Cidades

EXPULSO DA BOLÍVIA

Gerson Palermo chega a Campo Grande nesta quarta-feira (27)

Recente prisão é resultado de investigação iniciada após megatraficante ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) mandar sequestrar a própria filha em Campo Grande

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Megatraficante com ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), Gerson Palermo estava refugiado e vivendo como um "próspero empresário do ramo agrícola" na Bolívia, sendo capturado ontem (26) e tendo sua chegada ao Brasil nesta quarta-feira (27), sendo deixado inclusive na Capital do Mato Grosso do Sul. 

Como confirmado na noite de ontem (26), pelo vice-ministro da Defesa Social e Substâncias Controladas da Bolívia, Ernesto Justiniano, Palermo já estaria realizando as medidas necessárias para ser "buscado" por agentes policiais federais brasileiros. 

"Já temos as autorizações correspondentes, amanhã chegará um avião da Polícia Federal brasileira para levá-lo", confirmou o vice-ministro ao portal boliviano El Deber. 

Além disso, é repassada a situação de Palermo que, sem possuir processos judiciais na Bolívia, o mandado de prisão internacional neste caso e a posição de seu nome em "alerta vermelho", deve ser "expulso" do País vizinho. 

"Sendo brasileiro, certamente, com uma posição ilegal em nosso país, corresponde imediatamente à expulsão, não à extradição, que é um processo diferente", esclarece o vice-ministro de Defesa Social da Bolívia, Ernesto Justiniano.

Informações apontam que o megatraficante Gerson Palermo deve deixar o território da Bolívia em avião da PF, para posteriormente ser transferido ao sistema penitenciária sul-mato-grossense, deixado na penitenciária de Campo Grande. 

Palermo: o pivô

Piloto de aeronaves, Gerson Palermo é apontado pela atuação no tráfico de drogas e sua última prisão havia sido registrada em 2017, figurando em noticiários policiais muito antes disso. 

Após a virada do milênio, em agosto de 2000, Gerson colaborou no sequestro de um Boeing que transportava R$5 milhões pertencentes ao Banco do Brasil.

Enquanto cumpria regime semiaberto na Colônia Penal Agrícola de Campo Grande, foi preso pela Polícia Federal, em setembro de 2007, acusado de liderar quadrilha que estava com 1,5 tonelada de maconha.

Sendo mais um entre os homens da quadrilha de Marcelo Borelli, homem condenado a 177 anos de cadeia e morreu no presídio ainda em 2011, além do envolvimento neste caso, Palermo foi condenado principalmente por envolvimento com o narcotráfico, atuando principalmente como piloto de avião. 

Depois de uma série de prisões e fugas, ele cumpriu pelo menos 8 anos de prisão de um total de 59 anos das ações das quais não cabem mais recursos.  Porém, ele tem mais 67 anos de pena a pagar, que ainda não aparecem na lista de sua execução penal, porque ainda cabe algum tipo de recurso. 

Pivô do afastamento do desembargador Divoncir Schreiner Maran de suas funções do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, Gerson Palermo é conhecido para além de sua pena superior a um século de prisão, sendo acusado do sequestrou avião e até de comandar a considerada "maior rebelião em presídios da história do Estado", que acabou com sete mortes no presídio de Campo Grande. 

Durante o dia das mães de 2005, o presídio de Segurança Máxima da Capital viveu um motim, que levou sete presos à morte, além da destruição de diversas alas do complexo. 

A mais recente prisão de Gerson Palermo é resultado de investigação iniciada pela Polícia Civil de Campo Grande, após o megatraficante com ligações com o PCC mandar sequestrar a própria filha, motivado por disputa envolvendo dinheiro relacionado ao tráfico de drogas.

PCC e CV em distrito na Bolívia

Capturado nas proximidades da cidade boliviana de Cotoca, o megatraficante com ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), Gerson Palermo, estaria vivendo como um "próspero empresário do ramo agrícola" refugiado no País vizinho, mesmo condenado em território brasileiro a cerca de 126 anos de prisão. 

Esse criminoso estava vivendo em uma confortável casa boliviana, no momento em que foi surpreendido pelos agentes. Conforme as autoridades bolivianas, há uma "link" compartilhado entre ambos os países, no qual foi relatada a localização aproximada do indivíduo que era conhecido na Bolívia como "Gilero". 

Palermo foi preso por volta das 07h de terça-feira (26), com as autoridades bolivianas sendo informadas pelas brasileiras de que ele teria sido libertado após decisão judicial que lhe colocou em prisão domiciliar por motivos de saúde. 

Cabe destacar que, além da figura ligada ao PCC, outra organização criminosa teve um de seus representantes preso no mesmo município boliviano de Cotoca há aproximadamente 10 dias, com a localização de Klever Nóbrega Pereira, o "Kekeu" do Comando Vermelho (CV). 

Acusado de ser um dos líderes do CV, Kekeu também vivia como um empresário em terras bolivianas, tal qual o próprio Palermo, sendo preso por agentes da Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico (Felcn) e da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol).

 

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falsificação documental

Esquema de diplomas falsos é alvo da Polícia Civil em interior de MS

Suspeitos ofereciam 'serviço' de falsificação dos documentos e diziam a estudantes de escolas estaduais que não era necessário ir a aulas e provas

27/05/2026 11h30

Divulgação

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul investiga um esquema de falsificação de diplomas do ensino médio em duas cidades do interior do estado, Bataguassu e Santa Rita do Rio Pardo, a 310 e 242 quilômetros da Capital, respectivamente. Os investigados de comprar os documentos falsos são menores de idade.

A investigação iniciou após uma escola estadual identificar irregularidades em documentos apresentados por alguns estudantes. De acordo com as informações policiais os certificados de conclusão do ensino médio eram pagos por pix.

Para conseguir o serviço, os alunos contatavam um dos suspeitos, que prometia emitir os documentos sem necessidade dos alunos frequentarem a escola ou realizarem as provas.

Até o momento, a investigação apreendeu históricos escolares e certificados suspeitos, além dos comprovantes de pagamento feito nas negociações. A polícia aponta o envolvimento de mais de uma pessoa, mas não divulgou identificação e quantos são os envolvidos.

Porém, entre os envolvidos, há indivíduos de fora do ambiente escolar que também adquiriram outros documentos falsos, além de suspeitos maiores de idade, que agiam no contato e abordagem dos 'clientes' e em movimentações financeiras.

As duas cidades que ocorrem a investigação são vizinhas e apresentam distância de aproximadamente 68 quilômetros.

O caso segue em andamento para identificação completa dos envolvidos no esquema, assim como a organização e modus operandi da produção e comercialização da falsificação.

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Em MS

Mulher é condenada por ofensas racistas contra a ex-cunhada em Terenos

O caso aconteceu em 2023 e os insultos e ameaças foram feitos partir de áudios enviados via Whatsapp

27/05/2026 10h30

A ré foi condenada à dois anos de prisão por injúria racial e um mês pelas ameaças

A ré foi condenada à dois anos de prisão por injúria racial e um mês pelas ameaças Foto: Divulgação

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Após atuação do Ministério Público de Mato Grosso Sul (MPMS), uma mulher foi condenada em Terenos pelos crimes de ameaça e racismo (injúria racial equiparada), por ofensas direcionadas à ex-cunhada. A atuação aconteceu por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Terenos. 

O caso ocorreu em junho de 2023 e completará três anos no próximo mês, na época do acontecimento a ré encaminhou áudios por meio do Whatsapp para familiares da vítima e proferindo inúmeras ofensas verbais de cunho racista, ainda nos áudios foram feitas ameaças de violência física e morte. 

Entre os conteúdo dos áudios encaminhados à vítima constava ameaças como “não sairia viva” e ainda declarou que “cortaria o pescoço” dela e de seus filhos. Em depoimento a vítima confirmou os fatos e alegou ter sentido medo real das ameaças. 

A irmã da vítima confirmou o acontecido e afirmou ter recebido os áudios contendo insultos de cunho racial e ameaças à ofendida.

Já a defesa da ré negou parte dos fatos, sustentando o argumento que estava fazendo apenas um mero desabafo em um contexto de abalo emocional. Ela ainda alegou que não se recorda de ter feito as ameaças mencionadas na denúncia. 

Porém o Juízo recusou a alegação da defesa e acolheu a denúncia do MPMS, reconhecendo que as provas se mostraram coerentes e suficientes para a condenação. 

Por fim, a ré foi condenada a 2 anos de prisão, pelo crime de injúria racial equiparada e um mês de detenção pelo crime de ameaça, inicialmente ela irá cumprir em regime aberto. 

Ainda foi fixado pelo Juízo um pagamento de dez dias-multa, quando o condenado é obrigado a pagar uma quantia ao Fundo Penitenciário Nacional (FUMPEN), tendo em vista a gravidade das ameaças. 
 

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