Cidades

OPERAÇÃO DEATH LIST

Homem morto com enteada de 3 anos em MS estava em "lista da morte"

Suspeito de administrar perfil que divulgava pessoas "decretadas" por facção foi preso nesta quinta-feira (3) em Mato Grosso

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O assassinato de Márcio Aparecido da Silva Filho, de 27 anos, conhecido como Márcio Pelé, e da enteada dele, de apenas 3 anos e 8 meses, em Cassilândia, está entre os casos relacionados às chamadas “listas da morte” investigadas pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Nesta quinta-feira (3), um homem apontado como responsável por manter um perfil nas redes sociais utilizado para divulgar nomes de pessoas que estariam "decretadas" para morrer por uma facção criminosa foi preso em Juscimeira, no Mato Grosso. 

A prisão ocorreu durante a Operação Death List, deflagrada pela Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos (UICC) do MPMS.

Segundo o Ministério Público, o perfil investigado publicava listas com nomes, fotografias, apelidos e cidades de residência de pessoas apresentadas como alvos de uma organização criminosa. A maioria das vítimas mencionadas nas publicações vivia em municípios do interior de Mato Grosso do Sul.

Duas pessoas que tiveram os nomes expostos nas redes sociais foram posteriormente assassinadas. Conforme informado pelo MPMS, em um dos episódios a vítima morreu juntamente com uma criança de três anos.

O caso corresponde ao ataque ocorrido em Cassilândia no início de agosto, quando Márcio Pelé e a enteada foram mortos a tiros dentro de um Fiat Uno, na Vila Pernambuco.

Relembre

Márcio e a criança estavam no veículo na noite de 1º de agosto quando foram surpreendidos pelos disparos, no cruzamento das ruas Nestor Alves Barbosa e João Cristino da Silva.

O automóvel ficou com diversas perfurações provocadas pelos tiros, principalmente na região do motorista, e cápsulas de munição foram encontradas nas proximidades.

Outra criança, de 12 anos, foi atingida por estilhaços e encaminhada para atendimento na Santa Casa de Cassilândia.

Desde os primeiros levantamentos, a principal suspeita era de que Márcio fosse o alvo da execução. A Polícia também passou a investigar uma possível ligação do crime com a disputa entre integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) em Mato Grosso do Sul.,

Quatro dias depois do assassinato, em 5 de agosto, equipes do Batalhão de Polícia Militar de Choque localizaram suspeitos na zona rural de Cassilândia.

Durante a ação, dois homens morreram em confronto com os policiais. Um deles foi identificado como Joabi Gonçalves Andrade da Silva, de 26 anos, conhecido como “Sucuri”, apontado à época como autor do duplo homicídio.

O outro morto foi Pedro Henrique Silva Barbosa, de 40 anos, conhecido como “Pedrinho”, que estava foragido do sistema prisional. Um terceiro homem, Kewerson Borges Viana, foi preso durante a operação e possuía mandado de prisão em aberto.

Na ocasião, foram apreendidos revólveres calibres .38, .32 e .22, uma espingarda calibre .22, além de munições e drogas. A ocorrência fez parte da Operação Protetor.

*Colaborou João Pedro Flores* 

Em MS

Carga de 7,14 toneladas de maconha é encontrada às margens da BR-163

Fardos foram encontrados durante buscas em uma propriedade rural próxima ao km 98 da rodovia

03/09/2026 12h00

Entorpecente estava escondido em uma área de mata e foi localizado depois que policiais perceberam um volume atípico coberto por lonas

Entorpecente estava escondido em uma área de mata e foi localizado depois que policiais perceberam um volume atípico coberto por lonas Foto: Divulgação PRF

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Uma ação integrada entre a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Polícia Federal e a Força Tática do 12º Batalhão da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul resultou na apreensão de 7.140 quilos de maconha, na noite da última terça-feira (1º), em uma propriedade rural de Itaquiraí, na região sul do estado.

Por volta das 22h30, durante deslocamento pela BR-163, as equipes visualizaram duas caminhonetes trafegando em alta velocidade e realizando ultrapassagens perigosas, chamando a atenção dos oficiais.

De acordo com as forças de segurança, as manobras colocavam em risco a segurança dos demais usuários da rodovia.

Nas proximidades do quilômetro 98, os condutores fizeram uma conversão brusca e acessaram uma propriedade rural às margens da BR-163. A suspeita é de que a manobra tenha sido realizada com o objetivo de evitar uma abordagem policial.

Diante da atitude suspeita, os agentes iniciaram buscas no local, que possuía acesso livre. As equipes, no entanto, não localizaram os veículos nem os ocupantes das caminhonetes.

Durante a vistoria, os policiais perceberam, próximo a uma área de vegetação, lonas plásticas cobrindo um volume considerado atípico. Na verificação, foram encontrados diversos fardos de maconha escondidos no local.

 

 

A carga encontrada foi encaminhada à Delegacia da Polícia Federal em Naviraí, onde passou por pesagem e totalizou 7,14 toneladas da droga. 

As investigações prosseguem para identificar os responsáveis pelo transporte e pelo armazenamento do entorpecente.

MATO GROSSO DO SUL

Incra reconhece área quilombola em ilha no Rio Paraguai

Edital estabelece prazo de 90 dias para contestações ao Relatório Técnico de Identificação e Delimitação, no processo administrativo de regularização fundiária do território quilombola

03/09/2026 11h45

Em 2010 a Comunidade Ribeirinha Família Osório obteve a certificação expedida pela Fundação Cultural Palmares

Em 2010 a Comunidade Ribeirinha Família Osório obteve a certificação expedida pela Fundação Cultural Palmares Reprodução/QuilombosCorumbá/Santos (2024)

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Localizado no município de Corumbá, o Quilombo Família Ozório teve seu reconhecimento aprovado preliminarmente pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), comunidade ribeirinha essa que habita também uma região insular e vive há décadas diretamente em contato com o Rio Paraguai.

Conforme o texto publicado hoje (03) em edição do Diário Oficial Eletrônico do Mato Grosso do Sul, a identificação e delimitação desse território foi baseada em estudos, bem como demais levantamentos e documentos relacionados ao caso, que compuseram um Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) alusivo à citada comunidade que foi aprovado pelo Incra em reunião realizada em 11 de julho de 2026. 

Nessa ocasião, o Comitê de Decisão Regional do Incra-MS aprovou esse relatório e reconheceu, em caráter preliminar, um território com área medida de 138,6782 ha (cento e trinta e oito hectares, sessenta e sete ares e oitenta e dois centiares). 

Este edital do Incra, que será publicado duas vezes consecutivas nos Diários Oficiais da União e do MS, além de afixado na sede da Prefeitura Municipal de Corumbá, estabelece o prazo de 90 dias para que detentores de títulos de domínio incidentes em tal área, bem como aos demais ocupantes, confinantes e terceiros interessados, portadores de eventuais títulos de domínio incidentes na área, ou que nela exerçam atos de posse mansa e pacífica para apresentarem suas contestações ao Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID).

Nesse processo administrativo que trata da regularização fundiária do território quilombola, contestações instruídas com as devidas provas pertinentes deverão ser enviadas para o endereço de e-mail [email protected] ou encaminhadas para a Superintendência Regional do INCRA em MS, que fica na Rua Jornalista Belizário Lima, N° 263 em Campo Grande. 

Comunidade Quilombola

Ocupado à margem direita do Rio Paraguai desde 1985, Miguel Ozório e Ercília Rodrigues Ozório chegaram ao local em uma época em que essa região ribeirinha era pouco habitada, sem serviço de água ou energia, tendo trabalhado em um barco pesqueiro até residirem em uma área ribeirinha conhecida como Ilha de Chané (próxima à serra do Amolar). 

Batizada de Associação Quilombola Família Ozório (Aquirrio), em memória ao patriarca falecido em 1988, essa comunidade sobreviveu com o passar do tempo da caça, pesca feita em barco a remo e alguns trabalhos temporários, como os peões em fazendas pantaneiras. 

Plantando a própria roça e criando também porcos e galinhas, com alimentos que abasteciam a família e também eram comercializados ou produtos de escambo com mascates. Durante 15 anos na Ilha de Chané, somente em um não houve enchente, intempérie climática essa que sempre destruía a plantação. 

Após perderem a casa em 1974, mudaram-se para a fazenda Porto São Pedro. A Ilha do Pescador, à margem direita do Rio Paraguai e distante cerca de 15 quilômetros do Porto Geral de Corumbá, foi ocupada entre 1980 e 1984, até outra enchente levar a família a residir na área urbana da popular Cidade Branca. 

Somente em 2010 a Comunidade Ribeirinha Família Osório obteve a certificação expedida pela Fundação Cultural Palmares, a partir de quando o Incra deu início aos estudos que levaram à elaboração do RTID da Aquirrio. 

Com relações econômicas ligadas predominantemente à pesca e a agricultura familiar, essa comunidade possui inclusive uma política interna em que seus membros elegem a presidência da Aquirrio a cada dois anos. 

 

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