Cidades

MORTE A ESCLARECER

Indígena é encontrado morto pela filha e polícia investiga o caso

Testemunhas disseram que vítima teria brigado com genro no dia da morte

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Manoel Quevedo, 86 anos, foi encontrado morto no fim da tarde de ontem na aldeia Tay Kue, em Caarapó.

De acordo com o boletim de ocorrência, polícia recebeu informação de suposto homicídio na aldeia e equipe se deslocou para o local, onde já estava a Força Nacional.

Testemunhas disseram que pela manhã o genro da vítima o teria empurrado e ele caiu de costas no solo. Filha da vítima e esposa do agressor o ergueu e o colocou dentro de casa.

À polícia, filha informou que depois do caso, vítima teria ido até sua residência à tarde pedindo água e comida e se sentou em frente a casa para descansar. Por volta das 18h, ela saiu e encontrou Quevedo caído no local, já morto.

Outra filha da vítima informou que foi até da irmã e do cunhado para saber informações sobre o pai, sendo recebido de maneira ríspida pelo homem.

Perícia foi feita no local e inicialmente não foram constatados ferimentos no corpo do indígena. Porém, causa da morte não foi definida e perito informou ao delegado que o caso se tratava de morte a esclarecer.

Corpo foi encaminhado para o Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) de Dourados. Caso será investigado pela Polícia Civil.

Condenado

Professor é condenado a 30 anos por matar esposa asfixiada em MS

Crime chocou Mato Grosso do Sul e teve julgamento concluído apenas 80 dias após o feminicídio

28/05/2026 17h17

Foto: Divulgação

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O professor da rede pública Edson Campo Delgado, de 43 anos, foi condenado a 30 anos de prisão em regime inicial fechado pelo assassinato da esposa, Leisa Aparecida Cruz, de 40 anos, em Anastácio.

O julgamento ocorreu no Tribunal do Júri da comarca do município e terminou também com condenação por fraude processual, perda do poder familiar e determinação de indenização à família da vítima.

O crime aconteceu no dia 6 de março deste ano e ganhou grande repercussão em Mato Grosso do Sul, chamando a atenção da população e das autoridades responsáveis pela investigação. A condenação ocorreu apenas 80 dias após o assassinato.

Durante a sessão do Tribunal do Júri, o Conselho de Sentença reconheceu, por maioria de votos, a materialidade e autoria dos crimes, rejeitando as teses apresentadas pela defesa.

O julgamento foi acompanhado por familiares, amigos da vítima e moradores da região, que lotaram o plenário do fórum.

Segundo as investigações, após matar Leisa por asfixia, o réu utilizou o celular da vítima para enviar mensagens à filha dela pelo WhatsApp nas primeiras horas da manhã, numa tentativa de despistar familiares e dificultar o andamento das investigações.

A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Marcos Martins Britto, que pediu a condenação do réu nos termos da denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul.

Na fixação da pena, a Justiça definiu inicialmente 20 anos de reclusão pelo feminicídio. Em seguida, foram consideradas a agravante de motivo torpe e a atenuante da confissão espontânea, que acabaram se compensando.

No entanto, a pena foi aumentada em metade devido às circunstâncias do crime, como o fato de a vítima ser mãe de criança, o assassinato ter ocorrido na presença de descendente, o uso de asfixia e o recurso que dificultou a defesa da vítima, resultando na condenação definitiva de 30 anos de reclusão.

Além da condenação por feminicídio, Edson Campo Delgado também recebeu pena de seis meses de detenção e 20 dias-multa por fraude processual, após tentar interferir nos elementos da investigação.

A sentença determinou que o condenado permaneça preso e sem direito de recorrer em liberdade. O magistrado responsável pelo caso destacou a gravidade do crime, o impacto causado na comunidade de Anastácio e o risco à ordem pública, ressaltando ainda o entendimento jurídico de que condenações pelo Tribunal do Júri devem ter execução imediata da pena.

A Justiça também fixou indenização mínima de R$ 50 mil à família da vítima, com abatimento de valores já depositados anteriormente pelo réu. Outro ponto da decisão foi a perda do poder familiar do condenado, medida fundamentada na legislação penal, civil e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Com a sentença, foi determinada a expedição imediata da guia provisória para cumprimento da pena. Após o trânsito em julgado, terão início as medidas definitivas de execução penal.

Relembre o caso

As investigações apontaram que, após matar a esposa por asfixia, Edson Campo Delgado utilizou o celular de Leisa Aparecida Cruz para enviar mensagens à filha da vítima pelo WhatsApp durante as primeiras horas da manhã.

A estratégia, segundo a Polícia Civil, tinha o objetivo de ganhar tempo e afastar suspeitas sobre o crime. Nos momentos seguintes, familiares continuaram recebendo mensagens enviadas do aparelho de Leisa, o que contribuiu para que o caso fosse inicialmente tratado sem indícios de violência.

A vítima foi encontrada morta dentro da residência onde morava, na Rua Professora Cleusa Batista, em Anastácio.

Horas depois, já no período da noite, Edson comunicou aos parentes que a mulher estaria passando mal e que havia acionado atendimento médico. Em seguida, informou que a levaria para uma unidade de saúde. Já por volta de 1h58 da madrugada, avisou aos familiares que Leisa havia morrido.

A primeira hipótese levantada foi a de morte natural, uma vez que o corpo não apresentava sinais evidentes de agressão.

Entretanto, exames periciais realizados posteriormente identificaram lesões no crânio e no abdômen, além de indícios de asfixia, o que mudou o rumo das investigações.

Com os resultados preliminares do Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL), a Polícia Civil aprofundou a apuração do caso. Diante das evidências reunidas, o professor acabou confessando o feminicídio e afirmou que matou a esposa após uma discussão.

Educação

IFMS abre 120 vagas para pós-graduação em três cidades de MS

Vagas são distribuídas entre os campi de Campo Grande, Aquidauana e Corumbá

28/05/2026 17h01

Reprodução, Alexandre Oliveira / IFMS

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O Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) está com inscrições abertas para cursos presenciais e gratuitos de pós-graduação lato sensu em três municípios do estado. Ao todo, são ofertadas 120 vagas para ingresso no segundo semestre de 2026, distribuídas entre os campi de Campo Grande, Aquidauana e Corumbá.

As oportunidades são para os cursos de especialização em Docência para a Educação Profissional, Científica e Tecnológica, ofertado nos campi de Campo Grande e Aquidauana, e Informática Aplicada à Educação, em Corumbá. Os cursos são voltados a candidatos com diploma de ensino superior reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC), independentemente da área de formação.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente pela internet, entre os dias 25 de maio e 8 de junho, por meio da Central de Seleção do IFMS.

Após preencher o formulário eletrônico, o candidato deverá escolher o campus, o curso e a categoria de concorrência, podendo optar pela ampla concorrência, reserva de vagas para servidores do IFMS ou cotas de ações afirmativas.

O processo seletivo será realizado por sorteio eletrônico, previsto para ocorrer até o dia 16 de junho. Segundo o edital, não haverá aplicação de provas nem análise curricular. Todos os candidatos com inscrição deferida participarão do sorteio.

O edital prevê políticas de ações afirmativas, com reserva mínima de 20% das vagas para candidatos autodeclarados pretos, pardos e indígenas (PPI) e 5% para pessoas com deficiência (PCD). No curso de Docência para a Educação Profissional, Científica e Tecnológica, metade das vagas de ampla concorrência será destinada a servidores permanentes ou em exercício provisório no IFMS.

Confira a distribuição das vagas:

  • Campo Grande: 40 vagas para Docência para a Educação Profissional, Científica e Tecnológica;
  • Aquidauana: 40 vagas para Docência para a Educação Profissional, Científica e Tecnológica;
  • Corumbá: 40 vagas para Informática Aplicada à Educação.

Os candidatos aprovados nas cotas raciais deverão passar por procedimento presencial de heteroidentificação. Já os indígenas precisarão apresentar documentação comprobatória, como Registro Administrativo de Nascimento Indígena (RANI) ou declaração de liderança indígena. Os candidatos inscritos como PCD deverão apresentar laudo médico detalhado no ato da matrícula.

Os cursos possuem regime modular presencial, com possibilidade de oferta de algumas disciplinas a distância.

A especialização em Docência para a Educação Profissional, Científica e Tecnológica possui carga horária de 360 horas, além de 60 horas destinadas ao Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), com duração entre 12 e 18 meses. O objetivo é qualificar profissionais para atuação crítica em ambientes educativos integrando ciência, tecnologia e trabalho.

Em Campo Grande, as aulas ocorrerão às terças e quintas-feiras, das 19h às 22h. Em Aquidauana, as atividades serão realizadas às terças e quartas-feiras, das 18h50 às 22h44.

Já a especialização em Informática Aplicada à Educação, ofertada em Corumbá, também terá 360 horas de disciplinas e 60 horas de TCC, desenvolvidas ao longo de 18 meses. O curso busca capacitar profissionais para o uso das tecnologias da informação e comunicação como ferramentas pedagógicas. As aulas ocorrerão às segundas e terças-feiras, das 19h às 22h15.

Principais datas do processo seletivo

  • Período de Inscrições 25/05 a 08/06/2026
  • Divulgação preliminar das inscrições deferidas Até 09/06/2026
  • Divulgação das inscrições deferidas (após recursos) Até 12/06/2026
  • Sorteio Eletrônico Até 16/06/2026
  • Divulgação do resultado do Sorteio Eletrônico Até 17/06/2026
  • Procedimentos de Heteroidentificação presenciais 18, 19 e 22/06/2026
  • Publicação do Resultado Final e 1ª Chamada 29/06/2026
  • Período de Matrículas da primeira chamada 30/06 a 06/07/2026
  • Início das Aulas A partir de 03/08/2026

Serviço 

Para esclarecimento de dúvidas ou mais informações sobre o edital, os interessados podem entrar em contato com a instituição através do correio eletrônico [email protected].

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