Cidades

ANTÔNIO JOÃO

Grupo da OAB/MS acompanha conflito por disputa de terras

Em meio a descaso do Governo Federal, produros e índios brigam por terras

LAURA HOLSBACK

31/08/2015 - 09h19
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Grupo de observadores que integra a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS), viaja nesta segunda-feira (31) para o município de Antônio João para acompanhar o conflito entre indígenas e produtores rurais.

Em nota no site da instituição, a ordem ressalta ser indispensável a intervenção do Governo Federal, por meio do Ministério da Justiça, para solucionar o conflito, e não relata quantas pessoas da equipe seguem com destino à cidade.

CONFLITO

Há 10 anos, em 2005, o Governo Federal homologou parte das propriedades rurais da cidade como terra indígena. A partir daí, houve série de cobranças por parte dos índios para que a área fosse demarcada, no entanto, nada foi feito.

Nos dias 21 e 22, indígenas invadiram fazendas e fizeram famílias de produtores reféns. Na quarta-feira (26), o clima ficou ainda mais tenso e produtores rurais bloquearam estradas que dão acesso à cidade em forma de protesto. As rodovias foram liberadas durante a noite.

No dia seguinte, a situação era menos tensa na região, mas a invasão continuava e policiais do DOF fizeram a segurança para evitar confrontos entre indígenas e fazendeiros.

No sábado (29), Semião Fernandes Vilhalva, 24 anos, da etinia Guarani-Kaiowá, foi morto com tiro na cabeça. A polícia apura se o disparo foi feito por fazendeiros ou até mesmo por indígenas. Cinco fazendas estão ocupadas.

Hoje (31) acontece reunião entre representantes da Polícia Federal, Exército e forças de segurança estaduais para debater a questão.

 

VIAGEM

Feriado de Tiradentes vai movimentar 25 mil passageiros nos aeroportos de MS

Aeroporto de Campo Grande vai receber 24.200 passageiros, Ponta Porã 544 e Corumbá 816

15/04/2026 11h00

Pessoas viajando no Aeroporto de Campo Grande

Pessoas viajando no Aeroporto de Campo Grande Gerson Oliveira

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Tiradentes promete agitar tanto rodovias, quanto aeroportos. Neste feriadão, o movimento promete ser intenso nos três aeroportos de Mato Grosso do Sul que são administrados pela Aena: Campo Grande, Ponta Porã e Corumbá.

De acordo com a Aena Brasil, a estimativa é que 25.560 passageiros embarquem e desembarquem, entre sexta (17) e quarta-feira (22), nos três aeroportos.

Desse número, 24.200 são referentes a Campo Grande, 544 em Ponta Porã e 816 em Corumbá. Além disso, 136 pousos e decolagens estão previstos em CGR, 4 em Ponta Porã e 6 em Corumbá.

O feriado de Tiradentes será celebrado na terça-feira (21) e, órgãos, repartições públicas e algumas empresas decretaram ponto facultativo na segunda-feira (20).

Com isso, algumas pessoas folgarão de sábado (18) a terça-feira (21) e retornarão ao expediente na quarta-feira (22).

Quem tem oportunidade e disponibilidade, não perde tempo para curtir o feriadão em outra cidade.

RECOMENDAÇÕES

  • Voos Nacionais: Leve um documento de identificação oficial com foto original e atualizado, como RG (ou a nova Carteira de Identidade Nacional), CNH ou Passaporte. Chegue com 2 horas de antecedência.
  • Voos Internacionais: É obrigatório o passaporte original válido. Verifique se o destino exige visto, seguro viagem e certificados de vacinação (como o de Febre Amarela). Chegue com 4 horas de antecedência.
  • Bagagem de Mão: Geralmente limitada a 10 kg e com dimensões máximas de 55cm x 35cm x 25cm.
  • Item Pessoal: Você pode levar uma mochila ou bolsa pequena (aprox. 45x35x20cm) que deve ser acomodada obrigatoriamente abaixo do assento à sua frente.

INTERIOR

Homem é preso por aplicar 'golpe da energia solar' em 16 idosos

Vítimas perdiam no mínimo R$11 mil no esquema criminoso, com caso em que o prejuízo chega a R$24 mil e até quem entregou motocicleta por um produto que nunca recebeu

15/04/2026 10h45

Algumas dessas pessoas entregavam até mesmo motocicletas, avaliada em R$16 mil, para obter um produto nunca entregue

Algumas dessas pessoas entregavam até mesmo motocicletas, avaliada em R$16 mil, para obter um produto nunca entregue Ilustração/Gerson Oliveira/Arquivo-Correio do Estado

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Condenado em segundo grau, um estelionatário acusado de aplicar golpes com promessas de energia solar para idosos em assentamentos de Mato Grosso do Sul deve cumprir pouco mais de sete anos de prisão, através de decisão da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJMS) na terça-feira (14), após prejuízos a 16 pessoas com mais de 60 anos.

Conforme o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, a denúncia oferecida resultou na condenação de uma pena total de sete anos, nove meses e 10 dias, bem como aplicação de multa definida em 376 dias-multa, que equivale a aproximadamente R$20 mil. 

Entretanto, as investigações apontam que o esquema criminoso acumulou valores que ultrapassam a casa dos R$200 mil, com as vítimas tratando-se de pessoas que vivem da agricultura familiar, todas moradoras do Assentamento Santa Amélia, na zona rural de Dois Irmãos do Buriti. 

Distante aproximadamente 125 quilômetros da Capital do Mato Grosso do Sul, análises individuais indicam que cada vítima perdia no mínimo onze mil reais no golpe da promessa de energia solar. 

Enquanto algumas dessas pessoas entregavam até mesmo motocicletas, avaliada em R$16 mil, para obter um produto nunca entregue, a vítima de um caso específico chegou a entregar R$24.040,78.

Entenda

Ainda em agosto de 2024 começaram a acumular junto à Polícia Civil denúncias sobre os golpes, com a primeira protocolada na Justiça em dezembro daquele ano, para recebimento da peça cerca de um mês depois. 

O responsável por aplicar os golpes assinava contratos com os idosos, indicando para as vítimas que a instalação de placas de energia solar iria acontecer. 

Além disso, o MPMS destaca que algumas vítimas até mesmo transferiram valores diretamente de suas economias para o estelionatário, enquanto outros faziam até mesmo empréstimos consignados, o que fez muitos desses idosos sofrerem descontos diretos em seus benefícios previdenciários. 

"Ou perdiam o patrimônio de uma vida inteira, comprometendo sua subsistência básica", complementa o Ministério Público do Mato Grosso do Sul.

Para além da condenação desse indivíduo, a esposa do acusado também foi alvo de denúncia pelo recebimento de valores em sua conta, porém foi absolvida diante da alegação de "provas insuficientes para uma responsabilização".

Já em setembro do ano passado houve a primeira sentença condenatória, que determinou a ampliação de pena pelo fato de que as vítimas tratam-se todas de pessoas vulneráveis pela idade, segundo o Juiz Valter Tadeu de Carvalho. 

"Aumento a pena em seu dobro, tendo em vista que as vítimas eram todas idosas e de extrema vulnerabilidade, moradoras de assentamento destinado a reforma agrária e tiveram consequências que não afetaram somente seu patrimônio, mas também sua subsistência - parâmetro de vulnerabilidade e resultado gravoso", declarou o magistrado na ocasião. 

Após análise de recurso da defesa, em segunda instância foi apontada ampla comprovação da materialidade e a autoria, pelo volume de depoimentos das vítimas, extratos bancários, etc. 

"O colegiado reforçou que a culpabilidade do réu foi exacerbada, especialmente pelo prejuízo financeiro prolongado imposto a um grupo social vulnerável".

 

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