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Disputa entre facções criminosas no norte de MS tem colocado as forças de segurança em alerta

Até o momento foram seis mortos que estão interligados com a guerra entre facções que ocorre pelo transporte de entorpecentes na região.

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A disputa de território entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) na divisa entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul tem causado pânico entre os moradores da tranquila cidade de Sonora, localizada a 387 quilômetros de Campo Grande.

A morte de José Augusto Pereira da Silva, de 28 anos, conhecido como 'Da Leste', após uma troca de tiros com agentes da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras), demonstrou que as facções criminosas estão ganhando espaço na região, o que tem gerado alerta entre as forças de segurança dos dois Estados. 

A morte de 'Da Leste' foi o estopim para uma guerra entre organizações criminosas que ocorre desde o início deste ano. Até o momento, foram registradas seis mortes relacionadas ao conflito entre o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho), que têm espalhado violência pelo município, que possui uma população de 14.516 habitantes, de acordo com os dados IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no Censo de 2022. 

Conforme apurado pelo Correio do Estado, 'Da Leste' seria o pivô desse conflito de interesses, pois, segundo informações policiais, ele teria saído de uma facção criminosa e ingressado em outra. Seu posicionamento é considerado como traição dentro das facções, e como resultado, ele ameaçava outros membros e os moradores da cidade.

Ainda de acordo com a polícia, “Da Leste” era responsável pelo tráfico de drogas na região.  

Tiros e confronto entre facções criminosas a céu aberto 

Cientes dessa disputa territorial, equipes da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras) deslocaram-se até o município no início da semana para reforçar a segurança na região e realizar operações policiais com o objetivo de prender os integrantes das facções criminosas envolvidas no conflito. 

De acordo com informações policiais, na última segunda-feira (25), um motociclista ainda não identificado disparou contra um grupo de homens em um estabelecimento localizado nas Avenidas do Povo e Wilson Barbosa Martins, na região central de Sonora. 

Segundo testemunhas, foram ouvidos pelo menos quatro disparos.

Conforme apurado pelo Portal News, que teve acesso às câmeras de segurança, as imagens mostram o motociclista fazendo uma conversão e estacionando a motocicleta, enquanto atira contra um grupo de homens em frente do estabelecimento. Ninguém ficou ferido no atentado.

Reprodução/ Portal News 


Morte de ‘Da Leste’ em confronto com Garras 

 José Augusto Pereira da Silva, mais conhecido como "Da Leste", de 29 anos. Foto- Divulgação

José Augusto Pereira da Silva, de 28 anos, conhecido como "Da Leste", foi morto em um confronto com o Garras, nesta quinta-feira (28). Segundo informações policiais, a equipe recebeu denúncias sobre uma boca de fumo e foi até o local para averiguar. 

Ao se aproximar de um terreno baldio na Rua do Engenho, no Bairro Vila Nova, a equipe policial foi surpreendida por "Da Leste", que ostentava uma arma de fogo na cintura. 

Quando percebeu a chegada dos policiais, ele correu para os fundos de um imóvel. Iniciou-se uma perseguição e, apesar das equipes policiais darem ordem de parada ao criminoso, ele não obedeceu e entrou em uma residência. Neste momento, "Da Leste" atirou contra os policiais, que revidaram os tiros.  

Encurralado, o suspeito tentou fugir novamente, mas foi atingido e caiu no chão. Ele foi socorrido até o Hospital Municipal, onde veio a óbito minutos depois.

A arma utilizada por 'Da Leste' no tiroteio foi apreendida pela polícia.

 

Em 2024: Seis mortes estão ligadas à guerra entre facções em Sonora 

A onda de violência está deixando a população de Sonora apavorada. Em janeiro deste ano, um empresário foi morto por engano quando um atirador tentava matar um funcionário de uma empresa durante uma briga entre facções criminosas.  

O atirador foi preso e confessou, durante o interrogatório, que matou o empresário por engano. Questionado, ele afirmou que foi contratado para executar o funcionário por pertencer a uma facção rival.

No mês de fevereiro deste ano, dois suspeitos de serem membros do Comando Vermelho foram baleados por policiais após serem detidos com armas e munições. 

No começo deste mês, um ataque ocorrido em um ginásio esportivo resultou em mais duas vítimas fatais. 

Segundo informações da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), João Vitor Oliveira, de 21 anos, foi morto devido ao seu envolvimento na guerra entre facções. O professor Jair Ferreira Jara, de 49 anos, que não tinha relação com o conflito, acabou sendo morto por engano. 

Segundo a polícia, duas pessoas invadiram o ginásio poliesportivo e abriram fogo. Os acusados do duplo homicídio foram identificados como João Pablo Kataguiri, de 18 anos, e Wanderson Ferreira Alves, de 26 anos, residentes nos municípios de Rio Verde e São Gabriel do Oeste, respectivamente.

As polícias Civil e Militar, juntamente com unidades especializadas como a Força Tática da PM, Garras, Bope e Choque, iniciaram a busca pelos acusados. Eles foram localizados em uma boate a aproximadamente 100 km de distância do local do crime. 

De acordo com relatos, os alvos eram um terceiro rapaz, que foi atingido mas conseguiu fugir correndo, e João Vitor Oliveira de Souza. Ao ser baleado pelo garupa da motocicleta, Oliveira correu desesperadamente para dentro do ginásio, onde foi perseguido e morto. 

Ponto estratégico para o tráfico de drogas 

A disputa entre facções na divisa entre Mato Grosso do Sul e Mato Grosso é de importância estratégica para o tráfico de drogas. Essa área serve como um entreposto no transporte de entorpecentes da Bolívia para regiões metropolitanas, como São Paulo e Rio de Janeiro.

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Rescaldo Chuva

Sem energia após temporal, Bioparque suspende atendimento nesta sexta-feira

Estrutura funciona com geradores priorizados para os sistemas que mantêm os aquários

11/09/2026 13h30

Bioparque Pantanal

Bioparque Pantanal FOTO: GERSON OLIVEIRA

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O Bioparque Pantanal suspendeu temporariamente o atendimento ao público na tarde desta sexta-feira (11) devido à interrupção no fornecimento de energia elétrica. O espaço informou que está operando com geradores, mas toda a capacidade disponível foi direcionada aos sistemas essenciais para a segurança e o cuidado dos animais.

Com isso, a visitação ficou suspensa no período vespertino. Segundo o Bioparque, os geradores mantêm em funcionamento os sistemas considerados indispensáveis, principalmente os equipamentos de suporte à vida dos aquários. A medida foi adotada para garantir o funcionamento da estrutura necessária à manutenção dos animais enquanto o fornecimento de energia não é normalizado.

A suspensão ocorre um dia depois de Campo Grande ser atingida por um forte temporal, que provocou estragos em diferentes regiões da Capital e deixou bairros sem energia.

Temporal

A chuva que atingiu Campo Grande no fim da tarde de quinta-feira (10) durou menos de meia hora, mas foi suficiente para deixar um rastro de estragos pela cidade. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontaram rajadas de vento de quase 84 km/h, enquanto o Correio do Estado registrou quedas de árvores, postes, danos em imóveis e estruturas, alagamentos e interrupções no fornecimento de energia.

Na manhã desta sexta-feira, os reflexos do temporal ainda eram sentidos. A Energisa informou que 77% dos consumidores afetados já haviam tido o fornecimento restabelecido até as 5h30, enquanto equipes, inclusive reforços de outros estados, continuavam mobilizadas para reparar os danos na rede elétrica.

Os estragos também afetaram serviços públicos e a rotina da cidade. A Prefeitura suspendeu as aulas da Rede Municipal de Ensino no período da tarde, enquanto equipes seguem trabalhando na remoção de árvores, galhos e outras estruturas derrubadas pela ventania. O Correio do Estado contabilizou mais de 100 registros de árvores caídas até o início da manhã desta sexta-feira.

 

Tempestade

Mais de 18 horas após tempestade, semáforos continuam apagados na Capital

Danos provocados pelas rajadas de até 90 km/h afetaram a rede elétrica e comprometeram a sinalização em vários cruzamentos

11/09/2026 13h00

Cruzamento movimentado opera sem semáforo após a tempestade que atingiu Campo Grande

Cruzamento movimentado opera sem semáforo após a tempestade que atingiu Campo Grande Foto: João Pedro Zequini / Correio do Estado

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Após a tempestade que atingiu Campo Grande na tarde da última quinta-feira (10), diversos semáforos continuam sem funcionar, causando transtornos no trânsito em vários pontos da Capital.

Além da forte chuva, o temporal foi acompanhado por rajadas de vento entre 86 km/h e 90 km/h, conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A ventania danificou a rede elétrica e comprometeu o funcionamento da sinalização semafórica.

A Avenida Mato Grosso está entre as vias mais afetadas. No sentido Centro–Bairro, no trecho entre as ruas Rui Barbosa e Itiquira, apenas o cruzamento com a Rua Rio Grande do Sul permanece com o semáforo desligado.

No sentido Bairro–Centro, a situação é mais crítica. Entre a Rua Itiquira e a Avenida Calógeras, vários cruzamentos continuam sem sinalização semafórica.

Os semáforos seguem desligados nos cruzamentos da Avenida Mato Grosso com as ruas Alagoas, Espírito Santo, José Alencar, Bahia, 25 de Dezembro, Arthur Jorge, 13 de Junho, José Antônio, Rio Grande do Sul, Padre João Crippa e Rui Barbosa. 

Os equipamentos dos cruzamentos com as ruas Pedro Celestino, 13 de Maio e 14 de Junho funcionam normalmente.

Na Avenida Calógeras, também foram registrados pontos sem sinalização semafórica nos cruzamentos com as ruas Maracaju e Cândido Mariano.

Mais de 18 horas após a tempestade, equipes ainda trabalham para reparar os danos provocados pela queda de árvores, postes e cabos da rede elétrica. 

Enquanto os equipamentos não são restabelecidos, motoristas devem redobrar a atenção e reduzir a velocidade ao passar pelos cruzamentos afetados.

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