Cidades

Saúde

Hospital de Câncer ganha nova UTI e amplia atendimento de alta complexidade

Ampliação foi viabilizada por investimentos do Governo do Estado e da iniciativa privada

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A rede de atendimento oncológico de Mato Grosso do Sul ganhará um reforço de 20 novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A ampliação da estrutura do Hospital de Câncer Alfredo Abrão (HCAA), referência no tratamento da doença no Estado, aumenta a capacidade de atendimento de pacientes em estado grave e fortalece a assistência de alta complexidade oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A nova unidade será inaugurada na próxima quinta-feira (7).

O novo Centro de Terapia Intensiva (CTI), instalado no segundo andar da unidade hospitalar, foi viabilizado por uma parceria entre o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES), e a iniciativa privada. Cerca de 70% dos recursos destinados à implantação do pavimento foram investidos pelo Estado, enquanto a etapa final da obra recebeu aporte de R$ 1,25 milhão de uma cooperativa de crédito, por meio de seu fundo social.

Com a conclusão dos investimentos, o hospital passa a contar com uma estrutura equipada para atender pacientes oncológicos em estado crítico. A unidade dispõe de 20 leitos de terapia intensiva, áreas de isolamento, equipamentos de alta complexidade e infraestrutura voltada à assistência especializada.

Segundo a presidente do Hospital de Câncer Alfredo Abrão, Sueli Lopes Telles, a ampliação representa um avanço na qualidade da assistência prestada aos pacientes. "A entrega da nova ala reafirma o compromisso permanente com a inovação, a humanização e a excelência no atendimento, oferecendo um SUS com qualidade comparável à da rede privada e proporcionando um tratamento mais digno aos pacientes com câncer de Mato Grosso do Sul", afirmou.

Parceria

A implantação da nova ala foi resultado da atuação conjunta entre o poder público e o Sicredi. De acordo com o hospital, a maior parte dos investimentos foi realizada pelo Governo do Estado, responsável por aproximadamente 70% dos recursos empregados na obra.

A etapa final foi concluída após a doação de R$ 1,25 milhão feita pela cooperativa de crédito, por meio de seu Fundo Social, programa que destina parte dos resultados das cooperativas ao financiamento de projetos de interesse coletivo. Em reconhecimento à parceria, o espaço recebeu o nome de Ala Cooperação.

A inauguração oficial do novo Centro de Terapia Intensiva está marcada para as 10h da próxima quinta-feira (7), no Hospital de Câncer Alfredo Abrão, em Campo Grande.

A cerimônia deve reunir representantes do Governo do Estado, dirigentes do hospital, integrantes da cooperativa de crédito, profissionais da saúde e demais convidados.

raio-x

Mato Grosso do Sul tem dois policiais militares para cada 1 mil habitantes

Raio-X das Forças de Segurança Pública do Brasil aponta que há déficit no efetivo das polícias Militar e Civil em MS

04/08/2026 18h44

Polícia Militar opera com 56,1 da capacidade

Polícia Militar opera com 56,1 da capacidade Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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Para cada 1 mil habitantes, Mato Grosso do Sul tem 2 policiais militares e menos de um bombeiro e policial civil, conforme a segunda edição do Raio-X das Forças de Segurança Pública do Brasil, estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgado nesta terça-feira (4).

Os dados têm como ano-base 2025 e apontam que, na soma de todas as corporações, somando também perícia oficial e Polícia Penal, o efetivo é de 14.022 no Estado.

A pesquisa mostra ainda que há déficit nas polícias em Mato Grosso do Sul.

Os cálculos sobre o déficit de policiais são feitos com base nas diferenças entre o tamanho real da corporação e os efetivos previstos pelos governos em lei ou planejamentos orçamentários. Os pesquisadores ponderam, no entanto, que nem sempre esses números estão atualizados em relação à demanda. "É o que cada Estado define como o seu ideal. Não existe uma métrica internacional para isso", diz Lima.

Com relação à Polícia Militar, o efetivo existente, de 5.948 policiais, corresponde a 56,1% do previsto, que é de 10.602. Na Polícia Civil, há 1.945 policiais em atuação, enquanto o efetivo previsto é de 2.970.

"Esses números sugerem que as polícias estaduais - responsáveis pela maior parte do policiamento ostensivo e da investigação criminal no país - seguem operando em ritmo de reposição mínima, sem ampliação substantiva de sua capacidade operacional, o que pode ser explicado em função dos limites fiscais para sua expansão", apontam os pesquisadores.

No caso da Polícia Civil, que tem o segundo maior efetivo entre as forças de segurança e opera hoje com 65,5% de sua capacidade ideal, o déficit acompanha o que ocorre em todo o Brasil. "É preocupante e revela cenário crítico de defasagem institucional em todo o território nacional", diz a pesquisa.

O quadro gera alertas especialmente por causa do contexto de avanço dos golpes, dos feminicídios e do crime organizado, para os quais o policiamento ostensivo tem efeito limitado e frentes mais especializadas trazem respostas mais efetivas.

"Está faltando investigação criminal no Brasil", afirma Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum.

Em relação à remuneração, a média bruta da PM de Mato Grosso do Sul é de R$ 9.145,13, enquanto a da Polícia Civil é de R$ 14.567,67.

Além das polícias e Corpo de Bombeiros, a pesquisa aponta que, a nível estadual, as guardas municipais são a quarta força de segurança com mais agentes, atrás da PM, Polícia Civil e Polícia Penal. No Brasil, a guarda é a segunda maior força em efetivo.

A pesquisa aponta que há um crescimento das guardas, mas que falta controle, destacando que ao longo dos últimos anos, as guardas têm passado a ser cada vez mais beligerantes e infladas pelas prefeituras, em espécie de "municipalização da segurança pública", mas que isso não necessariamente tem se revertido em mais controle da atividade dos agentes.

"Esse é um desafio, ainda mais com a possibilidade de a PEC (Proposta de Emenda à Constituição apresentada pelo governo federal) da Segurança ser votada (no Senado) ainda neste semestre, com texto que atribui mais papel a elas (guardas) na segurança pública", disse Lima.

 

Infraestrutura

Prefeitura vai gastar R$ 25,7 milhões em massa asfáltica para tapa-buracos em Campo Grande

Contrato com vigência de 12 meses prevê a compra de 47,8 mil toneladas de CBUQ por dispensa de licitação e poderá recuperar cerca de 664,5 mil metros quadrados de pavimento em Campo Grande.

04/08/2026 18h02

Equipe realiza operação tapa-buracos em uma das principais vias de Campo Grande durante serviço de recuperação do pavimento. A Prefeitura reforçou os trabalhos após ampliar, em caráter emergencial, os contratos de manutenção asfáltica.

Equipe realiza operação tapa-buracos em uma das principais vias de Campo Grande durante serviço de recuperação do pavimento. A Prefeitura reforçou os trabalhos após ampliar, em caráter emergencial, os contratos de manutenção asfáltica. Foto: Prefeitura de Campo Grande.

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A Prefeitura de Campo Grande vai investir R$ 25.747.496,40 na compra de 47.857,80 toneladas de Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), material utilizado na recuperação do asfalto, para reforçar a Operação Tapa-Buracos e outras ações de manutenção da malha viária.

A contratação, realizada por dispensa de licitação, terá vigência de 12 meses e foi oficializada em publicação no Diário Oficial do Município (Diogrande) desta segunda-feira (3).

Conforme o termo de adjudicação e homologação publicado no Diogrande, a contratação direta foi realizada em favor do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Região Central de Mato Grosso do Sul (Consórcio Central), responsável pelo fornecimento da massa asfáltica.

Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), o material abastecerá as empresas credenciadas para executar a Operação Tapa-Buracos e também será utilizado por uma nova frente própria da Secretaria, garantindo o fornecimento contínuo do insumo para a restauração e manutenção das vias urbanas.

A contratação também ocorre em meio à reestruturação da Operação Tapa-Buracos promovida pela Prefeitura. Após a paralisação dos serviços executados pela Construtora Rial, investigada na Operação Buraco Sem Fim, a Sisep autorizou, em caráter emergencial, a ampliação da atuação da RR Barros Serviços e Construções Ltda.

Com a medida, a empresa passou a atender também as regiões do Anhanduizinho, Bandeira, Segredo e Imbirussu, enquanto o município conclui um novo processo licitatório e o credenciamento de empresas por meio do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Região Central de Mato Grosso do Sul (Consórcio Central-MS).

Procurada pelo Correio do Estado, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) informou que a contratação foi realizada com fundamento no artigo 75, inciso XI, da Lei Federal nº 14.133/2021, dispositivo que prevê a dispensa de licitação nas hipóteses estabelecidas pela legislação.

Segundo a pasta, todo o procedimento observou os requisitos legais previstos na nova Lei de Licitações.

O contrato prevê o fornecimento do material ao longo de um ano, período em que o CBUQ será empregado conforme o cronograma operacional da Sisep.

A definição das regiões e bairros atendidos seguirá critérios técnicos, como o estado de conservação das vias, o volume de tráfego e as demandas identificadas pelas equipes responsáveis pelo monitoramento da malha viária.

Embora o material tenha como destinação inicial a Operação Tapa-buracos, a Secretaria informou que o contrato também permitirá sua utilização em outras frentes de recuperação do pavimento, conforme as necessidades operacionais da pasta.

Pelas estimativas técnicas da Sisep, o volume contratado permitirá recuperar aproximadamente 664,5 mil metros quadrados de pavimento, considerando a aplicação do CBUQ com espessura média de três centímetros. A extensão em quilômetros, no entanto, dependerá da largura das vias e das características de cada intervenção executada.

Com o novo contrato, a Prefeitura pretende evitar a interrupção do abastecimento de CBUQ, considerado essencial para a manutenção da malha viária, especialmente durante períodos de maior desgaste provocado pelas chuvas e pelo intenso fluxo de veículos.

A conservação das ruas figura entre as principais demandas da população de Campo Grande. Buracos em vias de grande circulação frequentemente motivam reclamações de motoristas, comerciantes e moradores, além de aumentar os custos com manutenção de veículos e os riscos de acidentes.

Com o novo investimento, a administração municipal pretende ampliar o ritmo das ações de recuperação do pavimento ao longo dos próximos 12 meses.

O investimento ocorre em meio às constantes reclamações da população sobre as condições da malha viária de Campo Grande. Buracos em vias de grande circulação têm provocado transtornos a motoristas, motociclistas e comerciantes, além de aumentar os custos com manutenção de veículos e os riscos de acidentes.

Com a contratação de R$ 25,7 milhões para aquisição de massa asfáltica, a expectativa é que o reforço no fornecimento do insumo permita ampliar o ritmo dos reparos e reduza um problema que há anos figura entre as principais demandas dos campo-grandenses

Operação reforçada

A contratação ocorre em meio à ampliação da Operação Tapa-Buracos promovida pela Prefeitura nas últimas semanas. Segundo a Sisep, o reforço das equipes aumentou a capacidade de atendimento da operação, e a expectativa é ampliar ainda mais o número de frentes de trabalho ao longo de agosto.

Com o fornecimento garantido de CBUQ, a administração municipal pretende assegurar o abastecimento de material necessário para dar continuidade aos serviços de recuperação da malha viária em diferentes regiões de Campo Grande.

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