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Homem de 33 anos é 14º morto em confronto com a polícia em 2025

Força Tática foi acionada por um vizinho, que informou que o homem estava armado em frente à casa onde morava

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Na noite do último sábado (8) um homem de 33 anos morreu após se envolver em confronto com a Força Tática da Polícia Militar. Esta é a 14º morte em decorrência de ação de policiais do ano em Mato Grosso do Sul.

Segundo o Boletim de Ocorrência, registrado pela policial militar responsável pela guarnição, a equipe fazia rondas no bairro Jardim Noroeste quando foi acionada por um homem, que informou que o vizinho estava armado em frente a própria casa.

Ele disse ainda que o homem tinha barba, e estava vestindo uma bermuda e camiseta branca. Com essas informações, os militares foram até o local e identificaram o sujeito, que "apresentava um volume na altura da cintura", o que motivou a abordagem.

O homem não obedeceu, e entrou no imóvel. Os militares foram atrás, e adentraram na residência, seguindo os movimentos so suspeito.

O registro policial detalha que ele havia entrado pela porta da sala, e se dirigido aos fundos do imóvel. Por isso, a equipe se dividiu, com o intuito de cercá-lo.

Ele se refugiou em um dos quartos da residência, e a polícia deu ordem para que ele se entregasse. No entanto, o homem não obedeceu, e no momento em que "apareceu" na porta do quarto, estava com um revólver em mãos, apontando-o para a equipe policial.

Conforme consta no boletim de ocorrência, um dos policiais efetuou um disparo como forma de defesa, o que deu início ao confronto. O homem atirou contra a equipe, que revidou. Ele foi atingido por três disparos, sendo dois no tórax e um no quadril.

Ele foi socorrido com sinais vitais, e encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento do Bairro Tiradentes, onde teve a morte constatada.

 As armas envolvidas no confronto, tanto do policial que efetuou os disparos quanto a da vítima, foram apreendidas e encaminhadas para perícia.

No imóvel onde o homem foi morto, a equipe encontrou entorpecentes, que foram encaminhados à Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar).

Mortes em confronto tiveram queda

No ano passado, as mortes causadas por agentes de Estado tiveram queda de 34,3% em Mato Grosso do Sul, com 86 pessoas mortas pela polícia no período, frente às 131 vítimas registradas em 2023.

Apesar da queda do índice, 2024 foi o segundo ano com o maior número de mortes causadas por agentes do estado da série histórica, iniciada em 2015.

O ano anterior havia representado um aumento de 156,8% com relação a 2022, ano em que 51 foram mortos, se firmando como o com maior letalidade policial da história de Mato Grosso do Sul.

Confira o levantamento disponibilizado pela Secretária de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp):

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Em 2025

Desde o dia 1º de janeiro, 14 pessoas já foram mortas pela polícia em Mato Grosso do Sul. Destas, 12 eram homens, uma era mulher outra vítima não teve sexo revelado.

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Sensível

O que se sabe sobre o desaparecimento da ex-mulher do goleiro Bruno

Alerta: a reportagem abaixo trata de temas sensíveis. Se você está passando por problemas, veja ao final do texto onde buscar ajuda

06/07/2026 23h00

Renata Caldeira/TJ-MG / Divulgação

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A ex-mulher do goleiro Bruno Fernandes, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, está entubada e em estado grave em um hospital de Belo Horizonte (MG), de acordo com o portal Metrópoles. Ela ficou três dias desaparecida e deu entrada na unidade de saúde na noite de sábado, 4.

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que Dayanne foi socorrida na noite de sábado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e encaminhada a uma unidade hospitalar para atendimento médico. A PCMG também indicou que "apura as circunstâncias do fato".

Em nota enviada ao Estadão, a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) e a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) não detalharam informações sobre a paciente devido à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Segundo o registro da Polícia Militar, Dayanne havia sido vista pela última vez na manhã de quinta-feira, 2, por volta das 11h, em Ribeirão das Neves (MG), onde morava com o marido (cujo nome não foi divulgado) e dois filhos.

Ela informou ao marido que iria à casa da mãe para deixar os filhos sob os cuidados dela, mas não retornou.

O marido relatou à PM que, mais tarde, encontrou o celular da esposa e cartas com "conteúdo de despedida" na residência do casal. No aparelho, foram localizadas mensagens trocadas com pessoas que se identificavam como agiotas e cobravam dívidas da mulher. A polícia trabalhava a hipótese de desaparecimento voluntário, sem indícios da prática de crime.

No texto, obtido pelo portal g1 e pela rádio Itatiaia, ela diz sofrer ameaças de agiotas e pede "socorro pelos meus filhos, familiares, pelo meu companheiro".

Leia o texto da carta na íntegra:

As autoridades, hoje, dia 02/07/2026

Eu peço socorro pelos meus filhos, familiares, pelo meu companheiro.

Estou sofrendo ameaças de agiotas, está tudo no meu telefone.

Por essas ameaças hoje eu estou perdendo a minha vida, mas peço que zelem pela vida dos que estão ficando aqui.

Quero que minhas filhas fiquem com a minha mãe, [nome ocultado], e os meus filhos com o pai [nome ocultado].

Ribeirão das Neves, 02 de julho de 2026


Dayanne e o goleiro Bruno

Dayanne se relacionou com o goleiro Bruno antes de o ex-jogador se envolver no desaparecimento e na morte de Eliza Samudio, em junho de 2010, em Minas Gerais. Ela chegou a ser acusada de sequestro e cárcere privado do filho de Eliza com o goleiro, foi levada a julgamento, mas acabou absolvida pelo Tribunal do Júri

Onde buscar ajuda

Se você está passando por sofrimento psíquico ou conhece alguém nessa situação, veja abaixo onde encontrar ajuda:

Centro de Valorização da Vida (CVV)

Se estiver precisando de ajuda imediata, entre em contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV), serviço gratuito de apoio emocional que disponibiliza atendimento 24 horas por dia. O contato pode ser feito por e-mail, pelo chat no site: "https://cvv.org.br/chat/" ou pelo telefone 188.

Canal Pode Falar

Iniciativa criada pelo Unicef para oferecer escuta para adolescentes e jovens de 13 a 24 anos. O contato pode ser feito pelo WhatsApp: "https://api.whatsapp com/send/?phone=556196608843&text&app_absent=0", de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h.

SUS

Os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) são unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) voltadas para o atendimento de pacientes com transtornos mentais. Há unidades específicas para crianças e adolescentes. Na cidade de São Paulo, são 33 Caps Infantojuventis e é possível buscar os endereços das unidades na página: "http://buscasaude.prefeitura.sp.gov.br/".

Mapa da Saúde Mental

O site: "https://mapasaudemental.com.br/" traz mapas com unidades de saúde e iniciativas gratuitas de atendimento psicológico presencial e online. Disponibiliza ainda materiais de orientação sobre transtornos mentais.

mercado financeiro

Dólar cai a R$ 5,13 com ajustes e valorização de commodities

Com mínima de R$ 5,1279, por volta das 15h55, o dólar à vista encerrou o dia em baixa de 0,71%, a R$ 5,1320 - menor valor de fechamento desde 17 de junho (R$ 5,1077)

06/07/2026 19h00

Nota de dólar

Nota de dólar

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O dólar emendou o terceiro pregão consecutivo de baixa nesta segunda-feira, 6, furou o piso de R$ 5,15 e fechou no menor nível desde meados de junho. Sem indicadores domésticos relevantes, operadores atribuíram o bom desempenho da moeda brasileira a ajustes nos prêmios de risco após a recente onda de depreciação, em um ambiente marcado por alívio contínuo no mercado de renda fixa local e pela valorização de commodities agrícolas, em especial a soja.

Em parte da manhã e no início da tarde, o dólar já recuava por aqui, na contramão do comportamento predominante no exterior, embora dois pares do real, o peso mexicano e o rand sul-africano, também avançassem. À medida que a moeda americana perdia fôlego lá fora nas últimas horas da sessão, a divisa brasileira ampliava seus ganhos.

Com mínima de R$ 5,1279, por volta das 15h55, o dólar à vista encerrou o dia em baixa de 0,71%, a R$ 5,1320 - menor valor de fechamento desde 17 de junho (R$ 5,1077). A moeda americana acumula desvalorização de 0,60% frente ao real nos quatro primeiros pregões de julho, após avanço de 2,38% no mês passado. No ano, as perdas são de 6,50%. O real apresenta, em 2026, o segundo melhor desempenho entre as divisas mais líquidas, atrás do peso colombiano.

"O real ensaia uma recuperação, embalado pela valorização de commodities como soja e minério de ferro e por um recorde nas exportações de carne, fatores que aumentam a entrada de dólares pela via comercial", afirma o economista sênior da Nomad, Vitor Kayo.

Referência do comportamento do dólar frente a uma cesta de seis divisas fortes, o índice DXY, que tocou máxima de 101,145 pontos pela manhã, operava na casa dos 100,870 pontos no fim da tarde, ao redor da estabilidade. O Dollar Index recua cerca de 0,30% neste início de julho, o que reduz o avanço em 2026 para pouco mais de 2,60%.

Investidores aguardam a divulgação, nesta quarta-feira, 8, da ata do encontro de política monetária do Federal Reserve realizado em junho. Na ocasião, o discurso duro do novo presidente do BC americano, Kevin Warsh, e a previsão da maioria dos dirigentes de alta dos juros nos EUA ainda neste ano desencadearam um fortalecimento global do dólar.

Para o chefe de estratégia de mercados do banco ING, Chris Turner, a ata do Fed, assim como o comunicado da reunião, provavelmente será mais enxuta. "A mensagem principal deve ser agressiva, com o Fed comprometido em restaurar a estabilidade de preços, após cinco anos consecutivos de inflação acima da meta", afirma Turner, em nota, acrescentando que "alguns (ou muitos) dirigentes podem ver o próximo movimento do Fed como um aumento da taxa de juros".

O economista-chefe da BCG Liquidez, Felipe Tavares, observa que o ambiente externo "vem ganhando cada vez mais relevância" nas perspectivas para o comportamento do real, dada a perspectiva de um dólar globalmente mais forte. Em seu modelo de longo prazo, Tavares projeta taxa de câmbio em R$ 5,20 no fim de 2026, "podendo chegar a R$ 5,02 em um cenário mais positivo ou a R$ 5,38 em um cenário mais adverso".

"No cenário mais benigno, não conseguimos mais ver o dólar abaixo de R$ 5,20 como há algumas semanas", afirma Tavares, ressaltando que a taxa de câmbio apresenta um prêmio em relação ao que estima como o seu valor justo.

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