Cidades

Fogo

Incêndio criminoso atormenta moradores da região leste de Campo Grande

A prática é crime e vizinhos relatam sufoco com o proprietário há, pelo menos, um ano

Continue lendo...

Moradores do bairro Carandá Bosque têm passado sufoco com o proprietário de um terreno na região. Há mais de um ano, a vizinhança pede ajuda da prefeitura de Campo Grande pois o local está constantemente com mato alto, lixo, sujeira e animais peçonhentos. Conforme relatado por moradores, já foram encontradas cobras e ratos no local. 

No início da tarde desta segunda-feira (28), o corpo de bombeiros foi acionado para conter um incêndio no terreno, localizado na Rua Torquato de Camillo, próximo à Rua Hiroshima. A denúncia é de que o próprio proprietário teria iniciado o fogo. 

“Do lado desse terreno, tem um condomínio onde mora uma senhora bem idosa, com passarinhos, cachorros. A casa dela fica colada no muro e ela mora sozinha. Pensa no perigo! A vizinhança saiu correndo para socorrer, é um absurdo!”, relatou uma das moradoras. 

“Da última vez, ele usou a desculpa que o fogo começou por causa do sol. Mas hoje está nublado, que desculpa ele vai usar agora? Foi criminoso, com certeza”, afirmou outra, com revolta. 

Os bombeiros identificaram uma tocha improvisada, com um pedaço de madeira e panos com fogo, que acreditam ser o que iniciou o incêndio. 

Bombeiros localizaram o que teria iniciado o incêndio

A reportagem do Correio do Estado entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande para saber a identificação do dono do terreno e as providências tomadas, mas até o fechamento desta matéria, não obteve resposta. 

Crime

O uso do fogo para queimadas urbanas é crime – a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998 –, por isso caso o responsável por atear fogo seja identificado ele está sujeito a sanções penais e administrativas. 

O Código de Polícia Administrativa do Município (Lei nº 2.909, Art. 18-A, §1º), afirma que “é vedada a utilização de queimadas para fins de limpeza de terrenos”. As multas variam entre R$2.944,50 e R$11.778, dependendo da área afetada. 

Até a última semana, de acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), foram registradas 3.178 ocorrências de combate a incêndios em Mato Grosso do Sul. Destas, 616 somente no mês de julho.

Portaria

Na última segunda-feira (22), o governo de Mato Grosso do Sul decidiu sobre a publicação de uma portaria suspendendo a queima controlada no Estado, como uma medida preventiva diante do agravamento das condições climáticas. 

A queima controlada é o uso planejado e autorizado do fogo em áreas específicas, com o objetivo de prevenir incêndios florestais maiores e controlar a biomassa acumulada.A prática visa reduzir o risco de incêndios ambientais ou criminosos. 

A proibição deve valer de 1º de agosto a 30 de novembro em todo o território do Estado. 

A medida veio em decorrência do avanço da seca e do período sem chuva em Mato Grosso do Sul, principalmente na região norte do Estado. 

As projeções indicam um semestre ainda mais seco e quente entre agosto e outubro, o que demandou ações para conter riscos de incêndios, especialmente florestais. 

Como denunciar

As queimadas urbanas podem ser denunciadas:

SEM FLAGRANTE

– Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana (Semadur)
Telefone: 156 ou 153 (segunda a sexta-feira, das 7h30 às 21h, e aos sábados, das 8h às 12h). Também pode ser utilizado o canal digital fala.campogrande.ms.gov.br ou o aplicativo Fala Campo Grande.

– Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Proteção ao Turista (DECAT): Rua Sete de Setembro, 2421, Jardim dos Estados
Telefone: 3325-2567 (plantão 24 horas).

COM FLAGRANTE

– Guarda Civil Metropolitana
Telefone: 153 (plantão 24 horas).

FOGO EM TERRENOS SEM AUTORIZAÇÃO AMBIENTAL

– Batalhão de Polícia Militar Ambiental
Telefone: (67) 3357-1501 ou 190.

OCORRÊNCIA DE INCÊNDIO

– Corpo de Bombeiros Militar
Telefone: 193.
 

Cidades

Júri nos EUA considera Instagram e YouTube responsáveis em julgamento sobre vício em redes

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas

25/03/2026 23h00

Crédito: Marcelo Casal Jr / Agência Brasil

Continue Lendo...

Um júri considerou a Meta e o YouTube responsáveis nesta quarta-feira, 25, em um processo inédito que visava responsabilizar as plataformas de mídia social por danos a crianças que usam seus serviços, concedendo a autora US$ 3 milhões em danos.

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas.

O júri também decidiu que a negligência de cada empresa foi um fator substancial na causa do dano à autora, uma mulher de 20 anos que afirma ter se tornado viciada em mídias sociais quando criança e que esse vício exacerbou seus problemas de saúde mental.

Este é o segundo veredicto contra a Meta esta semana, depois que um júri no Novo México determinou que a empresa prejudica a saúde mental e a segurança das crianças, violando a lei estadual

Meta e YouTube (de propriedade do Google) emitiram declarações discordando do veredicto e prometendo explorar suas opções legais, o que inclui apelações.

O porta-voz do Google, Jose Castañeda, afirmou na declaração da empresa que o caso "não entende o YouTube, que é uma plataforma de streaming construída de forma responsável, não um site de mídia social". Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

Cidades

Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

Continue Lendo...

O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).