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Cargueiro da FAB que "faz chover" já atua nas queimadas no pantanal

Vídeo divulgado pela Força Aérea Brasileira mostra como o moderno avião, desenvolvido pela Embraer, está atuando na ajuda ao Pantanal

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Em uma das maiores queimadas que o Pantanal já viu, a Força Aérea Brasileira (FAB) enviou uma das mais modernas aeronaves, a KC-390 Millennium, para tentar diminuir o fogo e prevenir maiores consequências no bioma despejando água, já que o avião tem capacidade de armazenar 12 mil litros de água.

Considerada a maior aeronave já produzida na América Latina, ela deve operar mais de uma vez hoje (29), já que estão previstos três voos de aproximadamente 35 minutos para o lançamento de 12 mil litros de água cada um. Para aumentar o efeito no combate ao fogo, um produto químico denominado retardante é adicionado à água lançada pelas aeronaves na região.

O avião é equipado com o Sistema Modular Aerotransportável de Combate a Incêndios, do qual conta com um tubo que projeta água pela porta traseira esquerda do avião, podendo descarregar até 3 mil galões, aproximadamente 12 mil litros de água em áreas de incêndios, com ou sem retardante de fogo, conforme o critério de nível de cobertura padrão do solo e em diversos tipos de terrenos. O sistema oferece maior precisão, aumentando significativamente a eficácia das operações de combate a incêndios. Veja um vídeo da aeronave já atuando em território pantaneiro:

As ações levam em conta as adversidades, o que requer um voo a baixa altitude, baixa velocidade e em elevadas temperaturas. Desta forma, é possível manter a aeronave pressurizada, ou seja, sem comprometer a performance do KC-390. Além disso, o reservatório utilizado para fazer o reabastecimento de água na aeronave tem capacidade para 22 mil litros de água.

Essa é a primeira vez que o avião atuará em combate real em voo a incêndio em biomas. A aeronave é operada pelo Primeiro Grupo de Transporte de Tropa (1º GTT) – Esquadrão Zeus e sob coordenação do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE).

“A aeronave KC-390, desenvolvida pela Embraer, é uma plataforma multimissão eficaz no combate a incêndios em diversos biomas, como o Pantanal brasileiro. Utilizando o Sistema Modular Aerotransportável de Combate a Incêndios, ela pode lançar até 12.000 litros de água com alta precisão, mesmo sob condições desafiadoras de baixa altitude, baixa velocidade e altas temperaturas”, afirmou o Tenente-Coronel do 1º GTT Aviador Bruno Americo Pereira.

Histórico

O KC-390 Millennium já foi utilizado em outros desastres ambientais e sociais no Brasil. Em janeiro de 2021, a aeronave foi usada para transportar cilindro de oxigênio para Manaus, que durante aquele período estava vivendo uma crise de covid-19, assim como todo o país.

Mais recentemente, o avião levou mantimentos do Rio de Janeiro para o Rio Grande do Sul, a fim de ajudar a população gaúcha, que estava vivendo e ainda vive com a crise de enchentes e intensas chuvas no Estado da região do sul do Brasil. Além dos mantimentos, cerca de 14 toneladas de equipamentos foram transportados para auxiliar na construção de um hospital de campanha.

Queimadas no Pantanal

Incêndios de grandes proporções atingem o Pantanal sul-mato-grossense desde 1º de junho de 2024.

As queimadas transformaram cenários verdes e cheios de vida em paisagens cinzentas e mortes. O fogo destrói matas, áreas verdes, vegetações, florestas, biodiversidade e espécies nativas (fauna e flora) do Pantanal.

Dados do Laboratório de Aplicação de Satélites Ambientais (Lasa), do departamento de meteorologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), apontam que 405.425 hectares foram consumidos pelo fogo, entre dos dias 1º e 28 de junho de 2024.

De 1º de janeiro a 26 de junho deste ano, 688.125 hec foram devastados pelo fogo, equivalente a área de 4,56% do bioma.

O Pantanal Sul-mato-grossense teve o pior incêndio florestal da história em 2020, quando 1.580.000 hectares foram devastados pelo fogo de janeiro a dezembro.

De janeiro a junho de 2020, 245.950 hectares foram destruídos pelo fogo. No mesmo período de 2024, foram 405.425 hectares.

Portanto, isto significa que o incêndio no primeiro semestre de 2024 é pior do que o do mesmo período de 2020.

Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS), Polícia Militar Ambiental (PMA), Exército Brasileiro, Marinha do Brasil, Força Nacional, Sistema Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Homem Pantaneiro (IHP), SOS Pantanal e brigadas voluntárias tentam controlar o fogo no Pantanal Sul-mato-grossense.

*Com algumas informações da Agência Brasil e colaboração de Naiara Camargo

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Caso Marilene

Acusado de assassinar subtenente tem prisão preventiva decretada

Gilberto Jarson, de 50 anos, é suspeito de feminicídio; a defesa irá recorrer

08/04/2026 15h15

Marlene foi morta na última segunda-feira (6) com um tiro no pescoço

Marlene foi morta na última segunda-feira (6) com um tiro no pescoço Divulgação/ Montagem Correio do Estado

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Gilberto Jarson, de 50 anos, acusado de assassinar a namorada e subtenente da Polícia Militar, Marilene de Brito Rodrigues, teve a prisão preventiva decretada após audiência de custódia na manhã desta quarta-feira (8). 

Preso desde segunda-feira (6), Gilberto é suspeito de feminicídio ao dar um tiro na namorada após uma discussão no bairro Estrela D’alva, em Campo Grande. 

A audiência foi realizada no Fórum Heitor Medeiros, onde a prisão foi convertida em preventiva. Ele será encaminhado ao Presídio de Campo Grande. 

De acordo com o advogado de Gilberto, Jeferson Soares, a defesa irá recorrer da decisão. 

“Nós acreditamos na declaração do suspeito de que o caso foi suicídio. O investigado tentou evitar e, infelizmente, não conseguiu. Foi encaminhado para o presídio e iremos recorrer da decisão da prisão”, afirmou ao Correio do Estado. 

Desde a primeira abordagem, feita pelo vizinho do casal, Gilberto apresentou versões contraditórias sobre os fatos. Ele foi encaminhado para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) após o flagrante e o caso segue sendo investigado como feminicídio. 

“O crime não vai ser registrado como suicídio, a perícia no local sanou algumas dúvidas nossa junto com o pessoal que chegou na casa no momento da abordagem. Ele foi preso, encaminhado à DEAM em flagrante como feminicídio”, afirmou a delegada Analu Lacerda Ferraz. 

O caso

Marlene tinha 59 anos e foi encontrada morta na sala de casa, ainda fardada, com marca de tiro no pescoço. O namorado da vítima, de 50 anos, estava com a arma na mão. 

De acordo com as investigações, o casal se relacionava há um ano e quatro meses e morava na mesma casa há dois meses. 

Vizinhos relataram que Gilberto saiu para buscar Marlene no trabalho no fim da manhã. Ao retornarem, por volta das 11h30, foi ouvido um disparo. O vizinho do casal, que também é policial, pulou o muro da casa e viu a cena. 

O namorado afirmou que Marlene havia cometido suicídio, relato que apresentou contradições quando contado à polícia. Gilberto foi preso em flagrante.

Segundo a Polícia Civil, o caso está sendo investigado pela 1ª DEAM e maiores informações serão divulgadas quando o inquérito policial for concluído.

Marlene atuava na Ajudância Geral, no Comando Militar, e estava há 37 anos na Polícia Militar de Mato Grosso do Sul. Ela se formou na terceira turma de soldados femininos do Estado. 

Nas redes sociais, amigos lamentaram a morte de Marlene, ressaltando a alegria da mulher e “o jeito sub Marlene de ser”. 

“Todos a respeitavam e admiravam, não havia um inimigo contra ela, somente o crime, ah sim ela odiava o crime mas não o criminoso, de tão grande coração foi vítima dele . Eu fui amada por ela e amei também.”

Em outra postagem, uma amiga de Marlene afirmou que a subtenente sofria de depressão e por isso não conseguia enxergar o perigo que morava com ela. 

“Ela dedicou sua vida à luta por pessoas que sofriam do mesmo mal que ela ,sempre conseguiu esconder por trás de um sorriso...a depressão. Essa maldita doença,fez com que ela ficasse tão vulnerável que não conseguiu ver o perigo que vivia ao seu lado”. 

Feminicídios

Com a confirmação, a subtenente se torna a 9ª vítima de crime contra a mulher em Mato Grosso do Sul em 2026 e o 1ª caso em Campo Grande no ano. 

primeiro feminicídio de 2026 em Mato Grosso do Sul ocorreu em 16 de janeiro, na aldeia Damakue, em Bela Vista. A vítima, Josefa dos Santos, de 44 anos, foi morta a tiros pelo marido, que em seguida tirou a própria vida.

Em 24 de janeiro, a aposentada Rosana Candia Ohara, de 62 anos, foi assassinada a pauladas pelo marido em Corumbá.

Em 22 de fevereiro, Nilza de Almeida Lima, de 50 anos, foi morta a facadas em Coxim. O principal suspeito é o próprio filho da vítima, de 22 anos.

No dia 25 de fevereiro, Beatriz Benevides da Silva, de 18 anos, foi assassinada em Três Lagoas. O autor do crime foi o namorado da jovem, Wellington Patrezi, que procurou a polícia e confessou o feminicídio.

No início da manhã do dia 7 de março, em Anastácio, a 122 quilômetros de Campo Grande, Leise Aparecida Cruz, de 40 anos, foi encontrada morta em casa, na Rua Professora Cleusa Batista. O principal suspeito é o marido da vítima, Edson Campos Delgado, que acabou preso.

Inicialmente, Edson disse às autoridades que havia encontrado a esposa sem vida e levantou a hipótese de suicídio. No entanto, durante as investigações, confessou ter asfixiado a mulher.

Também no dia 6 de março morreu Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 52 anos, que estava internada após ser brutalmente agredida pelo marido em Três Lagoas.

Ela foi atacada com golpes de marreta no dia 3 de março. Após o crime, foi socorrida e transferida para o Hospital da Vida, em Dourados, mas não resistiu aos ferimentos.

Em 8 de março, Ereni Benites, de 44 anos, foi o sétimo feminicídio. Morta carbonizada no dia internacional da mulher pelo ex-companheiro.

Fátima Aparecida da Silva, de 58 anos, foi o 8º caso de feminicídio do Estado, e interrompeu 15 dias sem registros do crime. Ela foi encontrada morta em Selvíria, interior do Estado, a menos de 400 quilômetros de Campo Grande. 

Maurício da Silva, sobrinho da vítima, confessou que matou a tia após uma discussão com vários golpes aplicados com instrumentos contundentes na cabeça da vítima, entre quais foram usados uma panela e uma maquita. 

 

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Foragido

Suspeito de matar manicure é preso ao tentar emitir nova identidade

Procurado desde 2023, o suspeito foi preso em um posto de identificação tentando emitir documento em Campo Grande

08/04/2026 15h00

Divulgação PCMS

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Identificado como Izaías Gimenes, de 52 anos, suspeito de matar a namorada em 2023, foi preso nesta quarta-feira (8), enquanto tentava emitir um novo documento de identidade em Campo Grande.

O suspeito foi cercado dentro do Instituto de Identificação Gonçalo Pereira por uma equipe da Polícia Civil, por intermédio da equipe de Capturas da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).

Ele é procurado pela morte da manicure Valdinéia Ferreira Delgado, de 34 anos, que teve o corpo desovado em uma estrada vicinal.

O caso

Segundo a investigação policial, o crime ocorreu entre os dias 7 e 8 de julho de 2023. A vítima mantinha um relacionamento com o suspeito havia aproximadamente seis anos.

Conforme informações repassadas pela polícia, a convivência foi marcada por episódios de violência doméstica.

Nesses dias, Valdinéia compareceu a uma festa junina no bairro onde residia. Na madrugada, enquanto retornava para casa, acabou sendo surpreendida por Izaías, que desferiu um golpe no pescoço da vítima.

Ainda conforme a polícia, o suspeito agiu por sentimento de posse e inconformismo. Com o golpe, a vítima sofreu uma lesão na coluna cervical, que resultou em sua morte.

Após o crime, ele levou o corpo da vítima até uma área rural. No dia 8 de julho, por volta das 19h, o cadáver foi deixado em uma estrada vicinal, nas proximidades da entrada da Diesel Transportes, na Avenida Zila Corrêa, em Campo Grande.

A vítima foi encontrada sem nenhum documento de identificação, de barriga para cima e com sinais de rigidez cadavérica. Exame papiloscópico confirmou a identidade da manicure.

A investigação apontou que o crime ocorreu por motivo torpe, relacionado ao sentimento de posse e controle sobre a vítima, além de ter sido cometido mediante recurso que dificultou a defesa.

A vítima foi surpreendida de forma súbita, em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher, o que caracteriza o feminicídio. Após o homicídio, o autor transportou o corpo e o ocultou em local ermo.

À época dos fatos (2023), o feminicídio já era previsto na legislação brasileira como qualificadora do crime de homicídio, e não como tipo penal autônomo. Por isso, o investigado foi denunciado nos termos do art. 121, § 2º, inciso VI, do Código Penal - sendo registrado como homicídio qualificado. 
 

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