Cidades

briga por terras

Funai estuda criar nova Reserva Indígena em Mato Grosso do Sul

Produtores rurais que têm propriedades na área reivindicada estão sendo informados sobre a análise antropológica; um deles é o presidente da Acrissul

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A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) estuda criar uma Reserva Indígena em Dourados para a etnia guarani-kaiowá. Esta seria a nona reserva de Mato Grosso do Sul.

A medida é estudada no processo demarcatório da Terra Indígena (TI) Apyka’i. Ao Correio do Estado, a Funai confirmou o prosseguimento da primeira fase do procedimento demarcatório e as possibilidades de regulação da área reivindicada no interior do Estado.

“Após a finalização dos estudos, as Terras Indígenas ainda precisam cumprir uma série de normas legais e regulamentares para avançar nas demais etapas do procedimento demarcatório. Há ainda a possibilidade de a área reivindicada se tornar uma Reserva Indígena, cuja natureza jurídica difere da Terra Indígena”, declarou a Funai, em nota.

Localizada no município de Dourados, a junção das Aldeias Jaguapiru e Bororó forma uma das reservas indígenas mais antigas do País, com quase 20 mil indígenas da etnia guarani-kaiowá.

Além dessa, Mato Grosso do Sul tem também as reservas: Amambai/Guapo’y; Limão Verde, em Amambai; Pirajuí, em Paranhos; Porto Lindo, em Japorã; Sassoró, em Tacuru; Taquaperi, em Coronel Sapucaia; e Lagoa Rica, em Douradina.

PROCESSO

De acordo com a Funai, após a conclusão do estudo, o processo demarcatório ainda passa pelas etapas de delimitação, declaração, homologação e regularização. 

O processo da TI Apyka’i começou em 2016, por meio da Portaria nº 560, que instituiu grupo técnico visando realizar estudos de natureza etno-histórica, antropológica, ambiental e cartográfica necessários ao procedimento de identificação e delimitação da terra indígena.

A Funai ainda informou a reportagem que está promovendo a adequação dos seus procedimentos administrativos à Lei nº 14.701/2023, que foi aprovada pelo Congresso Nacional e que alterou o marco regulatório da demarcação das Terras Indígenas e trouxe novas diretrizes, especialmente quanto à notificação de ocupantes não indígenas em áreas sob processo demarcatório.

“Seguimos rigorosamente os instrumentos jurídicos que regem a demarcação das Terras Indígenas e, no caso da TI Apyka’i, cumpre-se um termo de ajustamento de conduta (TAC), priorizando todos os processos demarcatórios envolvendo o povo guarani-kaiowá”, acrescentou a Funai.

“Cumpre informar, ainda, que a Funai disponibilizou a lista de ocupantes contatados em edital publicado no Diário Oficial da União, bem como está em tratativas para publicação da mesma lista nos diários oficiais do estado de Mato Grosso do Sul. Desta forma, tem se esforçado para contatar todos os ocupantes e garantir o devido processo legal”, completou a Fundação.

O território indígena que está em estudo demarcatório foi palco de uma operação policial que despejou nove famílias guarani-kaiowá da Tekoha Apyka’i, em 2016.

De acordo com informações do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), na época, os pertences dos indígenas foram retirados e colocados em caminhões e todos os barracos foram destruídos com um trator do tipo pá carregadeira. 

A operação foi realizada pela Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Militar, em cumprimento à decisão judicial de reintegração de posse da área assinada pelo juiz substituto Fábio Kaiut Nunes, da 1ª Vara da Justiça Federal de Dourados.

NOTIFICAÇÕES

Conforme publicação no Diário Oficial da União do dia 20, os titulares de terras incidentes na área de delimitação em estudo da TI Apyka’i, localizada no município de Dourados, foram notificados para ciência de que os imóveis identificados estão nos limites preliminares da referida área em estudo.

Entre as fazendas identificadas na área da TI que passa por estudo antropológico está a Fazenda Curral de Arame, que tem como coproprietário o atual presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), Guilherme de Barros Costa Marques Bumlai.

Conforme informa o texto da notificação da Funai para aos proprietários de sete fazendas, é permitido neste processo que haja a manifestação sobre o andamento da demarcação, a qual deverá ser encaminhada à Diretoria de Proteção Territorial da Funai.

Porém, o procedimento continuará em andamento, independentemente da manifestação dos fazendeiros. 
Após o prazo, “as eventuais manifestações encaminhadas serão analisadas e consideradas na decisão administrativa sobre a aprovação ou não do estudo e de suas conclusões”, descreveu a Funai no edital de notificação.

À reportagem, a Funai reforçou que a lista de ocupantes contatados no edital publicado no Diário Oficial da União também devem ser publicada em diários oficiais do Estado. 
“Desta forma, a Funai tem se esforçado para contatar todos os ocupantes e garantir o devido processo legal”, concluiu a fundação, em nota.

A reportagem procurou o presidente da Acrissul, Guilherme Bumlai, mas ele não quis comentar o fato, pois disse que não havia sido notificado. A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) também foi procurada, mas não respondeu até o fechamento desta edição.

SAIBA

Em caso de aprovação do estudo demarcatório, seu resumo será publicado nos Diários Oficiais da União e de Mato Grosso do Sul, momento em que o Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação (RCID) poderá ser acessado por todos os interessados.

SEJUSP

Governo do MS promete 400 novas viaturas nas ruas já no mês que vem

Com investimento de mais de R$170 milhões, a previsão é que as outras 125 viaturas sejam entregues no segundo semestre

15/05/2026 08h39

Em balanço, a Sejusp anunciou que, desde 2023, foram contabilizados investimentos de aproximadamente 232,9 milhões, voltados para compra de mais de 25 mil equipamentos e veículos. 

Em balanço, a Sejusp anunciou que, desde 2023, foram contabilizados investimentos de aproximadamente 232,9 milhões, voltados para compra de mais de 25 mil equipamentos e veículos.  Reprodução/Divulgação/Saul-Schramm

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Através da adoção de um modelo de renovação contínua que passa pelos armamentos, veículos e demais itens da segurança pública, o Governo do Estado do Mato Grosso do Sul promete que 400 novas viaturas estarão nas ruas já no mês que vem. 

Para o Executivo, essas ações de melhores condições oferecidas aos policiais e bombeiros, garantem inclusive um melhor desempenho das forças de segurança até mesmo no combate ao crime organizado e redução dos índices de criminalidade em MS. 

Além disso, essas 400 viaturas que já devem rodar a partir de junho fazem parte ainda de um universo de 525 novos veículos que serão entregues através de um modelo moderno de compras e gestão dos recursos públicos de segurança. 

Como bem esclarece a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), pasta chefiada por Antônio Carlos Videira, esta renovação contínua de equipamento e viaturas receberá nova remessa no próximo mês (junho). 

Com investimento de mais de R$170 milhões, a previsão é que as demais 125 viaturas sejam entregues no segundo semestre, conforme planejamento da Sejusp. 

Balanço

Em balanço, a Sejusp anunciou que, desde 2023, foram contabilizados investimentos de aproximadamente 232,9 milhões, voltados para compra de mais de 25 mil equipamentos e veículos. 

Há, por exemplo, a compra de: 

  • 2.383 aparelhos de comunicação, 
  • 1.198 equipamentos de áudio e vídeo, 
  • 467 veículos de tração mecânica, 
  • 806 equipamentos de proteção de segurança e socorro 110 aeronaves, 
  • 165 máquinas e equipamentos rodoviários.

"Neste pacote ainda aparecem os armamentos (7838), veículos diversos (19), embarcações (13), equipamentos de mergulho e salvamento (225), mobiliários em geral (7744), entre outros itens que contribuem para todas as forças de segurança do Estado, em um trabalho coletivo contra o crime", complementa a Sejusp em nota. 

Além disso, quanto aos resultados, 2025 entra para a história como a 2ª maior marca desde a criação do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), com a apreensão de 196,5 toneladas de drogas. 

Em complemento, entre janeiro e março deste ano há uma sequência notável do trabalho, sendo apreendidos 94.887,61 quilos de drogas.

"Em comparação a 2023 (janeiro a março), no mesmo período, houve um crescimento de 87,71%, já que naquela época a apreensão foi de 50.549,73 kg", conclui. 

 

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Operação Íkaros

PF prende funcionários de aeroporto de MS envolvidos no narcotráfico

Três empregados são investigados por facilitar o transporte de drogas da Bolívia para Campinas (SP), via Aeroporto de Corumbá

15/05/2026 08h15

Operação Íkaro da PF no Aeroporto de Corumbá

Operação Íkaro da PF no Aeroporto de Corumbá DIVULGAÇÃO/PF

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Três funcionários do Aeroporto de Corumbá (CMG) e um empregado do Aeroporto de Viracopos (VCP) foram presos pela Polícia Federal (PF), na manhã desta sexta-feira (15), durante a Operação Íkaros, em Corumbá (MS) e Campinas (SP).

Eles são investigados por facilitar o transporte de drogas da Bolívia para Campinas (SP), via Aeroporto de Corumbá.

Ao todo, três mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão foram cumpridos em Corumbá (MS) e um de prisão preventiva em Campinas (SP).

Durante a operação, um indivíduo foi preso por posse irregular de quatro armas de fogo. Aparelhos celulares e um veículo também foram apreendidos.

Os celulares serão periciados pelas autoridades competentes em colaboração com as investigações.

A investigação teve início em 2024, a partir da prisão em flagrante de um casal em São Paulo (SP). Na ocasião, foram apreendidos 100 kg de entorpecentes provenientes da Bolívia.

TRÁFICO DE DROGAS

O tráfico de drogas é um problema crescente no Brasil.

Comércio, transporte e armazenamento de cocaína, maconha, crack, LSD e haxixe são proibidos no território brasileiro, de acordo com a Lei nº 11.343/2006.

Mas, mesmo proibidos, ainda ocorrem em larga escala em Mato Grosso do Sul. O Estado é conhecido como um vasto corredor no Brasil, devido à sua extensa fronteira com outros países. Com isso, é uma das principais rotas utilizadas para a entrada de substâncias ilícitas no país. 

O tráfico resulta em diversos crimes direta e indiretamente, como furto, roubo, receptação e homicídios.

Dados divulgados pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) apontam que 3.800 kg de cocaína e 1.227.280 kg de maconha foram apreendidos entre 1º e 15 de maio de 2026, em Mato Grosso do Sul

Em 2025, 14.651 quilos de cocaína, 538.750 quilos de maconha e 378 quilos de outras drogas foram apreendidos.

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