Longe cerca de 423 quilômetros de Campo Grande, a Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (12) em Corumbá a "Operação Impostor", contra um servidor que entrou na mira das autoridades por suspeita de se passar por outro cargo de agente oficial para extorquir motoristas de ônibus em rodovias sul-mato-grossenses.
Na chamada Cidade Branca, a ação contou com apoio da Corregedoria da Receita Federal, com intuito de "reprimir crimes de corrupção e usurpação de função pública envolvendo servidores da Receita Federal do Brasil", segundo a PF em nota.
O alvo, um servidor que ocuparia o cargo de agente de portaria que, entretanto, se apresentava ilegalmente como auditor fiscal ou analista tributário.
Com base em informações preliminares, as investigações colocaram o suposto "impostor" na mira da Polícia Federal, com a suspeita de que esse indivíduo estaria extorquindo motoristas de ônibus que transitavam na BR-262, no trecho entre Corumbá/MS e São Paulo.
Caça ao 'impostor'
Diante do suposto desvio de conduta, os devidos setores da Polícia e Receita Federal foram mobilizados para esse combate à corrupção, para preservar a integridade do serviço público, "garantindo a responsabilização de agentes que utilizem o cargo ou função para benefício pessoal", complementa a nota da Polícia Federal.
Diante da suspeita de práticas criminosas, já que tal conduta configura grave violação aos deveres funcionais e traz sério risco à credibilidade das instituições públicas.
Durante a operação foram cumpridas as medidas judiciais que previam buscas e apreensões, sendo que os materiais encontrados na ação, como aparelhos eletrônicos, entre outros, devem passar por análise para identificação dos demais envolvidos nas práticas criminosas.
Sobre os detalhes desse suposto crime, a PF indica que o "impostor" que não foi identificado supostamente exigia valores das vítimas, que seriam recebidos através da conta bancária de uma pessoa próxima desse investigado.


