Cidades

Crime

Genitor que abusou de criança de 1 ano disse que não conseguiu "controlar os impulsos sexuais"

A criança chegou sem vida ao hospital de Camapuã, onde foi constatado sinais de abuso. O genitor confessou o crime à polícia

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O homem de 28 anos acusado de abusar sexualmente da filha de 1 ano e 9 meses admitiu à polícia que havia “mexido” com a criança por “não conseguir controlar seus impulsos sexuais”. 

A menina chegou sem vida ao Hospital Municipal do município de Camapuã, distante aproximadamente 137 quilômetros de Campo Grande, no dia seguinte ao abuso, com evidentes sinais de violência sexual. 

O genitor da criança foi preso no hospital após os médicos tentarem reanimar a menina e constatarem os sinais de abuso. A Polícia Civil foi acionada e o homem confessou o crime e explicou como se sucederam os fatos na noite anterior. 

Ele disse que, na noite em questão, ele estava na casa de uma prima juntamente com a sua ex-esposa, mãe da criança e de outros filhos, onde jantaram. Ele contou que, após o jantar, ele e a ex-mulher tiveram relações sexuais na mesma cama onde estava a criança. Durante o ato, ele teria abusado da menina. 

Quando questionado se a criança não havia chorado ou emitido algum som, ele disse que, por causa da traqueostomia a qual foi submetida, a criança não emitia sons quando chorava. Por isso, a mãe da menina não teria percebido a situação. 

Contou ainda que, no dia seguinte, a menina estava bem e teria brincado com seu irmão e com a mãe. Por volta das 8h30, uma agente de saúde o informou em seu trabalho que a filha estava “passando mal e morrendo no posto de saúde”. Ao chegar ao hospital, foi comunicado do falecimento da menina. 

Os policiais o interrogaram em uma sala separada, onde ele confessou ter abusado da criança, além de ter dito que não sabia qual motivo o levou ao ato e que precisava de tratamento médico.

Alegou estar arrependido e que possuía diversos traumas de abuso infantil por ter sido abusado diversas vezes quando criança pelo seu primo. Por causa disso, não teria conseguido “segurar os impulsos sexuais” na noite anterior. 

De acordo com o relato, o homem teria implorado por ajuda médica e psiquiátrica. 

A Polícia Civil do município de Camapuã continua investigando o caso. De acordo com o Delegado responsável pelo caso, Matheus Alves, o homem foi condenado pelo crime de estupro de vulnerável com resultado em morte e teve a prisão preventiva pedida. 

“A Polícia Civil aguarda a deliberação do poder Judiciário sobre a prisão preventiva do indivíduo e as investigações continuarão em andamento para apuração e conclusão desse crime praticado pelo indivíduo. Todas as conclusões jurídicas e periciais do caso serão encaminhadas aos órgãos competentes”, concluiu o delegado. 

A mãe da menina está sendo investigada por suspeita de omissão e negligência. 

O caso

A criança de 1 ano e 9 meses deu entrada no Hospital Municipal de Camapuã na manhã de ontem (9) sem vida, vinda da Unidade Básica de Saúde do bairro Vila Industrial. 

A criança chegou ao prédio em estado gravíssimo, acompanhada pela mãe. Segundo os relatos médicos, foram feitas manobras de reanimação, mas não tiveram sucesso. 

No hospital, foram constatadas lesões nas partes íntimas da bebê, levando o hospital a acionar a polícia por suspeita de abuso sexual recente. 

A criança havia sido atendida no Hospital Universitário de Campo Grande para tratar uma infestação causada por larvas. Ela deu entrada no HU no dia 28 de junho, segundo o hospital, com infecção na traqueostomia, larvas, piolhos e pneumonia. A bebê tinha ainda histórico de dificuldade respiratória, convulsões e choque.

Denuncie

O Disque 100 é o canal de denúncias anônimas que atende 24 horas por dia, todos os dias da semana, inclusive feriados, em todo o território nacional. Pela internet, as denúncias podem ser feitas pelo aplicativo Direitos Humanos Brasil ou pelo WhatsApp, no número (61) 99656-5008.

Também é possível denunciar diretamente ao Ministério Público, que pode ser acionado para defesa das crianças e adolescentes. Os números de contato são: 127 e 0800-647-1127, como ligação gratuita em todo estado ou (67) 3318-2032

Além disso, denúncias também podem ser feitas através do número da Polícia Militar, o 190. Ela deve ser acionada em caso de necessidade imediata ou socorro rápido. A ligação é gratuita em todo o território nacional. 

Em Mato Grosso do Sul, também é possível ligar para o 180, que é a Central de Atendimento à Mulher. 

Cidades

Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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Cidades

TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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