Cidades

Violência e discriminação

Hospital e plano de saúde são condenados a indenizar estagiário agredido por funcionária

O jovem perdeu o emprego, e a colaboradora que o agrediu e proferiu ofensas racistas acabou sendo promovida

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A 3ª Vara Cível de Campo Grande condenou um hospital e o plano de saúde a indenizar o estagiário que foi agredido fisicamente e sofreu ofensas racistas por parte de uma funcionária que, posteriormente, ainda foi promovida.

A agressão ocorreu no dia 7 de junho de 2018. O estagiário relatou que pediu passagem três vezes e, ao seguir seu caminho, levou um chute da funcionária na panturrilha, sendo, em seguida, arrastado até uma sala.

No local, o jovem foi agredido verbalmente com ofensas racistas e ainda levou um tapa no rosto, que acabou quebrando seus óculos.

A supervisora do estágio confirmou o ocorrido, afirmando que acolheu o estagiário após o episódio e viu marcas em seu rosto, além dos óculos quebrados. Em situação anterior, ela relatou que o jovem já havia dito sofrer discriminação por parte da agressora.

O segurança também prestou depoimento e confirmou tanto a agressão quanto os insultos racistas nas dependências da instituição.

Para o juiz Juliano Rodrigues Valentim, titular da vara, ficou claro que o estagiário foi vítima de assédio moral de teor racista e de agressão por parte da funcionária.

Omissão

O magistrado entendeu que houve omissão por parte dos réus ao não realizarem um levantamento adequado sobre a denúncia. A funcionária em questão foi suspensa por apenas três dias e, algum tempo depois, acabou promovida.

Enquanto isso, o jovem teve o estágio encerrado uma semana depois. Com isso, o hospital e a operadora do plano de saúde, que não tiveram os nomes divulgados,foram condenados a pagar R$ 25 mil à vítima.

“A administração foi omissa quanto ao assunto”, destacou o magistrado.

O caso só veio à tona porque a supervisora orientou o rapaz a registrar um boletim de ocorrência.

Além de indenizar o ex-estagiário, tanto o hospital quanto o plano de saúde foram condenados a arcar com todos os custos processuais, incluindo os honorários advocatícios, fixados em 15% sobre o valor atualizado da condenação.

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Cidades

Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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Cidades

TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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