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NEGOCIAÇÃO

Governo da Colômbia e Farc estão longe de acordo sobre drogas

Governo da Colômbia e Farc estão longe de acordo sobre drogas

AGÊNCIA BRASIL

30/03/2014 - 21h00
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Terminou sem acordo mais uma rodada de negociação entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), envolvidos em conversações sobre o processo de paz, em Cuba. Não há consenso sobre as drogas ilícitas, assunto em discussão desde novembro do ano passado. Apesar da repressão às drogas, o país é o terceiro produtor mundial de cocaína.

Os negociadores disseram que avançaram em diferentes aspectos, e que na próxima rodada, prevista para abril, continuarão a analisar o assunto. O problema das drogas ilícitas é o terceiro item da pauta para o diálogo e, os negociadores discutem ideias para combater o narcotráfico e os cultivos ilegais de maconha, coca e papoula.

As Farc defendam a criação de áreas de cultivo para fins medicinais. O governo não descarta a possibilidade, mas estuda mecanismos de regulação. Em algumas regiões, a guerrilha usa o plantio e produção de drogas como fonte de renda para manter-se em conflito.

O negociador do governo colombiano, Humberto de la Calle, disse que a intenção do processo de paz é que a verdade sobre o conflito seja revelada. “Não pode haver fim do conflito sem verdade”, destacou. Ele afirmou que o governo tem reconhecido suas responsabilidades em violações cometidas por militares, e que espera que as Farc também sejam transparentes para com a sociedade.

As declarações de La Calle foram feitas em um momento em que a sociedade civil, o governo e os organismos internacionais pedem que a guerrilha revele informações sobre tortura e morte de policiais ocorridas neste mês. As Farc, entretanto, se negaram a entregar os responsáveis pelos assassinatos.

O processo de paz foi iniciado em novembro de 2012, após seis meses de conversas secretas, de aproximação entre as partes. Antes de ser iniciado, o governo e a guerrilha estabeleceram uma agenda de temas que seriam discutidos. São seis itens. Dois deles, o tema agrário e a participação política das Farc, resultaram em acordo. Os negociadores devem terminar a discussão drogas ilícitas e analisar ainda a reparação das vítimas, a desmobilização e reintegração de ex-guerrilheiros e garantias para o cumprimento dos acordos.

A mesa negociadora explica que, apesar dos acordos parciais, "não existe acordo, enquanto não houver consenso sobre todos os temas". Para o governo, sem a conclusão da acordo não é possível aceitar um cessar fogo.

CRISE EM TRANSPORTE ESCOLAR

Pneu se solta de ônibus escolar em movimento na MS-164

Outra roda do veículo quebrou após parada de emergência em rodovia por primeira roda que se soltou

07/10/2026 13h15

Montagem

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Um pneu de um ônibus escolar se soltou enquanto o veículo trafegava pela MS-164, enquanto ainda carregava alunos até o distrito de Itamarati, distrito a menos de 50 quilômetros de Ponta Porã. Em vídeo publicado nas redes sociais e gravado de dentro do ônibus por estudantes, é possível ver o pneu circulando na outra pista.

O caso aconteceu durante a terça-feira (6), e após a roda se deslocar, o veículo parou em meio a rodovia, sendo essa uma das reclamações de mães dos estudantes, por se tratar de uma via movimentada.

 

Segundo relato de uma mãe que postou os vídeos, e como é possível ver no registro, uma outra roda do mesmo ônibus também teria quebrado.

Em um dos registros aparecem ao menos cinco crianças dentro do ônibus, além do motorista, quando a roda atinge ao veículo, momento em que o ônibus para no acostamento.

A reportagem tentou entrar em contato com responsáveis pelos registros para identificar quantas crianças e adolescentes estavam dentro do veículo durante o ocorrido, mas não houve retorno até o momento de publicação da matéria.

A Prefeitura de Ponta Porã, responsável pelo transporte dos alunos estuda a situação, enquanto as mães de estudantes que utilizam o transporte mobilizam um protesto, que acontecerá amanhã (8), em frente a Escola Nova Itamaraty, na região rural do distrito, para cobrar respostas e condições melhores.

DISPUTA DE GIGANTES

Suzano teme que megafábrica da Arauco derrube preço da celulose

Cotação de um dos principais produtos da economia de MS deu sinais de melhora, mas previsão é de que haja oferta demais depois que o projeto Sucuriú iniciar a produção

07/10/2026 12h58

Fábrida Arauco está com mais de 70% das obras concluídas e previsão é de que esteja pronta antes do fim de 2027

Fábrida Arauco está com mais de 70% das obras concluídas e previsão é de que esteja pronta antes do fim de 2027

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Responsável pelo faturamento de US$ 2,4 bilhões em exportações nos nove primeiros meses do ano na balança comercial de Mato Grosso do Sul, a celulose está dando sinais de recuperação nos preços nas últimas semanas, sustentada por estoques menores na China, custos mais altos de madeira na Ásia e fechamento de capacidade de fibra longa. 

O movimento, porém, pode ter vida curta: a entrada de novas fábricas em 2027, como a da Arauco, em Inocência, deve aumentar a oferta em ritmo superior ao crescimento da demanda e voltar a derrubar os preços. 

É essa a leitura dos analistas Leonardo Correa, Marcelo Arazi e Rodrigo Gotardo, do banco BTG Pactual, após encontro com Marcos Assumpção, diretor financeiro da Suzano, e Camila Nogueira, responsável por relações com investidores da companhia, durante conferência realizada pelo banco em Nova York.

Conforme reportagem da Revista Exame publicada nesta quarta-feira (7), os analistas informaram que a Suzano conseguiu implementar o aumento de preços anunciado para setembro e já iniciou uma nova tentativa de reajuste em outubro. O objetivo é levar o preço da celulose de fibra curta para US$ 600 por tonelada na China, principal referência do mercado global e principal destino da celulose produzida em Mato Grosso do Sul.

Na avaliação dos analistas, o ambiente de curto prazo ficou mais favorável. “O encontro reforçou um cenário um pouco melhor para a celulose no curto prazo, mas também os desafios que permanecem 2027”, afirmam.
A melhora dos preços não decorre apenas de uma recuperação da demanda. Parte relevante do movimento está ligada à redução temporária da oferta e ao aumento dos custos de produção.

Os estoques de celulose nos portos chineses diminuíram, enquanto o projeto OKI II, da Asia Pulp & Paper, teve seu início adiado para 2027. Ao mesmo tempo, cerca de 1,3 milhão de toneladas de capacidade de fibra longa foram fechadas de maneira permanente.

Outro componente importante está na madeira. O preço da matéria-prima importada pela China subiu para aproximadamente US$ 220 por tonelada, ante uma faixa de US$ 170 a US$ 180 alguns meses antes.

O aumento tornou menos competitiva a produção de algumas fábricas chinesas integradas. Segundo o relatório, produtores locais que normalmente utilizam a própria celulose passaram a comprar produto da Suzano, sinal de que, em determinados casos, produzir internamente ficou mais caro do que recorrer ao mercado.

Para os analistas, a principal preocupação está no próximo ano. A Suzano reconhece que 2027 deverá ser mais desafiador pelo lado da oferta. Projetos como OKI II, Sucuriú e novas capacidades integradas na China devem aumentar significativamente a quantidade de celulose disponível no mercado.

Somente o projeto Sucuriú, previsto para entrar em operação no segundo semestre do próximo ano, deve injetar 3,5 milhões de toneladas de celulose no mercado mundial por ano. O projeto chinês prevê 1,4 milhão de toneladas. Nas suas duas fábricas em Mato Grosso do Sul, a Suzano tem capacidade para produzir 5,8 milhões de toneladas. 

Enquanto isso, a demanda estrutural cresce em um ritmo estimado entre 1 milhão e 1,5 milhão de toneladas por ano. Isso significa que, se toda a nova capacidade entrar conforme planejado, a oferta pode crescer mais rapidamente do que o consumo — uma combinação que normalmente limita aumentos de preços ou força produtores menos competitivos a reduzir produção.

Para os analistas, o equilíbrio em 2027 dependerá cada vez mais de fatores como fechamento de fábricas, paradas comerciais de produção e possíveis atrasos nos novos projetos

“A capacidade de fechamento, as paradas relacionadas ao mercado e potenciais atrasos de projetos se tornam cada vez mais importantes para reequilibrar o mercado”, afirmam os analistas.

PERDAS

No primeiro quadrimestre deste ano, os dados relativos ao faturamento com as exportações de celulose em Mato Grosso do Sul revelaram queda de 16% no preço na comparação com igual período de 2026.

Por conta da retração nos preços, no primeiro quadrimestre deste ano a Suzano  e a Eldorado deixaram de faturar em torno de R$ 900 milhões. A família Feffer é dona da Suzanno e a Batista, da Eldorado.

Nos primeiros quatro meses deste ano o volume exportado chegou a 2,21 milhões de toneladas, igualando as vendas externas de 2025. O faturamento, porém, caiu de US$ 1,124 bilhão para US$ 941 milhões. Isso significa quase US$ 183 milhões, ou R$ 900 milhões, a menos por um volume igual. 

Nos nove primeiros meses do ano, as exportações feitas por empresas de Mato Grosso do Sul garantiu faturamento de US$ 9,2 bilhões, um aumento de 12,5% na comparação com igual período do ano passado.

Deste total, a celulose respondeu por 26,4%, ficando atrás somente da soja, que rendeu US$ 2,9 bilhões, ou 31,1%. Mas, se forem levados em consideração os dados somente relativos a setembro, a celulose foi disparadamente a primeira colocada em faturamento, representando 30,7% dos US$ 957,2 milhões faturados no mês passado. A soja representou apenas 14,4% deste montante. 

(Com informações da Exame)


 

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