Cidades

BONITO

Gripe aviária em MS: 75 aves serão sacrificadas; outras sete morreram

Para tranquilizar a população, a Iagro informou que a granja mais próxima fica a 130 km em linha reta do foco

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Nesta segunda-feira (18), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou o primeiro caso de gripe aviária em Mato Grosso do Sul. O foco foi detectado em uma fazenda de Bonito, município localizado a 297,4 km da Capital.

No local viviam 82 galinhas, destas, sete vieram a óbito e 75 vão ser sacrificadas como medida de contenção. Os animais pertenciam a funcionários da fazenda, e foram classificados pelo Mapa como "domésticas de criação de subsistência".

O caso foi descoberto porque na última semana uma das aves veio a óbito, e o proprietário da fazenda acionou a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), que realizou exames e encaminhou para um laboratório de Campinas, no interior de São Paulo, que confirmou a infecção do animal pelo vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP - H5N1).

Pouco depois, os outros seis óbitos foram registrados, todos em decorrência da gripe aviária.

O engenheiro agrônomo e diretor-presidente da Iagro, Daniel Ingold, tranquilizou a população, alegando que a propriedade em que o foco foi detectado não fica próxima a nenhuma criação comercial de aves. 

"Como trata-se de uma propriedade que fica em linha reta a aproximadamente 130 quilômetros de uma granja comercial, eu diria que a questão não é tão grave", comentou.

Segundo Ingold, já há um plano em ação no local para evitar que novos animais sejam infectados. O primeiro passo é sacrificar todas as 75 aves que ainda vivem na fazenda, e realizar exames em todas elas.

Em um raio de três quilômetros, equipes já realizam vigilância ativa para investigar se o vírus se propagou. As vigilância segue por um raio de dez quilômetros, mas com menos intensidade nessa área. 

"Nossas equipes já estão no local, a área está interditada, naturalmente, e continuamos agora todo o trabalho técnico e a eliminação de todas essas aves", reforçou Ingold.

Vale reforçar que, como o foco foi registrado em aves "domésticas de subsistência", como confirmou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o caso não trará restrições ao comércio internacional de produtos avícolas brasileiros, e mantém o status do Brasil como país livre de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP - H5N1) para o comércio.

Histórico

O primeiro caso registrado no Brasil foi notificado no dia 15 de maio, em duas aves marinhas resgatadas no litoral do Espírito Santo. No dia 28 de junho, o vírus foi detectado pela primeira vez em aves domésticas, em uma criação de patos, gansos, marrecos e galinhas, localizada no quintal de uma casa no interior do Espírito Santo.

Agora, o País já soma 103 casos, sendo 100 em aves silvestres e três em aves de subsistência. 

Orientações

Para evitar contato com o vírus, a Iagro orienta que a população não recolha aves doentes ou mortas, e entre em contato com a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) através do WhatsApp (67) 99961-9205, ou via telefone, para notificar o órgão caso encontre algum animal nessas condições.

Doença

A influenza aviária é uma doença de distribuição mundial, com ciclos pandêmicos ao longo dos anos, e com graves consequências ao comércio internacional de produtos avícolas. 

Os vírus de influenza tipo A apresentam alta capacidade de mutação (drift e shift antigênico) e consequentemente de adaptação a novos hospedeiros. A adaptação dos vírus de influenza aviária ao homem já foi responsável por uma alta taxa de letalidade, e a possibilidade de transmissão desses vírus entre os seres humanos pode representar um alto risco para a população mundial.

Atualmente os principais fatores que contribuem para a transmissão da influenza aviária são os seguintes:

Aves migratórias/silvestres – A exposição direta a aves silvestres infectadas é o principal fator de transmissão da IA. Estas aves atuam como hospedeiro natural e reservatório dos vírus da IA desempenhando um papel importante na evolução, manutenção e disseminação desses vírus. Essas aves normalmente apresentam infecção sem adoecer, o que lhes permite transportar o vírus a longas distâncias ao longo das rotas de migração. As principais espécies silvestres envolvidas parecem ser aves aquáticas, gaivotas e aves costeiras.

Globalização e comércio internacional – O intenso fluxo de pessoas ao redor do mundo, assim como de mercadorias, aumenta consideravelmente o risco de disseminação de doenças, incluindo a influenza aviária.

Mercados/feiras de vendas de aves vivas - Podem facilitar o contato próximo entre diferentes espécies de aves e outros animais, assim como com o homem, o que além de favorecer a transmissão, aumenta a possibilidade de recombinações genéticas entre diferentes tipos de vírus de influenza.

Segundo o Mapa, aplicar medidas de biosseguridade nos estabelecimentos avícolas visando limitar a exposição de aves domésticas a aves silvestres, principalmente migratórias e/ou aquáticas, é a principal medida de mitigação de risco para introdução do vírus da influenza aviária no plantel avícola nacional, e consequentemente diminuir o risco de evolução do vírus para formas altamente patogênicas e recombinação com componentes de outros vírus de influenza para formar vírus que podem não apenas infectar seres humanos, como ser transmitidos entre seres humanos.

Com informações de: Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)

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Acidente

Mulher morre após perder controle de moto e atingir poste em Campo Grande

Motociclista de 31 anos perdeu o controle da direção e atingiu um poste de iluminação na Avenida Duque de Caxias; circunstâncias do acidente serão investigadas pela Polícia Civil e pela Perícia Criminal.

28/06/2026 08h42

Foto: Divulgação

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Um acidente de trânsito registrado na manhã deste domingo (28) resultou na morte de Alaine Amanda Alves Riveira, de 31 anos, na Avenida Duque de Caxias, na Vila Taveirópolis, em Campo Grande.

A vítima conduzia uma motocicleta quando perdeu o controle da direção e colidiu contra um poste de iluminação instalado no canteiro da ciclovia.

Conforme as informações iniciais, a motociclista seguia pela Avenida Duque de Caxias quando, por volta das 5h40, perdeu o controle da direção e atingiu um poste de iluminação localizado no canteiro da ciclovia, em frente ao 9º Batalhão de Manutenção do Exército.

Equipes do Corpo de Bombeiros Militar e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram mobilizadas para prestar socorro, mas a morte foi constatada ainda no local.

Segundo os socorristas, Alaine sofreu ferimentos graves, principalmente na região do tórax e do rosto, incompatíveis com a sobrevivência. A área foi isolada para os trabalhos da Perícia e da Polícia Civil, responsáveis por apurar as circunstâncias do acidente.

De acordo com relato do militar que estava de plantão no batalhão do Exército, instantes após a colisão um homem que praticava corrida pela avenida retirou a motocicleta da pista para evitar transtornos ao trânsito. Em seguida, ele deixou o local antes da chegada das equipes de resgate.

Colega diz que tentou impedir saída de moto

Algum tempo depois do acidente, um colega de trabalho de Alaine, Rafael , de 25 anos, compareceu ao local e contou que ambos haviam trabalhado durante a madrugada. Após o expediente, eles saíram para encontrar amigas da vítima.

Conforme relatou Rafael, quando o encontro terminou, Alaine informou que retornaria para casa pilotando a motocicleta. Ele afirmou ter tentado convencê-la a desistir da ideia.

Segundo o colega, ele sugeriu que a garçonete descansasse por algumas horas em sua residência e disse que, depois, poderia chamar um carro de aplicativo ou levá-la para casa. Ainda segundo o relato, Alaine recusou a proposta e decidiu seguir viagem de motocicleta.

Rafael também afirmou que acreditava que a amiga havia ingerido bebida alcoólica, motivo pelo qual insistiu para que ela não conduzisse o veículo. Essa informação, entretanto, corresponde ao relato da testemunha e será apurada durante a investigação.

Investigação

A Perícia Criminal realizou os levantamentos técnicos no local para identificar a dinâmica do acidente. Até o momento, os indícios apontam que a motociclista perdeu o controle da direção e atingiu sozinha o poste de iluminação, sem envolvimento de outro veículo.

As causas da colisão serão investigadas pela Polícia Civil, que deverá analisar os laudos periciais e demais elementos reunidos durante a apuração.

 

Júri Popular

Bernal vai a júri popular por morte de fiscal tributário em Campo Grande

Juiz mantém acusação por homicídio triplamente qualificado e rejeita tese de legítima defesa apresentada pelo ex-prefeito; crime foi registrado por câmeras de segurança

28/06/2026 08h05

bernal

bernal Foto: Álvaro Rezende / Arquivo

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O ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri pela morte do fiscal tributário aposentado Roberto Carlos Mazzini, ocorrida em 24 de março deste ano, em um imóvel localizado no Jardim dos Estados, na Capital.

A decisão é do juiz Carlos Alberto Garcete, que concluiu haver indícios suficientes de autoria e materialidade para que o caso seja apreciado por jurados.

Bernal responderá por homicídio triplamente qualificado, acusado de agir por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.

A denúncia ainda aponta a incidência da causa de aumento de pena, já que Mazzini tinha mais de 60 anos. Além disso, o ex-prefeito também irá responder pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e invasão de domicílio.

A data do julgamento ainda não foi definida e Bernal permanece preso no presídio militar.

Ao analisar o processo, o magistrado afastou o pedido de absolvição apresentado pela defesa. Na decisão, o juiz destacou que a versão sustentada pelos advogados é controversa diante do conjunto de provas reunido durante a investigação e deverá ser examinada pelo Conselho de Sentença, responsável por decidir se o acusado é culpado ou inocente.

Defesa alegou "mal-entendido" e pediu absolvição

Nas alegações finais apresentadas antes da decisão de pronúncia, a defesa de Alcides Bernal sustentou que a morte ocorreu em decorrência de um "trágico mal-entendido" e requereu a absolvição sumária do ex-prefeito.

Segundo os advogados, Roberto Carlos Mazzini teria provocado a situação ao comparecer ao imóvel acompanhado de um chaveiro, sem ordem judicial, para tomar posse da residência. A defesa argumenta que Bernal acreditou que sua antiga casa estava sendo invadida, o que teria motivado sua reação.

"O que de fato ocorreu na data dos fatos foi um trágico mal-entendido, que iniciou com a conduta desmedida da vítima, que induziu o acusado a acreditar que sua residência estava sendo alvo de uma invasão", afirmaram os advogados nas alegações anexadas ao processo.

Com base nessa narrativa, a defesa pediu que o ex-prefeito fosse absolvido ainda nesta fase do processo, sustentando a ocorrência de legítima defesa e alegando que a atuação da vítima teria desencadeado toda a sequência dos acontecimentos.

Juiz rejeitou tese defensiva

Ao analisar os argumentos, o juiz entendeu que não havia elementos para encerrar o processo sem julgamento popular. Na decisão, ressaltou que a versão apresentada pela defesa entra em conflito com as provas produzidas durante a instrução criminal.

Entre os elementos considerados estão as imagens das câmeras de segurança instaladas no imóvel e o depoimento do chaveiro que acompanhava Roberto Carlos Mazzini no momento dos fatos.

Conforme registrado na decisão, os vídeos indicam que os disparos ocorreram logo após a chegada da vítima, sem discussão prévia ou qualquer reação que pudesse justificar, de forma inequívoca, a tese de legítima defesa.

Diante desse cenário, o magistrado concluiu que cabe ao Tribunal do Júri analisar as provas, ouvir as partes e decidir se Bernal deverá ser condenado ou absolvido.

Relembre o crime

Roberto Carlos Mazzini foi morto na manhã de 24 de março deste ano, dentro da mansão que anteriormente pertencia a Alcides Bernal e que havia sido adquirida pelo fiscal tributário aposentado.

Na ocasião, Mazzini foi ao imóvel acompanhado de um chaveiro para ter acesso à residência. Segundo a investigação, Bernal entrou no local armado e efetuou disparos que atingiram a vítima.

O caso foi registrado pelas câmeras de segurança da casa e testemunhado pelo profissional que acompanhava Mazzini. Após o crime, o ex-prefeito foi preso e denunciado pelo Ministério Público por homicídio triplamente qualificado, além dos crimes de porte ilegal de arma de fogo e invasão de domicílio.

Com a decisão de pronúncia, o processo avança para a fase de julgamento pelo Tribunal do Júri, que decidirá se Alcides Bernal é culpado ou inocente pelas acusações.

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