Cidades

CONTRATO RENOVADO

Governo renova contrato de R$ 4,5 milhões para segurança do Bioparque Pantanal

Acordo garante serviços de vigilância armada e desarmada até outubro de 2027

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O Governo de Mato Grosso do Sul prorrogou por mais 12 meses o contrato de prestação de serviços de vigilância armada e desarmada no Bioparque Pantanal, em Campo Grande. Com a renovação, o Estao deverá desembolsar R$ 4.534.729,20 para manter a segurança do empreendimento entre 26 de outubro de 2026 e 25 de outubro de 2027.

A medida foi formalizada por meio de termo aditivo, firmado entre a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog) e a empresa Centro Oeste Vigilância e Segurança Ltda., que se encontra em recuperação judicial. O documento foi assinado no dia 19 de outubro deste ano. 

Além da prorrogação, o termo aditivo reconhece reajustes contratuais referentes aos exercícios de 2025 e 2026, que elevaram o custo mensal dos serviços de R$ 345.563,16 para R$ 377.894,10. O aumento acumulado foi de R$ 32.330,94 por mês, equivalente a aproximadamente 9,36%.

Conforme o documento, a primeira repactuação foi solicitada pela empresa dem 28 de maio de 2025, quando o valor mensal passou de R$ 345.563,16 para R$ 362.347,34. A alteração resultou no reconhecimento de R$ 200.017,92 em diferenças retroativas.

Já a segunda repactuação, requerida em 13 de junho de 2026, elevou o pagamento mensal para R$ 377.894,10, considerando os valores atualizados no ano anterior. Nesse caso, a diferença retroativa reconhecida foi de R$ 105.316,76.

Somados, os valores retroativos das duas repactuações chegam a R$ 305.334,68. Segundo o termo aditivo, os cálculos foram revisados e certificados pela área técnica responsável, que atestou os novos valores mensais e as diferenças devidas à contratada.

O documento também estabelece que a empresa renuncia a outros pedidos de reajuste ou repactuação relativos a períodos anteriores que não tenham sido solicitados dentro do prazo previsto antes da nova prorrogação. 

O contrato contempla a prestação contínua de serviços de vigilância armada e desarmada, nos períodos diurno e noturno, nas dependências do Bioparque Pantanal, um dos principais atrativos turísticos de Campo Grande, localizado na Avenida Afonso Pena.

Com a renovação, os serviços permanecerão sob responsabilidade da Centro Oeste Vigilância e Segurança Ltda. até outubro de 2027, conforme as condições previstas no contrato original.

As despesas serão custeadas com recursos previstos no orçamento estadual, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística.

A prorrogação tem como fundamento o artigo 57, da Lei Federal, que prevê a possibilidade de extensão da vigência de contratos de prestação de serviços contínuos, observadas as condições legais.

 

VIOLÊNCIA

Professora é agredida durante manifestação em Campo Grande

Casal de bolsonaristas a segurou, quebraram seus óculos e a chamaram de "negra" e "petista"

21/10/2026 08h30

Pamela Kariny participava de uma manifestação em apoio ao candidato Lula na Avenida Mato Grosso, quando foi agredida

Pamela Kariny participava de uma manifestação em apoio ao candidato Lula na Avenida Mato Grosso, quando foi agredida Reprodução

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Na noite desta terça-feira (20), a professora de matemática Pamela Kariny Peteres Soares Lima, de 30 anos, foi agredida por uma mulher, que participava de ato pró Flávio Bolsonaro. As manifestações de apoio, tanto do candidato da direita quanto de Lula, começaram por volta das 16h, na Avenida Mato Grosso, no cruzamento com a Avenida Ceará.

Por volta das 17h30, os manifestantes do PT se retiraram e Pamela, que aguardava seu marido no canteiro central da via, foi surpreendida na faixa de pedestres da Avenida Mato Grosso com a Ceará por uma mulher que a atacou, enquanto um homem a segurou pelas costas. Ela teve os óculos quebrados e foi xingada de "negra" e "petista". O esposo dela, ao chegar ao local, encontrou-a caída no canteiro, perto da bandeira e sem socorro.

Os grupos de bolsonaristas e lulistas estavam lado a lado na avenida Mato Grosso e faziam adesivaço e seguravam bandeiras em apoio aos seus candidatos. Segundo os relatos, o clima era amistoso e tinham policiais no local.

Pamela Kariny chegou na manifestação logo após anoitecer. Ela passava pela avenida de patinete, quando avistou os grupos em um clima de música e disputa eleitoral. Neste momento, pediu uma bandeira do Lula para o grupo do Partido dos Trabalhadores (PT).

Em determinado momento do ato, a jovem professora foi de patinete com a bandeira do Lula até o grupo de bolsonaristas. Ela passava em meio aos carros com a bandeira em punho, sorrindo e dizendo: “Eu sou Lula”.

O casal foi até a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro. Muito nervosa com o episódio, Pamela não teve condições de registrar o boletim de ocorrência da agressão naquele momento.

INFRAESTRUTURA

Pressionada, prefeitura promete "resolver" buracos em 60 dias

Câmara Municipal abriu uma CPI para investigar a operação tapa-buraco em Campo Grande esta semana, o serviço já foi alvo do Ministério Público

21/10/2026 08h15

Servidor foi retirado à força do plenário da Câmara por guardas municipais após confusão ontem

Servidor foi retirado à força do plenário da Câmara por guardas municipais após confusão ontem Foto: Divulgação

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Em meio a uma investigação aberta pela Câmara Municipal de Campo Grande, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) informou que acredita que dentro de 60 dias tenha conseguido resolver, ao menos boa parte, dos buracos nas ruas da cidade.

Esta semana os vereadores confirmaram a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a execução dos serviços de tapa-buraco na Capital. 

Servidor foi retirado à força do plenário da Câmara por guardas municipais após confusão ontemEnquanto isso, população reclama de buraqueira pelas ruas - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Entre os eixos centrais do pedido estão a apuração de supostas irregularidades em contratos, a drástica redução dos investimentos na manutenção das vias públicas este ano e o não cumprimento de prazos de resposta a pedidos de informação já aprovados pelo plenário. 

O requerimento segue para a Procuradoria Jurídica da Casa de Leis, responsável pela emissão de parecer técnico que deve efetivar a instalação da comissão.

Pressionada com essa situação, a prefeitura afirmou em nota ao Correio do Estado que “prevê que, nos próximos 60 dias, os serviços avancem para um nível de atendimento capaz de reduzir significativamente os transtornos enfrentados pela população”.

“A normalização dos serviços, no entanto, não significa o encerramento da operação, uma vez que o tapa-buracos é uma atividade permanente de manutenção corretiva”, complementa a prefeitura.

A prefeitura ainda afirmou que intensificou a operação tapa-buraco nas últimas semanas, com o aumento de equipes, que agora são 12 em atuação nas sete regiões urbanas de Campo Grande.

“No início de junho, eram apenas duas equipes. Após medidas administrativas, o número chegou a sete frentes em setembro, mês em que cinco empresas também foram incorporadas por meio de credenciamento junto ao Consórcio Central”, conta.

A empresa incorporada foi a RR Barros Serviços e Construções Ltda., que já era responsável pelo serviço no Centro e nas Regiões Prosa e Lagoa. Ela ficou com os contratos da Construtora Rial (atual Força Engenharia), envolvida no escândalo, e passou a comandar o tapa-buraco em todas as sete regiões da Capital.

“Com as medidas adotadas, a produtividade diária passou de aproximadamente 450 buracos tapados em junho para até 2 mil em setembro. A expectativa é alcançar 3 mil buracos tapados por dia durante o período de estiagem. Nos quatro meses de intensificação, foram recuperados mais de 80 mil pontos de pavimento, com cerca de 150 mil metros quadrados de remendos executados”, continua a prefeitura.

A administração ainda declarou que neste ano o serviço de tapa-buraco “já ultrapassou 251 mil buracos tapados, mais de 532 mil metros quadrados de pavimento recuperado e aproximadamente 38,4 mil toneladas de massa asfáltica aplicadas”.

O Município alega que a situação atual das ruas se deve a uma malha viária com desgaste acentuado de “mais de 30 anos de utilização” e pelas chuvas registradas em setembro e neste mês, que bateram recordes para o período.

Em nova promessa, a prefeitura afirma que outra medida a ser tomada será o início, neste segundo semestre, do programa de recapeamento das vias, “priorizando, na primeira etapa, as vias arteriais com maior fluxo de veículos e, posteriormente, avançando para os bairros”.

INVESTIGAÇÃO

A CPI foi proposta pela vereadora Luiza Ribeiro (PT) e prevê um prazo de 120 dias para iniciar a investigação.

O requerimento foi assinado pelos 29 vereadores de Campo Grande e, segundo a Câmara Municipal, “a mobilização dos parlamentares é resposta à grave crise ocasionada pela falta de manutenção das ruas da cidade e ressalta a urgência do Poder Legislativo em oferecer uma resposta concreta e fiscalizatória às constantes demandas da população”.

“Ninguém consegue andar pela cidade. Nos últimos dias, com o aumento das chuvas, ficou impossível transitar em alguns locais. A população chegou a um nível de indignação muito grande. A CPI não é uma caça às bruxas, mas uma forma de responsabilizar quem deve ser responsabilizado e, principalmente, esclarecer a população”, afirmou o presidente da Câmara, vereador Epaminondas Neto, o Papy (PSDB).

CONFUSÃO

Durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de ontem, que seria dedicada a ouvir o titular da Sisep, André Moura Brandão, sobre os trabalhos de tapa-buraco, uma confusão envolvendo um servidor municipal acabou por encerrar a discussão.

A fala do titular teria uma duração de 10 minutos, de acordo com o regimento da Casa de Leis. Ele até solicitou mais tempo, mas seu posicionamento não durou mais que 5 minutos; em razão da interrupção na sessão, começou o tumulto no plenário, momento em que um servidor público municipal e um empresário local se desentenderam.

A confusão começou após o comerciante, que estava com uma maquete das ruas esburacadas e mostrava para os presentes, ficar na frente do servidor público da Secretaria Especial de Articulação Regional (Sear), que pediu para que o homem saísse da frente dele durante a fala do secretário. 

Durante a discussão, a maquete foi quebrada, e o servidor arremessou o objeto no espaço onde ficam os vereadores. Na sequência, o presidente da Casa pediu para que os guardas civis metropolitanos retirassem o servidor do plenário. 

O servidor se recusou a deixar o plenário e os guardar usaram a força para retirá-lo da Casa de Leis.

No plenário havia cerca de 100 servidores públicos que foram ao local para protestar contra a abertura da CPI e também pessoas que estavam no local para manifestar sua insatisfação com a situação das ruas da Capital.

Diante de toda a situação, a sessão foi encerrada “por questões de segurança”, segundo a Câmara. (Colaborou João Pedro Flores)

* SAIBA

A prefeitura alega que na segunda-feira ruas dos Bairros Anhanduizinho, Bandeira, Prosa, Lagoa, Segredo e Imbirussu, com frentes de trabalho nas Avenidas Thyrson de Almeida, Gury Marques, Cônsul Assaf Trad, Alberto Araújo e Gunter Hans, além de ruas dos Bairros Parati, Vilas Boas, Rouxinóis, Tayama Park, Vila Manoel da Costa Lima, Jardim Presidente e Coophatrabalho receberam o serviço de tapa-buraco.

“A Sisep informa que a programação dos serviços é definida com base em levantamentos técnicos e nas solicitações recebidas pelos canais oficiais da prefeitura, como o telefone 156 e o aplicativo Mais CG”, diz trecho de nota.

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