Cidades

Mundo

Incêndios florestais assolam Portugal, Grécia e Espanha; autoridades alertam para fumaça tóxica

Espanha e a Itália enviaram reforços para Portugal para ajudar no combate do incêndio que já dura mais de três dias

Continue lendo...

Centenas de bombeiros combatem incêndios florestais em Portugal, Grécia e Espanha neste domingo, 5, com a Espanha e a Itália enviando reforços para Portugal para ajudar no combate a um incêndio de grandes proporções que já dura mais de três dias.

Autoridades pediram aos moradores de partes de Tessalônica, a segunda maior cidade da Grécia, que permaneçam em ambientes fechados e fechem suas janelas e portas devido à fumaça tóxica de uma usina de reciclagem que foi atingida por um incêndio florestal.

Outro grande foco surgiu na tarde deste domingo a oeste da capital grega, Atenas. O corpo de bombeiros informou que 155 bombeiros, apoiados por voluntários, equipes especializadas, 16 aviões de combate a incêndios e seis helicópteros foram mobilizados para combater o fogo que avança por uma floresta de pinheiros na área de Mandra.

Na área de Vouzela, no centro de Portugal, mais de 1,2 mil bombeiros, apoiados por quase 400 veículos e 15 aeronaves, tentam apagar um incêndio que começou na quinta-feira, 2, segundo a autoridade de Proteção Civil. O fogo já queimou uma área de 12 mil hectares, segundo informações da agência de mapeamento por satélite Copernicus, da União Europeia.

A Proteção Civil e Ajuda Humanitária da UE informou que a Espanha enviou 120 bombeiros e 45 veículos como reforço para Portugal na sexta-feira, 3, e três aeronaves de combate a incêndios da Itália também foram enviadas para ajudar.

Segundo a mídia portuguesa, o fogo já não tem grandes frentes ativas, mas alguns pontos ainda permanecem.

Na Espanha, um incêndio florestal que queima desde sexta-feira, 3, na região de Girona, no nordeste do País, já destruiu quase 2 2 mil hectares, informou a agência de notícias EFE. O chefe de operações do Serviço de Bombeiros da Catalunha, Eduard Martinez, disse que o incêndio tem um perímetro de 40 km e que os bombeiros talvez não consigam controlá-lo neste domingo, segundo a EFE.

Fumaça tóxica no norte da Grécia

Do outro lado do sul da Europa, na Grécia, um incêndio de rápida propagação em uma usina de reciclagem perto do subúrbio de Oraiokastro, em Tessalônica, acionou alertas de evacuação em três bairros e uma instalação que abriga 157 pessoas com deficiência neste sábado, 4.

Ventos fortes alimentaram as chamas e cerca de 160 bombeiros foram mobilizados para combater o fogo durante a noite até que as aeronaves pudessem decolar ao amanhecer, informou o Corpo de Bombeiros.

O prefeito de Oraiokastro, Pandelis Tsakiris, disse à emissora estatal da Grécia, ERT, que várias empresas e casas foram danificadas, mas que um cenário mais claro surgirá após as autoridades realizarem uma avaliação completa.

Um homem de 76 anos foi preso suspeito de ter iniciado o incêndio ao gerar faíscas com seu veículo perto da estrada, informou o Corpo de Bombeiros. Ele deveria se apresentar a um promotor neste domingo.

O incêndio ocorre dias após chamas em uma área próxima matarem um menino de 12 anos e seu pai.

Negligência

O porta-voz do Corpo de Bombeiros, o brigadeiro Ioannis Artopoios, disse em entrevista à TV ERT neste domingo que cerca de 85% dos incêndios florestais na Grécia foram causados por negligência, inclusive por faíscas geradas pelo uso de maquinário agrícola, cigarros descartados e churrasqueiras ao ar livre.

A Grécia sofre com incêndios florestais frequentes e muitas vezes devastadores durante seus verões quentes e secos. Em 2018, um incêndio a leste de Atenas matou mais de 100 pessoas, enquanto um incêndio de grandes proporções em 2023 destruiu uma reserva natural no nordeste do País e foi considerado o maior incêndio florestal registrado na UE.

O país tem recorrido cada vez mais à tecnologia para combater a ameaça dos incêndios, agravada pelas mudanças climáticas. O governo está integrando uma frota de quatro satélites, lançados em órbita baixa em maio, que monitorarão incêndios florestais.

Mesmo sendo poupado das ondas intensas de calor neste verão, o País ainda registrou dezenas de incêndios em todo o território, tanto no continente quanto nas ilhas.

Atenção, Motoristas

Ponte da BR-262 será fechada por 19 horas em MS; veja dia e horário

Bloqueio total começa às 17h de quarta-feira (21) e segue até o meio-dia de quinta (22), para continuidade das obras de recuperação da estrutura.

17/10/2026 12h17

Ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262, ficará totalmente interditada por 19 horas para continuidade das obras de recuperação da estrutura.

Ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262, ficará totalmente interditada por 19 horas para continuidade das obras de recuperação da estrutura. Foto: Divulgação Governo MS.

Continue Lendo...

Motoristas que utilizam a BR-262 para chegar a Corumbá, na região do Pantanal de Mato Grosso do Sul, precisarão se programar para uma interrupção prolongada no trânsito na próxima semana. A ponte sobre o Rio Paraguai ficará totalmente interditada por 19 horas, entre quarta-feira (21) e quinta-feira (22), para a continuidade das obras de recuperação da estrutura.

De acordo com comunicado divulgado neste sábado (17) pelo Governo do Estado, o bloqueio começará às 17h de quarta-feira e seguirá até o meio-dia de quinta.

Durante esse período, a passagem de veículos ficará suspensa para a realização de serviços de concretagem em pontos da ponte.

A intervenção faz parte de uma obra que recebe investimento superior a R$ 11,7 milhões e é executada pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), em cooperação técnica com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

A interdição deve afetar principalmente moradores, caminhoneiros, transportadoras e turistas que dependem da rodovia para entrar ou sair de Corumbá, uma das principais cidades da região pantaneira.

Ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262, ficará totalmente interditada por 19 horas para continuidade das obras de recuperação da estrutura.Confira os horários de início e término da interdição da ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262, em Mato Grosso do Sul.

Segundo a Agesul, a escolha do período entre o final da tarde e a madrugada busca diminuir os transtornos para quem utiliza a BR-262, uma vez que a circulação de veículos costuma ser menor nesses horários.

Apesar disso, o bloqueio também alcançará parte da manhã de quinta-feira, exigindo atenção de quem pretende viajar para Corumbá ou deixar o município nesse intervalo.

A orientação do Governo do Estado é que motoristas e empresas de transporte antecipem o planejamento dos deslocamentos, observem os horários previstos e respeitem a sinalização instalada nas proximidades da ponte.

Ambulâncias poderão atravessar durante o bloqueio?

Embora a interdição seja total para o trânsito comum, situações de emergência terão tratamento diferenciado.

Conforme a Agesul, serão adotadas medidas para permitir a passagem segura de ambulâncias e veículos das forças de segurança pública, mediante acompanhamento de equipes de apoio responsáveis pela operação no local.

A medida busca garantir o atendimento de ocorrências urgentes sem comprometer a segurança dos trabalhadores responsáveis pela recuperação da ponte.

Ponte passa por obras de R$ 11,7 milhões

A recuperação da ponte sobre o Rio Paraguai integra um conjunto de intervenções destinadas a melhorar as condições estruturais de uma das principais ligações rodoviárias do Pantanal sul-mato-grossense.

Desde junho deste ano, o trânsito funciona em meia pista, por meio do sistema conhecido como pare e siga, no qual os veículos se revezam para atravessar o trecho liberado.

Para permitir a continuidade da circulação durante as obras, também foram instaladas plataformas metálicas, utilizadas como apoio provisório na estrutura.

O trabalho prevê a recuperação de elementos estruturais, correção de falhas e reforço da ponte, com o objetivo de aumentar sua segurança e durabilidade.

As interrupções completas são necessárias em determinadas etapas, especialmente durante a concretagem, e fazem parte do cronograma de execução dos serviços.

O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara de Carvalho, afirmou que a intervenção busca garantir uma solução duradoura para a travessia.

“Estamos avançando para uma recuperação completa da estrutura, com soluções definitivas e tecnologia adequada”, declarou o secretário, ao destacar a importância da ponte para Corumbá e toda a região pantaneira.

Ponte tem quase dois quilômetros de extensão

Com 1.890 metros de comprimento, a ponte sobre o Rio Paraguai está localizada na região de Porto Morrinho, a cerca de 70 quilômetros de Corumbá, e é uma das principais ligações rodoviárias do Pantanal sul-mato-grossense.

A estrutura é utilizada por moradores, trabalhadores, turistas e veículos de transporte de cargas, tornando a interdição um ponto de atenção para quem depende da BR-262.

O Governo do Estado orienta os motoristas a planejarem suas viagens e evitarem o trecho durante o bloqueio. A previsão é de que o trânsito seja liberado ao meio-dia de quinta-feira (22).

 

 

 

 

IMPOSTO

MPMS abre inquérito civil para investigar IPTU de Adriane Lopes

Tanto Adriane Lopes quanto seu marido, o deputado estadual Lídio Lopes, não declararam o imóvel ao TSE em 2022 e 2026

17/10/2026 11h45

Desde janeiro deste ano, há uma ação popular que cobra a atualização do IPTU do imóvel de Adriane Lopes

Desde janeiro deste ano, há uma ação popular que cobra a atualização do IPTU do imóvel de Adriane Lopes FOTO: Marcelo Victor/Correio do Estado

Continue Lendo...

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul, através da 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Comarca de Campo Grande, instaurou um inquérito civil para apurar irregularidades na cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) dos imóveis da Prefeita Municipal Adriane Lopes (PP)

O inquérito civil, de número 06.2026.00000715-8, encontra-se sob sigilo e exige senha. A decisão de instaurar o processo foi assinada pelo promotor de Justiça Humberto Lapa Ferri, na última terça-feira (13). Adriane Lopes possui residência em área nobre de Campo Grande, no bairro Carandá Bosque III, avaliada em R$ 1.163.425, segundo o cadastro imobiliário da Prefeitura de Campo Grande. Em 2026, o IPTU cobrado sobre a residência foi de R$ 11.634,25.

A mansão está localizada em um terreno que une duas áreas, uma de 588m² e outra com mais de mil m². O local era uma praça que foi desafetada e adquirida por Lídio Lopes (Avante), marido da Prefeita. Porém, a construção da casa não foi averbada, ou seja, apenas o IPTU do terreno foi cobrado e não da casa. 

O inquérito foi instaurado uma semana após Lídio Lopes ser reeleito deputado estadual. Em sua declaração de patrimônio ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele não informou sobre o imóvel onde mora com a família.

Na declaração de bens apresentada ao TSE, o parlamentar registrou patrimônio de R$ 562.375,84, o que representa aumento de aproximadamente 95% em relação aos R$ 288 mil declarados em 2022. 

Além disso, o imóvel do Carandá Bosque III também esteve ausente nos bens informados pela prefeita nas eleições municipais, durante a campanha pela reeleição em 2024.

Ação corre na Justiça

A denúncia sobre uma suposta manobra para reduzir o valor do IPTU da mansão já corre na Justiça desde a candidatura da Prefeita em 2024. Em janeiro deste ano, o advogado Luiz Henrique Correia de Pádua Pereira ingressou com uma nova ação popular, na 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, para denunciar a manobra.

Na ação, o advogado diz que o terreno de 588 metros quadrados foi declarado por Adriane como “lote sem edificação” e pagou imposto territorial. Com isso, além do valor do imóvel ser menor, a alíquota foi menor.

Entre os pedidos da ação estão: punição a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente (Semadur) pela omissão; que seja feita uma nova fiscalização da mansão, lance o valor correto do IPTU e cobre os valores atrasados da prefeita. 

Outro questionamento foi a mudança no enquadramento do Bairro Carandá Bosque 3, onde reside Adriane, que levou a redução de 41% na taxa do lixo, de R$ 1,2 mil para R$ 706.

O que diz a Prefeitura?

Nos autos da ação, a Prefeitura de Campo Grande e a Semadur sustentam que o imóvel foi adquirido há anos pela Prefeita e devidamente registrado como territorial. A aquisição foi em outubro de 2012, ainda na gestão de Nelsinho Trad , no valor de R$ 107.000,00, sendo registrada no dia 30 de janeiro de 2013, na gestão de Alcides Bernal, não sendo exigida qualquer transparência nesse sentido.

O Executivo aponta ainda que a praça foi objeto de desafetação e aquisição por ato oneroso sem qualquer lesão aos cofres públicos municipais e que a área não possui qualquer construção, tratando-se de terreno cuja alíquota incidente é de 3,5%. 

Para a Prefeitura, o aumento da área do terreno por remembramento, por si só, não causa aumento do valor venal do imóvel como um todo, sendo que apenas o aumento da área construída influiria no aumento da base de cálculo. 

Nos autos, a Semadur e o Executivo dizem que são exigidos dois IPTUs de Adriane Lopes e Lídio Lopes, sendo um para cada imóvel, além das respectivas taxas de coleta do lixo, que juntos somam R$ 16.643,78 e que não compete à fazenda pública obrigar qualquer contribuinte à regularizar sua construção perante a serventia registral.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).