Cidades

feminicídio tentado

Homem é capturado após esfaquear e deixar mulher em estado grave

Indivíduo de 61 anos agrediu a convivente 17 anos mais nova após noite de bebedeira, tentando fugir entre municípios no interior do MS

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Longe menos de cem quilômetros da Capital, um indivíduo de 61 anos foi capturado e preso enquanto tentava fugir por entre municípios no interior do Mato Grosso do Sul, após esfaquear sua convivente no domingo (04) e deixar essa mulher em estado grave durante o último fim de semana.

Segundo informado pela Polícia Civil, o crime aconteceu no município de Ribas do Rio Pardo, longe aproximadamente 96,8 quilômetros de Campo Grande, vitimando uma mulher de 44 anos, identificada inicialmente pelas iniciais C.S.S. 

Através de agentes da Polícia Militar, os policiais civis foram informados de que uma mulher teria dado entrada em um hospital do município, ferida a golpes de faca, o que fez com que as forças de segurança fossem imediatamente acionadas. 

Esse acusado foi preso por agentes das polícias Militar, Rodoviária Federal e Civil, em ação conjunta entre as delegacias tanto de Ribas do Rio Pardo quanto de Água Clara, município para o qual o homem se dirigiu após o crime.

Entenda

Por meio de diligências os policiais identificaram o destino do indivíduo, que levantaram tratar-se de um homem que mantinha um "relacionamento de natureza casual" com a vítima e ambos estariam bebendo ainda no sábado (03) para domingo (04). 

Já na manhã de ontem (04), conforme a PC em nota, esse casal teria começado a discutir entre si, momento em que o homem teria se munido de uma faca e partido para cima da mulher, desferindo golpes contra a vítima. 

Depois disso, ele teria tomado rumo à Água Clara a bordo de um Fiat Cronos, com a polícia do município avisada e, prontamente, montando cerco para tentar capturar o até então suspeito. 

Avistado o automóvel de cor branca, o homem foi abordado por volta de 11h do domingo (04), ao lado de sua filha maior de idade como passageira, momento em que foi dada voz de prisão e feita a condução do acusado. 

Em complemento, a PC reforça em nota que esse indivíduo não possuía antecedentes ligados à casos de violência doméstica ou familiar, nem mesmo qualquer medida protetiva em seu desfavor. 

Até a manhã desta segunda-feira (05) a mulher continua internada em estado grave, e o caso segue sendo investigado pela Delegacia de Ribas do Rio Pardo. 

Números da violência

Compilados os dados do ano passado em balanço, Mato Grosso do Sul encerrou 2025 com 39 feminicídios, o terceiro pior índice da série histórica, atrás apenas de 2022 e 2020, com 44 e 40 vítimas respectivamente. 

Dados compilados pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), através da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), mostram que faltando 17 dias para "virar" o ano, até 14 de dezembro de 2025 o MS registrava 20.637 vítimas de violência doméstica. 

Reprodução/Monitor da Violência/Sejusp-MS

Enquanto isso no presente, o gráfico de barras com dados atualizados até 04 de janeiro revela uma triste realidade, tanto sobre 2025 quanto sobre 2026, já que os 12 últimos meses fecharam o ano como o pior índice da série histórica em número de vítimas de violência doméstica em Mato Grosso do Sul: 21:882. 

Reprodução/Monitor da Violência/Sejusp-MS

Em complemento, o cenário não parece apresentar uma melhora ou qualquer tendência de queda, já que os quatro primeiros dias deste 2026 já registraram 278 vítimas de violência doméstica, uma média diária de 69 mulheres neste ano, diante aproximadamente 59 vítimas por agressões a cada dia no MS em 2025. 

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Entraves

Duplicação da BR-163 provoca bloqueio e pode gerar 40 demissões em posto de combustível

Concessionária que administra a BR-163 destacou que duplicação do trecho deve ser concluída em agosto próximo

04/03/2026 16h45

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A duplicação da BR-163, em Mato Grosso do Sul, tem provocado mudanças no tráfego na região de Campo Grande e Jaraguari e com isso, impacto temporário no acesso a estabelecimentos às margens da rodovia.

Em Campo Grande, o sócio-proprietário do Posto Platinão afirmou que a redução no fluxo de veículos pode resultar na demissão de até 40 funcionários, uma vez que a Motiva Pantanal, responsável pelas obras que neste momento ocorrem na altura do km 459, bloquearam o acesso a um dos postos da empresa que possui estabelecimentos em ambos os sentidos. 

A situação de momento é a seguinte: quem chega em Campo Grande via São Paulo, não tem acesso ao posto de combustível, uma vez que a rodovia foi bloqueada para obras e impossibilitou o acesso ao retorno então existente.

Contudo, quem segue no sentido contrário, consegue acessar a outra unidade do posto, localizada poucos metros à frente. 

Em entrevista ao Correio do Estado, Mário Cesar Neves, 69 anos, afirmou que a redução no fluxo de clientes ocorre há cerca de 20 dias e que a situação pode comprometer a manutenção de 40 postos de trabalho, cujo custo mensal gira em torno de R$ 200 mil, sem considerar serviços terceirizados. 

"Não quero nada mais do que os meus concorrentes já possuem, tenho custos de aproximadamente R$ 5 mil por funcionário e se isso [duplicação] se manter até o prazo que a concessionária nos deu, possivelmente terei que fazer cortes", disse.

Em retorno, a empresa que administra a BR-163 destacou que a finalização da duplicação do trecho deve ser concluída em agosto próximo, conforme o cronograma, e que medidas operacionais serão adotadas para "garantir a mobilidade local".

De acordo com a empresa, os trechos entre os quilômetros 454 e 452, em Campo Grande, e entre os quilômetros 510 e 511, em Jaraguari, têm previsão de entrega para agosto de 2026.

Já os segmentos entre os quilômetros 454 e 460, também na Capital, e entre os quilômetros 535 e 546, em Bandeirantes, devem ser concluídos até agosto de 2027, ao final do segundo ano de concessão.

A concessionária destacou que as obras visam ampliar a capacidade da rodovia, melhorar a fluidez do tráfego e reforçar a segurança viária. 

"Dor de cabeça"

Questionada sobre as dificuldades de acesso ao novo complexo do posto de combustível, a empresa reconheceu que a duplicação interfere temporariamente no fluxo de veículos na região e para minimizar os impactos, será implantado um retorno operacional na altura do km 459 , permitindo que veículos leves e pesados que seguem no sentido norte realizem o retorno com mais segurança durante o período de obras.

A concessionária também informou que está prevista a construção de uma rotatória alongada no km 456, em Campo Grande, como parte das melhorias incluídas no Programa de Exploração da Rodovia (PER). 

Enquanto as intervenções seguem em andamento, a concessionária afirma que as medidas provisórias buscam assegurar a continuidade do acesso aos estabelecimentos da região e reduzir impactos até a conclusão definitiva das obras.

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tramita na Alems

Projeto quer permitir sepultamento de animais em jazigos familiares de cemitérios

Proposta afirma que animais de estimação são considerados membros da família em muitos lares e quer regulamentar sepultamento junto aos tutores em cemitérios tradicionais

04/03/2026 16h30

Projeto quer permitir que animais sejam sepultados junto aos tutores em cemitérios tradicionais

Projeto quer permitir que animais sejam sepultados junto aos tutores em cemitérios tradicionais Foto: Reprodução / Alerj

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Um projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) quer permitir que animais sejam sepultados em conjunto em jazigos familiares de cemitérios tradicionais de humanos em Mato Grosso do Sul.

A proposta, de autoria do deputado Lucas de Lima (sem partido) está em análise na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR).

No projeto, é considerado animal de estimação o cachorro, gato ou qualquer outro animal doméstico que mantenha vínculo afetivo reconhecido com a família tutora.

Já o jazigo familiar é o espaço tradicional em cemitérios destinado à sepultura de membros de uma mesma família, com a proposta permitindo a possibilidade de extensão ao sepultamento de seus animais de estimação.

Caso o projeto seja aprovado e a lei sancionada, os cemitérios ficam autorizados a permitir que o animal seja sepultado junto ao dono ou outra pessoa da família humana, porém, mediante a solicitação do titular do jazigo e consentimento formal dos demais cotitulares do jazigo.

O sepultamento de animais de estimação deverá obedecer as seguintes condições:

  • apresentação de declaração de óbito emitida por médico-veterinário;
  • acondicionamento adequado do corpo, em conformidade com a regulamentação da vigilância sanitária;
  • destinação segura de resíduos decorrentes do processo de sepultamento;
  • prevenção de impactos ambientais no solo e águas subterrâneas.

O texto prevê ainda que seja "facultado aos cemitérios a criação de espaços memoriais físicos, tais como placas, columbários ou jardins, e memoriais digitais, com registros virtuais acessíveis por meio eletrônico", como forma de assegurar às famílias o direito de preservar a memória dos animais de estimação sepultados.

Os cemitérios poderão oferecer serviços adicionais de despedida e luto, respeitando-se a diversidade religiosa e cultural, inclusive cerimônias simbólicas ou memoriais de caráter multiespécie.

Justificativa

Na justificativa da proposta, Lucas de Lima cita dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), que aponta que o Brasil possui aproximadamente 168 milhões de animais de estimação, sendo o segundo maior mercado pet do mundo.

"Em milhões de lares, cães, gatos e outros animais são considerados membros da família, compondo o que a doutrina jurídica e a bioética já denominam de família multiespécie", diz o deputado.

"O projeto de lei busca regulamentar uma demanda crescente da sociedade brasileira: o sepultamento digno de animais de estimação, reconhecendo a relevância do vínculo afetivo estabelecido entre humanos e seus companheiros não humanos, além de oferecer uma alternativa sanitária e ambientalmente adequada à destinação de seus corpos", acrescenta, na justificativa da proposta.

Ainda segundo o parlamentar, como atualmente não há regulamentação sobre destinação de animais mortos, frequentemente há o descarte em lixo comum ou terrenos baldios, o que gera riscos ambientais.

"A Organização Mundial da Saúde (OMS, 2022) alerta que até 30% dos resíduos de origem animal descartados de forma inadequada podem contaminar o solo e os lençóis freáticos, comprometendo a saúde pública”, traz a justificativa da matéria. 

Do ponto de vista social, são citadas pesquisas recentes que demonstram que o luto pela perda de um animal de estimação é comparável, em intensidade, ao luto por familiares humanos e que esta situação reforça, segundo o texto, a necessidade de políticas públicas que respeitem a realidade emocional das famílias tutoras.

O deputado ainda ressalta que a prática de sepultamento conjunto de animais de estimação e humanos já é autorizada em alguns municípios, como São Paulo e Rio de Janeiro.

Por fim, é citado que, no campo econômico, a economia pet movimentou mais de R$ 60 bilhões em 2023 no Brasil.

"Essa magnitude revela não apenas a centralidade dos animais de estimação nas famílias, mas também o impacto positivo que a regulamentação poderá gerar no setor funerário, com a criação de novos serviços, empregos e parcerias público-privadas", conclui.

Caso tenha parecer favorável na CCRJ, o projeto de lei irá para discussão e votação no plenário.

 

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