Cidades

MATO GROSSO DO SUL

Governo do Estado autoriza concurso
com 170 vagas para peritos da Polícia Civil

Segundo informações do sindicato, contratações não ocorriam há 15 anos

MARESSA MENDONÇA, RENAN NUCCI E VÂNYA SANTOS

06/04/2018 - 09h55
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O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) assinou, nesta sexta-feira (6), uma autorização para abertura de concurso público para peritos e papiloscopistas em Mato Grosso do Sul. A previsão é de 170 vagas, sendo 40 para médicos legistas, 40 para peritos criminais, 40 para papiloscopistas e 50 para agentes de polícia científica.

De acordo com Giancarlo Corrêa Miranda, presidente do Sindicato dos Policiais Civis em Mato Grosso do Sul (Sinpol-MS), há aproximadamente 15 anos não era realizado um concurso do tipo no Estado.

“O Sinpol tem reivindicado, os servidores da perícia tem reivindicado esse concurso”, declarou ele, sobre a autorização para abertura do processo e contratação de novos peritos papiloscopistas e criminais. “Toda a área pericial será preenchida com essas vagas”.

Durante o evento de assinatura de autorização para o concurso, na governadoria, Reinaldo Azambuja assinou também a alteração na Lei Orgânica da Polícia Civil, referente a promoção. Antes, os critérios para promoção consistiam em: ter pelo menos dois anos na classe, fazer cursos necessários e haver disponibilidade de vagas. Com a mudança, o policial precisa completar cinco anos na classe, fazer os cursos e, com isso, passe a ser habilitado, automaticamente, para a promoção.

"Antes, 80% eram promovidos por critério de antiguidade e 20% por merecimento, o que dava muita margem para promoções de caráter político", disse o presidente Giancarlo. Já o governador declarou que "agora, vai ser promovido, por merecimento, aquele policial que honra o cumprimento de suas funções".

Foram alterados ainda os dispositivos de promoção e reclassificação dos agentes penitenciários. "Uma das primeiras medidas foi zerar a fila das carreiras de Polícia Militar e Bombeiro Militar. Em um momento em que o País vive explosão de violência e vários estados encontram dificuldades para honrar com seus compromissos, Mato Grosso do Sul vai na via contrária, investindo na estrutura de trabalho do policial e reduzindo os índices de criminalidade", pontuou Azambuja.

POLÍCIA CIVIL

No ano passado, foi realizado um concurso para a Polícia Civil em Mato Grosso do Sul. Ao todo, foram ofertadas 210 vagas, sendo 100 para o cargo de investigador, 80 para escrivão e outras 30 para delegado.

O ato de assinatura da autorização da abertura de concurso público para Perito e Papiloscopista ocorre na sala de reuniões do gabinete na Governadoria, localizada no Parque dos Poderes, em Campo Grande. 

* Matéria editada às 10h40 para acréscimo de informações.

Cidades

Fábrica de brinquedos onde funcionário morreu é condenada pela justiça de MS

Justiça ordenou 15 obrigações e multa diária de R$10 mil a cada infração

24/06/2024 18h45

Fábrica de brinquedos onde funcionário morreu é condenada pela justiça de MS

Fábrica de brinquedos onde funcionário morreu é condenada pela justiça de MS Divulgação: MPT-MS

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A Justiça de Paranaíba determinou que a Gala - indústria de brinquedos e embalagens sediada no município de Aparecida do Taboado, cumpra 15 obrigações na contratação de empresas prestadoras de serviços, terceirizadas e profissionais autônomos. A ação tem como objetivo evitar condutas caracterizadoras de lesões ao meio ambiente de trabalho.

O juiz do Trabalho Marcio Kurihara Inada estabeleceu que a empresa deverá pagar a multa diária no valor de R$10 mil por dever infringido. 

Acidente Fatal

Em 2019, o MPT-MS instaurou inquérito com o propósito de apurar denúncia de acidente fatal ocorrido nas dependências da Gala - na ocasião, o trabalhador J.B.P, prestava serviço terceirizado de terraplanagem e cascalhamento para a indústria de brinquedos, quando, por ordem do empregador direto, ligou a bateria do rolo compactador à bateria de um caminhão de massa asfáltica que estava próximo da parte traseira do rolo.

Devido as inúmeras fraturas extensas, J. B. P. veio a óbito no caminho para a Santa Casa de Campo Grande.Segundo relatório da Superintendência Regional do Trabalho publicado em 2022, sete fatores contribuíram para o acidente fatal, incluindo a falta de qualificação do trabalhador, ausência de análise de riscos e de programas de prevenção adequados.

Após tentativas fracassadas de acordo extrajudicial, o Ministério Público do Trabalho (MPT-MS) ingressou com ação civil pública contra a Gala. A procuradora Juliana Beraldo Mafra destacou a conduta negligente da empresa em relação à segurança e saúde dos trabalhadores terceirizados.

"A Gala reiterou omissivamente em sua conduta contumaz de não acompanhar ou exigir que se cumpra as medidas de segurança e saúde no Trabalho pelas empresas contratadas. Neste sentido, lembra-se o acidente de trabalho fatal sofrido por outro trabalhador terceirizado, o qual faleceu por decorrência de queda ao efetuar a troca do telhado de um galpão da indústria".

Além disso, na ação, ela reforçou as falhas cometidas pela Gala ao contratar empresa que alugou equipamentos com falta de manutenção e por ter admitido funcionário sem treinamento, exames médicos, análise preliminar de serviços, assinatura da carteira de trabalho, dentre outras irregularidades.

Penalidades

Com aproximadamente 1 mil funcionários, segundo dados do Caged 2023, a Gala foi condenada a implementar medidas rigorosas, incluindo o uso correto de Equipamentos de Proteção Individual pelas empresas contratadas e a suspensão de pagamentos às prestadoras até regularização de eventuais irregularidades.

A sentença também obriga a empresa a informar previamente sobre os riscos ocupacionais aos contratados e a manter um inventário de riscos ocupacionais, com a ressalva de que não serão atingidos os salários dos empregados, nem as contribuições do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. 

Diante da possibilidade de recurso da empresa Gala, o MPT-MS planeja requerer a execução provisória das medidas para garantir o cumprimento imediato das obrigações estipuladas pela Justiça.

SAÚDE

Sobram vagas para exame de Papanicolau em Campo Grande

O exame preventivo é indicado para mulheres de 25 a 64 anos para fazer o diagnóstico do câncer do colo de útero

24/06/2024 18h00

O exame é de graça e está disponível em todas as 74 unidades de saúde da Capital

O exame é de graça e está disponível em todas as 74 unidades de saúde da Capital Foto: Divulgação

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A procura por exames de Papanicolau está baixa em Campo Grande e sobram vagas nas unidades de saúde, que oferecem o procedimento sem custos ao paciente. De acordo com a prefeitura, são disponibilizados 9 mil exames por mês, mas apenas 33% são realizados.

O Papanicolau é de graça e está disponível em todas as 74 unidades de saúde da Capital.

O exame preventivo é indicado para mulheres de 25 a 64 anos, e tem como objetivo detectar alterações nas células do colo do útero. É a principal estratégia para detectar lesões precocemente e fazer o diagnóstico do câncer do colo do útero antes que a mulher tenha sintomas.

De janeiro a maio deste ano, a meta era realizar 45 mil exames, mas foram feitos apenas 13.34. na maioria das vezes a procura foi inferior a 3 mil pacientes por mês, com exceção do mês de abril que registrou 3.006 procedimentos do tipo.

A gerente técnica da saúde da mulher da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), Esthefani Uchôa explica que alguns cuidados devem ser tomados antes do procedimento.

“Não ter relação sexual dois dias antes do exame, não usar duchas ou medicamentos vaginais e não estar menstruada”, pontua.

Mulheres grávidas podem se submeter ao papanicolau sem prejuízo à saúde do bebê.

Onde fazer o exame

Para fazer o Papanicolau, é necessário fazer o agendamento on-line.

Basta acessar o site disponibilizado para o agendamento, preencher o CPF, concordar oncordar com os termos do agendamento, e em seguida escolher a unidade de saúde, a data e o horário.

O exame é feito da seguinte maneira:

  • Para a coleta do material é introduzido um espéculo (chamado de bico de pato);
  • O médico observa o colo do útero e o interior da vagina;
  • O profissional provoca uma pequena escamação no colo do útero;
  • As células colhidas são colocadas numa lâmina que vai para a análise do laboratório.

Câncer do colo do útero

O câncer do colo do útero é segundo tipo de câncer que mais mata mulheres no Brasil, atrás apenas do melanoma. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima 17 mil novos casos por ano da doença no país.

 

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