Uma das agendas do governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), nesta sexta-feira (25) em Brasília (DF) envolveu uma reunião com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.
Em pauta foi acordado, o compromisso da pasta federal em viabilizar a recuperação da Bacia do Rio Taquari, utilizando parte dos R$ 6 bilhões existentes no caixa da União, relativos a dívidas de quem cometeu crimes ambientais.
“Queremos o projeto definitivo para recuperação de um dos maiores desastres ambientais do Brasil, que é o assoreamento do Taquari. Tenho certeza que teremos andamento produtivo de ações e parcerias”, enfatizou o governador Reinaldo Azambuja.
Segundo informações da administração estadual, a proposta é aproveitar os projetos já apresentados à pasta no ano passado para que o Ministério publique o edital do Programa de recuperação da bacia do Rio Taquari. O texto vai prever, entre outras coisas, linhas de crédito subsidiadas aos produtores afetados pela degradação ambiental, garantindo além da recuperação ambiental, a reparação social e a parte econômica.
A intenção é aproveitar R$ 6 bilhões relativos a dívidas com a União de quem cometeu crime ambiental. Parte desse valor pode ser usada no programa de recuperação do Taquari, uma vez que os devedores de multas ambientais vão poder compensar a dívida, obtendo um desconto de até 60% no valor devido.
ASSOREAMENTO
O rio, que nasce em Mato Grosso e percorre mais de 800 km entre o planalto e a planície, no sentido leste-oeste, arrombou a sua margem esquerda, na localidade do Corixão, e já inunda pelo menos uma dezena de fazendas de gado, com as águas avançando para o sul mesmo no início da seca, que se prolonga até o fim do ano.
O efeito devastador do Taquari, um dos principais afluentes do Rio Paraguai e protagonista do maior desastre ambiental do Pantanal, já inundou permanentemente 1,5 milhão de hectares na sub-região do Paiaguás (nordeste de Corumbá), nos últimos 40 anos.
O Taquari perdeu seu curso devido ao assoreamento natural do leito, que aumentou dez vezes com a destruição de suas matas ciliares no planalto (norte do Estado), a partir dos anos de 1970, com a monocultura da soja. De lá para cá, se discute sua recuperação, gerando embates jurídico e ecológico, sem uma solução em comum.
*Colaborou Silvio de Andrade
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