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TRANSFORMAÇÃO

Fusca Transformers: conheça a história do “xodó” de seu Celso, dono do carro

Veículo foi apreendido na semana passada e seu Celso pede doações para quitar a dívida feita para retirar o carro do Detran
19/01/2021 11:02 - Naiara Camargo


É provável que quem dirige pelas ruas de Campo Grande já tenha visto o Fusca Transformers de seu Celso.

O carro recebeu esse apelido, pois sua aparência é idêntica aos brinquedos Transformers, da série de filmes de ficção científica.

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Celso Ramos Aristimunho, autônomo, é proprietário do veículo e criou o carro para agradar e alegrar sua sobrinha, Juliana Aristimunho, que é especial.

A menina, esquizofrênica, tem transtorno bipolar e, desde os 5 anos, toma remédios controlados.

Vânia Aristimunho, mãe de Juliana e irmã de seu Celso, também necessita de cuidados especiais.

Com o passar do tempo, o Fusca também passou a servir como fonte de renda para a família. As doações voluntárias deixadas nas caixas nas laterais do carro são para atender as vontades da sobrinha.

“Essa quantia me ajuda a adquirir as necessidades diárias da minha sobrinha, porque ela quer iogurte, leite. Tudo o que uma criança necessita, ela pede”, afirma Celso.

Na última semana, o carro foi apreendido pelo Detran, porém já foi recuperado. Celso faz um apelo para que pessoas o ajudem a arrecadar o dinheiro para pagar o empréstimo realizado para desfazer a apreensão do veículo.

HISTÓRIA DO FUSCA

O Fusca é dos anos 70 (1979) e o idoso o comprou de um militar há 8 anos. “Esse carro tinha sido batido e largaram ele aqui na esquina. O rapaz me ofereceu ele por R$ 1.500,00 em três prestações”, disse.

Celso conta que o carro era muito velho, batido e enferrujado e que, inicialmente, sua proposta era somente para atendimento pessoal. O intuito era apenas levar Juliana em médico e dentista.

Porém, depois, pessoas deram a ideia de conseguir um dinheiro extra para ajudar nas despesas da sobrinha. Então, o autônomo colocou caixas ao redor do carro para solidários contribuírem voluntariamente com dinheiro.

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ENFEITES

Celso catou na reciclagem os enfeites do carro. “Durante oito anos, sempre que eu saía na rua, ia catando parafusos no chão”, expressa.

"Nas oficinas, pego fios elétricos, faróis, lâmpadas... Tudo reutilizável. Durante muitos anos eu fui coletando esse material e guardando em casa”, complementa.

A partir de então, seu Celso começou a reformá-lo e restaurá-lo com suas próprias mãos. “Com isso, foi nascendo esse carro diferente, a tal ponto que começou a chamar a atenção das pessoas”, relata.

A intenção de deixar o carro enfeitado era para agradar à fantasia da sobrinha. “Isso agradou não só a ela, eu vi que as pessoas na rua também começaram a gostar. Uns ridicularizavam, sem entender o que era e outros gostavam”, conta.