês (7º), Hospital Moinhos de Vento (8º), Hospital Nove de Julho (9º) e Hospital Santa Joana Recife (10º)

Em oncologia, quatro instituições do País estão entre as dez primeiras: Einstein Hospital Israelita (1º), Hospital Sírio-Libanês (2º), Hospital Moinhos de Vento (3º) e Hcor - Hospital do Coração (9º). Ao todo, 14 instituições brasileiras estão entre os 35 hospitais classificados na especialidade.

Em ginecologia e obstetrícia, quatro instituições do País aparecem entre as dez primeiras: Einstein Hospital Israelita (1º), Hospital Moinhos de Vento (6º), Casa de Saúde São José (9º) e Hospital Santa Joana Recife (10º). O Brasil tem 12 instituições entre os 35 classificados.

Em cardiologia, três hospitais brasileiros estão entre os dez primeiros: Einstein Hospital Israelita (1º), Hospital Sírio-Libanês (7º) e Hospital Moinhos de Vento (10º). São 13 instituições brasileiras entre os 35 classificados.

Em pediatria, também são três brasileiros entre os dez primeiros: Einstein Hospital Israelita (1º), Hospital Sírio-Libanês (6º) e Hospital Moinhos de Vento (8º). Ao todo, 14 hospitais brasileiros integram a lista de 35 classificados.

Em neurologia, o Einstein Hospital Israelita ocupa a 1ª posição, seguido pelo Hospital Moinhos de Vento, em 12º, e pelo Hospital Nove de Julho, em 13º. Em ortopedia e traumatologia, o Einstein Hospital Israelita também está em 1º lugar, enquanto o Hospital Sírio-Libanês aparece em 6º e o Hospital Vitória, em 15º. Já em endocrinologia e diabetologia, o Einstein Hospital Israelita ocupa a primeira posição e o Complexo Hospitalar de Niterói (CHN) está em 8º.

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