Cidades

Preocupação

Força Nacional tem efetivo reforçado após conflitos entre indígenas e fazendeiros

Não foram divulgados o número exato de profissionais que serão deslocados para a região de Douradina. O Ministério dos Direitos Humanos acompanha com atenção os conflitos entre indígenas e fazendeiros.

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Preocupado com o conflito que deixou 11 indígenas feridos, o governo federal reforçou a atuação da Força Nacional na região de Lagoa Panambi, em Douradina, a 191 quilômetros de Campo Grande. O ataque, ocorrido neste fim de semana, afetou a comunidade guarani-kaiowá.

A informação foi divulgada na tarde de hoje (5) pelo Diário Oficial da União, que as equipes da Força Nacional estão na região desde abril, monitorando de perto as atividades tanto dos indígenas quanto dos produtores rurais.

Ainda de acordo com o edital, o Ministério da Justiça informou que a equipe será ampliada com profissionais deslocados de outros estados, mas não especificou o número exato de oficiais que serão enviados à região de Douradina para garantir a segurança dos indígenas e produtores rurais. 

Conflitos deixa 11 feridos 

No último sábado (3), agentes da Força Nacional foram acionados durante a manhã para conter o conflito entre indígenas e agricultores nas imediações do Sítio do Cedro.

Os conflitos se estenderam até o início da tarde, enquanto as equipes da Força Nacional realizavam patrulhamento em uma área próxima ao local do incidente. A partir desse momento, o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e o Ministério Público Federal (MPF) foram acionados.

Com a chegada da Força Nacional, o confronto foi temporariamente cessado, mas retomou-se na tarde de domingo (4), mesmo com a presença dos agentes da Força Nacional, representantes do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), do Ministério Público Federal (MPF), da Polícia Federal e da Polícia Militar, que estavam mediando a situação.

A tensão dos conflitos foi denunciada pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).

Na ocasião, houve um incêndio que foi controlado com a ajuda de tratores, que fizeram um aceiro para conter as chamas.

Em seguida, foram ouvidos quatro disparos de arma de fogo, e o autor não foi identificado. Para conter a situação, a Força Nacional utilizou gás lacrimogêneo.

De acordo com o Ministério da Justiça, a ação de controle de multidões foi necessária para "evitar um mal maior", já que ambos os grupos estavam exaltados e alguns indivíduos estavam armados. A pasta também afirmou que será feito um boletim de ocorrência junto à Polícia Federal e à Polícia Civil, o qual será avaliado pelas autoridades judiciais.

Além dos indígenas, pelo menos um agricultor foi ferido por um disparo de bala de borracha, mas sem risco de morte. Segundo o ministério, não foram registradas novas ocorrências de conflito até o momento.

Atento a cada movimento dos indígenas e fazendeiros, o Ministério da Justiça não divulgou o número exato de agentes em campo. No entanto, segundo o Ministério dos Povos Indígenas, no sábado, quatro viaturas e 12 agentes da Força Nacional estiveram em operação, enquanto no domingo foram seis viaturas e 18 agentes.

Ainda de acordo com a pasta, houve ao menos um ferido na face, aparentemente por bala de borracha, que foi transportado por uma ambulância do Corpo de Bombeiros.

O MPI informou também que, dos feridos enviados ao Hospital da Vida, apenas um ainda não teve alta. Por ter sido atingido na cabeça, ele permanece em observação.

A equipe do Ministério dos Povos Indígenas informou que continua no território, monitorando a situação para evitar novos conflitos..


Direitos Humanos media conflitos  

De olho no crescente conflito indígena na disputa por terras na região de Douradina, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) está atuando in loco em Douradina, para mediar os conflitos agrários que resultaram em violações dos direitos do povo Guarani-Kaiowá.. 

O diálogo entre indígenas e produtores rurais na região foi intermediado pela Coordenação-Geral do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH), com o apoio de representantes da equipe regional do programa.

No último fim de semana, novos episódios de confronto e violência foram registrados. Ao todo, dez indígenas ficaram feridos. No sábado (3), nove indígenas foram atingidos por armas de fogo e balas de borracha. No domingo (4), um indígena idoso também se feriu.

Providências

Na manhã de hoje (5), equipes dos Direitos Humanos forneceram água potável aos indígenas. De acordo com o governo federal, também ocorreram encontros presenciais para articular a atuação com o órgão, que acompanha de perto a situação e participa da mobilização do Ministério.

Pela Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, chegaram denúncias de violações de direitos, que foram encaminhadas ao Ministério Público Federal e à Defensoria Pública da União.

Para controlar os conflitos, foram destacadas pelo menos sete equipes da Força Nacional de Segurança Pública. A estratégia visa garantir a proteção das pessoas afetadas e assegurar que os direitos humanos dos povos indígenas sejam respeitados.

Sala de Situação

A crise afetou diversas pastas do governo e intensificou a tensão após o conflito entre fazendeiros e indígenas no último fim de semana. Em resposta, a pasta de Direitos Humanos e Cidadania criou uma sala de situação permanente, que atuará de forma integrada com o Ministério dos Povos Indígenas, a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), o Ministério da Justiça e Segurança Pública, entre outros órgãos.

Uma rede de alerta também está em operação, envolvendo movimentos da sociedade civil e órgãos como a Defensoria Pública da União (DPU), o Ministério Público Federal (MPF) e as Defensorias Públicas estaduais. O objetivo é prevenir e reprimir os ataques às comunidades indígenas no Mato Grosso do Sul.

Entenda o caso

Os conflitos começaram em julho, quando indígenas Guarani-Kaiowá retomaram territórios tradicionais em Douradina e Caarapó. Os territórios indígenas Panambi-Lagoa Rica e Amambaipeguá I, situados nesses municípios, estão em processo de demarcação e aguardam uma solução judicial.

Segundo o Ministério dos Povos Indígenas (MPI), os ataques ocorreram em território delimitado pela FUNAI em 2011. De acordo com o MPI, a Lei do Marco Temporal (Lei 14.701/2023) e a PEC 48 têm aumentado a insegurança jurídica sobre os territórios indígenas, causando instabilidade nas regiões e fomentando a violência contra as comunidades.

Conflitos tiveram início em julho, após indígenas Guarani-Kaiowá retomarem territórios tradicionais em Douradina e Caarapó. Conflitos tiveram início em julho, após indígenas Guarani-Kaiowá retomarem territórios tradicionais em Douradina e Caarapó/ Divulgação 


Confronto entre indígenas deixou 11 feridos 

Neste final de semana, indígenas e fazendeiros entraram em conflito, deixando 11 indígenas feridos no município de Douradina, a 191 quilômetros de Campo Grande.  

Ruralistas enfrentaram povos Guarani-Kaiowá com balas de borracha. Algumas pessoas saíram feridas, machucadas e sangrando.

Conforme apurado pela reportagem, fazendeiros divulgaram em suas redes sociais que os indígenas invadiram mais áreas em Douradina, além das sete retomadas que já se encontram dentro dos limites da Terra Indígena Lagoa Panambi.

Este é o segundo conflito entre indígenas X fazendeiros deste fim de semana. No sábado (3), outro ataque armado deixou dez indígenas guarani-kaiowás feridos em Douradina.

Dois indígenas ficaram em estado grave e foram levados para o Hospital da Vida, em Dourados. Um levou um tiro na cabeça e outro no pescoço.

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) emitiu nota à imprensa sobre a escalada de violência e ataques a comunidades indígenas Guarani-Kaiowá em Mato Grosso do Sul.

Segundo o MDHC, o coordenador-geral do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH) chegou ao estado de Mato Grosso do Sul, neste domingo (4), para se juntar à equipe coordenada pelo Ministério dos Povos Indígenas na resposta do Governo Federal aos ataques.

“Desde julho, o Ministério dos Direitos Humanos atua em coordenação com o Ministério dos Povos Indígenas, com a Fundação dos Povos Indígenas (FUNAI), com o Ministério da Justiça e Segurança Pública e demais Órgãos na Sala de Situação instalada pelo Governo Federal, para prevenir e reprimir os ataques que as comunidades indígenas estão sofrendo nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul. O MDHC segue em tratativas com o Ministério da Justiça e Segurança Pública para o aprimoramento do emprego da Força Nacional de Segurança Pública no controle de conflitos, proteção e defesa da vida de pessoas atingidas e respeito aos direitos humanos dos povos indígenas”, informou o MDHC por meio de nota.vos indígenas”, informou o MDHC por meio de nota.
 

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NOITE VIOLENTA

Adolescente sai ferido de triplo homicídio registrado no interior do MS

Crime foi registrado no distrito de Nova Casa Verde, em Nova Andradina; quatro foram presos até o momento e polícia procura ainda por um quinto suspeito de participar do ataque

20/09/2026 12h30

Uma criança também foi encontrada no interior do imóvel, sem ferimentos aparentes, deixada inicialmente sob os cuidados de uma vizinha.

Uma criança também foi encontrada no interior do imóvel, sem ferimentos aparentes, deixada inicialmente sob os cuidados de uma vizinha. Reprodução/Jornal da Nova

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Distante aproximadamente 242 quilômetros da Capital, o distrito de Nova Casa Verde, em Nova Andradina, tornou-se palco de uma noite de terror nas últimas horas deste último sábado (19), após a execução de um triplo homicídio na rua  Avelino Maraia, que terminou ainda com um adolescente gravemente ferido após ser atingido pelos disparos. 

Até o momento, quatro acusados foram presos por agentes da Força Tática e equipes da Polícia Militar do distrito de Nova Casa Verde, como publicado pelo portal regional Jornal da Nova. As forças de segurança indicaram que um quinto suspeito ainda estaria foragido e as buscas seguem ativas.  

Esse caso mobilizou ainda as forças da Seção de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil e também a Polícia Científica, que agiram para apurar a dinâmica do crime após a área ser isolada pelos policiais militares que acionaram inclusive apoio da Força Tática que também se dirigiu até o distrito.

Conforme narrado em boletim de ocorrência, até o momento foi indicado a identificação de apenas duas das três vítimas, sendo: Daniel Matos Alves e uma mulher de 37 anos natural de Ivinhema batizada de Eliane Franco. 

Para além do terceiro óbito, essa noite de crime deixou marcas também dois menores de idades, sendo um adolescente de 13 anos atingido pelos disparos e encaminhado para atendimento médico no Hospital Regional de Nova Andradina, e ainda uma criança encontrada sem ferimentos aparentes no interior do imóvel que foi deixada sob os cuidados de uma vizinha. 

Prisões

Antes dos primeiros raios de sol deste domingo (20), cerca de quatro indivíduos foram capturados por agentes da Força Tática e Polícia Militar, sendo posteriormente presos. Porém, como bem acompanha o Jornal da Nova, um quinto suspeito ainda estaria foragido, com as buscas ainda em sequência por área de mata. 

Além das prisões, os agentes das forças de segurança também conseguiram apreender uma motocicleta que, como descrito em B.O, teria sido usada na execução deste triplo homicídio no interior do Estado. 

Sendo que entre os capturados até o momento estão relacionados três masculinos e uma mulher, informações preliminares indicam que dois dos presos seriam, inclusive, e que a presa teria chegado no distrito vinda de Bataguassu. 

A dinâmica desenhada até o momento indica que dois indivíduos teriam chegado de moto até o local do crime, efetuando os disparos ao adentrarem na casa. Novos desdobramentos da investigação devem evidenciar a real motivação deste ataque e o trabalho de cada indivíduo. 

 

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INTERIOR

Colisão entre carro e carreta de celulose deixa três mortos na BR-158

Acidente foi registrado próximo à ponte sobre o Rio Sucuriú, a suspeita é que chuva tenha dificultado visibilidade e que carro de passeio teria invadido pista contrária

20/09/2026 11h30

Veículo de passeio teve a frente completamente destruída

Veículo de passeio teve a frente completamente destruída Reprodução/24h MS News/Eliton Chaves

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Acidente registrado no fim de uma noite chuvosa de sábado (19), em Três Lagoas, terminou com três homens mortos após o carro de passeio em que estavam colidir frontalmente com uma carreta de celulose no quilômetro 251 da BR-158. 

Esse acidente aconteceu por volta de 21h30, conforme apurado in loco pelo portal local 24h MS News, próximo à ponte do Rio Sucuriú. 

Para o atendimento desta ocorrência foram mobilizadas equipes do Corpo de Bombeiros Militar, Perícia Criminal e das polícias Civil e Rodoviária Federal (PC e PRF). As forças de segurança ainda devem indicar as reais circunstâncias que levaram à batida. 

Porém, é possível observar pelos registros fotográficos do repórter Eliton Chaves que a pista no local do acidente ainda encontrava-se molhada, o que levanta a hipótese de chuva no trecho ainda no momento da colisão. 

Entenda

Apurações preliminares identificaram dois dos três mortos neste acidente, que tratam-se de: 

  • + Jeferson Mateus de Souza Andrade, 27 anos
  • + Hércules Douglas da Silva, 28 anos. 

Jeferson seria morador de Inocência, município distante aproximadamente 331 quilômetros da Capital, e ainda não há a identificação do terceiro óbito registrado, mas os três amigos estariam em um rancho que fica nas proximidades da ponte. 

Conforme narrado preliminarmente, esses indivíduos teriam se deslocado até um posto de combustíveis local em busca de comprarem alguns produtos e teriam batido o carro justamente na volta ao rancho. 

Contratado como motorista do veículo de carga, o carreteiro a serviço da empresa de celulose "Suzano" indicou aos agentes policiais que seguia no sentido Selvíria até Três Lagoas. 

Conforme o carreteiro, ele teria sido surpreendido pelo Pálio após atravessar a ponte, e afirma que o carro de passeio teria invadido a pista contrária durante uma curva. 

O veículo de passeio teve a frente completamente destruída, com os três ocupantes tendo ficado presos entre as ferragens, motivo pelo qual o Corpo de Bombeiros até foi acionado, mas já encontrou os três rapazes já sem vida.  

Com isolamento feito por parte da PRF, seus corpos somente puderam ser retirados após o trabalho da perícia. Houve o encaminhamento em seguida até o Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) para os procedimentos necessários para proceder com a liberação aos familiares. 

 

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