Cidades

VEJA FOTOS DA ÉPOCA

Há 39 anos, Rua 14 de Julho foi tomada
para celebrar criação do Estado

Há 39 anos, Rua 14 de Julho foi tomada
para celebrar criação do Estado

RODOLFO CÉSAR

11/10/2016 - 07h00
Continue lendo...

A Rua 14 de Julho, em Campo Grande, foi tomada e por vários quarteirões milhares de pessoas reuniram-se como se fosse um carnaval fora de época. Essa festa toda, comemorada há 39 anos, foi para celebrar a criação de Mato Grosso do Sul. O ato de emancipação, oficializado com a lei complementar nº 31/1977, foi assinado pelo então presidente militar Ernesto Geisel, em Brasília, pouco antes do meio-dia.

A data que se repete hoje não tem a mesma euforia de décadas atrás e a celebração é completamente mais tímida. Os sul-mato-grossenses lutam pela identificação e reafirmação do Estado e da cultura, enquanto os "estrangeiros" de outros locais vão chegando e se acomodando.

"O que marca Mato Grosso do Sul é a multiculturalidade, a presença de pessoas de outros estados. Paulistas que vieram para cá para 'ganhar dinheiro', mas acabaram ficando. Os paranaenses que foram retirados das terras na época da construção da usina de Itaipu e se mudaram para cá porque a terra era barata e tantos outros", analisou a historiadora sul-mato-grossense Alisolete Antônia dos Santos Weingartner.

Ela, inclusive, fez parte da história de criação do Estado ao participar da festa na Rua 14 de Julho no dia 11 de outubro de 1977. "O pessoal chegou um pouco antes do meio-dia e a passeata foi até madrugada. Estavam lá políticos dos mais renomados a trabalhadores anônimos que decidiram comemorar a criação da nova capital do Brasil", recordou Alisolete.

Arquivo/Correio do Estado

A celebração daquele ano teve bandeirinhas, muito tereré, música ao vivo, apresentação de bandas marciais e camisetas alusivas à data.

A especialista apontou que a emancipação foi um processo que teve início em maio de 1898, quando coronéis tentavam garantir independência territorial que era travada com a Companhia Matte Larangeira, uma empresa que surgiu com concessão imperial para exploração da erva-mate na então região sul de Mato Grosso.Thomaz Larangeira garantiu o benefício e o poder porque financiou o Brasil na Guerra do Paraguai.

"Ainda hoje tem gente que tem vergonha de falar que é sul-mato-grossense. Não é em todo o Estado que existe esse sentimento de pertencimento. Muitas vezes fala até que é de São Paulo, mas sem nunca ter ido à capital daquele estado. Faz parte de um processo", explicou a historiadora.

O Portal Correio do Estado selecionou algumas fotos do acervo do Correio do Estado para homenagear a data e recordar as manifestações que completam quase quatro décadas.

Arquivo/Correio do Estado

Combustível

Camila Jara quer investigação sobre preços abusivos da gasolina em MS

Em cidades do interior do Estado, o combustível era revendido a quase 50 centavos mais cara que a média nacional

12/03/2026 15h45

Preço médio da gasolina em Mato Grosso do Sul é de R$ 6,06

Preço médio da gasolina em Mato Grosso do Sul é de R$ 6,06 FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

Continue Lendo...

A deputada federal Camila Jara (PT-MS) enviou um pedido à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, para abertura de investigação sobre práticas abusivas no preço da gasolina em postos de combustíveis de Mato Grosso do Sul.

O pedido, enviado na última quarta-feira (11), se refere ao aumento do preço do combustível no Estado, mesmo sem o anúncio oficial de aumento dos valores das refinarias da Petrobrás. 

Segundo levantamento da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina no Brasil até o dia 3 de março de 2026 era de R$ 6,30. Em Campo Grande, por exemplo, a média analisada no mesmo período era de R$ 5,90.

No entanto, em outras cidades do Estado, foi possível observar médias superiores à da Capital e até mesmo, da média nacional. Em Dourados, a gasolina comum era revendida, em média, por R$ 6,40; em Ponta Porã, chegava a R$ 6,44; e em Corumbá, os preços variavam entre R$ 6,79 a R$ 6,85. 

Camila Jara ressaltou, no pedido, que a Petrobrás não fez nenhum anúncio recente de aumento dos preços domésticos. A empresa, que responde por cerca de 75% do fornecimento de gasolina às distribuidoras, tem indicado que eventuais mudanças seguem critérios que evitam repasses imediatos de volatilidades externas ao mercado interno.

“A população não pode pagar a conta de aumentos que não se explicam pela política de preços nas refinarias. Esse aumento impacta diretamente na vida das pessoas, aumentando a inflação, encarecendo o transporte e o preço dos alimentos. Por isso, é fundamental garantir transparência e proteger o consumidor de possíveis abusos”, afirmou a parlamentar.

Desde janeiro

Em janeiro, a Petrobrás reduziu em 14 centavos o preço da gasolina nas refinarias. Porém, no início do mês de fevereiro, houve aumento nos preços médios nos postos de revenda no Estado. 

Na pesquisa da ANP divulgada no dia 24 de janeiro, quando já havia sido aplicado o aumento de 10 centavos relativo ao aumento do ICMS, o preço médio da gasolina comum em Campo Grande era de R$ 5,89, variando entre R$ 5,69 e R$ 6,08. 

Porém, duas semanas após a redução nas refinarias, a mesma pesquisa revelou que o preço médio está em R$ 5,90, com variação de R$ 5,65 a R$ 6,19. Ou seja, apesar da redução na refinaria, o preço médio subiu um centavo. No caso do preço máximo, a diferença a maior é de 11 centavos, sendo que a previsão era de que ocorresse queda de nove centavos. 

E não é somente em Campo Grande que o setor de revenda mais uma vez "se esqueceu" de repassar a queda ao consumidor. Antes do anúncio feito pela Petrobras, o valor médio em Mato Grosso do Sul era de R$ 6,08. Neste sábado, conforme a ANP, está em R$ 6,10. O valor máximo, que era de R$ 6,89 no dia 24 de janeiro, subiu para R$ 6,19.

Em tese, o desconto feito no final de janeiro pela Petrobras deveria ter anulado o aumento do imposto estadual, que entrou em vigor no começo de janeiro, que foi de dez centavos sobre o litro da gasolina.

Ou seja, os revendedores elevaram os preços quando o governo estadual passou a cobrar mais ICMS e não reduziram quando a Petrobras baixou seus valores. 

 

Apreensão

Jovem é presa com 15 kg de skunk em ônibus na BR-262, em Corumbá

Droga foi localizada na bagagem da passageira com auxílio de um cão farejador

12/03/2026 14h45

Foto: Divulgação / PF

Continue Lendo...

Uma jovem de 19 anos foi presa na manhã de quarta-feira (11) após ser flagrada transportando aproximadamente 15 quilos de "skunk", popularmente conhecida como "supermaconha" em um ônibus de linha abordado na Rodovia Ramon Gomes, trecho da BR-262, em Corumbá, interior do Estado.

A droga foi localizada na bagagem da passageira com auxílio de um cão farejador durante fiscalização conjunta da Receita Federal e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O ônibus seguia viagem com destino a São Paulo quando foi parado por volta das 8h30 para inspeção. Durante a verificação das bagagens, o cão de faro "K9" indicou a presença de entorpecentes em uma mala pertencente à jovem. Ao abrirem o volume, os agentes encontraram cerca de 15 quilos de skunk, variação mais potente da maconha.

Questionada pelos policiais, a passageira afirmou que receberia R$ 7 mil para transportar a droga até a capital de São Paulo. Ela foi detida no local e encaminhada à Polícia Federal, que ficará responsável por dar continuidade às investigações.

A ação faz parte da Operação da Força Especial de Repressão Aduaneira (Fera), iniciativa voltada ao reforço das atividades de vigilância, repressão e apoio à fiscalização em todo o país.

O programa tem como foco intensificar o combate ao tráfico de drogas e outros crimes transnacionais, com atenção especial às regiões de fronteira consideradas estratégicas para o escoamento de entorpecentes.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).