Ao fim do dia da última sexta-feira (03), o Governo de Mato Grosso do Sul, promoveu junto a Secretaria de Estado de Saúde (SES), uma reunião com o objetivo de pensar em estratégias para o combate a eventuais casos suspeitos de intoxicação por metanol.
Representantes da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), da Secretaria Executiva de Orientação e Defesa do Consumidor (Procon), da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), e da Superintendência Estadual do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) também participaram do encontro.
Na discussão, foram levantada as seguintes pautas: medidas de fiscalização, fortalecimento do fluxo de atendimento aos pacientes e os procedimentos de coleta e análise laboratorial das amostras
O objetivo é integrar os órgãos envolvidos para garantir maior agilidade na identificação das ocorrências, para garantir prevenção e proteção à população, visto o aumento de casos no país.
Segundo a secretária adjunta da SES, Crhistinne Maymone, a junção interinstitucional é fundamental para ampliar a resposta do Estado em situações que envolvam risco à saúde pública.
Um dos objetivos principais é garantir que as unidades de atendimento estejam preparadas para seguir protocolos emergenciais e que os órgãos de fiscalização atuem nesse mesmo sistema em conjunto.
“A articulação interinstitucional fortalece a capacidade de resposta do Estado, garantindo que os protocolos de emergência sejam cumpridos pelas unidades de saúde e que os órgãos de fiscalização atuem de forma coordenada em prol da segurança da população”, afirmou Maymone.
METANOL (CHOH)
A substância que ganha notoriedade agora devido aos casos de intoxicação por ela, é um álcool com estrutura química parecida com a do etanol (CHCHOH) – utilizados em bebidas alcoólicas. No entanto, o metanol não é seguro para consumo humano.
Tem características parecidas com a do etanol, ambos são incolores e inflamáveis. Contudo, o chamado também de álcool metílico, o metanol, é altamente tóxico e tem função de matéria-prima, usada em indústrias químicas na fabricação de solventes, combustíveis, resinas e plásticos.
INTOXICAÇÃO
Os riscos de ingerir o metanol são graves e podem provocar sintomas que geram preocupação. Em média, eles começam a aparecer entre 12 e 24 horas após o consumo, mesmo que tenham sido ingeridas pequenas doses.
Entre seus sintomas estão:
Visão turva, que pode evoluir para cegueira irreversível;
Náusea e dor abdominal intensa;
Confusão mental e tontura;
Convulsões e rebaixamento do nível de consciência;
Morte por falência múltipla de órgãos;
Essa substância pode aparecer naturalmente em concentrações mínimas durante processos de fermentação, porém não pode ser adicionado a nenhuma bebida, considerado crime grave.
RECOMENDAÇÃO
Autoridades envolvidas no caso orientam a população consumidora e aos donos de estabelecimentos atenção aos sinais de adulteração antes de adquirir e ingerir bebidas alcoólicas.
Para reduzir os riscos, as recomendações são:
Confira o lacre e a vedação da garrafa;
Cheque rótulo e contrarrótulo, para verificar se trazem informações completas em português;
Compare a embalagem com a versão original da marca;
Desconfie de rótulos amassados, rasurados, garrafas riscadas ou embalagens de baixa qualidade;
Para comerciantes, é essencial que seus bares e restaurantes adquiram bebidas apenas de fornecedores oficiais, além de manter notas fiscais e registros, para evitar penalizações e garantir segurança aos clientes.


