Cidades

até novembro

IBGE inicia coleta da Pesquisa Nacional de Saúde em 4,3 mil domicílios de MS

Além de entrevistas, participantes selecionados terão pressão arterial, peso e altura aferidos

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou, na última sexta-feira (10), a coleta da terceira edição da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2026), realizada em parceria com o Ministério da Saúde.

A PNS é realizada por amostragem e, até 30 de novembro, cerca de 60 entrevistadores do IBGE visitarão 4.335 domicílios em Mato Grosso do Sul. Em todo o País, serão 140 mil domicílios visitados em todos os estados.

O levantamento domiciliar vai coletar informações sobre as condições de saúde da população, hábitos de vida, acesso e utilização dos serviços de saúde, ocorrência de doenças crônicas e fatores associados à qualidade de vida.

Durante a visita, o entrevistador do IBGE aplicará um questionário sobre o domicílio e seus moradores. Em seguida, um morador com 15 anos ou mais, selecionado aleatoriamente, responderá ao questionário individual.

Entre os temas investigados estão doenças crônicas, saúde da mulher, saúde da população idosa, saúde bucal, saúde mental, alimentação, atividade física, tabagismo, acidentes, violência, doenças transmissíveis, pessoas com deficiência, cobertura por plano de saúde, utilização dos serviços de saúde, além de informações sobre educação,trabalho, renda e condições de moradia.

Além da entrevista, os participantes selecionados para o questionário individual terão a pressão arterial, o peso e a altura aferidos.

Os dados da PNS 2026 servem para acompanhar e avaliar políticas públicas, planejar as ações do Sistema Único de Saúde (SUS), fortalecer a saúde privada e monitorar o cumprimento de metas nacionais e internacionais relacionadas ao tema.

“Os resultados permitem conhecer melhor a realidade do país, apoiar estudos e pesquisas e subsidiar ações voltadas à promoção da saúde e à redução das desigualdades”, disse o IBGE, em nota.

Exames de sangue e urina

O Instituto destaca que, na edição 2026, pela primeira vez será feita uma coleta de biomarcadores, por meio de exames gratuitos de sangue e urina, em uma subamostra de participantes com 35 anos ou mais, entre julho
e outubro.

Os exames incluem hemograma, perfil lipídico, hemoglobina glicada, creatinina, ácido úrico, sódio, potássio, sorologia para chikungunya e dosagem de chumbo e mercúrio.

Posteriormente, os participantes voluntários receberão gratuitamente os resultados dos exames realizados.

As análises dos resultados das amostras permitirão produzir indicadores relacionados a doenças crônicas, fatores metabólicos, função renal, exposição a contaminantes ambientais, entre outros.

Como identificar o entrevistador

Os entrevistadores do IBGE estarão devidamente identificados com crachá, colete institucional e dispositivo eletrônico de coleta.

A identidade do servidor pode ser confirmada pelo portal respondendo.ibge.gov.br ou pelo telefone 0800 721 8181, tendo em mãos um dos seguintes dados: matrícula, CPF ou RG do entrevistador.

O IBGE destaca que a participação dos moradores dos domicílios selecionados é fundamental para garantir que os resultados representem adequadamente as condições de saúde da população do país. 

Por isso, se um pesquisador bater à porta, o IBGE orienta que o morador colabore e responda aos questionamentos.

FÁTIMA DO SUL

Briga entre casal bêbado termina com namorada assassinada a facadas

Casal estava em casa consumido bebidas alcoólicas e entorpecentes, quando começaram a discutir e a mulher acabou esfaqueada

12/07/2026 14h20

Hospital da Vida, em Dourados, onde mulher faleceu

Hospital da Vida, em Dourados, onde mulher faleceu Foto: SES-MS

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Paula de Souza Conceição, de 29 anos, foi morta a facadas pelo companheiro Wagner dos Santos, neste sábado (11), no bairro Pioneiro, em Fátima do Sul, município localizado a 239 quilômetros de Campo Grande.

Este é o 14° feminicídio do ano em Mato Grosso do Sul.

Conforme apurado pelo site Dourados News, o casal estava em casa consumido bebidas alcoólicas e entorpecentes, quando começaram a discutir. Em determinado momento, ele desferiu golpes de faca na barriga dela.

O Corpo de Bombeiros Militar foi acionado e levou a vítima até o Hospital do Sias, mas, devido à gravidade do caso, ela teve que ser transferida para o Hospital da Vida, em Dourados. Mas, não resistiu aos ferimentos e acabou falecendo no local.

O rapaz foi preso em flagrante pelas autoridades policiais e deve responder pelo crime de feminicídio.

FEMINICÍDIO

Feminicídio é o assassinato de uma mulher pelo fato de ser mulher, ou seja, questões de gênero que envolvem violência doméstica, física, verbal, sexual ou patrimonial. 

Geralmente, o feminicídio é praticado por (ex) companheiros, (ex) namorados, (ex) noivos ou (ex) esposos da vítima. 

É um crime hediondo cuja pena pode variar de 20 a 40 anos de reclusão, não sendo possível pagar fiança. A pena é cumprida em regime fechado.

O feminicídio passou a ser um crime autônomo, com seu próprio artigo no Código Penal, diferente do homicídio qualificado. 

O condenado por feminicídio perde o poder familiar e é impedido de exercer cargos/funções públicas.

Dados divulgados pela Secretaria de Estado e Justiça Pública (Sejusp-MS) apontam que 14 mulheres foram mortas entre 1º de janeiro e 12 de julho de 2026 em Mato Grosso do Sul. 

Violência contra mulher deve ser denunciada em qualquer circunstância, seja agressão física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial.

Os números para denúncia são 180 (Atendimento à Mulher), 190 (Polícia Militar) e 153 (Guarda Civil Metropolitana).

O sinal "X" da cor vermelha, escrita na mão, significa que a vítima quer alertar que sofre violência doméstica. Portanto, o cidadão deve ficar atento, acolhê-la e acionar as autoridades. 

Denuncie!

LISTA TRÁGICA

Confira a lista de mulheres assassinadas por (ex) companheiros em 2026:

  • Josefa dos Santos - 16 de janeiro
  • Rosana Candia Ohara - 24 de janeiro
  • Nilza de Almeida Lima - 22 de fevereiro
  • Beatriz Benevides da Silva - 25 de fevereiro
  • Liliane de Souza Bonfim Duarte - 6 de março
  • Leise Aparecida Cruz - 7 de março
  • Ereni Benites - 8 de março
  • Fátima Aparecida da Silva - 23 de março
  • Marlene de Brito Rodrigues - 6 de abril
  • Vera Lúcia da Silva - 13 de abril
  • Zelita Rodrigues de Souza - 30 de abril
  • Fabíola Marcotti - 18 de maio
  • Maria do Carmo - 28 de junho
  • Paula de Souza Conceição - 11 de julho

Denúncia

Polícia investiga denúncia de estupro em UTI de hospital de Campo Grande

Paciente de 27 anos afirma ter sido vítima de violência sexual enquanto estava internada na UTI; técnico de enfermagem é investigado e Polícia Civil pediu medidas protetivas.

12/07/2026 12h35

Foto: Divulgação

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A Polícia Civil investiga a denúncia de estupro feita por uma paciente de 27 anos que afirma ter sido vítima de violência sexual enquanto estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande.

A ocorrência foi registrada neste sábado (11) na 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª Deam), que também encaminhou à Justiça um pedido de medidas protetivas de urgência contra um técnico de enfermagem, de 52 anos, apontado como suspeito.

De acordo com o boletim de ocorrência, a paciente está internada desde 15 de junho em decorrência de complicações relacionadas à gestação e ao período pós-parto.

Conforme informações repassadas por uma familiar à Polícia Civil, o suposto abuso ocorreu na madrugada de sexta-feira (10), durante o plantão noturno na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Segundo a denúncia apresentada à Polícia Civil, o técnico de enfermagem atendeu a paciente, administrou medicamentos e, posteriormente, voltou ao leito, ocasião em que teria praticado o abuso sexual enquanto ela permanecia sob efeito da medicação.

A vítima afirmou aos investigadores que despertou durante o episódio, percebeu a presença do profissional e conseguiu identificá-lo antes que ele deixasse o quarto.

Conforme consta no registro policial, a paciente informou o ocorrido a uma técnica de enfermagem da equipe que assumiu o plantão seguinte. A profissional acionou a enfermeira responsável pela unidade e a psicóloga responsavel do hospital para prestar assistência inicial à vítima.

A situação também foi comunicada à direção do Hospital Regional. No entanto, até o momento em que a ocorrência foi registrada na Polícia Civil, os familiares afirmaram não ter recebido informações sobre as providências administrativas adotadas pela instituição.

Posteriormente, a paciente foi transferida da Unidade de Terapia Intensiva para um quarto da maternidade, onde passou a permanecer acompanhada por familiares durante todo o restante da internação.

Como parte das medidas adotadas após a denúncia, a vítima solicitou proteção judicial. O pedido encaminhado à Justiça prevê que o investigado seja impedido de se aproximar ou manter contato com a paciente, além de ser afastado de atividades que envolvam o atendimento direto de pessoas em situação de vulnerabilidade até a conclusão das investigações.

A investigação está sob responsabilidade da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), que deverá ouvir a vítima, testemunhas e o profissional denunciado, além de reunir outros elementos para esclarecer as circunstâncias do caso.

Posicionamento do Hospital Regional

O Correio do Estado procurou o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul para solicitar um posicionamento oficial sobre a denúncia e questionar quais medidas administrativas foram adotadas pela instituição após o relato da paciente.

Em nota, o hospital informou que tomou conhecimento do caso na última sexta-feira (10) e que está adotando todas as medidas necessárias para a apuração dos fatos. 

Confira a íntegra da nota oficial enviada pelo Hospital Regional de Mato Grosso do Sul:

"O Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) tomou conhecimento da denúncia na última sexta-feira (10) e, desde então, vem adotando todas as medidas necessárias para a apuração dos fatos, além de prestar acolhimento e todo o suporte necessário à paciente.

O caso já está sendo investigado pelas autoridades policiais. O hospital acompanha o andamento das investigações e reafirma sua confiança de que, após o devido processo legal, os responsáveis serão identificados e responsabilizados na forma da lei."

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