Um homem de 26 anos foi preso em flagrante na manhã desta quinta-feira (27) após invadir a casa de uma mulher, de 25 anos, e agredi-la com golpes de madeira.
O crime ocorreu no bairro Tijuca, em Campo Grande. Além da gravidade dos fatos, o criminoso descumpriu medidas protetivas já solicitadas pela vítima.
Conforme o boletim de ocorrência, uma equipe da Polícia Militar foi acionada ao endereço da vítima após denúncias de violência doméstica.
Ao chegarem no local, os policiais identificaram o suspeito na varanda da casa, discutindo com a vítima que se encontrava no interior da residência.
Ao perceber a presença dos policiais, a mulher gritou que se encontrava trancada no local. A equipe policial então abordou o criminoso, que estava com duas chaves em seus bolsos, sendo uma do portão e outra do quarto onde a vítima estava.
Invasão
A mulher relatou aos agentes que o suspeito invadiu sua casa por volta das 6h da manhã, e logo depois quebrou uma porta de vidro, à procura de um cartão.
Ao confrontar o criminoso sobre seus atos, o homem então a empurrou e passou a agredi-la com golpes de madeira. Depois, ainda trancou a vítima no quarto.
Diante dos relatos, o criminoso foi preso em flagrante e levado para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Campo Grande (Deam).
Após a prisão, a mulher relatou aos policiais que o suspeito possui fácil acesso à arma de fogo, em razão de já ter se envolvido com o tráfico de drogas.
Na delegacia, a vítima solicitou que as medidas protetivas sejam mantidas e pediu uma nova medida protetiva de urgência contra o criminoso.
Após feminicídio de Vanessa, ONU irá avaliar procedimentos da Casa da Mulher Brasileira
A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, anunciou, nesta quinta-feira (27), que a ONU Mulheres - entidade da Organição das Nações Unidas dedicada à igualdade de gênero e ao empoderamento das mulheres - irá avaliar as regras e procedimentos da Casa da Mulher Brasileira a partir de março.
“A partir deste monitoramento [da ONU], vamos reestabelecer quais regras têm que ser colocadas não apenas nos serviços da casa, mas em todos os serviços especializados [de atendimento às mulheres]”, declarou a ministra.
A avaliação será em todas as dez Casas da Mulher Brasileira existentes no Brasil, entre elas, a de Campo Grande.
A manifestação da ministra foi causada por uma pergunta sobre o assassinato da jornalista e servidora do Ministério Público do Trabalho (MPT), Vanessa Ricarte, de 42 anos, morta a facadas pelo ex-noivo, o músico Caio Nascimento, no dia 12 de fevereiro.
O caso ganhou repercussão nacional após divulgação de áudios da vítima, onde ela narrava ter sido tratada com descaso e não ter tido apoio policial solicitado após a concessão de medida protetiva contra o ex. Vanessa morreu horas depois.
Em 2015, Campo Grande foi escolhida para abrigar a primeira Casa da Mulher Brasileira, inaugurada para atender mulheres vítimas de violência, com a proposta de reunir, em um único espaço, todos os serviços especializados (delegacia, juizado, defensoria, promotoria, equipes psicossociais etc).
Desde então, a cidade é apontada como uma referência em relação a este tipo de política pública, mas a efetividade foram colocadas em xeque após o feminicídio de Vanessa, ao qual se seguiu uma série de desabafos de outras vítimas de violência doméstica, que denunciaram que passaram pelo mesmo tratamento no local, algumas afirmando, inclusive, terem sido desencorajadas a denunciar.


