Cidades

PRISÃO

Homem autoriza descarte de caixa d'água de amianto mesmo sem ser dono do terreno

Duas pessoas foram presas em flagrante pela DECAT pelo despejo irregular. O rapaz ainda culpou a Prefeitura pela demora para resolver o problema

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Policias da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista (DECAT) prenderam em flagrante duas pessoas por descartarem, de forma irregular e em terreno alheio, uma caixa d'água de amianto e materiais de construção civil, na rua Teófilo Otoni, esquina com a avenida Duque de Caxias, no bairro Vila Eliane.

Marcio César da Luz autorizou Núbia Kátia Leite Pereira a despejar os resíduos em um terreno, o qual nem é proprietário. No dia 20 de janeiro, os policiais flagraram os dois descartando o material. De acordo com a DECAT, eram cerca de 20 sacolas contendo resíduos de construção civil, inclusive uma caixa d'água, aparentando ser a base de amianto.

Para transportar o resíduo, a mulher de 60 anos dirigia um carro, modelo Fiat Uno Vivace, que pertence a sua sogra, e estava acompanhada de Bruno Arado da Silva, identificado como seu funcionário.

Em depoimento, a senhora afirmou que trabalha com construção civil e tentou o descarte no Ecoponto, mas não foi autorizado, então saiu a procura de um lugar. Na ocasião, ela encontrou Márcio, com quem falou e autorizou o descarte, segundo eles sem cobrar nada. 

Em depoimento às autoridades, a senhora de 60 anos relatou que ela e seu marido José trabalham de forma autônoma com serviços de construção civil e pegaram um trabalho próximo à antiga rodoviária. Os materiais descartados, eram provenientes deste local de onde pegaram o trabalho.

Apesar de ter autorizado o descarte no terreno, o local não pertence a Márcio. Ele confessou que realmente aprovou o despejo dos resíduos e ainda responsabilizou a Prefeitura por demorar para resolver o problema.

O crime foi enquadrado no artigo 54 da lei nº 9.605/98, que trata sobre "poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana ou que provoquem a mortalidade de animais ou a destruição significativa da flora". 

Foi estabelecida a fiança de três salários mínimos para Núbia. Ela pagou e foi liberada logo em seguida.

Já no caso de Márcio, ele fugiu da ação da polícia da vez em que outros três foram presos por efetuar o descarte. O homem afirmou que não utilizaria mais o espaço para descarte, além de afirmar não ser dono do terreno e que o usou para "sobreviver".  Além disso, reiterou que iria esconder o descarte no fundo do terreno e que a culpa era da Prefeitura pela demora.

Diante dessas declarações, foi estabelecido que sua fiança seria de seis salários mínimos e, também, que ele seja proibido de frequentar qualquer parte do terreno, de lá parar, utilizar para qualquer fim, sob pena de responder por desobediência e ficar sujeito a nova prisão.

Márcio César foi encaminhado a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC - Centro), onde permanecerá à disposição da Justiça Pública.

Amianto

A utilização do amianto crisotila é proibida no Brasil. Em fevereiro de 2023, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve os efeitos da declaração de inconstitucionalidade de norma que permitia a utilização do produto. 

A exposição ao amianto está relacionada à ocorrência de diversas doenças. Ele é classificado como reconhecidamente cancerígeno para os seres humanos. Não foram identificados níveis seguros para a exposição às suas fibras.

O descarte irregular de caixa d'água de amianto é crime ambiental, conforme o artigo 54 da Lei Federal n° 9.605/1998, com penas de reclusão ou detenção, além de multas.

O descarte de caixa d'água de amianto deve ser feito exclusivamente por empresas especializadas em resíduos perigosos, pois o material é tóxico. Não podem ser descartadas em lixo comum, ecopontos ou caçambas de entulho.

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alívio

Em cheia antecipada, rio mais piscoso do Pantanal sobe mais 50 cm

Rio Miranda chegou a 6,5 metros na manhã desta terça-feira na régua instalada próximo da cidade com o mesmo nome

13/10/2026 11h56

No final da semana passada, a Defesa Civil teve de retirar galhos presos aos pilares da ponte na MS-339

No final da semana passada, a Defesa Civil teve de retirar galhos presos aos pilares da ponte na MS-339

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O nível do Rio Miranda subiu mais 50 centímetros entre a manhã de segunda-feira e esta terça-feira (13), chegando a 6,5 metros na régua instalada na ponte próximo à área urbana de Miranda. E, segundo a coordenação municipal da Defesa Civil, apesar de não ter chovido forte nas cabeceiras nas últimas horas, o nível continuava subindo por volta da 8 horas, quando foi feita a medição.

O Rio Miranda é considerado o rio com a maior quantidade de peixes do Pantanal e um dos mais piscosos do mundo. Antes das recentes chuvas, cardumes com cententas de milhares de peixes foram flagrados subindo o rio, que há meses estava enfrentando a falta de água.

Com a cheia de agora, lembra o chefe da Defesa Civil, Flávio Nogueira Machado, estes peixes ficam praticamente livres de uma possível pesca predatória, já que o período de defeso ainda não começou. 

Apesar da constante alta e da aproximação da água, as famílias que residem às margens do rio na área urbana de Miranda continuavam todas em seus imóveis, segundo o coordenador da Defesa Civil. “É sempre assim, elas só saem das casas depois que a água invade tudo”, lembraFlávio Nogueira Machado. 

A situação fica mais grave quando o nível passa dos sete metros. Mas, como o nível na região das cabeceiras já estava baixando desde ontem, a previsão é de que as águas comecem a baixar nas próximas horas.  No distrito de Águas do Miranda, às margens da MS-345, por exemplo, o nível baixou em torno de um metro nesta segunda-feira.

Cheia do Rio Miranda nesta época do ano, segundo o coordenador da Defesa Civil, é alto totalmente atípico. Flávio tem 49 anos e sempre viveu em Miranda. Ele diz nunca ter visto tanta água em um mês de outubro como agora.

“Normalmente nesta época a gente está preocupado com as queimadas no Pantanal e a falta de água até para os rebanhos nas fazendas”, lembra. Cheias em janeiro, fevereiro e março são recorrentes na região, mas isso porque são os meses em que as chuvas fortes são normais. 

As chuvas mais fortes começaram no dia 4 de outubro e ao longo da semana foram em torno de 300 milímetros, acredita Flávio. Em nove dias o nível do rio subiu 4,4 metros, passando de 2,1 metros, na segunda-feira da semana passada (5), para 6,5 metros nesta terça-feira (13). 

O Rio Aquidauana também subiu em pleno mês de outubro e chegou a superar os 8,2 metros no último sábado (10) na cidade com o mesmo nome. Por conta da cheia, o córrego João Dias ficou represado e se espalhou na região mais baixa em Aquidauana, invadindo imóveis de ribeirinhos.

Na região sul do Estado, o Rio Dourados também está está cheio e transbordando nas regiões mais baixas, como é o caso de Fátima do Sul, onde as águas estão encobrindo pastagens e lavouras nas quais deveria estar crescendo soja.

E para esta terça-feira a meteorologia prevê o retorno de chuvas fortes nas regiões sul e central do Estado, incluindo cidades como Maracaju, Sidrolândia, Dourados, Ivinhema, Iguatemi e outras. Se a previsão se confirmar, os rios Miranda e Dourados devem voltar a receber volume significativo de água.

A chegada antecipada das chuvas fortes está fazendo até o Rio Paraguai começara a subir cerca de dois meses mais cedo que em anos anteriores. Nesta terça-feira ele amanheceu com 1,23 metro. No dia 4 o nível estava 13 centímetros mais baixo.
 

VOLUME ELEVADO

Rio Dourados tem cheia atípica após setembro e outubro chuvosos

Para os últimos meses do ano, o Cemtec projeta uma precipitação acumulada entre 300 e 500 mm no Estado

13/10/2026 10h45

O Rio Dourados costuma ficar com volumes elevados durante os meses de fevereiro e março, no verão

O Rio Dourados costuma ficar com volumes elevados durante os meses de fevereiro e março, no verão Reprodução: Planet Hobby

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Uma cheia atípica no Rio Dourados, no município de Fátima do Sul, chegou durante a primavera, neste mês de outubro. Imagens de drone da página Planet Hobby, feitas durante esta segunda-feira (12), mostram o nível elevado do rio após as chuvas que atingiram a região em setembro e até esta terça-feira (13).

De acordo com Cláudio Justino, proprietário da página e morador de Fátima do Sul, o normal é que essa cheia aconteça no período de Carnaval, no mês de fevereiro a março, quando o acumulado de chuvas de verão atinge o ápice e eleva drasticamente o volume do rio. Porém, as chuvas de setembro e outubro fizeram com que o rio transbordasse fora de época.

O boletim mensal do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) aponta que, em setembro, Mato Grosso do Sul apresentou chuvas acima da média histórica em diversas regiões do Estado. Os maiores volumes foram registrados principalmente nas regiões sul, centro-sul e oeste, com destaque para Anaurilândia (223,6 mm), Campo Grande (220,0 mm), Itaporã (200,0 mm), Dourados (194,6 mm), Nova Alvorada do Sul (190,6 mm) e Ivinhema (190,2 mm).

Para os últimos 3 meses do ano, o Cemtec projeta que a precipitação dos acumulados estarão acima da média climatológica, com valores de referência entre 300 e 500 mm, variando conforme a região do Estado.

Em relação a temperatura, estas devem ficar acima da média histórica, cuja referência varia entre 22 °C e 26 °C, indicando um trimestre predominantemente aquecido em Mato Grosso do Sul.

O Rio Dourados começa no município de Antônio João e banha diretamente 12 municípios sul-mato-grossenses ao longo de seu percurso até desaguar no Rio Brilhante:Antônio João (nascente), Ponta Porã, Laguna Carapã, Caarapó, Dourados, Itaporã, Fátima do Sul, Deodápolis, Glória de Dourados, Vicentina, Jateí, Ivinhema.

Previsão

De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, há chances de enchentes em Fátima do Sul, com precipitações que podem ficar acima dos 30 milímetros. Além disso, há alerta para mudanças significativas de tempo para esta terça-feira (13), com pancadas de chuva, trovoada e raios no centro-sul do Estado.

Campo Grande, Sidrolândia, Maracaju, Rio Brilhante, Dourados e Ponta Porã até extremo sul tem previsão de rajadas de ventos de 60km/h.
 

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