Cidades

CAMPO GRANDE

Homem aponta arma para o Batalhão de Choque e morre em confronto

Os policiais apreenderam uma espingarda calibre 12 e um revólver .38, o qual foi usado pelo suspeito contra os agentes

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Guilherme de Souza Oliva, de 24 anos, vulgo "Sagaz", morreu durante uma ação do Batalhão de Choque da Polícia Militar, na noite desta segunda-feira (31), após apontar um revólver em direção aos policiais, na Rua Martinho Marques, cruzamento com a Travessa George Muche, no bairro Aero Rancho, em Campo Grande.

De acordo com o boletim de ocorrência, ao perceber a presença policial, o indivíduo sacou um revólver calibre .38 e apontou a arma em direção aos agentes. Diante da situação, foram efetuados disparos em direção a Guilherme. 

O indivíduo foi desarmado e socorrido pela equipe, sendo encaminhado ao Hospital Regional de Campo Grande. Apesar do atendimento médico, ele não resistiu aos ferimentos e veio a óbito. 'Sagaz' possuia um mandado de prisão em aberto e já tinha registros criminais anteriores.

A ação começou após as equipes do Batalhão de Choque receberem informações sobre a reunião de indivíduos que estariam planejando um homicídio em Campo Grande.

Diante das informações, os policiais deslocaram-se até o imóvel abandonado na Rua Martinho Marques. Durante a ação, Guilherme de Souza foi localizado no interior do imóvel, retirando uma arma de fogo longa de dentro de uma mala.

Os policiais apreenderam uma espingarda calibre 12, modelo VR90 com um carregador; cinco munições calibre 12 intactas, além de um revólver calibre .38, com seis munições intactas.

A arma apresenta características semelhantes às de um armamento que teria sido utilizado em um homicídio ocorrido na última sexta-feira (28), na Rua Lagoa Bonita, em Campo Grande, tendo como vítima Bruno Pereira Barboza. A eventual relação entre as armas será objeto de análise pericial e investigação pela Polícia Judiciária.

Todo o material apreendido, bem como as armas e munições relacionadas ao confronto, foi encaminhado para os procedimentos periciais e demais providências legais.

Jogatina on-line

Apostadores na Capital superam população de 80% das cidades

Levantamento mostra que 32,5 mil campo-grandenses apostam on-line, número maior que a população da maioria dos municípios de MS

01/09/2026 07h30

Incentivo a pessoas se cadastrarem em plataformas de apostas on-line está por toda a parte, como neste painel em Campo Grande

Incentivo a pessoas se cadastrarem em plataformas de apostas on-line está por toda a parte, como neste painel em Campo Grande Foto: Paulo Ribas

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A quantidade de apostadores em Campo Grande é maior que a população total de 63 dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul, aponta levantamento realizado pelo Ministério da Fazenda.

Legalizadas no Brasil desde o governo de Michel Temer (MDB), por meio da Lei nº 13.756/2018, as apostas esportivas e os jogos on-line são alvo de inúmeros debates no País em razão do aumento de usuários dependentes.

Tanto que, no dia 1º de janeiro de 2025, entrou em vigor a regularização desse tipo de jogos de azar, com a chamada Lei das Bets (Lei nº 14.790/2023).

Diante da rigorosa regularização que criou a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), ligada ao Ministério da Fazenda, para fiscalizar o setor, inúmeras empresas que de apostas esportivas deixaram de existir. Apesar disso, o número de apostadores não apresentou queda significativa.

A União aponta que 3,35% dos campo-grandenses estão envolvidos em jogos de azar on-line, o que corresponde a aproximadamente 32,5 mil pessoas. Esse número é superior à população de 79,75% (63 de 79) dos municípios de Mato Grosso do Sul, de acordo com a última estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

A título de comparação, o número de apostadores em Campo Grande é praticamente igual ao da população de São Gabriel do Oeste e maior que o da população de cidades como Ivinhema, Aparecida do Taboado, Costa Rica e Miranda. 

Mesmo com esse panorama estadual que assusta, Campo Grande é uma das capitais com o menor porcentual de apostadores em seu território. Para efeito de comparação, quem lidera essa lista é o Rio de Janeiro (RJ), com 26,89% da população sendo apostadores, portanto, um a cada quatro cariocas está no mundo das apostas esportivas.

Ao todo, 85 empresas são autorizadas pelo Ministério da Fazenda a ofertar apostas de quota fixa em âmbito nacional, responsáveis por 188 plataformas de jogos de azar on-line.

Saúde mental

Para o psicólogo clínico Alexandre Zanirato Contini da Silva Vitoriano, especialista em Análise do Comportamento, os dados expostos pelo Ministério da Fazenda preocupam, principalmente, por darem a ideia de que está cada vez mais difícil criar artifícios sociais para diminuir a influência dessas empresas na vida da população. 

“Quanto mais pessoas apostando, mais isso indica para os sites e aplicativos que há um público a ser explorado, e quanto mais dinheiro essas empresas geram, mais elas se estabelecem e mais difícil é criar movimentações em níveis sociais e políticos para sua regulação e conscientização acerca dos riscos que a aposta pode produzir”, disse.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece um serviço de teleatendimento em saúde mental gratuito e sigiloso para pessoas com mais de 18 anos que enfrentam problemas com jogos e apostas on-line, além de prestar suporte a familiares e à rede de apoio. São disponibilizados até 100 mil atendimentos por mês com profissionais da saúde.

Em maio deste ano, durante audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Econômico, o Ministério da Saúde informou que houve um crescimento de quase 140% nos último cinco anos na procura pelo serviço, além de mais de 500 mil pessoas terem pedido a exclusão dos cadastros de bets por tempo indeterminado, sob a justificativa de terem perdido o controle das apostas.

“Ter uma linha aberta e acolhedora para começar a conversar a respeito, entender e identificar a necessidade de ajuda pode, sim, atuar como um fator protetivo para pessoas que enfrentam essas questões, para compreender como esses comportamentos se desenvolveram e quais alternativas são possíveis para uma melhor qualidade de vida”, afirmou o especialista.

Ainda segundo o psicólogo, há alguns sinais que merecem atenção para observar se uma pessoa está viciada em jogos. Até porque, quanto mais cedo ocorrer o diagnóstico e a busca por ajuda, menor será o prejuízo financeiro e psicológico do afetado.

“Podemos observar alguns elementos, como a quantidade de tempo que a pessoa passa apostando, quais os valores, como reage quando está em uma sequência de derrotas, como estão as relações sociais, se há algum afastamento em função de apostar e se tem deixado de arcar com compromissos financeiros essenciais para poder utilizar o dinheiro em apostas”, explicou.

Vale destacar que há um transtorno mental reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que se caracteriza pelo impulso incontrolável e compulsivo de jogar e apostar em jogos de azar, chamado de ludopatia.

Em pesquisa feita pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), mais de 1,4 milhão de brasileiros apresentaram diagnóstico da doença.

Saúde

Anvisa aprova nova caneta emagrecedora à base de semaglutida

Yluméc é classificado como medicamento similar ao Ozivy, de referência

31/08/2026 21h00

Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de um novo medicamento da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

O Yluméc, produzido pela farmacêutica EMS, tem como princípio ativo a semaglutida, o mesmo do Ozempic, que teve sua patente expirada em 20 de março.

Em nota, a EMS informou que a nova caneta é indicada para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2 e será produzida na fábrica de peptídeos localizada no complexo de Hortolândia (SP).

De acordo com o registro publicado no Diário Oficial da União, o Yluméc foi classificado como medicamento similar e tem como referência o Ozivy, caneta de semaglutida desenvolvida pela EMS e lançada em junho.

O novo medicamento será disponibilizado no formato de caneta aplicadora nas concentrações de 1,5 mililitro (ml), com quatro aplicações de 0,25 miligrama (mg) ou 0,5 mg; e de 3 ml, com quatro aplicações de 1 mg ou 2 mg. “A partir do novo registro de semaglutida, entram agora em pauta definições estratégicas relacionadas ao planejamento comercial, preço e cronograma para o lançamento”, concluiu a EMS na nota.

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