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Governo anuncia mais uma licitação para conclusão do Aquário do Pantanal

Foi aberto um certame ainda neste mês e outros dois, no valor de R$ 5 milhões, foram concluídos em novembro

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Mais uma licitação para finalização da construção do Aquário do Pantanal foi divulgada nesta quarta-feira (30), em edição do Diário Oficial do Estado.

A Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) anunciou que vai abrir o certame, no tipo menor preço, no dia 3 de fevereiro, às 8h.

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Desde que interessada, qualquer empresa do país pode entrar em contato, a que apresentar o menor orçamento rentável ganha os direitos de execução.

O objetivo é a “conclusão da parte civil do prédio do Centro de Pesquisa e Reabilitação da Ictiofauna Pantaneira”, mais conhecido como Aquário do Pantanal.

A proposta deve ser entregue na sede da Agesul, na av. Desembargador Jose Nunes da Cunha, 337 - Jardim Veraneio - Parque dos Poderes.

A última licitação aberta foi no dia 18 de dezembro, para conclusão e pleno funcionamento do sistema de suporte à vida (SSV).

Em novembro, outras duas licitações foram finalizadas pelo Governo do Estado. Os contratos somavam cerca de R$ 5 milhões, um deles era para a conclusão do sistema de climatização e o outro para a revisão e finalização dos serviços de estrutura metálica das passarelas.

Situação

A obra do Aquário do Pantanal foi iniciada em 14 de abril de 2011, na gestão passada, e, mesmo com a promessa de ser entregue em dois anos, a trama já está alcançando uma década.

Segundo um anúncio recente, feito pela própria Agesul, a previsão é de que até o final de 2021 o projeto seja entregue.

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Luto

Morre Mano Xis, um dos pioneiros do rap e ícone da cultura de Campo Grande

Artista, que enfrentava um câncer de próstata, morreu neste domingo (11); integrante do Falange da Rima, ele ajudou a construir a história do hip-hop em Mato Grosso do Sul

11/10/2026 13h31

Mano Xis, um dos pioneiros do rap em Mato Grosso do Sul, morreu neste domingo (11) e deixa um legado na história da cultura hip-hop de Campo Grande.

Mano Xis, um dos pioneiros do rap em Mato Grosso do Sul, morreu neste domingo (11) e deixa um legado na história da cultura hip-hop de Campo Grande. Foto: Reprodução Instagram.

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A cultura de Campo Grande perdeu, na madrugada deste domingo (11), uma de suas vozes mais representativas. Morreu o rapper Márcio Leite Fernandes, conhecido artisticamente como Mano Xis, um dos pioneiros do hip-hop em Mato Grosso do Sul e integrante histórico do grupo Falange da Rima.

O músico enfrentava um câncer de próstata e deixa uma trajetória marcada pela valorização das periferias, pela resistência cultural e pela consolidação do rap no cenário artístico sul-mato-grossense.

A morte foi confirmada por familiares à imprensa e lamentada pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), que destacou a contribuição do artista para a formação de gerações de músicos e para o fortalecimento da cultura urbana no Estado.

Mano Xis integrou o movimento que, a partir da década de 1990, transformou o hip-hop em uma importante expressão artística de Campo Grande.

Em uma época em que o gênero ainda enfrentava dificuldades para conquistar espaço nos eventos culturais e reconhecimento institucional, artistas como ele encontraram nas rimas uma maneira de denunciar desigualdades e retratar a realidade das comunidades periféricas.

Sua trajetória ficou especialmente ligada ao Falange da Rima, grupo criado em 1998, na Capital, e reconhecido como um dos principais representantes do rap sul-mato-grossense.

Com músicas de forte conteúdo social, o coletivo ajudou a levar aos palcos discussões sobre pobreza, violência, preconceito racial, exclusão social e consciência política.

Mais do que um estilo musical, o rap representava, para aquela geração, uma ferramenta de expressão e pertencimento. Por meio das apresentações e composições, o grupo deu visibilidade a histórias e experiências que raramente encontravam espaço na produção cultural tradicional.

Uma trajetória que ajudou a construir o hip-hop de MS

A história de Mano Xis se confunde com a expansão da cultura hip-hop em Mato Grosso do Sul. O movimento, que começou a ganhar força em Campo Grande durante os anos 1980, encontrou nas décadas seguintes espaço para crescer, impulsionado pelo breaking, pela música, pelo grafite e pela organização de artistas independentes.

O Falange da Rima foi um dos grupos responsáveis por consolidar essa trajetória. Formado em Campo Grande, tornou-se referência para outros músicos que passaram a enxergar no rap uma possibilidade de expressão artística e de transformação social.

Em 2001, o grupo lançou o trabalho Mariposa Assassina, um dos marcos de sua discografia. O lançamento ocorreu em 11 de setembro daquele ano, data que também ficou marcada pelos atentados terroristas nos Estados Unidos.

Posteriormente, o coletivo ampliou sua produção com o álbum Esquadrão Mariposa, lançado em 2013, e o single Oração da Serenidade, de 2019.

Entre as músicas que marcaram a trajetória do Falange da Rima estão Circo dos Horrores, Abrakadabra, Capital sem Favela, O Pano do Rei e Passos Indecisos.

As composições ajudaram a construir uma identidade própria para o rap produzido em Mato Grosso do Sul, relacionando questões sociais à realidade local.

O reconhecimento institucional também chegou. Em 2022, o grupo esteve entre os homenageados do Festival Campão Cultural, em reconhecimento à sua contribuição para a música e para a história cultural do Estado.

Em dezembro de 2024, Mano Xis ainda integrava a formação anunciada para o encerramento do projeto Som da Concha, na Concha Acústica Helena Meirelles, no Parque das Nações Indígenas.

A apresentação foi concebida como uma homenagem à música regional, aproximando as rimas do grupo de referências como Almir Sater, Délio e Delinha e Bêbados Habilidosos.

A participação em projetos como esse representava uma conquista para um movimento que, durante décadas, buscou reconhecimento e espaço nas políticas culturais.

Artista enfrentava problemas de saúde

Nos últimos anos, Mano Xis passou a enfrentar problemas de saúde. Em novembro de 2024, o rapper sofreu um infarto e, no início de 2025, recebeu o diagnóstico de câncer de próstata maligno.

Em agosto daquele ano, a situação do músico ganhou repercussão após ele tornar pública a necessidade de assistência para iniciar o acompanhamento médico especializado. Na ocasião, relatou dificuldades relacionadas à doença e à busca por atendimento hospitalar.

O artista continuou sendo reconhecido como uma das referências históricas do hip-hop campo-grandense. Segundo informações divulgadas por familiares à imprensa neste domingo, ele enfrentava um câncer. A causa médica imediata da morte não foi detalhada.

A perda acontece pouco mais de um ano após a morte de outro nome histórico do Falange da Rima, o rapper Flynt, André Luiz Monteiro Aguirres, que morreu em 8 de setembro de 2025, aos 53 anos.

As duas mortes representam perdas importantes para a geração de artistas que participou da construção e da consolidação do hip-hop em Campo Grande.

Fundação de Cultura lamenta morte

Em nota de pesar, a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul destacou a importância de Mano Xis para a identidade cultural do Estado e reconheceu sua influência sobre diferentes gerações de artistas.

Para a instituição, a presença do rapper ao longo de décadas contribuiu para a formação de público, a valorização da cultura de rua e o fortalecimento de um movimento que passou a ocupar lugar de destaque na produção artística sul-mato-grossense.

"Mais do que um artista, Mano Xis deixa um legado", destacou a fundação.

O órgão também manifestou solidariedade aos familiares, amigos, integrantes do Falange da Rima e à comunidade do hip-hop.

A trajetória de Mano Xis permanece ligada à história de uma geração que transformou experiências das ruas e das periferias em expressão artística. Sua contribuição ultrapassou os palcos, ajudando a consolidar o rap como parte da memória cultural de Campo Grande.

 

ESPORTE

Corrida dos Poderes terá 4,2 mil vagas gratuitas e inscrições a partir do dia 20

Evento será realizado em 7 de novembro, com percursos de até 10 quilômetros e participação aberta a servidores públicos, população em geral e crianças

11/10/2026 11h00

Quarta edição da Corrida dos Poderes terá provas de 3, 5 e 10 quilômetros, além de modalidade infantil

Quarta edição da Corrida dos Poderes terá provas de 3, 5 e 10 quilômetros, além de modalidade infantil Reprodução / Pixabay

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Quem pretende participar da 4ª edição da Corrida dos Poderes já pode se preparar para garantir uma vaga. As inscrições começam no dia 20 de outubro, às 9h, e serão oferecidas 4.200 oportunidades gratuitas para servidores públicos, atletas amadores e crianças em Mato Grosso do Sul.

A competição está programada para 7 de novembro, com início às 15h, e integra a programação em comemoração ao Dia do Servidor Público. Os interessados deverão realizar o cadastro pelo site oficial do evento.

A principal mudança deste ano está na distribuição das vagas. Ao contrário das edições anteriores, quando as inscrições eram divididas em etapas, todos os lugares serão liberados de uma só vez.

A maior parte das vagas será reservada aos servidores públicos, que terão 3.500 inscrições disponíveis. Outras 500 serão destinadas à comunidade em geral, enquanto 200 ficarão reservadas ao público infantil.

A programação contempla diferentes níveis de preparo físico, com caminhada de 3 quilômetros e provas de corrida de 5 e 10 quilômetros. As crianças também poderão participar por meio da modalidade Kids.

Para efetuar a inscrição, será obrigatório informar o número do CPF. No caso dos participantes menores de idade, o cadastro exigirá tanto o documento da criança quanto o de seu responsável.

Antes da abertura das inscrições, a organização promoveu uma série de atividades para incentivar a prática esportiva em diferentes regiões do Estado.

Ao longo do primeiro semestre, quatro municípios receberam treinões preparatórios. O circuito começou em Ponta Porã, em 25 de abril, passou por Corumbá, em 16 de maio, e Três Lagoas, em 20 de junho, antes de encerrar as atividades em Costa Rica, no dia 11 de julho.

A Corrida dos Poderes reúne instituições dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, com organização da Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte).

Informações adicionais podem ser obtidas pelos telefones (67) 3316-9196, (67) 99200-4912 e (67) 3029-5496.
 

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