Cidades

SUCCESSIONE

Gaeco volta às ruas para prender mais 12 envolvidos com o jogo do bicho

Segunda fase da operação mira integrantes de organização criminosa ligada a deputado e que estaria usando a força para dominar a jogatina na Capital

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Quinze dias depois devassa na casa do deputado estadual Roberto Razuk Filho (PL), mais conhecido como Neno, o Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), deflagrou, na manhã desta quarta-feira (20), uma nova fase da Operação Successione. Promotores e policiais foram às ruas para o cumprimento de 12 mandados de prisão preventiva e de quatro mandados de busca e apreensão em Campo Grande.

A explicação para as novas prisões, conforme o MPE, é que a partir do material apreendido no dia 5 de dezembro descobriu-se que várias outras pessoas estavam envolvidas naquilo que classificam como organização criminosa, que age de maneira violenta para estabelecer seu domínio. 

Na primeira fase da operação, quando três de seus assessores foram presos, o deputado Neno Razuk negou que tenha elo com a jogatina em Campo Grande e deixou claro que não deixaria a função de corregedor da Assembleia Legislativa.  Mas, seus três assessores, o major aposentado Gilberto Luiz dos Santos, Diego de Souza Nunes e Manoel José Ribeiro, foram demitidos. Eles continuam presos. Naquela data, o filho do major também foi detido.

Além disso, informa a assessoria do Gaeco, mesmo depois da apreensão de cerca de 700 máquinas para apostas do jogo do bicho, ocorrida em 16 de outubro, o grupo continuou investindo na compra de novos equipamentos para repor o estoque, deixando claro que o grupo não havia se intimidado com a descoberta. 

“A organização é integrada por policiais militares da reserva e de um ex-policial militar (excluído dos quadros da corporação), que se valiam de sua condição, especialmente do porte de arma de fogo, como forma de subjugar a exploração do jogo ilegal aos mandos e desmandos da organização criminosa, tudo para tornar Campo Grande novo território sob seu comando”, diz nota distribuída pelo MPE.

Esse grupo de policiais aposentados estaria ligado ao deputado e a meta, conforme a investigação, seria expulsar da cidade um grupo paulista que teria passado a explorar a modalidade clandestina de apostas desde 2019 em Campo Grande.  Os indícios são de que pessoas ligadas ao deputado teriam participado de pelo menos três roubos de  malotes com dinheiro de apostas do grupo rival. 

E depois das investigações iniciais, o GAECO concluiu que 15 pessoas, todas denunciadas no final da tarde de ontem (19), "cada qual a sua maneira, integravam organização criminosa armada, estruturalmente ordenada e com divisão de tarefas, voltada à exploração ilegal do jogo do bicho, roubos triplamente majorados, corrupção, entre outros crimes graves", informou o MPE.

O nome da operação (Sucessione) faz alusão à atual disputa pelo controle do jogo do bicho em Campo Grande, com a chegada de novos grupos criminosos que migraram para a Capital após a “Operação Omertà”, que em 2019 “destronou” a família Name, que durante décadas dominou essa modalidade de jogatina na cidade

Na primeira fase da operação foram expedidos 10 mandados de prisão e cumpridos nove. ALém disso, ainda foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão, em Campo Grande e em Ponta Porã. 

MÁQUINAS APREENDIDAS

O envolvimento de pessoas ligadas ao jogo do bicho e ao deputado começou a aparecer no dia 16 de outubro deste ano, quando um assessor do deputado, o major aposentado Gilberto Luiz dos Santos, o mesmo que foi preso no dia 5 de dezembro, foi detido em uma residência no Bairro Monte Castelo, em Campo Grande. 

O ex-PM estava em um imóvel no qual foram apreendidas 700 máquinas que substituíram os tradicionais talões para fazer apostas do jogo do bicho. Com ele havia outro PM aposentado e outras oito pessoas. 

Na ocasião, a atuação foi feita pelo delegado Fábio Peró, do Garras, o mesmo que investigou o grupo da família Name em 2019. No dia do fato, todas as pessoas presentes na residência foram liberadas após prestarem depoimento. Ninguém informou de quem seriam as maquininhas.

A investigação, então, passou a ser da Delegacia Especializada de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), e o secretário de Segurança Pública de MS, Antônio Carlos Videira, chegou a dizer que ela seria do grupo de São Paulo, que está comandando a contravenção na Capital.

Na época, o deputado Neno Razuk foi questionado sobre o flagrante de seu assessor, mas afirmou que manteria o major aposentado em seu gabinete na Assembleia Legislativa.
 

(Com informações da assessoria)

INADIMPLÊNCIA

Serasa oferece desconto de até 99% para negociação de dívidas

Ação dura até amanhã e oferece cupons extras de R$ 500 para as mais de 6,2 milhões de dívidas do Estado

08/09/2026 12h15

Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Para aqueles que estão inadimplentes, o Serasa está com a campanha "Todo Mundo Ama Cupom em Dobro" e oferecerá desconto de até 99%. Com mais de 124 mil ofertas com desconto máximo e cupons de até R$ 500, a ação durará até amanhã (09) às 23h59.

A iniciativa prevê mudar o cenário de inadimplência no Estado, que ultrapassa 6 milhões de dívidas. Com isso, os consumidores sul-mato-grossenses poderão negociar o saldo devedor e limparem o nome antes do final do ano.

A campanha é uma parceria da empresa com o Mercado Pago e outras 2 mil empresas.

Além da redução de dívidas e cupons extras de R$ 500, a ação também permite que os consumidores utilizem ofertas disponíveis no Serasa Limpa Nome e aproveitem os benefícios até o fim da campanha nesta quarta-feira.

Conforme levantamento da Serasa, são mais de 1,3 milhão de pessoas inadimplentes no Estado, que somam 6,2 milhões de dívidas e R$ 11,1 bilhões em débitos. Entre estes números, há 12,9 milhões de dívidas que podem utilizar cupons e serem negociadas à vista via Pix.

Os dados mais recentes da empresa apontam que o valor médio devedor de um sul-mato-grossense é de R$ 8.500,27, e os bancos e cartões concentram 28,26% das dívidas.

Além de bancos e cartões, pendências com concessionárias de energia elétrica, água, gás e telecomunicações estão entre os principais segmentos que concentram as dívidas em Mato Grosso do Sul. Confira os principais segmentos que concentram as dívidas:

  1. bancos e cartões, com 28,26%;
  2. financeiras, com 18,24%;
  3. utilities, com 17,58%;
  4. serviços, com 14,04%;
  5. e varejo, com 9,39%.

Os dados não são alheio ao restante do país, que em julho chegou a mais de 83 mil pessoas inadimplentes. Atualmente o Brasil soma 348.310.896 dívidas negativadas, que totalizam R$ 586,45 bilhões. O valor médio devido por pessoa é de R$ 6.987,23.

Por isso, a campanha aparece para auxiliar os devedores a quitarem suas dívidas antes do fim do ano. Segundo Aline Maciel, diretora da Serasa, a expectativa é ampliar as oportunidades e oferecer benefícios extras com a parceria.

“Na primeira edição do 09/09 da Serasa, realizado no ano passado, registramos mais de 224 mil acordos realizados apenas nesta data. Neste ano, buscamos ampliar as oportunidades e oferecer benefícios extras com o Mercado Pago, reforçando nosso propósito de tornar o recomeço financeiro mais simples e vantajoso para o brasileiro”.

A parceria com o banco digital prevê descontos extras e, neste ano, de janeiro a agosto foram 12.406 acordos fechados com o desconto de 99% em Mato Grosso do Sul. E mais de 680 mil negociações em todo o Brasil na mesma condição durante o período.

Quando o consumidor realiza o acordo à vista utilizando o cupom, o consumidor recebe além do desconto extra na negociação um segundo cupom de compras para ser utilizado no Mercado Livre, extensão do banco digital.

O benefício pode ser utilizado mediante pagamento com o saldo em conta no site/aplicativo ou via saldo do Cofrinho Mercado Pago.

Confira como negociar as dívidas com os cupons:

  1. Atualize, baixe o app ou acesse o site da Serasa
  2. Negocie sua dívida ativando o cupom de desconto disponível na oferta;
  3. Pague o acordo à vista;
  4. Receba por e-mail o aviso de que o seu cupom para compras no Mercado Livre já está disponível;
  5. Acesse o link recebido e conclua a ativação no ambiente do Mercado Pago;
  6. Acesse o saldo em conta ou o “Cofrinho Mercado Livre” para usar o cupom em sua próxima compra.

Confira o regulamento aqui.

Operação Última Chamada

Polícia Civil devolve às vítimas 55% dos celulares recuperados em MS

Dos 246 celulares recuperados, 136 foram devolvidos

08/09/2026 12h00

Vários celulares, de diversos modelos, foram recuperados em MS

Vários celulares, de diversos modelos, foram recuperados em MS DIVULGAÇÃO/PCMS

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Polícia Civil recuperou 246 celulares e devolveu 136 aparelhos às vítimas, até 31 de agosto de 2026, durante a Operação Nacional Última Chamada, em Mato Grosso do Sul.

Isto signfica que 55,3% dos aparelhos recuperados já foram devolvidos aos proprietários. Vários celulares, de diversos modelos, foram recuperados.

Apenas em Campo Grande, 43 aparelhos foram devolvidos aos donos.

Conforme apurado pela reportagem, a Polícia Civil iniciou um intenso trabalho de investigação destinado a identificação, localização e recuperação de aparelhos que foram roubados, furtados e receptados. Em seguida, identificou, localizou e contatou os proprietários dos aparelhos recuperados.

Confira o histórico do número de celulares recuperados e devolvidos:

  • Até 19 de agosto: 212 celulares foram recuperados e 75 aparelhos foram restituídos
  • De 20 e 31 de agosto: 61 aparelhos foram devolvidos às vítimas
  • De 20 e 31 de agosto (interior de MS): 34 celulares foram recuperados e 18 entregues às vítimas

Fonte: Polícia Civil

A Polícia Civil ressalta que o trabalho de recuperação e restituição de aparelhos continuará.

De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, no Brasil, 6.052 celulares foram recuperados, entre os dias 10 e 19 de agosto de 2026, durante a Operação Última Chamada.

Segundo o Ministério, a operação busca combater não apenas os roubos e furtos, mas também a cadeia de receptação e comercialização ilegal dos aparelhos. As autoridades utilizam informações como o número de identificação do celular (IMEI) para verificar se o dispositivo possui registro de roubo ou furto.

As polícias orientam que vítimas de roubo ou furto registrem a ocorrência e forneçam informações que possam ajudar na identificação do aparelho, como o número do IMEI. O registro facilita o trabalho de investigação e aumenta as chances de localização e restituição do celular.

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