Cidades

CAUSA INDÍGENA

Guajajara envia a Dino dez terras indígenas para demarcação em meio a derrota com marco temporal

Ministra espera que Dino faça a portaria declaratória e que Lula dê a homologação de alguns territórios indígenas

Continue lendo...

A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, enviou ao ministro Flávio Dino, da Justiça e Segurança Pública, dez novas terras indígenas que estão prontas para ter andamento no processo de demarcação, na mesma semana em que o Congresso aprovou o projeto do marco temporal.

O ofício, assinado na noite de sexta-feira (29), traz a lista de todos os territórios nessa situação e solicita que seja feita a portaria declaratória, que é de competência da pasta de Dino, e também que se dê prosseguimento com a homologação, fase final, sob responsabilidade da Presidência.

"[O andamento do processo visa] garantir a proteção dos direitos territoriais indígenas, frequentemente ameaçados por invasões e esbulhos, sendo medida apta também para dirimir conflitos fundiários de longa duração, que repercutem em violências e instabilidades afetando drasticamente os povos indígenas no Brasil", diz Guajajara, no ofício.

O documento foi enviado dois dias após o Congresso aprovar o projeto de lei do marco temporal, aplicando uma derrota a Guajajara e também como forma de enviar um recado ao STF (Supremo Tribunal Federal), que recentemente decidiu pela derrubada da tese.

O presidente Lula (PT) deve vetar total ou parcialmente a proposta, que é amplamente criticada por ministras como Marina Silva (Meio Ambiente) e a própria Guajajara, mas tem apoio, mesmo que parcial, de nomes como Carlos Fávaro (Agricultura).

Na visão da bancada ruralista, os pontos mais importantes do projeto, e que devem causar maior reação caso vetados, são o próprio marco e também o dispositivo que impede a ampliação dos territórios. O grupo diz acreditar ter apoio suficiente para derrubar as decisões de Lula, se necessário.

Mesmo que o façam, devem avançar também com PECs (propostas de emenda à Constituição), uma para determinar a indenização a proprietários que tenham suas terras convertidas em territórios, e outra como forma de implementar o marco temporal no texto da Constituição.

A articulação se soma a uma série de insatisfações do Congresso com relação a posicionamentos recentes do Supremo. O movimento começou, como mostrou a Folha de S.Paulo, no Senado, quando o presidente Rodrigo Pacheco (PSD-MG) apresentou uma PEC para proibir o porte de drogas, independentemente de quantidade ou substância.

Foi uma resposta ao STF, que tem um placar —ainda parcial— de 5 votos a 1 para afastar a criminalização do porte de maconha para consumo próprio. O argumento é de que os ministros têm interferido na competência do Congresso de legislar.

A intenção é reagir por meio de PECs pelo entendimento de que, uma vez que o STF deve seguir a Constituição, se ela for alterada, a corte deverá seguir o posicionamento dado pelos congressistas. Após o Supremo decidir contra a tese do marco temporal, a bancada ruralista e a oposição da Câmara somaram forças publicamente contra a corte —insurreição que causou, inclusive, a obstrução da pauta da Câmara dos Deputados na última quarta-feira (27).

Ao mesmo tempo, no Senado, o grupo aprovou, também na quarta, o projeto de lei do marco temporal tanto na Comissão de Assuntos Econômicos como no plenário, tudo em poucas horas, e com uma série de discursos contra a posição do Supremo no tema. Então, na sexta, Guajajara enviou o ofício a Dino para avançar com os processos declaratórios.

A lista tem um total de 23 territórios que estão prontos para terem a portaria declaratória feita —etapa que marca o reconhecimento da terra indígena e de sua área, antes de ser oficializado pela Presidência, no ato da homologação.

Dos 23, quatro foram enviados ao Ministério da Justiça após a aprovação do marco temporal no Congresso e outros seis, às vésperas, um ou dois dias antes de a votação acontecer. Esses dez territórios ficam nos estados da Bahia (3), Mato Grosso (2), Alagoas, Maranhão, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio Grande do Sul.

No início de setembro, Lula homologou duas novas terras indígenas: Rio Gregório, em Tarauacá (AC), e Acapuri de Cima, em Fonte Boa (AM).

Há ainda outros seis processos demarcatórios que já estão prontos para homologação —o governo prepara um cronograma para anunciar os próximos seis a serem demarcados até o final do ano.

AS DEZ TERRAS INDÍGENAS (TI) ENVIADAS POR GUAJAJARA A DINO

  • TI Barra Velha do Monte Pascoal, nos municípios de Itamaraju, Porto Seguro e Prado (BA) TI Wassú-Cocal, nos municípios de Joaquim Gomes, Colônia Leopoldina, Matriz de Camaragibe e Novo Lino (AL)
  • TI Kanela Memortumré, nos municípios de Barra do Corda e Fernando Falcão (MA)
  • TI Tumbalalá, nos municípios de Abaré e Curaçá (BA)
  • TI Pontal dos Apiacas, no município de Apiakás (MT)
  • TI Votouro-Kandóia, municípios de Faxinalzinho e Benjamin Constant do Sul (RS)
  • TI Tapy'i/Rio Branquinho, no município de Cananeia (SP)
  • TI Menkü, município de Brasnorte (MT)
  • TI Paukalirajausu, nos municípios de Nova Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade (MT) TI Tupinambá de Belmonte, no município de Belmonte (BA)

Assine o Correio do Estado

Educação

IFMS: alunos de dois cursos podem se inscrever no programa Pé-de-Meia

Iniciativa contempla acadêmicos de Computação (Jardim) e Química (Coxim) que ingressaram via Sisu. Bolsas são de R$ 1.050 mensais

20/09/2026 18h50

Divulgação/IFMS

Continue Lendo...

Alunos matriculados nos cursos presenciais de Licenciatura em Computação, ofertado no Campus Jardim, e Licenciatura em Química, no Campus Coxim, podem se inscrever no programa Pé-de-Meia Licenciaturas, ação do Ministério da Educação (MEC) que integra o programa Mais Professores. 

Para ingressantes de 2026, as inscrições ficam abertas até o dia 19 de dezembro, enquanto houver disponibilidade de vagas, e devem ser realizadas diretamente pela Plataforma Freire.

A análise e aprovação das pré-inscrições são conduzidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) até o dia 20 de cada mês.

Benefício financeiro - O programa concede apoio financeiro no valor total de R$ 1.050 mensais durante toda a graduação:

  • R$ 700 mensais: disponíveis para saque direto do estudante;
  • R$ 350 mensais: depositados em conta-poupança. O valor acumulado poderá ser resgatado se o formando ingressar como docente em rede pública de ensino em até cinco anos após a formatura.

O pagamento das bolsas é efetuado até o quinto dia útil do mês subsequente ao cadastramento do bolsista no sistema da Capes.

Quem pode participar - Podem solicitar o benefício os acadêmicos que atendam cumulativamente às seguintes condições:

Estar regularmente matriculado em curso presencial de licenciatura do IFMS (Computação em Jardim ou Química em Coxim);
Ter ingressado no curso em 2026 por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu);
Ter alcançado nota igual ou superior a 650 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem);
Cumprir os critérios do Edital nº 2/2025 da Capes e as diretrizes do programa de ingresso.
O atendimento oficial do MEC e da Capes para esclarecimentos sobre o programa é feito pelo e-mail [email protected].

Com informações do Ministério da Educação 

Mudança no Tempo

Frente fria chega a MS com ventos acima de 70 km/h, granizo e queda de temperatura

Sistema começa a avançar pelo sul do Estado na noite de segunda-feira; meteorologista alerta para chuva forte, muitos raios e risco de enchentes e inundações.

20/09/2026 18h29

Céu carregado em Campo Grande; avanço de frente fria deve provocar queda de temperatura e aumentar o risco de temporais em Mato Grosso do Sul.

Céu carregado em Campo Grande; avanço de frente fria deve provocar queda de temperatura e aumentar o risco de temporais em Mato Grosso do Sul. Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado.

Continue Lendo...

Uma frente fria que começa a avançar sobre Mato Grosso do Sul na noite desta segunda-feira (21) deve provocar uma mudança brusca no tempo, com queda nas temperaturas e risco de temporais em diferentes regiões do Estado.

O alerta é do meteorologista Natálio Abrão e é reforçado pelos dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que apontam condições para chuva forte, rajadas de vento, grande incidência de raios e possibilidade de granizo.

O sistema deve entrar inicialmente pelo sul de Mato Grosso do Sul e avançar gradualmente para as regiões central, leste e sudoeste.

Entre os municípios apontados com maior risco estão Campo Grande, Amambai, Paranhos, Naviraí, Ponta Porã, Dourados, Ivinhema, Bataguassu, Nova Alvorada do Sul, Sidrolândia e Campo Grande.

 “Atenção para alerta forte. A frente fria atinge o sul do Estado a partir da noite desta segunda-feira, com rajadas de vento acima de 70 km/h”, alerta Natálio.

Além das tempestades, a passagem da frente fria deve provocar queda significativa das temperaturas em Campo Grande.

Na segunda-feira, os termômetros devem variar entre 21°C e 32°C. Na terça-feira (22), durante o avanço do sistema, a mínima cai para 16°C, enquanto a máxima fica em torno dos 25°C. Na quarta-feira (23), a previsão indica temperaturas entre 19°C e 26°C.

Apesar do cenário de alerta, os dados são previsões meteorológicas e podem sofrer alterações ao longo dos próximos dias.

A intensidade das chuvas, a velocidade das rajadas de vento e até mesmo as temperaturas podem variar conforme o deslocamento e o comportamento da frente fria sobre Mato Grosso do Sul.

Por isso, os boletins e avisos são atualizados à medida que novas informações são registradas.

A mudança representa uma queda de aproximadamente 7°C na temperatura máxima entre segunda e terça-feira, justamente no período em que a frente fria deverá avançar sobre a região central do Estado.

Na terça-feira, a instabilidade deve ganhar força sobre outras áreas de Mato Grosso do Sul. Conforme Natálio, são esperadas pancadas de chuva de forte intensidade, acompanhadas de trovoadas, grande quantidade de descargas elétricas, ventos fortes e possibilidade de granizo.

Campo Grande está entre as cidades que exigem atenção durante a passagem do sistema. A previsão é de que a instabilidade permaneça durante terça e quarta-feira, antes de avançar em direção às regiões norte e nordeste do Estado.

Alerta para enchentes

O período considerado mais preocupante pelo meteorologista começa na noite de terça-feira e segue até a manhã de quinta-feira (24). Natálio aponta alto nível de atenção para a possibilidade de enchentes e inundações, além de danos estruturais provocados pelas tempestades.

A combinação de chuva intensa em curto intervalo de tempo, rajadas de vento e elevada incidência de raios pode provocar transtornos principalmente nas áreas urbanas mais vulneráveis a alagamentos.

Com ventos que podem superar os 70 km/h, também há risco de queda de árvores, galhos e danos em estruturas mais frágeis. A possibilidade de granizo amplia o potencial de prejuízos durante os episódios mais intensos.

A instabilidade também deve alcançar municípios das regiões leste e do Pantanal conforme a frente fria avança por Mato Grosso do Sul.

Segundo o Inmet, o sistema favorece a ocorrência de tempestades no Estado, com ventos intensos e possibilidade de granizo. A intensidade e a localização dos temporais podem variar conforme o deslocamento da frente fria.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).