Cidades

NARCOTRÁFICO

Helicóptero apreendido no Paraguai pertencia a brasileiros

Suspeita principal é de que estivesse a serviço da quadrilha supostamente comandada pelo sul-mato-grossense Antônio Joaquim da Mota

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Integrante da equipe que na segunda-feira apreendeu um helicóptero do lado paraguaio da fronteira, o promotor Celso Morales, do Ministério Público do Paraguai, afirmou nesta terça-feira que a aeronave pertence a narcotraficantes brasileiros, conforme publicação do jornal paraguaio ABC Color. 

Durante a operação foram presos três paraguaios que estavam a serviço destes traficantes. O responsável pela fazenda teria informado que arrendou ou imóvel para brasileiros, mas não deu mais detalhes. “Ele se referiu a eles como pessoas perigosas, mas não quis dar mais detalhes”, afirmou o promotor, conforme o jornal paraguaio. 

O promotor informou ainda que o helicóptero já teria sido usado para o transporte de cocaína, geralmente com carregamentos de 250 quilos. “Eles estão utilizando esse tipo de aeronave pela facilidade de pousar, porque sabemos que aviões pequenos precisam de terreno maior para usar como pista”, afirmou o promotor.

 

 

E a afirmação do promotor pode ser confirmada com uma série de ocorrências ao longo dos últimos três anos na região. Neste período, este foi o nono helicóptero apreendido ou que se envolveu em acidentes na região de fronteira. Duas destas ocorrências ocorreram do lado paraguaio e outras sete, na região sul de Mato Grosso do Sul.

Além disso, operações da Polícia Federal resultaram na apreensão de 13 helicópteros nos estados de São Paulo, Santa Catarina e no Paraná. Todas elas, de acordo com informações da PF divulgadas em maio e junho deste ano, tinham elo com a quadrilha comandada pelo sul-mato-grossense Antônio Joaquim da Mota (Motinha), o “Don Corleone”, como gosta de ser chamado. 

Motinha é de família tradicional de Ponta Porã e utilizou helicóptero para escapar de operações montadas pela Polícia Federal em maio e junho deste ano. Nas duas operações, de acordo com a PF, teria sido informado com antecedência e por isso conseguiu escapar. 

E a apreensão desta segunda-feira (9), na qual também foram apreendidas quatro armas longas e três pistolas e revólveres, indica que, apesar das seguidas operações para capturar Motinha, ele continua ativo na região com o transporte de cocaína.

No dia 15 e setembro, um helicóptero que escapou de uma abordagem policial no Paraná pousou em uma fazenda próximo a Naviraí e acabou sendo apreendido. No começo de agosto, na mesma região, uma aeronave fez um pouso forçado no mesmo município. Um dos ocupantes já havia sido preso por envolvimento com a quadrilha comandada por Motinha.

O helicóptero apreendido nesta segunda-feira está em nome do Daycoval Leasing – Banco Múltiplo S.A e seu valor é estimado entre 3 e 5 milhões de reais. Foi fabricado em 2.018  e está com a documentação em dia na Agência Nacional de Aviação (ANAC) e tem validade até julho de 2024.

Ele estava escondido em meio a uma mata, sob uma série de lonas em região de difícil acesso, mas no local foi encontrado um telefone celular que funciona via satélite, evidenciando que para a quadrilha tinha comunicação com qualquer região. Depois de retirado da mata, foi levado a Pedro Juan Caballero e posteriormente até Assunção, capital do Paraguai. 

nova atividade

Sem licitação, Sanesul contrata consultoria por R$ 1,3 milhão

Assessoria será para estruturar a atividade de tratamento de lixo residencial que a estatal está assumindo em sete municípios da região sudoeste do Estado

16/09/2026 11h05

Historicamente a Sanesul se dedicava apenas aos serviços de distribuição de água e tratamento de esgoto. Agora, passa a tratar lixo residencial

Historicamente a Sanesul se dedicava apenas aos serviços de distribuição de água e tratamento de esgoto. Agora, passa a tratar lixo residencial

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Sem licitação, a empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul) contratou por R$ 1,346 milhão uma empresa de consultoria paulista para ajudar a estruturar os serviços de tratamento de lixo urbano nos sete municípios da região sudoeste do Estado nos quais a empresa, que historicamente se dedicou à distribuição de água e tratamento de esgoto, assumiu este novo papel.

Conforme publicação do diário oficial do Governo do Estado desta quarta-feira (16), a consultoria será feita pela Fundação Carlos Alberto Vanzolini, ligada a professores do Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP).

Ainda de acordo com a publicação, a Sanesul assumiu a tarefa de tratar o lixo das cidades de Bonito, Caracol, Guia Lopes da Laguna, Jardim, Miranda, Nioaque e Porto Murtinho desde o dia 25 de agosto deste ano e pretende estender essa atividade por 30 anos.

Pelo menos por enquanto, a coleta do lixo urbano segue sob responsabilidade das prefeituras, cabendo à Sanesul a tarefa de administrar a estação de tratamento destes resíduos, que já estava sendo depositado pelas prefeituras neste mesmo local, no município de Caracol.

No convênio firmado entre a Sanesul e as prefeituras está previsto que a partir do próximo ano haverá cobrança de taxa de lixo juntamento com as contas de água e esgoto, que já são emitidas pela Sanesul nestas cidades.

CONTROVÉRSIA

Mas, de acordo com Lázaro de Godoy, presidente do Sindágua, o sindicato que representa trabalhadores da Sanesul e de outras empresas do setor, a legislação federal (14026) determina que as prefeituras façam licitação para terceirizar esse tipo de serviço público. No caso do repasse desta atividade para a Sanesul, tudo ocorreu por meio de um simples convênio, segundo o sindicalista.

O Correio do Estado procurou a Sanesul em busca de informações sobre as atribuições exatas desta consultoria que consumirá R$ 1,3 milhão em um ano. Porém, até a publicação da reportagem não havia obtido retorno.

Mas, para Lázado de Godoy, este parece ser o primeiro passo para uma futura quarteirização desta atividade. De acordo com ele, o grupo Aegea, que desde 2021 presta trata o esgoto coletado pela Sanesul em 68 municípios também passe a fazer o tratamento do lixo recentemente passou para as mãos da empresa estatal.

Esta convicção, segundo ele, está baseada no fato de a grupo empresarial ter assumido, há algumas semanas, as atividades de tratamento de um dos maiores aterros sanitários do Brasil, no Rio de Janeiro. De acordo com Lázaro, os trabalhadores são até favoráveis à entrada da Sanesul nesta nova atividade de tratamento de lixo, já que esta será uma nova fonte de receita e de fortalecimento da estatal. O que não querem, explica, é que a atividade também seja repassada para a iniciativa privada depois de ser estruturada com recursos públicos. 


 

No Interior

Suspeita de integrar esquema do "falso cafetão faccionado" é presa em Dourados

Criminosos usavam nomes de organizações criminosas para ameaçar vítimas e exigir pagamentos por Pix

16/09/2026 11h00

Investigada é suspeita de atuar na estrutura financeira do esquema

Investigada é suspeita de atuar na estrutura financeira do esquema Foto: Reprodução

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul cumpriu, na manhã da última terça-feira (15), um mandado de prisão temporária contra uma mulher suspeita de participar de um esquema de extorsão praticado por meio de um site de acompanhantes.

A investigada foi presa em Dourados. A ação foi realizada pela Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos (DERF).

De acordo com a polícia, o golpe começava quando a vítima acessava anúncios de acompanhantes publicados na plataforma HotMS. Após o acesso, ela passava a receber mensagens de pessoas desconhecidas.

Os interlocutores afirmavam ser integrantes de organizações criminosas e diziam que o usuário teria causado prejuízo a uma garota de programa ou ao suposto “cafetão” responsável pelo anúncio.

Na sequência, os suspeitos faziam ameaças contra a vítima e seus familiares e exigiam pagamentos imediatos por meio do Pix. Segundo a DERF, os criminosos citavam nomes de facções conhecidas para aumentar o medo durante as cobranças.

A prática é investigada como uma modalidade que a polícia chama de “golpe do falso cafetão faccionado”.

Durante as investigações, a DERF identificou indícios de que contas bancárias de terceiros eram utilizadas para receber e transferir os valores obtidos por meio das extorsões.

A polícia apura se a investigada participava dessa estrutura financeira e atuava no recrutamento de pessoas dispostas a disponibilizar suas contas para o recebimento dos pagamentos. Além disso, a investigação considera a possível participação de uma pessoa que está presa no sistema penitenciário.

A suspeita permanece em prisão temporária e ainda será interrogada. As investigações continuam para identificar outros possíveis participantes e detalhar o fluxo financeiro do esquema.

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