Cidades

DECRETO

Incêndios florestais colocam MS sob estado de emergência ambiental

As altas temperaturas somadas com ventos fortes e umidade relativa do ar abaixo de 30% são fatores determinantes para a rápida propagação do fogo

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Em publicação no Diário Oficial do Estado (DOE), desta quarta-feira (3), o governador Eduardo Riedel (PP) decretou “Estado de Emergência Ambiental” para todo o Mato Grosso do Sul, pelo prazo de 180 dias. A medida ocorre em razão das condições climáticas que favorecem a propagação de focos de incêndios florestais sem controle, sobre qualquer tipo de vegetação, acarretando queda drástica na qualidade do ar.

O Estado inicia a preparação para enfrentamento ao período crítico para incêndios florestais. Os incêndios florestais ocorrem devido as condições climáticas extremas derivadas da combinação de temperaturas acima de 30ºC, ventos superiores a 30 km/h e umidade relativa do ar abaixo de 30%.

Segundo orientação da Nota Técnica do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (CEMTEC), a combinação entre déficit hídrico, temperaturas elevadas e redução da umidade do solo e da vegetação reforçadas pela ocorrência do fenômeno “El Nino”, que tende a se intensificar no segundo semestre de 2026, favorece a formação de material combustível altamente suscetível à ignição e à rápida propagação do fogo, ampliando o risco de incêndios florestais, especialmente no Bioma Pantanal.

Os contratos de aquisição de bens necessários às atividades e medidas preventivas ficam dispensados de licitação, desde que possam ser concluídas no prazo máximo de um ano. Fica vedada a prorrogação dos contratos e a recontratação de empresa já contratada.

Determinações

Com o decreto, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) fica responsável por coordenar a articulação interinstitucional com os demais órgãos públicos para a definição e a execução das estratégias de prevenção e de combate aos incêndios, inclusive nas ações de fiscalização de desmatamentos e de queimadas ilegais.

Já o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) será o responsável pelo licenciamento da atividade de queima controlada. 

Nas áreas identificadas com acúmulo de material combustível pelo Sistema de Inteligência do Fogo em Áreas Úmidas (SIFAU), o Estado poderá:
I - prescrever e autorizar a realização de queimas controladas ou de queimas prescritas;
II - auxiliar a realização de queimas prescritas em áreas particulares, caso seja possível.

Também fica determinada a abertura de aceiros em faixa de terreno compreendido de até 50 metros de largura, de cada lado da via, nas áreas lindeiras a pontes e ao longo de estradas e rodovias.

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TRÂNSITO

Corpus Christi: ruas começam a ser interditadas para celebrações do feriado

A Avenida Fernando Corrêa da Costa estará interditada, das 8h desta quarta-feira até às 23h de amanhã

03/06/2026 08h15

Confecção de tapetes no feriado de Corpus Christi, em Campo Grande

Confecção de tapetes no feriado de Corpus Christi, em Campo Grande Marcelo Victor

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Atenção, motoristas de Campo Grande. Nesta quarta-feira (3), algumas ruas da Capital serão interditadas na região central. Isto porque a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) começa os trabalhos para isolar a área onde serão confeccionados os tradicionais tapetes de Corpus Christi.

A interdição começa já na manhã desta quarta-feira (3), às 8h e se estende até às 23h de amanhã (4). A Avenida Fernando Corrêa da Costa será interditada no sentido centro/bairro, da Rua 14 de julho até a Avenida Calógeras, a partir das 08:00. 

Uma outra ação da Agetran ocorre mais tarde nesta quarta-feira. Desta vez, será na Avenida Afluente, no bairro Portal Caiobá, próximo ao número 964. A interdição ocorre das 19:30 Às 22:00h. Na ocasião, haverá um evento social comunitário. 

Como rotas alternativas, para não ficarem presos ao trânsito, os condutores podem optar por dirigir na rua Francisco Antônio de Souza ou na rua Poente. 

Corpus Christi

Na religião católica, o dia de Corpus Christi celebra o Mistério da Eucaristia e o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo. 

A celebração é uma referência à Quinta-feira Santa, quando se deu a instituição da Eucaristia, durante a Última Ceia de Jesus Cristo com os Apóstolos.

É uma homenagem à eucaristia. Esse sacramento do catolicismo é realizado como uma forma de relembrar a morte e ressurreição de Jesus Cristo. 

Neste sacramento, o pão que é consumido representa o corpo de Cristo, e o vinho ingerido simboliza o sangue de Cristo.

A realização da eucaristia é uma referência à Última Ceia, realizada por Cristo com seus discípulos durante a Semana Santa, e à ordem de Cristo (conforme a simbologia citada) de consumir o pão e o vinho em sua memória.  

Ainda dentro da teologia católica, acredita-se que na eucaristia ocorre algo conhecido como transubstanciação, no qual os elementos (hóstia e vinho), após serem consagrados, transformam-se, em essência, na carne e no sangue de Cristo.

Em 2020 e 2021, a tradicional celebração do Corpus Christi foi adaptada, devido à pandemia de Covid-19.

Em 2020, não houve procissões e confecção de tapetes e as missas foram realizadas on-line, com transmissão ao vivo pelas redes sociais.

Já em 2021, os tapetes foram confeccionados pelas pastorais, dentro do pátio das Igrejas e não nas ruas. As celebrações foram realizadas presencial e à distância e as procissões foram apenas em carreata.

A partir de 2022, a missa e a procissão voltaram às ruas, mas com mudança de local. Tradicionalmente, a missa era realizada na rua 14 de Julho, esquina com a Mato Grosso, e a procissão sobre os tapetes percorria a 14 de Julho até a Fernando Côrrea da Costa.

Com a revitalição da 14, a missa passou a ser realizada na Praça do Rádio Clube, com procissão percorrendo trecho da Afonso Pena e rua 13 de Junho, até a Fernando Côrrea da Costa, onde há benção e show.

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ÔNIBUS

Agetran cogita intervenção no transporte coletivo

Audiência realizada ontem foi a última etapa antes de o relatório ser enviado para a prefeita, que decidirá o futuro da concessão

03/06/2026 08h00

Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) está tratando como possibilidade a intervenção na concessão do transporte coletivo, especialmente com o prazo para conclusão do relatório final de estudo estar perto do fim e os problemas do setor estarem longe de serem solucionados.

Ontem, a Prefeitura de Campo Grande realizou audiência pública sobre o transporte coletivo, uma das últimas etapas antes do relatório final ser enviado para a prefeita Adriane Lopes (PP) decidir se o Município vai intervir na concessão, atualmente administrada pelo Consórcio Guaicurus.

Uma das autoridades presentes na sessão, o diretor-presidente da Agetran, Ciro Ferreira, disse que a situação não pode ficar como se encontra atualmente e que alguma medida precisa ser tomada pela prefeita, podendo ser, inclusive, a intervenção na concessão.

“Nós entendemos que há bastante espaço para melhorar esta prestação de serviços. Nós da Agetran entendemos que pode ser uma medida adotada pela prefeita, a decisão é dela, mas é necessário alguma medida para que se resolva a situação que nós encontramos hoje. E não sabemos se vai ser a intervenção ou outra medida adotada pelo Município”, pontuou Ferreira.

Paulo da Silva, diretor-presidente da Agência de Regulação dos Serviços Públicos de Campo Grande (Agereg), também esteve presente na audiência e detalhou como funciona o estudo para conseguir concluir se uma intervenção é viável ou não. Além disso, reforçou dados que expõem ainda mais o transporte coletivo na Capital.

“Quando você vai analisar um processo de intervenção, você não tem os dados da empresa que você vai intervir, nós temos os dados que a gente consegue extrair de fora. São quatro figuras que precisam estar dentro do processo para saber se tem condição ou não, o interventor-chefe, um interventor administrativo-financeiro, um jurídico e um operacional”, explicou.

“Nós temos 197 ônibus vencidos, que já tinham sido detectados pela CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito]. Ainda temos 15 ônibus fora de atividade, porque eles estão interditados, e 13 ônibus que estão acima do limite da idade de 10 anos, que são os articulados”, completou o diretor-presidente da Agereg.

Vale ressaltar que todo este processo de pesquisa da intervenção faz parte de uma decisão judicial de dezembro.

O prazo anterior era de 60 dias, quando ele deveria sugerir, se fosse o caso, a instauração de processo de intervenção. Porém, a edição extra do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) do dia 7 de maio trouxe a prorrogação desse prazo por mais 30 dias e o relatório deverá ser entregue até segunda-feira.

“Tudo está sendo levado em consideração para a gente apresentar uma conclusão. E a prefeita, com a conclusão, ela determina. Se ela entender pela intervenção, então, ela vai fazer o que for necessário. A gente quer resolver da melhor forma possível para os munícipes”, comentou Cecília Saad Cruz Rizkallah, procuradora-geral do Município.

Audiência pública foi realizada no Paço Municipal e ouviu população sobre a situação do transporte coletivo de Campo Grande - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

DADOS

Durante a audiência, a comissão presidida pela procuradora-geral apresentou alguns números que representam o descontentamento da população com o serviço de transporte público nos últimos anos.

O sistema registrou 12.279 autuações por descumprimento de horários e outras 3.444 por omissão de viagens, quando o início, o fim ou todo o percurso programado deixou de ser registrado pelos sistemas de monitoramento.

Os números revelam mais de 15 mil autuações aplicadas ao sistema entre 2021 e 2025. O encontro foi marcado por críticas de usuários, especialistas e vereadores, que cobraram providências do Executivo municipal.

Os dados são da Agetran, com base em documentos e processos de fiscalização que englobam a CPI do Transporte Coletivo. Dos vereadores que integraram a CPI no fim do ano passado, apenas Júnior Coringa (MDB) e Luiza Ribeiro (PT) estiveram presentes na audiência de ontem.

VENDA?

No mês passado, o Correio do Estado reportou que o Consórcio Guaicurus estava passando por uma auditoria externa e que esta medida seria o primeiro passo para uma possível venda da empresa para um grupo de fora de Mato Grosso do Sul.

Na época, a concessionária confirmou que passava por auditoria externa, mas negou que fosse para compra ou venda das empresas. Entretanto, conforme fontes ouvidas pela reportagem, a empresa que estava fazendo a análise nas contas do Consórcio Guaicurus seria de Goiás.

Apesar de o negócio não ter sido concretizado por uma desistência de última hora, na audiência, a procuradora-geral do Município foi questionada sobre essa possibilidade e confirmou que ela existia no contrato, porém, ela deve passar antes pelas mãos do Município para análise.

“Se existe uma relação com o privado, após uma venda que seja, eles têm que apresentar para o Município, fazer análise e ratificar ou não, para ver se eles conseguem cumprir todas as cláusulas do contrato, é nisso que a gente vai se ater”, disse Cecília Rizkallah.

*Saiba

Segundo números divulgados durante a audiência, a Capital viu a quantidade de passageiros cair pela metade. Em 2012, 49 milhões de pessoas eram transportadas por ano, no último balanço, esse número caiu para 25 milhões.

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