Cidades

Campo Grande

Indefinição sobre subsídio atrasa aumento na tarifa de ônibus

Prefeitura espera Estado para fechar valor que vai pagar para o concessionário; teto da nova tarifa é de R$ 5,95

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A Prefeitura de Campo Grande corre contra o tempo para definir o novo valor da tarifa de transporte público para o consumidor até o início de março. Com a tarifa técnica (valor contratual) estabelecida em R$ 5,95 em dezembro de 2023, a administração municipal precisa levantar dinheiro suficiente para subsidiar o preço da passagem e fazer com que o aumento sobre os R$ 4,65 cobrados atualmente na catraca seja o menor possível. 

O decreto já estabeleceu que a tarifa técnica entraria em vigor em março, mas a decisão do início deste mês do presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), Sérgio Martins, pôs ainda mais pressão no município para definir o aumento. 

Ocorre que os valores dos subsídios que a prefeitura da Capital e o governo do Estado darão ao Consórcio Guaicurus, ambos para pagamento das gratuidades aos estudantes, ainda não foram definidos, e esta indefinição que tem atrasado o novo aumento ao consumidor. 

Ao Correio do Estado, o presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, o vereador Carlão (PSB), declarou que, para buscar um valor tarifário que atenda a sociedade, é preciso que a prefeitura pague a diferença entre o valor técnico da tarifa e o valor do passe, que será reajustado.

“A prefeitura paga apenas pelas gratuidades, e esta diferença [da tarifa técnica para a convencional] vai além do subsídio, dá em torno de R$ 3 milhões a R$ 4 milhões [por mês]. Eles têm que entrar em um acordo para pagar esta diferença. Queremos exigir a compra de novos ônibus do Consócio, mas, para exigirmos, a prefeitura tem de cumprir a parte dela”, declarou Carlão.

A preocupação da Câmara Municipal com esse impasse entre o Executivo e o Consórcio Guaicurus é a possível disparada no preço da passagem de ônibus, que levaria a população a pagar um valor alto por um transporte que está longe de apresentar condições ideais.

“Temos de achar um resultado final bom para atender a sociedade, que melhore a qualidade dos ônibus com nova frota que tenha ar-condicionado, já que não pode subir [a tarifa] para o usuário pagar porque não tem um transporte eficiente”, acrescentou Carlão.

O presidente da Comissão Permanente de Transporte e Trânsito da Câmara, o vereador Coronel Villasanti (União Brasil), informou ao Correio do Estado que, em razão da judicialização da definição do valor da tarifa, a comissão não estava participando das discussões referentes ao reajuste, mas deve voltar a participar ativamente das reuniões com o Executivo e o Consórcio.

“Como presidente da Comissão Permanente de Transporte e Trânsito, sempre participei ativamente das discussões nos últimos três anos, inclusive envolvendo outros atores, como o Ministério Público [de Mato Grosso do Sul] e o TCE-MS. Estive na reunião com a Agereg [Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos], em dezembro, que definiu o valor da tarifa técnica. No entanto, como teve a judicialização para definição do valor final, não participamos mais das discussões”, disse Villasanti.

O vereador entende também que, na próxima reunião entre as partes, nas tratativas para a definição de possíveis aumentos no subsídio municipal e no reajuste tarifário, a Câmara Municipal deve intermediar a discussão para chegar ao valor definitivo. 

SUBSÍDIOS

A Prefeitura de Campo Grande foi a que ofereceu mais subsídio ao Consórcio Guaicurus no ano passado. O valor destinado ao consórcio foi de R$ 12 milhões, levando em conta as gratuidades dos estudantes da Rede Municipal de Ensino (Reme) e de pessoas com deficiência e com câncer.
Já o governo do Estado contribuiu com R$ 10 milhões, referentes aos alunos da Rede Estadual de Ensino (REE).

Desde 2022, prefeitura e governo do Estado fazem aportes financeiros ao consórcio: o primeiro subsídio foi acordado depois que o concessionário entrou na Justiça para pedir que fosse cumprida a tarifa técnica.
O Consórcio Guaicurus conseguiu acordar com a prefeitura um repasse de até R$ 1 milhão por mês como forma de subsídio. Mais tarde, em junho daquele ano, o governo do Estado também se comprometeu a ajudar com o repasse de R$ 7,5 milhões.

Ainda sem a definição de quais serão os valores dos subsídios oferecidos pela prefeitura da Capital e o governo do Estado neste ano, o que se sabe, por meio da Procuradoria-Geral do Município (PGM) e da Agereg, é que há uma tendência de aumento no montante dos repasses de ambos. 

Plataforma

Discord entrega à AGU proposta para reforçar segurança de crianças

Medida vem após caso de live que induziu menina a tirar a vida

11/08/2026 21h00

Juca Varela/Agência Brasi

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A empresa Discord, dona do aplicativo de comunicação de mesmo nome, entregou à Advocacia-Geral da União (AGU) uma proposta prevendo a adoção de medidas destinadas a reforçar a segurança de seus usuários no ambiente digital, especialmente crianças e adolescentes.

Segundo a AGU informou em nota na tarde desta terça-feira (11), representantes da companhia apresentaram a proposta nesta segunda-feira (10) – quatro dias após terem se reunido com servidores da AGU, do Ministério da Justiça e Segurança Pública e da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), para tratar de falhas na verificação da idade dos usuários do aplicativo e na proteção de menores de 18 anos de idade.

A AGU não detalhou os termos da proposta, mas destacou que vai analisá-la em parceria com os demais órgãos federais.

“A partir da avaliação das medidas, procedimentos e mecanismos apresentados pela empresa, a AGU examinará a possibilidade de avançar na construção de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), com compromissos, obrigações, mecanismos de acompanhamento e prazos destinados à adequação da plataforma às exigências [legais] brasileiras”, diz nota.

Ainda segundo o órgão, a busca por uma solução consensual não afasta a possibilidade da União adotar as medidas administrativas e judiciais cabíveis para garantir o cumprimento da legislação e a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.

A reunião da última sexta-feira foi agendada após a repercussão do caso de uma adolescente de 13 anos que foi induzida a tirar a própria vida durante uma live transmitida em tempo real por canais do Discord, em 22 de julho. A situação foi investigada na Operação Lívia.

Durante a reunião da semana passada, os representantes da empresa manifestaram disposição para cumprir as exigências legais e corrigir quaisquer falhas identificadas.

De acordo com a AGU, “a identificação de falhas nos mecanismos de verificação de idade e de proteção”, previstos na Lei 15.211/2025, o chamado ECA Digital, “suscitaram preocupações quanto à efetividade das medidas adotadas pela Discord para prevenir o acesso e a exposição de crianças e adolescentes a situações de risco no ambiente digital”.

Casa Própria

Mil famílias podem receber até R$ 16 mil para comprar casa própria em Campo Grande

Feirão Habita começa nesta quarta-feira (12) e disponibiliza mil benefícios para ajudar famílias a custear a entrada e viabilizar a compra do imóvel próprio.

11/08/2026 18h29

Empreendimentos habitacionais estão entre as opções para famílias que buscam realizar o sonho da casa própria em Campo Grande.

Empreendimentos habitacionais estão entre as opções para famílias que buscam realizar o sonho da casa própria em Campo Grande. Foto: Divulgação

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Famílias que pretendem comprar a casa própria em Campo Grande terão uma nova oportunidade para conseguir auxílio financeiro na aquisição do imóvel. A partir desta quarta-feira (12), a 11ª edição do Feirão Habita Campo Grande reunirá empreendimentos habitacionais e disponibilizará mil cotas do programa Bônus Sonho de Morar, com benefícios que podem chegar a R$ 16 mil, conforme a faixa de renda familiar.

O auxílio funciona como um incentivo para reduzir uma das principais dificuldades enfrentadas por quem busca financiamento imobiliário: o valor necessário para concretizar a compra do imóvel. O benefício é direcionado às famílias que se enquadram nos critérios estabelecidos pelo programa habitacional do município.

A 11ª edição do Feirão Habita Campo Grande, ViraCG Habitação será realizada entre 12 e 22 de agosto, com atendimento das 10h às 20h, exceto aos domingos, no Pátio Central, localizado na Rua Marechal Rondon, nº 1.380, região central da Capital. As datas e o local constam em edital publicado pela Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha). 

Como participar

Durante o evento, os interessados poderão solicitar a reserva de cota do Bônus Sonho de Morar. A concessão, no entanto, não é automática e depende do cumprimento dos requisitos previstos na regulamentação do programa.

Além do benefício financeiro, o feirão funcionará como ponto de atendimento para quem pretende entrar ou já está inserido nos programas habitacionais da Capital.

Será possível realizar ou atualizar o cadastro junto à Emha, conhecer os empreendimentos participantes e receber orientações sobre as possibilidades de financiamento habitacional. 

A iniciativa reunirá empresas da construção civil, incorporadoras e imobiliárias participantes do ViraCG Habitação. Os imóveis apresentados no evento estarão enquadrados em programas de habitação de interesse social, conforme estabelecido pela regulamentação municipal. 

Bônus pode chegar a R$ 16 mil

Nesta edição, serão disponibilizadas mil cotas do Bônus Sonho de Morar. Os valores variam de acordo com a renda familiar dos beneficiários e podem alcançar R$ 16 mil.

Na prática, o programa busca complementar os recursos necessários para viabilizar a aquisição do imóvel, especialmente para famílias que conseguem assumir um financiamento, mas encontram dificuldade para reunir o montante exigido na etapa inicial da compra.

A reserva da cota poderá ser solicitada diretamente durante o Feirão Habita. O edital da Emha confirma que o benefício estará disponível no evento e estabelece que a concessão deverá respeitar os requisitos e critérios previstos na regulamentação vigente. 

Feirão vai reunir imóveis de interesse social

A proposta é concentrar em um mesmo espaço diferentes etapas da busca pela casa própria. Além de verificar a possibilidade de acesso ao bônus, o interessado poderá conhecer os projetos apresentados pelas empresas participantes e buscar informações sobre as condições de financiamento.

Segundo o edital, construtoras, incorporadoras e imobiliárias estarão presentes com empreendimentos enquadrados nos programas de habitação de interesse social de Campo Grande. 

O atendimento será realizado durante dez dias, entre 12 e 22 de agosto, com exceção dos domingos. A programação ocorre das 10h às 20h, ampliando o período disponível para as famílias interessadas procurarem atendimento.

Serviço

O 11º Feirão Habita Campo Grande, ViraCG Habitação começa nesta quarta-feira (12), no Pátio Central, na Rua Marechal Rondon, nº 1.380. O evento segue até 22 de agosto, das 10h às 20h, exceto aos domingos.

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