Cidades

Inscrições até dia 25

Iniciação científica: IFMS oferece 247 bolsas e auxílio de até R$ 1 mil

Projetos devem ser submetidos por coordenadores por meio do Sistema Unificado de Administração Pública

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O Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) conta com edital para seleção de projetos de iniciação científica e tecnológica com 247 bolsas para estudantes de níveis médio e superior, além de recursos de até R$ 1 mil por proposta para custeio de pesquisa. As inscrições começam no dia 30 de abril e seguem até o próximo dia 25.

O processo integra o ciclo 2026-2027 do Programa Institucional de Iniciação Científica e Tecnológica (Pitec) e prevê vigência das atividades entre setembro deste ano e agosto de 2027. Os projetos devem ser submetidos por coordenadores por meio do Sistema Unificado de Administração Pública (Suap).

Ao todo, serão investidos R$ 1,41 milhão em bolsas, com recursos do próprio IFMS, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect). Para estudantes do ensino médio, o valor mensal é de R$ 300, enquanto no ensino superior as bolsas chegam a R$ 700.

A distribuição contempla 117 bolsas para o ensino médio (entre Pibic-EM e ações afirmativas) e 122 para o ensino superior, divididas entre Pibic, Pibiti e Pibic-AF. Além disso, o edital reserva R$ 50 mil para apoio à pesquisa e inovação, permitindo que cada projeto solicite até R$ 1.000,00 para aquisição de insumos e manutenção.

A análise das propostas ocorrerá nos meses seguintes, com divulgação do resultado preliminar em 10 de agosto e final no dia 14. O início das atividades está previsto para 1º de setembro.

Podem coordenar projetos servidores docentes e técnicos-administrativos do quadro permanente, que devem optar entre as categorias júnior e sênior. A categoria júnior é destinada a quem não coordenou projetos de iniciação científica no IFMS antes de 2026 e conta com reserva de 10% das bolsas Pibic-EM.

Para participar, os estudantes precisam estar regularmente matriculados, ter currículo atualizado na Plataforma Lattes e não possuir vínculo empregatício nem acumular bolsas. A carga horária exigida é de cinco horas semanais para o ensino médio e 20 horas para o superior.

A seleção será feita em duas etapas: avaliação do mérito científico do projeto, por pareceristas internos e externos, e análise do currículo do coordenador. A nota final considera peso de 60% para o projeto e 40% para o currículo, sendo aprovadas as propostas que atingirem ao menos 60% da pontuação máxima.

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Operação Tomada de Contas

PF deflagra operação em MS e mais dois estados para investigar contratos públicos

Conforme divulgado, é apurado tratamento diferenciado na liberação de recursos públicos

29/10/2026 08h19

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A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (29), a Operação Tomada de Contas em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e São Paulo para investigar possíveis irregularidades na gestão de contratos administrativos.

Conforme divulgado pela PF, a investigação também apura pagamentos a servidores do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), cujo presidente teria sido preso nesta manhã. Mais de 180 policiais federais participam da operação, que cumpre 26 mandados de busca e apreensão.

A apuração investiga o possível uso da suspensão de contratos administrativos como forma de pressionar fornecedores, além de tratamento diferenciado na liberação de recursos públicos.

Autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), a operação também apura divergências em pagamentos a empresas, movimentações financeiras atípicas envolvendo servidores públicos e saques recorrentes em espécie.

A investigação busca identificar possíveis relações entre créditos bancários e retiradas realizadas nas dependências da instituição.

Ainda não foram divulgados detalhes da operação no que se refere a Mato Grosso do Sul. 

MEIO AMBIENTE

Siderúrgica no Pantanal estoura cota legal para abastecer ArcelorMittal

Compras da empresa superam a cota da fábrica em Aquidauana, expõem atalho regulatório e acendem alerta ambiental; atividade da siderúrgica é investigada pela Polícia Civil

29/10/2026 07h50

Simasul produz ferro-gusa em Aquidauana

Simasul produz ferro-gusa em Aquidauana Divulgação

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Levantamento exclusivo do Correio do Estado em relatórios comerciais e licenças ambientais da Simasul Siderurgia Ltda., instalada em Aquidauana, no Pantanal Sul-Mato-Grossense, revela um descompasso direto entre o que a empresa produz e o que as autorizações dadas pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) permitem.

Os documentos de movimentação de vendas mostram que as compras feitas por um único cliente corporativo, a multinacional ArcelorMittal Brasil S.A., consomem e, em meses de pico, ultrapassam sozinhas toda a capacidade de produção de ferro-gusa autorizada pelo órgão ambiental do Estado para o complexo industrial.

A única autorização definitiva da fábrica é a Licença de Operação nº 001697/2023, concedida pelo Imasul. Esse documento permite apenas o funcionamento do alto-forno 2, fixando um teto máximo de produção de 300 toneladas por dia.

Em um mês comercial padrão de 30 dias, a capacidade legal da usina para atender todo o mercado é de exatamente 9 mil toneladas. Qualquer volume fabricado ou vendido acima desse limite ocorre sem licença ambiental definitiva.

Entretanto, o relatório de volume de vendas da siderúrgica entre março e julho deste ano mostra que o fornecimento feito apenas para a ArcelorMittal atingiu 45.544,70 toneladas de ferro-gusa.

Isso representa uma média mensal de 9.108,94 toneladas destinadas à multinacional, o equivalente a cerca de 303,6 toneladas por dia. Na prática, a demanda de um único comprador já superou, na média, a cota diária global permitida para toda a usina.

A evolução mês a mês confirma que era impossível atender a esses contratos dentro dos limites estabelecidos pelo Imasul. Em março, a Simasul vendeu 8.686,51 toneladas de ferro-gusa para a ArcelorMittal, ocupando mais de 96% de toda a capacidade autorizada da fábrica.

Em abril, as vendas para a multinacional subiram para 9.646 toneladas, ultrapassando o teto mensal da licença. Em maio, o volume atingiu o pico de 10.143 toneladas, o que representa uma média de 327 toneladas diárias entregues a um só cliente.

Em junho, foram comercializadas 7.313 toneladas. Em julho, as entregas voltaram a subir e alcançaram 9.756,19 toneladas, correspondendo a 325 toneladas por dia.

Para conseguir entregar essa quantidade de ferro-gusa, a Simasul precisou manter dois altos-fornos ligados simultaneamente. O problema é que o alto-forno 1 não tem licença de operação definitiva.

A unidade vinha funcionando amparada por autorizações temporárias de comissionamento, concedidas pelo Imasul com prazo inicial de 120 dias e renovação por mais quatro meses.

A manobra do comissionamento provisório no alto-forno 1 foi usada para contornar um travamento técnico no alto-forno 2, onde a Simasul ficou dois anos e meio sem realizar o monitoramento obrigatório de fumaça e poluentes (descumprindo a Condicionante nº 14 de sua licença).

Essa omissão impediu a elaboração do Estudo de Dispersão Atmosférica exigido pelo Imasul para emitir a licença de operação definitiva do novo forno.

Ao tentar justificar a falta de medições em fevereiro de 2024 alegando “chuvas intensas”, a siderúrgica foi desmentida pela fiscalização, que comprovou a existência de 18 dias secos no mês adequados para os testes, o que resultou em uma multa de R$ 120 mil e no enquadramento por prestação de declaração enganosa sob a Lei de Crimes Ambientais.

Simasul produz ferro-gusa em Aquidauana

Outro lado

A ArcelorMittal afirmou manter políticas de ética, conformidade e sustentabilidade, exigir o cumprimento de normas legais e ambientais de seus fornecedores e monitorar a cadeia de suprimentos.

A Simasul classificou a investigação policial como decorrente de denúncia anônima. A empresa afirmou colaborar com as apurações e negou operar sem licença.

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