Cidades

ALTERNATIVA

Hospital de Câncer vai concentrar serviço de radioterapia na Capital

Se os 277 pacientes continuarem na fila, cada um poderá receber R$ 60 mil de multa

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O Hospital de Câncer Alfredo Abrão (HCAA) deverá concentrar todo o atendimento de radioterapia aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) de Campo Grande. A previsão é de que a mudança no serviço – atualmente também prestado pela Santa Casa, por meio de convênio com a clínica particular Radius – seja concretizada nas próximas semanas, até o dia 15 de agosto.

Por enquanto, o hospital atende 120 pacientes por mês e recebe aproximadamente R$ 380 mil (R$ 250 mil destinados a partir do dia 12 de julho, quando a Santa Casa abriu mão de prestar o serviço em nova contratualização estabelecendo o repasse total de R$ 2,850 milhões), mas, para expandir a quantidade de pessoas assistidas, a unidade deverá passar a receber mais R$ 250 mil. 

O Hospital de Câncer informou que realiza estudo técnico-operacional, além de ampliação de equipe e abertura de novos turnos, e está em tratativas com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) para verificar a possibilidade e viabilidade de ampliar a oferta de vagas na radioterapia. Porém, o hospital precisa formalizar a nova contratualização para aumentar a prestação do serviço. 

A unidade, que é exclusiva para pacientes com câncer, tem um novo equipamento em operação desde novembro do ano passado (começou a ser instalado em maio de 2017) e atende, em média, 85 pacientes por mês. Porém, por conta da ampliação de estações de trabalho e da equipe médica e física, já havia previsão de o HCAA expandir a capacidade operacional dos serviços para entre 100 e 130 pacientes por dia. 

Mesmo assim, a quantidade ainda não seria suficiente para zerar a fila de espera, que atualmente é de 277 pacientes que aguardam chamada do Sistema de Regulação de Vagas (Sisreg), de acordo com dados da Defensoria Pública do Estado. Na Capital, apenas o HCAA atende exclusivamente pacientes do SUS, a Radius é uma clínica particular, contratada para prestar serviço terceirizado para a Santa Casa.

“A Radius parou de receber novos casos desde o dia 30 de junho. A fila está lá aumentando. Só o Hospital de Câncer recebe novos pacientes. Estamos estudando a possibilidade de assumirmos tudo, o repasse e os pacientes. Precisamos ver o impacto que isso vai causar, o quanto vamos ter de ampliar para absorver, se vai dar certo atender tudo ou se vamos ter de repassar para a Radius”, explicou o diretor-geral do HCAA, Marcelo dos Santos Souza. A fila, estima o diretor, não deve ser extinta imediatamente. “Em curto prazo, dentro de 3 ou 4 meses. É um plano viável”, finalizou o médico.

SANTA CASA

Duas semanas após ter formalizado aditivo de R$ 2,850 milhões no contrato de repasse mensal – que já era de R$ 20,3 milhões – para atender pacientes do SUS, a Santa Casa desistiu de manter atendimento para quem faz tratamento contra o câncer e precisa de radioterapia. A decisão veio à tona ontem, mas foi anunciada pelo maior hospital de Mato Grosso do Sul na sexta-feira (26), durante reunião convocada pela Defensoria Pública do Estado para discutir o fim da fila para o tratamento.

Ocorre que a verba extra disponibilizada pela União (R$ 1,1 milhão) e Secretaria de Estado de Saúde (R$ 1,750 milhão) deveria ser usada para ativar 100% da Unidade de Trauma e também em serviços adicionais – 160 cirurgias eletivas de pequena e média complexidade, 20 de alta e outras 20 oncológicas. Além disso, outros 34 leitos devem ser disponibilizados para a área de clínica médica e alguns serviços de exames também estão incluídos no “pacotão de serviços novos”. Ou seja, ao mesmo tempo em que o hospital recebe recursos a mais para expansão de serviços, outros são fechados.

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), responsável por fazer os repasses, informou que a Santa Casa disse apenas não ter condições de manter o convênio com a clínica Radius – terceirizada responsável pela radioterapia há aproximadamente seis anos. “O hospital alega que entrou no serviço para tentar ajudar, foi essa a desculpa. Como é de fora da Santa Casa, eles entram só com o nome, não é coisa deles, pediram para sair. Mas lá tem outros serviços terceirizados, é quase tudo terceirizado, diagnóstico de imagens, cateterismo”, explicou o superintendente de Relações Institucionais da Sesau, Antônio Lastória.

Na reunião mediada pelo defensor público Nilton Marcelo de Camargo, do Núcleo Regional de Atenção à Saúde (Naspi), a Santa Casa manifestou desinteresse em continuar oferecendo o serviço de radioterapia. 

Mesmo sem contratualização com a clínica Radius, os pacientes que iniciaram o tratamento de radioterapia até 30 de junho deste ano continuarão a ser assistidos na unidade. A Santa Casa foi procurada e confirmou a intenção de encerrar a oferta de radioterapia. Mas o hospital garante que o serviço de quimioterapia para aproximadamente 1 mil pacientes será mantido.

“A esperada ampliação da oferta de vagas em radioterapia possibilitará, a médio prazo, a retomada da regularidade do serviço e uma melhor gestão do número de pacientes que aguardam chamada do Sisreg para início do tratamento de radioterapia”, afirmou Camargo.

Com base no estudo técnico já em andamento, caso a capacidade técnico-operacional do Hospital de Câncer seja excedida, os pacientes poderão ser transferidos para a Radius, “mediante contratualização entre eles, com a finalidade de assegurar a oferta de vagas em radioterapia para todos os pacientes”, afirma ata da reunião.

Eleições 2026

Segundo turno: saiba como consultar local de votação para domingo

Checagem pode ser feita no-Título, Autoatendimento Eleitoral e ChatVot

23/10/2026 19h00

Mulher votando nas Eleições 2026

Mulher votando nas Eleições 2026 Foto: Paulo Ribas

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Os 158 milhões de eleitores que vão às urnas neste domingo (25) para escolher o próximo presidente da República precisam checar o endereço da seção eleitoral antes de sair de casa. 

A orientação do Tribunal Superior Eleitoral é que os eleitores confiram, com antecedência, os locais de votação nos canais oficiais.

Aplicativo e-título

O aplicativo e-título pode ser baixado de forma gratuita em celulares Android e iOS nas lojas oficiais. Para consultar o local de votação é só abrir o aplicativo, digitar os dados solicitados e selecionar a opção “onde votar”. Vai aparecer a zona e a seção eleitoral com o endereço. É possível inclusive traçar a rota de como chegar ao local. 

Autoatendimento Eleitoral

O Autoatendimento Eleitoral está acessível nos postos do TSE e dos tribunais regionais eleitorais (TREs) de cada estado. Alí é possível consultar o local de votação em “onde votar”, além de outros serviços, como regularização de pendências, atualização de dados e emissão de documentos de forma remota, sem precisar comparecer a um cartório eleitoral.

O ChatVote é o assistente virtual da Justiça Eleitoral. Ele usa inteligência artificial para responder dúvidas e orientar sobre os serviços disponíveis. Também pode ser acessado na página do TSE. O ChatVote fica no lado esquerdo da página, na parte inferior. É um desenho de uma urna com olhinhos. É só clicar nela e fazer a pergunta. 

A votação do segundo turno ocorre no próximo dia 25 de outubro. As seções ficam abertas de 8h às 17h. O eleitor vai votar desta vez apenas para presidente da República e, em alguns estados, para governador. A disputa local ocorre no Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins.

Fontes oficiais

Mesmo que o eleitor tenha consultado o local de votação com antecedência, ele deve verificar novamente a informação no dia da eleição.

Outra dica é votar pela manhã, para ter mais tempo de se deslocar caso a seção eleitoral tenha mudado de lugar.

Além disso, é importante ficar atento. Nos últimos dias, têm circulado diversas mensagens em grupos de WhatsApp ou nas redes sociais com links não oficiais sobre locais de votação.

Educação

IFMS destina R$ 22 mil para criar e fortalecer empresas juniores nos dez campi

Recursos serão distribuídos em duas linhas de fomento, com auxílios de até R$ 2,5 mil por projeto; inscrições ficam abertas até agosto de 2027

23/10/2026 18h15

Divulgação/IFMS

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O Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) vai destinar R$ 22 mil para incentivar a criação e o fortalecimento de Empresas Juniores ligadas aos cursos de graduação da instituição.

O recurso será distribuído entre os dez campi por meio de um processo seletivo aberto para estudantes e professores orientadores.

Do total, R$ 12 mil serão destinados ao fortalecimento de Empresas Juniores já reconhecidas pelo IFMS. Nessa modalidade, poderão ser selecionadas até seis propostas, com auxílio de até R$ 2 mil para cada projeto.

Os outros R$ 10 mil serão destinados à criação de novas Empresas Juniores. Poderão ser aprovadas até quatro propostas, com repasse de até R$ 2,5 mil por projeto.

Os recursos poderão ser usados na compra de materiais de consumo, pagamento de taxas e contratação de serviços de terceiros. No caso das empresas já existentes, também será permitida a aplicação do dinheiro na regularização de pendências fiscais.

As Empresas Juniores são associações civis administradas por estudantes de graduação, voltadas ao desenvolvimento de projetos e serviços que contribuam para a formação acadêmica e profissional. A iniciativa também busca estimular o empreendedorismo e aproximar as atividades de ensino, pesquisa, extensão e inovação do setor produtivo.

Inscrições

As propostas devem ser cadastradas exclusivamente pelo Sistema Unificado de Administração Pública (Suap) até 31 de agosto de 2027.

O cadastro deverá ser realizado pelo professor orientador, responsável por apresentar informações sobre o projeto, integrantes da equipe, planos de aplicação e desembolso, além da documentação exigida pelo edital.

Para o fortalecimento de Empresas Juniores já reconhecidas, será necessário apresentar o Termo de Reconhecimento emitido pelo IFMS e o comprovante de inscrição e situação cadastral no CNPJ.

No caso de criação de novas empresas, entre os documentos exigidos estão o termo de compromisso dos estudantes, parecer da coordenação do curso autorizando a abertura e autorização para utilização de espaço físico e infraestrutura do campus.

Regras

O coordenador da proposta deve ser servidor docente do IFMS e dedicar entre cinco e oito horas semanais ao projeto. Também é necessário manter o currículo atualizado na Plataforma Lattes nos seis meses anteriores à inscrição e não ter pendências junto às áreas de ensino, pesquisa e extensão da instituição. Cada professor poderá apresentar apenas uma proposta.

A seleção será dividida em duas etapas. A primeira será eliminatória, com análise da documentação apresentada. Na segunda, as propostas serão classificadas de acordo com o mérito do projeto e o perfil do coordenador.

Entre os critérios de avaliação estão a organização da equipe, estratégias para garantir a sustentabilidade da Empresa Júnior, atendimento às demandas locais e regionais, formação empreendedora e utilização da infraestrutura tecnológica do campus. A nota final terá peso de 60% para o projeto e 40% para o currículo do coordenador.

O resultado provisório das inscrições deferidas será divulgado 10 dias após a submissão de cada proposta. Recursos poderão ser apresentados em até dois dias úteis. O resultado final será publicado quatro dias úteis depois.

Após a divulgação do resultado final, o Termo de Outorga deverá ser assinado em até 30 dias. O recurso será pago em parcela única na conta bancária cadastrada nos assentamentos funcionais do professor orientador.

Para os projetos de criação de novas Empresas Juniores, os estudantes deverão ainda providenciar documentos como estatuto social, atas de eleição e posse, CNPJ, cadastro tributário municipal e abertura de conta bancária.

Os projetos terão duração de 365 dias a partir da publicação do resultado final. O relatório parcial deverá ser apresentado após 180 dias de execução, enquanto o relatório final deverá ser enviado em até 60 dias após o encerramento do projeto.

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