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Imaginário Maracangalha oferece curso gratuito de teatro de rua em Campo Grande

O percurso terá duração de seis meses, com práticas corporais, musicais e políticas, e termina com uma encenação coletiva aberta ao público

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O Ponto de Cultura Imaginário Maracangalha abriu inscrições para a Formação em Teatro de Rua, com duração de seis meses e totalmente gratuita, voltada a pessoas interessadas em arte, cultura e ocupação criativa do espaço público.

A iniciativa é do Ponto de Cultura Imaginário Maracangalha e realizada pela Prefeitura, por meio da Fundação Municipal de Cultura de Campo Grande (Fundac), com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, via Sistema Nacional de Cultura, do Ministério da Cultura e do Governo Federal.

Ao todo, serão oferecidas 20 vagas, que serão preenchidas por meio de processo seletivo. Na formação, os participantes terão contato com conteúdos como:

  • teatro de rua;
  • cultura popular;
  • circo;
  • capoeira angola;
  • agitprop e cortejos cenopoéticos,
  • integrando práticas corporais, musicais e políticas.

Ao final do curso, será realizada e apresentada uma encenação teatral coletiva aberta ao público.

Trajetória

Com quase 20 anos de atuação no teatro de rua, o Teatro Imaginário Maracangalha é referência na cena cultural campograndense e reconhecido por ações como o projeto Sarobá, as Temporadas do Chapéu, o Maracangalha de Pé na Rua, além da promoção do Carnaval de Rua com o bloco Evoé Baco.

O grupo também circula com espetáculos, intervenções e cortejos cenopoéticos, consolidando a rua como seu principal espaço de criação, pesquisa e diálogo com a comunidade.

A proposta do curso parte da trajetória construída pelo grupo ao longo dessas duas décadas, reunindo vivências práticas, referenciais teóricos, pesquisas etnográficas, documentos históricos e experiências em diferentes espaços e contextos do ambiente urbano.

A partir desse acúmulo, o Imaginário Maracangalha estrutura a formação como uma síntese dos conhecimentos produzidos na prática e na pesquisa, fortalecendo uma identidade própria de criação e investigação artística em espaços a céu aberto.

A formação terá coordenação geral do diretor Fernando Cruz, artista e pesquisador com 40 anos de experiência no teatro em espaços públicos, com trabalhos voltados à criação, à pesquisa e à produção de conhecimento em teatro de rua.

Ele também tem uma trajetória marcada pela formação de artistas que hoje integram o grupo e ampliaram seus diálogos estéticos dentro da proposta do Maracangalha. As aulas serão ministradas por integrantes do coletivo: Moreno Mourão, Fran Corona, Paulo Fernandes e Rodrigo Nantes.

A iniciativa é voltada a universitários, estudantes do ensino médio, artistas, moradores de periferias e interessados em arte e cultura com mais de 18 anos, reforçando o compromisso do Imaginário Maracangalha com a democratização do acesso, a formação cultural e o fortalecimento das expressões artísticas populares.

Horário

As aulas acontecerão aos sábados, no período da manhã, com encontros semanais de quatro horas, na sede do grupo, localizada na Rua Marechal Cândido Mariano, nº 1500.

Inscrições

As inscrições seguem até o dia 06 de fevereiro, pelo link https://bit.ly/MaracangalhaTeatrodeRua 
Mais informações no instagram: @Imaginario.maracangalha

Serviço

 

  • Formação em Teatro de Rua – Ponto de Cultura Imaginário Maracangalha
  • Inscrições gratuitas: até 06 de fevereiro
  • Formulário: https://bit.ly/MaracangalhaTeatrodeRua

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Cidades

Pouso forçado em aeroporto de Campo Grande envolve avião de diretor da Fiems

Danilson Charro ocupa o cargo de presidente do Sindicato Intermunicipal das Indústrias da Alimentação de MS

02/02/2026 17h15

Foto: Corpo de Bombeiros / Divulgação

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Uma aeronave modelo Piper Matrix que realizou um pouso forçado no Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande, na manhã do último sábado (31), pertence a um dos diretores da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems).

Conforme o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), a aeronave pertence à empresa Wii investimentos LTDA, de propriedade do empresário Danilson Charro, que desde outubro de 2024, também ocupa o cargo de presidente do Sindicato Intermunicipal das Indústrias da Alimentação do Estado de Mato Grosso do Sul (Siams). A empresa conta com outros dois investidores.

Segundo informações da Delegacia Especializada de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), o incidente ocorreu logo após a decolagem, quando o piloto, que estava sozinho a bordo, percebeu a perda de potência do motor e optou por realizar um pouso forçado ainda dentro da área do aeroporto. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.

De acordo com a delegada Ana Cláudia Medina, responsável pelo atendimento da ocorrência, o motor da aeronave foi lacrado para a realização de testes técnicos, conforme o protocolo de segurança. Segundo ela, a equipe realizou o atendimento e a remoção da aeronave e, considerando a alegação do piloto, o motor foi lacrado para testes posteriores.

No momento do pouso forçado, a aeronave apresentou vazamento de combustível, o que mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, que realizaram o resfriamento do avião com água e Líquido Gerador de Espuma para evitar risco de incêndio.

Ainda conforme as autoridades, foram constatados danos substanciais na asa esquerda, nos trens de pouso e nas pás da hélice da aeronave. No fim do dia, equipes do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos estiveram no local para dar início aos procedimentos de investigação que irão apurar as causas da falha mecânica.

O caso segue sob acompanhamento dos órgãos competentes e a aeronave permanecerá à disposição das autoridades até a conclusão dos exames técnicos.

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CAMPO GRANDE

Adriane Lopes pede esclarecimentos ao Judiciário sobre intervenção no transporte coletivo

O Executivo tem até esta quarta-feira (4) para entrar contra a decisão. Caso isso não ocorra, começa a contar o prazo de 30 dias para indicar o nome do interventor na concessão do Consórcio

02/02/2026 17h00

A Prefeitura tem até esta quarta-feira (4) para entrar contra a decisão do juiz Eduardo Lacerda Trevisan

A Prefeitura tem até esta quarta-feira (4) para entrar contra a decisão do juiz Eduardo Lacerda Trevisan FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Ainda sem decidir se o Município irá intervir ou não na administração do Consórcio Guaicurus, a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), solicitou esclarecimentos ao Judiciário para entender o formato proposto pelo juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos.

"O Município, através da Procuradoria-Geral, pediu esclarecimentos ao juiz, do formato que está propondo. Porque ele sugeriu uma intervenção, ele não decretou uma intervenção. Então, a procuradoria está avaliando para entender qual o próximo passo que o Município vai tomar em relação. Pediu esclarecimentos, embargos de declaração, para que a gente possa entender qual a visão do juiz e, se é uma determinação, o Município vai ter que avaliar como cumprir", disse a prefeita na manhã desta segunda-feira (2).

Apesar de ter sido intimado no final do ano passado, o Município teve tempo para avaliar a decisão, isto porque os prazos processuais da Justiça estavam suspensos desde o dia 20 de dezembro até a penúltima semana de janeiro, em razão do recesso do judiciário. Após este período, o Executivo teve mais 15 dias para entrar com uma liminar para tentar mudar a decisão.

Isso significa que a administração pública tem até esta quarta-feira (4) para entrar contra a decisão. Caso isso não ocorra, começa a contar outro prazo, o de 30 dias, para que o Município indique o nome de quem será o interventor na concessão do Consórcio Guaicurus.

Decisão

No dia 17 de dezembro, em meio a greve dos motoristas de ônibus, o juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, decidiu, sob tutela de urgência, que o Município deveria tomar posse da concessão, com apoio da Agereg e da Agetran.

Oriunda de uma ação popular movida pelo ex-candidato à Prefeitura de Campo Grande Luso Queiroz (Psol), a decisão foi sustentada por argumentos semelhantes aos que já estavam presentes no relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), entregue há três meses pelos vereadores.

Por exemplo, o juiz cita a idade envelhecida da frota, que não pode passar dos 5 anos, mas que hoje se encontra com 8 anos em média, além de alguns ônibus estarem com 15 anos, três vezes mais que o permitido no contrato.

Ademais, o magistrado menciona a transação suspeita de R$ 32 milhões feita para a empresa Viação Cidade dos Ipês, até o momento sem justificativa apresentada.

Em um dos argumentos, o juiz cita a conclusão dos vereadores na CPI, afirmando que foi apontado “descumprimento sistemático das obrigações contratuais por parte do Consórcio Guaicurus, revelando gestão financeira opaca e indícios concretos de irregularidades graves, assim como a necessidade imediata de intervenção administrativa e auditoria independente”.

“Alego que não obstante as recomendações da CPI, a prefeitura municipal nada fez e essa inércia estatal configura verdadeira conduta lesiva passível de controle judicial. Que do ato omissivo lesivo é necessária intervenção corretiva por intermédio da presente ação popular”, escreve Eduardo Trevisan na decisão.

“Partindo desses conceitos de serviço adequado e contínuo, entendo que, pelas provas que vieram aos presentes autos, é possível constatar indícios suficientes de má execução do contrato administrativo, o que vem em prejuízo de toda a coletividade”, acrescenta.

Em sua análise, o juiz deu prazo de 30 dias, após o prazo legal, para que o Município se manifestasse e nomeasse um interventor, pessoa que pode ser responsável por gerir o transporte público urbano de Campo Grande.

O Município também terá que apresentar plano de ação com cronograma para regularizar a atual situação do transporte público, sob pena de multa diária de R$ 300.000,00 a incidir por 100 dias.

Em caso da prefeitura assumir o serviço, isso significaria  arcar com os custos dos ônibus e dos funcionários que atuam no Consórcio Guaicurus. Somente o custo com o pessoal serial algo em torno de R$ 4 milhões mensais.

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