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Homem invade subestação, morre eletrocutado e deixa 30 mil sem energia

Incidente ocorreu por volta das 4:30 da madrugada na subestação da Energisa da Vila Progresso e energia só foi totalmente restabelecida duas horas depois

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Um homem ainda não identificado morreu e cerca de 30 mil imóveis ficaram sem energia na madrugada desta segunda-feira (05) em decorrência de uma explosão e um incêndio na subestação de energia da Energisa na Vila Progresso, na região central Campo Grande. 

A suspeita inicial é de que a subestação, nas proximidades do terminal de transbordo do Morenão, tenha sido invadida por um homem para furtar fiação e ele acabou provocando o incidente, morrendo carbonizado. A explosão ocorreu por volta das 04:30 e o clarão do incêndio foi visto a quilômetros de distância e assustou muita gente. 

Devido à explosão, a instabilidade na rede de energia também acabou afetando o abastecimento em outras regiões da cidade, causando oscilações e quedas parciais e momentâneas de energia. 

 

 

Conforme a Energisa, por volta das 6:30 horas o fornecimento havia sido restabelecido em praticamente toda a região ligada à subestação. A empresa não informou o valor do prejuízo causado pelo incidente. 

 

De acordo com bombeiros que atenderam a ocorrência, esta não teria sido a primeira invasão na subestação, que foi instalada na região em 2022. 

Em nota, a concessionária informou que "às 4h30 desta segunda-feira (5/01) tudo indica que houve tentativa de furto de cabos na subestação Campo Grande Progresso, ocasionando curto-circuito dentro da subestação. Mesmo com avisos no entorno alertando sobre equipamentos de alta tensão, houve a tentativa que terminou na morte de uma pessoa. A Energisa lamenta o ocorrido e abrirá investigação para apuração dos fatos através dos órgãos competentes. A concessionária informa ainda que houve interrupção de energia na região, sendo totalmente restabelecida às 6h36 de hoje".

Infraestrutura

Prefeitura vai investir R$ 1,2 milhão para expandir ciclovias em Campo Grande

Projeto quer aumentar 11 km da malha cicloviária da Capital e extensão total pode chegar a 160 km espalhados pela cidade

25/03/2026 17h30

Investimento para ampliação das ciclovias é previsto em R$ 1,2 milhão

Investimento para ampliação das ciclovias é previsto em R$ 1,2 milhão FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A Prefeitura Municipal de Campo Grande quer ampliar a malha cicloviária da Capital em mais 11,4 quilômetros. A autorização para a execução da obra ainda será publicada oficialmente no Diário Oficial Municipal (Diogrande) e o investimento previsto é de R$ 1,2 milhão. 

A obra deve contemplar trechos que vão desde a região do Anhanduizinho até o Prosa, conectando mais pontos da cidade. 

Entre os locais contemplados estão vias da Rua Carandá, Rua da Candelária, Avenida Tamandaré, Avenida Euler de Azevedo, Avenida Gabriel Spipe Calarge e Rua Antônio Rahe. 

O projeto deve ser executado pela empresa que vencer a licitação no momento em que o processo for oficializado no Diogrande, com prazo de 120 dias para conclusão. O investimento é proveniente do Tesouro Municipal e de convênios federais. 

Atualmente, Campo Grande possui 148,32 quilômetros de faixas exclusivas para bicicletas nos 79 bairros da Capital. Destes, 3 quilômetros são de calçada compartilhada, 17,5 quilômetros são de ciclofaixa e 107,6 são de ciclovias. 

Com a nova obra, a extensão das faixas para ciclistas deve chegar próximo a 160 quilômetros, o equivalente à distância de Campo Grande a Maracaju. 

No entanto, as vias deixam a desejar em vários pontos e precisam de reparos em trechos. Os ciclistas da Capital precisam conviver com problemas recorrentes como falta de iluminação, falta de sinalização, falta de pintura, desnivelamento no asfalto, buracos e matagal. 

Além deste projeto, também está prevista a execução de 4,79 km em trechos como a Avenida Nosso Senhor do Bonfim, entre a Avenida Cônsul Assaf Trad e a Avenida Desembargador Leão Neto do Carmo com recursos provenientes de emendas especiais da bancada federal, no valor de R$ 1.500.000,00 e R$ 4.785.919,00.

Além disso, há projeto para requalificação de 8,20 km e implantação de mais 2,36 km de ciclovias em trechos das avenidas Cônsul Assaf Trad, Nelly Martins, Parque Soter e Avenida Zulmira Borba.

Veja quais são as ruas e avenidas que têm ciclovias/ciclofaixas/calçadas compartilhadas:

  • Afonso Pena
  • Duque de Caxias
  • Lúdio Martins Coelho
  • Nasri Siufi
  • Fábio Zahran
  • Costa e Silva
  • Cônsul Assaf Trad
  • Avenida Noroeste - Orla Morena
  • Nelly Martins (Via Park)
  • Rua Petrópolis
  • Cafezais
  • José Barbosa Rodrigues
  • Dom Antônio Barbosa
  • Gury Marques
  • Avenida do Poeta (Parque dos Poderes)
  • Prefeito Heráclito Diniz de Figueiredo
  • BR 262 – indo para o Indubrasil
  • Amaro Castro Lima
  • Rádio Maia
  • Rua da Divisão
  • Rua Graça Aranha
  • Avenida Rita Vieira
  • Rua Vitor Meireles
  • Ernesto Geisel (em frente ao Shopping Norte Sul Plaza)
  • Wilson Paes de Barros
  • Avenida Mato Grosso

O número de ciclovias ou espaço exclusivo para ciclistas é expressamente baixo, visto que, de acordo com o IBGE, Mato Grosso do Sul possui cerca de 5 mil quilômetros de estradas pavimentadas e 8 mil quilômetros de estradas não pavimentadas, um total de aproximadamente 13 mil quilômetros de vias.

Bicicleta como meio de transporte

A pesquisa do Censo 2022: Deslocamentos para o trabalho, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que 12,72% da população apta a trabalhar se locomovia ao seu local de trabalho por meio de bicicleta, o 4º meio de transporte mais utilizado no Estado. 

Segundo o IBGE, em MS, havia 1.030.568 pessoas de 14 anos ou mais ocupadas que se deslocavam para o trabalho pelo menos 3 vezes por semana. A maior parte da população se deslocava através de automóvel até o trabalho, 38,14%, o que corresponde a 393.058 pessoas. Em Campo Grande, a taxa era de 45,84%. 

Em seguida, aparece a motocicleta, veículo utilizado por 21,21% dos trabalhadores sul-mato-grossenses e 17,01% em Campo Grande. Em terceiro lugar, aparece o transporte coletivo, como o ônibus, que é usado por 12,75% dos trabalhadores no Estado e 18,51% dos ocupados em Campo Grande. 

Logo depois, aparece a bicicleta como meio de transporte utilizado para locomoção, onde 131.088 pessoas relataram utilizar em todo o Estado (12,72%). Na Capital, apenas 6,22% dos trabalhadores ocupam esse meio de transporte. 

Comparando com a taxa nacional, Mato Grosso do Sul tem a 3ª maior proporção de pessoas que utilizam a bicicleta para chegar ao local de trabalho, ficando atrás apenas do Amapá (17,1%) e do Acre (13,3%). 

PRESERVAÇÃO

Tribunal de Justiça de MS cria vara especializada na proteção ambiental

Com sede no município de Bonito, a unidade terá atuação exclusiva nas questões ambientais da região

25/03/2026 16h45

Dorival Renato Pavan, presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul

Dorival Renato Pavan, presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul Divulgação / TJMS

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul divulgou, nesta terça-feira (24), a criação da primeira vara especializada em direito ambiental do Estado que será instalada em Bonito.

Representado pelo seu presidente, o desembargador Dorival Renato Pavan, o anúncio foi feito no workshop "O Papel da Lei e dos Juízes" que debate a importância da justiça e da legislação na formalização de acordos ambientais multilaterais.

O painel integra a programação da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP 15 da CMS).

O desembargador Dorival Renato Pavan destacou o papel essencial da justiça na garantia da tutela do meio ambiente.

“Como medida concreta, anunciamos hoje a criação de uma vara especializada em Direito Ambiental e Agrário em Mato Grosso do Sul, com foco no Pantanal e que será instalada na comarca de Bonito. A unidade terá atuação exclusiva nas questões ambientais da região, incluindo outras comarcas, buscando respostas mais rápidas e efetivas".

De acordo com o presidente do Tribunal, ainda não há prazo definido para a implantação da vara especializada, mas afirma que os trabalhos para sua criação já começaram, incluindo estruturação, definição de equipe e apoio do Ministério Público.

Autoridades presentes

O anúncio foi feito durante o workshop que reuniu autoridades do setor jurídico e ambiental, como o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, referência em Direito Ambiental; o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, que assumiu a presidência da COP15, e representantes das Nações Unidas, para debater a aplicação da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Silvestres.

O workshop contou com a participação de Amy Fraenkel, secretária-executiva da CMS (Convenção sobre Espécies Migratórias), e Elizabeth Mrema, subsecretária-geral das Nações Unidas e diretora executiva adjunta do PNUMA.

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