Cidades

RIO VERDE DE MT (MS)

Homem reage a abordagem e acaba morto pelo Choque no interior

"Zaroio", de 48 anos, tinha passagens pela polícia por tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, ameaça e indícios de vínculo com organização criminosa

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Homem, de 48 anos, popularmente conhecido como "Zaroio", morreu em confronto com policiais militares do Batalhão de Choque (BPMChoque), na manhã desta quarta-feira de Cinzas (18), em Rio Verde de Mato Grosso, município localizado a 203 quilômetros de Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, os militares deram voz de abordagem ao indivíduo, mas, ele desobedeceu e disparou contra os policiais. Em seguida, os policiais revidaram, balearam e desarmaram o rapaz.

Ele foi socorrido pelos militares e encaminhado a unidade hospitalar do município, mas, não resistiu aos ferimentos e faleceu.

Em nota enviada à imprensa, o Choque não detalhou a dinâmica do confronto, ocasião, local e crime cometido momentos antes da abordagem. Coletiva de imprensa está marcada para as 15h30min desta quarta-feira (18) para detalhar o confronto.

Polícia Civil e Polícia Científica estiveram no local dos fatos para preservar o local, recolher os indícios do confronto e realizar a perícia.

"A ocorrência foi formalmente registrada, sendo adotadas todas as providências legais e administrativas pertinentes, incluindo a preservação do local dos fatos, acionamento da perícia técnica, apreensão dos instrumentos relacionados ao evento e comunicação às autoridades competentes, em observância aos protocolos institucionais", informou o Batalhão de Choque por meio de nota.

"Zaroio" tinha passagens pela polícia por tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, ameaça e indícios de vínculo com organização criminosa.

ESTATÍSTICA

Ao todo, 15 pessoas morreram em confronto com agentes de Estado, entre 1º de janeiro e 18 de fevereiro de 2026, em Mato Grosso do Sul.

Em 2025, foram 68 mortes. Desse número, 10 óbitos ocorreram em janeiro, 8 em fevereiro, 2 em março, 10 em abril, 4 em maio, 9 em junho, 4 em julho, 7 em agosto, 4 em setembro, 5 em outubro, 5 em novembro e 1 em dezembro.

Mortes registradas em confronto policial são classificadas como homicídio decorrente de oposição à intervenção policial.

O confronto entre forças de segurança governamentais e grupos armados ocorrem em situações de abordagem policial, roubos, flagrantes de tráfico de drogas, policiamento ostensivo em bairros, entre outras ocorrências.

neste sábado

Abertura da Campanha da Fraternidade terá show da banda Rosa de Saron em Campo Grande

Com o tema "Fraternidade e Moradia", solenidade na Capital será no dia 21 de fevereiro, no Parque das Nações Indígenas

18/02/2026 13h29

Rosa de Saron fará o show da abertura da Campanha da Fraternidade em Campo Grande

Rosa de Saron fará o show da abertura da Campanha da Fraternidade em Campo Grande Foto: Divulgação

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A solenidade de abertura da Campanha da Fraternidade 2026 em Campo Grande será realizada no dia 21 de fevereiro, a partir das 17h, no Parque das Nações Indígenas. A solenidade contará com missa celebrada pelo arcebispo metropolitano Dom Dimas Lara Barbosa e show da banda Rosa de Saron.

Neste ano, com tema da campanha é "Fraternidade e Moradia", e o lema bíblico"Ele veio morar entre nós" (Jo 1,14), a Igreja Católica convida as comunidades, pastorais e grupos a refletirem sobre a dignidade da moradia como direito fundamental, iluminando a vivência da fé e da solidariedade.

Segundo a Arquidiocese de Campo Grande, a solenidade começará às 17h com a abertura oficial. A missa será celebrada às 18h e o show está previsto para 19h30.

Campanha da Fraternidade

 

A Campanha da Fraternidade é apresentada anualmente pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) como caminho de conversão quaresmal.

A cerimônia de lançamento nacional será na sede da CNBB, em Brasília (DF), a partir das 10h, nesta Quarta-Feira de Cinza, e será transmitida pelas redes sociais da CNBB.

A cerimônia contará com a participação do secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoerpers, e do secretário-executivo de Campanhas da CNBB, padre Jean Poul Hansen, e contará com apresentação do tema e do lema, além do convite à participação das comunidades durante o tempo da Quaresma.

Conforme a CNBB, a Campanha da Fraternidade chama atenção para dados alarmantes da realidade habitacional brasileira, onde 6,2 milhões de famílias não têm moradia adequada e cerca de 328 mil pessoas vivem em situação de rua.

"Para a Campanha, a casa é a porta de entrada para todos os demais direitos. Sem moradia, faltam segurança, saúde, educação e dignidade. Inspirada na Encarnação de Cristo "Ele veio morar entre nós" -, a proposta convida à conversão pessoal e social", diz a CNBB.

A Campanha da Fraternidade é celebrada nacionalmente desde 1964, sendo um modo de a Igreja Católica no Brasil celebrar o Tempo da Quaresma, que são os 40 dias em preparação para a Páscoa, com atitudes de oração, jejum e caridade.

O ponto alto da campanha é a Coleta da Solidariedade, realizada em todas as comunidades do Brasil no Domingo de Ramos.

Fatalidade

Corpo encontrado no Parque das Nações Indígenas é identificado

A vítima estava desaparecida desde o dia 7 de fevereiro

18/02/2026 12h53

Crédito: Gerson Oliveira / Correio do Estado / Reprodução Redes Sociais

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O corpo encontrado no Parque das Nações Indígenas, na segunda-feira (16), foi identificado como José Carlos Duarte da Silva, de 55 anos. Ele estava desaparecido desde o dia 7 de fevereiro.

A filha de José informou que, na última vez em que viu o pai, ele usava uma camisa do Corinthians, bermuda preta e chinelos, no bairro Coronel Antonino, onde residia com um amigo.

Como acompanhou o Correio do Estado, um vendedor ambulante que trabalha há cerca de um mês no sinaleiro entre a Avenida Nelly Martins e a Rua Antônio Maria Coelho encontrou, na tarde de segunda-feira (16), o corpo de um homem no Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande.

Entenda

“Do nada, eu olhei para lá e parecia uma pedra. Pensei: ‘Está diferente, parece uma pessoa deitada, né?’”, contou o vendedor.

Ao se aproximar, ele identificou o corpo do homem, deitado de lado, com o braço estendido. Ele chegou até o meio do córrego, jogou uma pedra e, ao se aproximar mais, sentiu um odor forte.

“Gritei: ‘Ô, ô, senhor’. Aí, na hora em que pulei para o outro lado para chegar mais perto, senti um cheiro muito ruim, muito forte. Voltei e pedi para o meu monitor ligar para a polícia e para o Corpo de Bombeiros, para resgatar o corpo.”

Ele permaneceu no local até a chegada da Polícia Civil, quando foi liberado. Também estiveram no local uma equipe da Polícia Militar, que acompanhou a ocorrência.

 

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