Cidades

PRIVATIZAÇÃO

Governo de MS dá últimos passos para a 'privatização' do Hospital Regional

Agora, o projeto segue para ratificação do governador e, posteriormente, para a publicação do edital de concorrência pública

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O projeto de Parceria Público-Privada (PPP) do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) foi aprovado pelo Conselho Gestor de Parcerias (CGP), e agora segue para os últimos passos antes da 'privatização'. Agora, o projeto segue para ratificação do governador e, posteriormente, para a publicação do edital de concorrência pública. O leilão está previsto para ocorrer em dezembro de 2025.

Com proposta de gestão mais eficiente e sustentabilidade, a ata com a aprovação  foi publicada nesta terça-feira (2), no Diário Oficial de Mato Grosso do Sul.

Com a concretização do projeto, o número de leitos será ampliado de 354 para 577. A proposta contempla a reforma do prédio atual, a construção de novos blocos e a gestão dos serviços não assistenciais (bata cinza), que incluem limpeza, manutenção, vigilância, portaria e estacionamento, lavanderia e rouparia, transporte, serviço de arquivo médico, estatística e faturamento, logística, necrotério, engenharia clínica, gases medicinais e utilidades, nutrição e dietética, esterilização, tecnologia da informação e comunicação e, de forma inovadora, aquisição e gestão de insumos hospitalares, integrando suprimento e operação.

O valor total do projeto é de R$ 5,6 bilhões em 30 anos. O desempenho da concessionária será monitorado por indicadores de qualidade e de satisfação, que impactam diretamente na contraprestação mensal. A contraprestação máxima projetada é de R$ 20 milhões ao mês, sem os descontos a serem aplicados no momento do leilão.

O prazo total de execução das obras será de 56 meses, sem interrupção dos serviços hospitalares. O contrato prevê ainda soluções sustentáveis e inovadoras como energia fotovoltaica, reuso de água, automação, transporte pneumático e robotização da farmácia.

PROJETO

Conforme o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, o projeto é inovador e estratégico e recebeu 408 manifestações da sociedade, com questionamentos e proposições para seu aprimoramento, o que demonstra ampla participação e interesse público.

“Após a consulta pública, o projeto passou por um processo cuidadoso de refinamento e ajustes técnicos. Isso nos permitiu incorporar sugestões importantes, garantir maior aderência às preocupações da sociedade e alcançar um nível de amadurecimento que nos dá segurança para afirmar que hoje temos um projeto consistente, sólido e pronto para o lançamento do edital. A aprovação unânime no CGP demonstrou a importância do projeto no contexto da saúde pública de nosso Estado”, afirmou a secretária de Parcerias Estratégicas, Eliane Detoni.

A parceria do HRMS com a iniciativa privada representa uma transformação estrutural e operacional do maior hospital público do Estado, garantindo aumento de capacidade e qualidade, modernização tecnológica, sustentabilidade e melhoria dos serviços à população sul-mato-grossense.

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SAÚDE

Governo de MS anuncia empresa que irá construir nova maternidade em Corumbá

A unidade será instalada na Rua Pedro de Medeiros e terá um investimento de aproximadamente R$ 75 milhões

21/05/2026 10h15

Terreno doado pela Prefeitura de Corumbá para construção da nova maternidade

Terreno doado pela Prefeitura de Corumbá para construção da nova maternidade Foto: Leonardo Amaral/PMC

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A Alcance Engenharia e Construção Ltda, de Minas Gerais, obteve a homolagação da licitação e será a responsável pelas obras da nova maternidade em Corumbá. O valor investido no empreendimento será de R$ 74.885.000, provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal. O prazo para conclusão é de 1080 dias, aproximadamente 3 anos.

Além dos recursos destinados pelo Governo Federal, a construção da unidade, classificada como PAC Maternidade – Porte II, também terá contrapartidas do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e do Município de Corumbá.

Em abril, a Prefeitura de Corumbá autorizou a doação de dois terrenos ao Governo do Estado para a implantação da maternidade e de uma policlínica na cidade.

As áreas estão localizadas na Rua Pedro de Medeiros e foram destinadas, exclusivamente, para fins de interesse público na área da Saúde. A parte destinada para construção da maternidade tem aproximadamente 14.382 m² e é avaliada em R$ 2.059.000.

No mesmo terreno, já está em construção o Centro de Parto Normal Peri-Hospitalar, que deverá ampliar e qualificar a assistência à saúde materno-infantil no município e em toda a região.

As doações foram realizadas com encargos específicos, ou seja, os imóveis deverão obrigatoriamente ser utilizados para a implantação, instalação e funcionamento das respectivas unidades de saúde. Caso haja descumprimento da finalidade estabelecida, os terrenos retornarão ao patrimônio do Município.

De acordo com a legislação, o Estado de Mato Grosso do Sul terá o prazo máximo de dois anos, a partir do registro das escrituras, para iniciar as obras.

Esperança de melhora

A nova obra surge em meio a um histórico de problemas no atendimento obstétrico em Corumbá, que já motivaram investigações do Ministério Público e protestos de familiares.

Em 2024, a promotoria abriu inquérito para apurar mortes de bebês e gestantes relacionadas a possíveis falhas no atendimento da maternidade da Santa Casa da cidade, incluindo a ausência de UTI neonatal e pediátrica.

Na época, ao menos três recém-nascidos e uma gestante morreram em circunstâncias semelhantes, segundo relatos que motivaram as investigações.

Casos de óbitos também levaram a questionamentos na Câmara Municipal. Em uma das discussões públicas, a direção da Santa Casa reconheceu a necessidade de investimento em UTI neonatal, após o registro de mortes de recém-nascidos no município.

PAC e classificação

O empreendimento integra o programa Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que prevê a implantação de novas maternidades em diferentes regiões do país para ampliar a assistência obstétrica e neonatal. 

As unidades classificadas como Porte II têm capacidade para 101 a 150 leitos e são projetadas para atender gestantes de risco habitual e também de alto risco, contribuindo para a redução da mortalidade materna e neonatal.

O modelo prevê maternidades de média e alta complexidade, com estrutura completa para atendimento especializado, incluindo centro cirúrgico obstétrico, UTI neonatal, unidade de cuidados intermediários e centros de parto humanizado.

O projeto também contempla serviços de diagnóstico por imagem, banco de leite humano e acolhimento especializado para vítimas de violência, dentro de um conceito de atendimento humanizado e integral às mulheres e aos recém-nascidos.

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CYBER TRAP

Operação investiga grupo criminoso que lavou mais de R$ 120 milhões em Campo Grande

Polícia Federal cumpriu 10 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva na Capital e no interior de São Paulo

21/05/2026 08h50

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Na manhã desta quinta-feira (21), a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Cyber Trap, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias eletrônicas e lavagem de dinheiro. A investigação revelou que o grupo movimentou mais de R$ 120 milhões em um esquema de ocultação patrimonial, através de investimentos em criptomoedas e empresas de fachada.

Ao todo, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão, além de medidas de bloqueio patrimonial, nas cidades de Campo Grande e Campo Limpo Paulista, interior paulista.

A operação é um desdobramento da investigação que começou em 2023, após a Caixa Econômica Federal comunicar sobre a existência de um site especializado na comercialização de cartões bancários fraudados.

A partir das informações encaminhadas à Polícia Federal, o principal suspeito foi identificado, inicialmente vinculado à capital sul-mato-grossense.

Durante o cumprimento das medidas judiciais, foram apreendidos quatro aparelhos celulares, computadores, veículos, joias, grande quantidade de dinheiro em espécie, criptoativos, imóveis e outros bens relacionados aos fatos investigados.

O projeto é estruturado a partir de Acordos de Cooperação Técnica firmados entre a Polícia Federal, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e diversas instituições financeiras e de pagamento.

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